Apaziguem-me

Este senhor já está dentro de uma daquela salas de paredes almofadadas, requintadamente vestido com um colete de forças Prada? Coitada da pobre alma, se calhar o trauma de ter falido o país provocou-lhe alguma amnésia, divisão de personalidade em múltiplas identidades, danos irreversíveis nos circuitos cerebrais. Estou muito arrependida de algumas vezes ter feito pouco do senhor; afinal em vez de gozo, o senhor merece pena.

socrates 1Roubado ao facebook do Prof. José Manuel Moreira. Eu sei que o André já tinha postado a imagem, mas há coisas que é imperativo repetir.

15 pensamentos sobre “Apaziguem-me

  1. Lucas Galuxo

    “o trauma de ter falido o país”

    Maria João, nem Sócrates nem ninguém têm o poder de fazer falir meia Europa ao mesmo tempo e reasgatá-la da falência 3 anos depois. Nem o de afundar os países emergentes todos também ao mesmo tempo, 3 anos depois de os terem erguido nas alturas. O que acontece é que anda p’rá aí uma manada de búfalos loucos a galope à procura de erva fresca, apenas isso. Com muito cadáver espalhado no chão, pisoteado. Entregue o colete de forças a quem esperneia à procura de outra explicação.

  2. JLeite

    @ Lucas Galucho:
    Acha que se o nível de dívida se tivesse mantido igual entre o início e o fim do governo do energúmeno estaríamos na situação em que estamos? Pode-se afirmar sem errar que quem aumentou a dívida como ele o fez faliu um país, não há dúvida.

  3. Rui Cepêda

    Chamar senhor a este burgesso é um insulto aos senhores. A roupa de marca de que alguns precisam para parecerem o que não são, só os expõe mais ao ridículo. Não passa de um canalha parolo que em tempos foi útil a quem não tem vergonha na cara. Pobre País este que se deixa chegar ao grau zero da mais elementar decência.

  4. Brytto

    Anda também para aí um outro senhor, parece ser um perito em finanças públicas, um tal de Teixeira dos Santos, que conjuntamente com este seriam sem dúvida nenhuma a salvação deste país!…
    Esta gente cada vez que aparecem insultam a memória dos portugueses, ao menos poderiam ter praticado uma espécie de período de nojo, enfim, não digo eternamente mas pelo menos enquanto fossem vivos!… 🙂

  5. tina

    “nem Sócrates nem ninguém têm o poder de fazer falir meia Europa ao mesmo tempo e reasgatá-la da falência 3 anos depois.”

    Tem sim senhor, todos os países que deixaram de gastar e seguiram austeridade viram as suas economias melhoradas. O único país que não seguiu rígidas medidas de austeridade, a França, continua a registar aumento de desemprego. Porque é que acha que Hollande decidiu agora tornar-se neoliberal?

    Ou seja, confirma-se que as políticas despesistas conduzidas por Sócrates e defendidas por Krugman levam os países à bancarrota e o inverso acontece quando, pelo contrário, as economias são ajustadas ao seu valor real.

    http://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=1&cad=rja&ved=0CC4QFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.tradingeconomics.com%2Ffrance%2Funemployment-rate&ei=Gq3oUsfrEKGN7QbJw4HYDw&usg=AFQjCNEiZalUbc1XzijU78qxjw7L1MmMLg&sig2=MpZ1ujK2m2M42_0WvRj8hw&bvm=bv.60157871,d.Yms

  6. kimak

    Pronto, pronto… apazigua-te que ele não te faz mal. Mas não te mantenhas distraída que eles andam por aí. Acho que deves ter mais atenção ao que diz o Lucas Galuxo para não seres surpreendida…

  7. JP

    “nem Sócrates nem ninguém têm o poder de fazer falir meia Europa ao mesmo tempo e reasgatá-la da falência 3 anos depois.”

    Por que é que você julga que o governo anterior escondeu o endividamento para pagamento no futuro distante e fez adiantar proveitos futuros das barragens?

  8. Lucas Galuxo

    “Pode-se afirmar sem errar que quem aumentou a dívida como ele o fez faliu um país, não há dúvida.”

    Não pode, JLeite. No governo seguinte, a dívida aumentou muito mais e os juros passaram à metade. Essa cantiga não pega.

  9. Lucas Galuxo

    “Por que é que você julga que o governo anterior escondeu o endividamento para pagamento no futuro distante e fez adiantar proveitos futuros das barragens?”

    Porque a União Europeia assim encorajou a fazer. Desde Manuela Ferreira Leite e a negociata do Citigroup até à Grécia com a batota do Goldman Sachs. Se a alguém se pode assacar alguma culpa é a quem, em Bruxelas, permitiu o relaxe da contabilidade ou a outro alguém, em Franckfurt, que não soube calcular o juro adequado para segurar o crédito.

  10. JLeite

    @ Lucas Galucho:
    É verdade, a dívida que se tinha conhecimento era menor que a real e a Troika impôs que fosse contabilizada pela totalidade, nomeadamente a dívida do sector empresarial do estado. Mas o acréscimo de dívida não ficou por aí, também é verdade. Mas, estou consigo, dever-se-ia ter parado de pedir dinheiro. Zerava-se o deficit e se não houve-se € para pagar salários e reformas, pela totalidade, rateava-se o dinheiro que existisse. Nisso estou do seu lado.
    Agora mais a sério, o que aqui postou revela falta de seriedade na abordagem do problema em que estamos metidos. Parece ser daqueles que se queixa da dor provocada pela bofetada sem querer perceber o motivo porque a levou.

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