Igualdade para casos iguais? (Limiano sobre a Co-adopção)

Eu discordo do Alexandre HC – e uso o artigo dele como base e não o de outros porque a esquerda, como de costume, nem organizar argumentos consegue.

1. Institucionalmente: Claro que a JSD apresentou esta proposta tarde. Fê-lo porque sabe contar, sabia que iria perder a votação no parlamento, e acredita que a votação no país será diferente da que ocorreria em Lisboa. Foi certamente a única hipótese de ver os seus valores vencerem – sendo portanto uma posição por primado de valores.
Irresponsável… não me parece que seja – e claramente há inúmeras decisões mais irresponsáveis que esta. Porque é que “não há memória de uma proposta de referendo tão irresponsável quanto esta”? Porque a AR ouviu “diversas entidades” certamente carregadas de “especialistas”? Porque foi usada como bloqueio a uma alteração legislativa que se pensava imparável? Porque o Paulo Portas não foi ouvido? Porque se convocou um referendo? Numa casa carregada de truques e tiques formais, estranho a celeuma.

2. Ilegalidade: Se a proposta fosse ilegal, porque vai em frente. Obviamente, não é ilegal. Precisa de ser trabalhada, é certo, mas depois de ver um Orçamento Rectificativo em Janeiro, um cidadão comum nem deve pestanejar com a falta de preparação das “elites” que “dirigem” as economias ocidentais. Quanto ao objectivo da JSD não é certamente “lançar a confusão” e muito menos  a “incompetência”, mas isso deixo aos comentadores.

3. Princípio: Quando eu estudei Direito, dizia-se que Igualdade era “tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida em que eles se desigualam“. Se os “casais” não são iguais (como o próprio Alexandre HC afirma no início do parágrafo), não têm de ser tratados de forma igual, por definição.

4. Preconceito: As candidaturas à co-adopção são julgadas também por rendimentos e por equilíbrio psicológico. Em si, estas distinções também são preconceitos. Uma criança pode viver pobre mas feliz e preferir essa opção. Outras podem ter tido experiências em instituições de tal modo que prefeririam ser adoptadas mesmo que por pessoas desequilibradas (para já não falar das que até sejam masoquistas). Não permitir essas opções também são preconceitos. Acontece que esses preconceitos têm justificação. E o papel de quem legisla é (ou deveria ser…) avaliar quais são os preconceitos naturais e os injustificados. Rejeitar todo o conceito de avaliação de preconceitos à partida, a mim, parece-me exagerado e, a prazo, perigoso.

5. Casos: Certamente gerará casos insólitos. E faz parte da argumentação socialista sempre que se pretende alargar o estado e não se encontrem argumentos a favor suficientes explorar meia dúzia de casos ao mais Dantesco detalhe. Charles Murray já avisou os liberais sobre isso e seguindo o seu exemplo, eu gostaria apenas de perguntar: Resolverá a lei completamente esses casos insólitos? E não gerará a aprovação da lei também casos insólitos? Quem estará depois lá para reportar esses casos insólitos?

6. “E há casais que reúnem esse perfil [adequado para dar às crianças as condições de vida que elas merecem, num seio familiar], independentemente da sua composição e orientação sexual.” Respeitosamente discordo. Não na minha concepção de família.
É uma opinião. Como a do Alexandre HC e como a de muitos outros. Mas na minha opinião essa união não é uma família. E se eles se quiserem unir, escusam de obrigar uma criança sem noção desses conceitos a ser exposta a esse tipo de situações.

7. Tudo isto significa que o que vai a referendo não é a igualdade, a democracia “liberal” ou outro princípio basilar qualquer. Vai a concepção de família que queremos passar a algumas crianças. E eu como Limiano já sei como vou votar.

PS: E sobre o facto de “Ah, e tal, e diz-se ele liberal”

  1. Liberal significa que tenho o direito de escolher o meu conjunto de valores.
  2. De todos os valores existentes, eu sigo os que me foram ensinados e não tenho de ouvir (ou ler) insultos por isso. Isto não é o Blasfémias e portanto comentários vazios de conteúdo serão eliminados.
  3. E o custo? Sim, é uma tragédia que se gaste dinheiro num referendo, numa época destas, e logo num assunto destes. Mas na AR deu-lhes uma de Rahm Emanuel e foi este tema como poderia ser outro. Ainda espero pelo aborto pós-Natal
  4. O que está aqui em causa nem é usar o Estado para impedir as crianças de viver com as pessoas com quem estão, nem é prender quem seja contrário aos meus valores. É simplesmente evitar a glorificação de um estilo de vida que eu, de todo, não acho de acordo com a lei natural.

Familia

Anúncios

35 pensamentos sobre “Igualdade para casos iguais? (Limiano sobre a Co-adopção)

  1. k.

    “7. Tudo isto significa que o que vai a referendo não é a igualdade, a democracia “liberal” ou outro princípio basilar qualquer. Vai a concepção de família que queremos passar a algumas crianças. E eu como Limiano já sei como vou votar.

    PS: E sobre o facto de “Ah, e tal, e diz-se ele liberal”
    1.Liberal significa que tenho o direito de escolher o meu conjunto de valores.”

    Esto é inconsistente: Você tem o direito a escolher os seus valores, tudo bem – no entanto, quer legalmente impor os seus valores a outros.

  2. K,
    Claro que essa é uma crítica óbvia e a que a mim me custa particularmente ouvir.
    Mas a minha visão sobre isso é que o que está em causa não é a prisão das pessoas, sendo este mais uma questão sobre que tipo de sociedade é que queremos e que tipo de valores (naturais ou contra-natura) é que estamos a incentivar.
    E por mim nem se usava o poder do estado para isso. Acredite que para mim só o facto de o futuro de uma criança estar nas mãos de um juíz, que faz considerações sobre adultos que nunca cometeram nenhum crime, só porque são pobres ou não têm influência para impressionar as “assistentes sociais”, já me faz confusão.
    Aliás, como é sabido (creio), a minha posição de base sobre este tema todo dos casais é que a culpa é do Napoleão e deveríamos voltar a uma fase em que o Estado não se metia no assunto. Acabava o casamento civil, acabavam as adopções, acabavam os diferentes tratamentos fiscais.
    O casamento religioso ficava para quem acredita nele (como eu) e os outros organizavam uma instituição que lhes desse prazer e à qual gostassem de participar. Repare caro socialista que o problema de base é que se assume que esta matéria deve ser decidida por todos e uma vez decidida é válida para todos. Num sistema em que cada um pertencesse à sua crença (religiosa ou civil) e tivesse apenas de seguir as regras da sua crença, este problema desapareceria, não é?

    Mas do modo que as coisas estão, a glorificação e passagem a crianças de ideias contra-natura a mim parece-me mal. Ao contrário das minhas ideias económicas (que essas são baseadas em matemática e lógica), estas são apenas baseadas em valores com que cresci e que observo como naturais e, logo, ao contrário das outras, não estão sujeitas a alteração. Se for decidido o contrário, aceito e sigo. Como é óbvio, este assunto não é dos mais relevantes para mim (eu sei que foi longo na exposição, mas foi apenas para antecipar algumas críticas, não pelo peso do tema).

  3. Rui

    Não percebo porque é que ser liberal ou não influi na posição sobre a adoção por casais do mesmo sexo. Assim como ser comunista/socialista/…. deveria ser indiferente sobre este tema que trata de relações familiares e não económico/jurídicas.

    O que temos aqui é uma situação em que o que nos deve preocupar em primeiro lugar são os direitos da criança, que à partida se considera que não tem capacidade de decisão quanto ao facto de querer ser ou não coadotada por um casal do mesmo sexo. Penso que os supostos “direitos” à “igualdade/equidade/whatever” de casais do mesmo sexo nesta questão são completamente irrelevantes pois o que se deve ter aqui em conta são os direitos da criança.

  4. David Calão

    Ou seja, devemos todos respeitar a sua posição, assumidamente dogmática e infundada, e condicionar em função dela a vida de pessoas com quem, provavelmente, nunca terá que conviver na vida (algo que lhe faria bem, o que já são contas de outro rosário).

  5. JP

    Este enredo à volta da co-adopção é do mesmo género de outros que levam décadas, sobre a corrupção, Camarate, os milhares de toneladas de agentes altamente tóxicos que há décadas escorrem à chuva em Gondomar, etc. E está a largar muito fumo. De repente (por um mero acaso, pouco tempo depois do casamento gay, quase de prefácio, seguido de um período de nojo para fazer de conta – não me venham cá com tretas) lembraram-se todos das criancinhas e da família, em processo urgente. Já da Casa Pia, andaram a fazer de conta que não viam a capa do Tal&Qual no início dos anos 80. Nessa altura as criancinhas eram o quê? objectos?

  6. dervich

    Eu também já sei como vou votar – Não saíndo de casa.

    Acho que os deputados desta nação têm o dever moral de não andar a brincar com o seu povo, principalmente numa altura destas.
    Contudo, noutras circunstâncias, se fosse chamado a votar, teria vontade de responder “sim” à 1ª pergunta do ref. e “não” à 2ª, mas admito que isso seria hipócrita e incongruente, portanto, possivelmente, responderia “sim” às duas perguntas.

    “estas (as ideias) são apenas baseadas em valores com que cresci e que observo como naturais e, logo, ao contrário das outras, não estão sujeitas a alteração”
    Pois, se por hipótese tivesse crescido com outros valores, talvez agora observasse esses outros valores como naturais, isso é tudo muito relativo, o que não faz sentido é dizer que essas ideias “não estão sujeitas a alteração”: Tudo depende do que a vida reserva a cada um, eu por ex. posso lhe dizer que, não tendo deixado de ser quem sou, mudei ou moderei muitas ideias que tinha em relação a muita coisa…
    Mas você é talvez demasiado novo para perceber isso, a culpa não é sua.

  7. JP

    “Temos um Neo-Con Neo-Lib”

    Já é tempo de declarar o ultra-neo-candido-socialismo ou até o neo-charrismo.
    Asssim, podemos todos atirar uma coisa qualquer aos outros.
    🙂

  8. Luís Lavoura

    (1) Não estou a ver o que é que ser da Ponte do Lima tem a ver com as suas opções políticas.
    (2) A ilustração do post é de um kitsch horrível.
    (3) Onde é que para o “supremo interesse da criança” nisto? Tenho a impressão de que, para si, o interesse da criança é irrelevante – o que mais interessa é a promoção de um certo tipo de família.

  9. jo

    Não existe família natural. Várias civilizações adotaram diversos tipos de família ao longo dos tempos: poligamia, poliandria ligações informais, casamentos para a vida, etc.. Não me parece que seja claro qual a melhor alternativa natural para o ser humano.
    Se formos ver a Natureza, os animais mais parecidos connosco são os gorilas e os chimpanzés, nos primeiros a família organiza-se com várias fêmeas e várias crias em torno de um macho dominante, entre os segundos as crias são criadas pelas mães sem intervenção direta do progenitor não havendo casais definidos.
    Logo se quer que a família se organize de acordo com a Natureza tem de saber o que a natureza quer.
    No seu entender os sauditas são contranatura? E os índios da amazónia? E os mórmones do século XIX? E grande parte das tribos africanas?
    Pode-se responder (embora seja uma idiotice) que a nossa família funciona melhor porque é mais civilizada. Mas nesse caso não é uma família natural é criada pela civilização.

  10. Maria Morais

    Para mim um valor universal é o que define que qualquer pessoa tem o direito de saber quem é o seu pai e a sua mãe biológicos, em qualquer circunstância, qualquer tentativa por parte do adulto de esconder, omitir, substituir ou alterar este direito deveria ser ilegal e punida. O resto é muita conversa fiada, tanto de heteros como de gays. Se fosse inócuo para as pessoas terem só um pai, só uma mãe, dois pais, duas mães, pais adotivos ou outras formas de paternidade enviesadas por adultos egoístas, não ouviríamos falar de milhares de pessoas, pelo mundo fora, fruto destas paternidades modernas, à procura da sua origem e dos seus pais biológicos.

  11. Paulo Farinha

    Bom, por esta altura, presumo que já tenha percebido, mas aqui vai: perante o que está em causa nesta questão, a sua opinião, ainda que possa ser manifestada, importa pouco. Para o bem-estar das crianças, o facto de ” simplesmente evitar a glorificação de um estilo de vida que eu, de todo, não acho de acordo com a lei natural” é apenas pateta. Muito pateta.

  12. j

    concordo em absoluto e só a falta de coragem dos portugueses ( ou laxismo ) permitiu que se tenha chegado a este ponto.

  13. lg

    “6. “E há casais que reúnem esse perfil [adequado para dar às crianças as condições de vida que elas merecem, num seio familiar], independentemente da sua composição e orientação sexual.” Respeitosamente discordo. Não na minha concepção de família.
    É uma opinião. Como a do Alexandre HC e como a de muitos outros. Mas na minha opinião essa união não é uma família. E se eles se quiserem unir, escusam de obrigar uma criança sem noção desses conceitos a ser exposta a esse tipo de situações.”

    Infelizmente, o mundo não gira à sua volta. 😥

    Estou a achar incrível o spin dado ao assunto: afinal ser contra a adopção por gays é a posição liberal. http://cdn.newadnetwork.com/sites/prod/files/uploads/joellec/jkbdr6w.gif

  14. “Ou seja, devemos todos respeitar a sua posição, assumidamente dogmática e infundada, e condicionar em função dela a vida de pessoas com quem, provavelmente, nunca terá que conviver na vida (algo que lhe faria bem, o que já são contas de outro rosário).”

    Mesmo que seja dogmática e infundada, é uma opinião tão válida quanto a sua num tema em que não há uma opinião “certa”.

  15. lg,
    “Estou a achar incrível o spin dado ao assunto: afinal ser contra a adopção por gays é a posição liberal.”
    Num tema destes, o que já deve ter ficado patente aqui no blog nos últimos dias, é a que posição liberal é a liberdade de opinião sobre o tema, seja ela pró ou contra-lgbt.

  16. Luís Lavoura,
    (1) Não estou a ver o que é que ser da Ponte do Lima tem a ver com as suas opções políticas.
    Não conhece Ponte de Lima. É uma pena.

    (2) A ilustração do post é de um kitsch horrível.
    As imagens de gay parades seriam bem mais enérgicas, não era. Xi…

    (3) Onde é que para o “supremo interesse da criança” nisto? Tenho a impressão de que, para si, o interesse da criança é irrelevante – o que mais interessa é a promoção de um certo tipo de família.
    Tem a impressão errada. Logo eu, que ando a pensar nas minhas opções nesse campo (33 anos).

  17. David Calão

    O preconceito não é válido. Ter opiniões baseadas nele muito menos. E condicionar a vida de outras pessoas a essas opiniões então é simplesmente asqueroso.

  18. Eu sei que a tua opinião é preconceituosa, mas eu aceito-a apesar de tudo.
    Quanto a condicionares a vida das crianças com base no teu preconceito já é mais difícil de aceitar, mas como o que eu já vi por aí, estou disposto a não ser muito duro sobre o assunto.

  19. Pingback: A Co-Adopção n’O Insurgente | Ricardo Campelo de Magalhães

  20. João Bettencourt

    “O preconceito não é válido. Ter opiniões baseadas nele muito menos.”

    Não entendo porquê…

  21. lg

    “Não conhece Ponte de Lima. É uma pena.”

    Conheço e vários limianos. Enganam bem, não parecem mentecaptos anti-ciência como sua excelência.

  22. juris

    No atual quadro legal : (heterossexuais e homossexuais)
    QUEM PODE ADOPTAR ?
    SOLTEIROS
    HETERO : SIM HOMO : SIM
    UNIÕES DE FACTO
    HETEROS ; SIM HOMOS : SIM ? (a) Referendo pergunta 2
    CASADOS
    HETEROS : SIM HOMOS : SIM ? (a) Referendo pergunta 2
    (a) SIM , pois o contrário seria discriminatório em relação heterossexuais .
    Inócuo responder NÃO quando a “Constituição” diz SIM

    QUEM PODE CO-ADOPTAR ?
    —FILHOS—
    UNIÕES DE FACTO
    HETEROS : NÃO HOMOS : NÃO (b) Referendo pergunta 1
    CASADOS
    HETEROS : NÃO HOMOS : NÃO (b) Referendo pergunta 1

    (b) A resposta SIM à pergunta 1 implicaria uma discriminação em relação aos heterossexuais
    A pergunta 1 não tem aqui sentido !…

    —ADOPTADOS—
    UNIÕES DE FACTO
    HETEROS : NÃO HOMOS : NÃO
    CASADOS
    HETEROS : NÃO HOMOS : NÃO
    Possibilidade de ampliar a primeira adopção ?

    Em resumo ,
    SIM à pergunta 1 quando a “Constituição” diz NÃO !…
    NÃO à pergunta 2 quando a “Constituição” diz SIM !…
    Assim , as perguntas estão muito mal formuladas . Inócuas e inúteis .
    Também(!) não sabemos qual a Lei que surgirá face às respostas SIM/NÃO . Por exemplo , podemos estar de acordo com a co-adopção , mas não estarmos de acordo com a forma como ela será legislada tal como a Lei já aprovada na generalidade .
    “Não me parece que existe aqui um direito à adoção por casais homossexuais da mesma forma que não existe para os heterossexuais. O direito à adoção deve ser da criança e não dos adultos e é sobre esta perspetiva que deve ser analisado e decidido quem pode ou não adotar”(sic) , seja homo ou hétero …
    Para além de outros valores constitucionalmente protegidos (orientação sexual , minorias, igualdade , etc.) numa colisão de direitos , os supremos direitos das crianças só podem estar no topo da escala de valores constitucionalmente protegidos .

    Quantos “opinadores” já leram a Lei da Co-Adopção ?

  23. politologo

    A ADOPÇÃO e o seu sucedâneo da CO-ADOPÇÃO por homossexuais .
    Alto lá e pare o baile (de mascaras) …
    Não se esqueçam que há um menor de idade que não é ouvido nem achado . Perguntem-lhe quando ele for maior depois de ser gozado (v.g. bulliyng) todo o tempo pelas escolas onde andou . Chegar à escola (sobretudo numa aula de Ciências Naturais) e dizer que tem duas mães ou dois pais ! Mas que gozo !… O comportamento do menor tenderá para o isolamento e o rendimento escolar é potencialmente menor .Efeitos que segundo os especialistas se podem prolongar na idade adulta em maior ou menor grau . Agravado pelo facto de a instabilidade ser maior na relação homossexual do que na heterossexual , e menor nos gays por estes admitirem a infidelidade mais facilmente do que as lésbicas .
    E como reage então e depois o menor ao assistir pelo buraco da fechadura às relações sexuais destas/destes pseudo progenitora(e)s , sobretudo se elas forem sonoras ? Porque também haverá eternamente duas perguntas sem resposta : Quem é o meu pai ou quem é a minha mãe ? E qual será o grau da sua revolta quando o menor descobrir que andou n anos a ser enganado . Criminalidade já temos q.b. . E segundo dizem os psiquiatras portugueses mais de metade já está maluco . Na verdade , mais um louco e dispendioso referendo quando apenas existe já e mal uma “vergonhosa minoria” de 200 (?) casos de adoção por homossexuais , mas fora do âmbito das perguntas do presente referendo !… Foram ali solicitados certificados do registo criminal ou outros ? Referendo , quer se goste ou não , mas Democracia é Democracia , boa ou má , e assim para o Bem e para o Mal .
    Por sucessivos passos calculistas , os homossexuais conseguiram constitucionalmente , primeiro a adoção pelo homossexual , depois o casamento e agora quase conseguiram com a aprovação na generalidade da respetiva Lei da co-adopção por B do adotado ou do filho de A. Mas aquando da aprovação da Lei na especialidade ela descambou para um referendo com as seguintes perguntas :
    1 — «Concorda que o cônjuge ou unido de facto do mesmo sexo possa adotar o filho do seu cônjuge ou unido de facto?»
    2 — «Concorda com a adoção por casais, casados ou unidos de facto, do mesmo sexo?»
    E a final também pretenderão a pedofilia como no passado já havia sido reivindicado por alguns movimentos gays ? … Relativamente aos heterossexuais , nos homossexuais o risco de pedofilia não é diminuído , pelo contrário poderá até ser ampliado … Se possível , em discretos termos regulamentares , sem ceder , as lésbicas só deviam adotar menores do sexo masculino e os gays adotar menores do sexo feminino .
    Mas se na homossexualidade não existe o perigo de uma doença contagiosa , ao contrario do que afirmava o Dr. Sacarides , contudo, um menor educado por um gago não se transforma também num gago ?.Mas o bicho humano não é também um macaco de imitação ? E também aqui se desconhece o que é a mutação ? Mas agora que Portugal está em vias de extinção por falta de natalidade é que enveredam por este caminho do abominável subsidio e aborto pagos com impostos e em prejuízo de doentes graves e ainda os folclóricos casamentos gays ?
    Referendo com um Povo iliterato multi disciplinarmente ? Agravado com a abstenção . Referendo quando apenas há uma parcial cobertura constitucional para tal . Um homossexual pode adotar. Adota e posteriormente casa !… A pergunta 1 relativa à co-adoção de filhos não tem ali aplicação . Acresce que corresponde a um direito que o hétero não tem !… Quanto à pergunta 2 ela tem cobertura constitucional . Mas a cobertura constitucional dependerá sempre da posição relativa na hierarquia de valores , nomeadamente os direitos da criança .
    Me perdoem , e vem estes deputados corruptos e ideólogos da merda (os mesmos que suportam este regime corrupto) falar nos interesses da criança quando lhe cortam com a supracitada Lei da Co-adopção todos os laços familiares(v.g. avós) e até a podem prejudicar patrimonialmente …

    “Não me parece que existe aqui um direito à adoção por casais homossexuais da mesma forma que não existe para os heterossexuais. O direito à adoção deve ser da criança e não dos adultos e é sobre esta perspetiva que deve ser analisado e decidido quem pode ou não adotar”(sic) , seja homo ou hétero …
    A Constituição permite a perigosa adoção e o casamento . Em relação à co-adopção veremos …
    E a cegueira do 25 de Abril está alastrando…
    (a cegueira do PS , o errado oportunismo eleitoral do PSD e os “maricas” do CDS)
    A CO-ADOPÇÃO – Como defender os Direitos das Crianças . Como defender os Direitos das Minorias segundo Isabel Moreira … esta fofa Isabel do PS virou fufa e deixou o marido .
    Suponhamos que este hibrido é fertilizável e decide produzir um filho “in-vitreo”.Entretanto casa com a fufa Maria. Duas mães . Pai omisso . A fufa Maria co-adopta este menor o que faz cessar todos os laços familiares do menor com a família de Isabel (vd. Lei da Co-adopção) . Entretanto a Isabel falece . Posteriormente falece o ex-avô Adriano , pai de Isabel . Assim , o menor já não herda a fortuna do ex-avô Adriano . E mesmo que herdasse , haveria sempre o perigo desta fortuna ser desbaratada pela fufa Maria que entretanto havia encetado relações duvidosas , pondo até em perigo não só aquela fortuna como também o próprio menor. Chama-se a esta chafurdice “defender os Direitos das Crianças” !…
    Abre Núncio !!!

  24. Manuel Costa Guimarães

    Politólogo,

    Acho que nunca tinha lido um texto tão preconceituoso e ordinário como o seu.
    Que vergonha.

  25. Pedro

    Caro Politólogo.
    Já que tem uma opinião e não se coibe de a transmitir, tambem lhe dou a minha: o seu comentário é simplesmente um nojo. Mesmo sem o conhecer quse que consigo visualizar a espuma que se forma no canto da sua boca tal a raiva que lhe vai na alma… e só o primeiro paragrafo basta para de perceber que tipo de pessoa o senhor é: é uma pessoa sem duvida muito triste, e desconfio tambem que seja muito frustrado.

  26. Pingback: Eppur si muove! | O Insurgente

  27. Miguel Cabrita

    Recomendo vivamente que reveja o Princípio de Bentham antes de fazer afirmações sobre ser liberal e usar a lei natural para justificar uma posição no mesmo texto.

  28. politologo

    !º Exemplo

    A Constituição permite a perigosa adoção e o casamento . Em relação à co-adopção veremos …
    E a cegueira do 25 de Abril está alastrando…
    (a cegueira do PS , o errado oportunismo eleitoral do PSD e os “maricas” do CDS)
    A CO-ADOPÇÃO – Como defender os Direitos das Crianças . Como defender os Direitos das Minorias segundo Isabel Moreira … esta fofa Isabel do PS virou fufa e deixou o marido .
    Suponhamos que este hibrido é fertilizável e decide produzir um filho “in-vitreo”.Entretanto casa com a fufa Maria. Duas mães . Pai omisso . A fufa Maria co-adopta este menor o que faz cessar todos os laços familiares do menor com a família de Isabel (vd. Lei da Co-adopção) . Entretanto a Isabel falece . Posteriormente falece o ex-avô Adriano , pai de Isabel . Assim , o menor já não herda a fortuna do ex-avô Adriano . E mesmo que herdasse , haveria sempre o perigo desta fortuna ser desbaratada pela fufa Maria que entretanto havia encetado relações duvidosas , pondo até em perigo não só aquela fortuna como também o próprio menor. Chama-se a esta chafurdice “defender os Direitos das Crianças” !…
    Abre Núncio !!!
    2º Exemplo
    Henrique tem relações sexuais com Maria e emigra desconhecendo a posterior gravidez de Maria . Desconhecem o seu paradeiro decorridos 10 anos até ao regresso de Henrique à sua à sua terá natal . Entretanto a Maria havia registado o filho Francisco com pai incógnito . Posteriormemnte casa com Xavier que irrevogavelmente co-adopta o Francisco . Após o seu regresso confirma que Francisco é seu filho biológico . QUID JURIS ???
    3º Exemplo
    João casa com Maria e têm uma filha Joana . Maria falece e João assume-se homossexual e casa com Malaquias que irrevogavelmente co-adopta a Joana . João falece .
    Malaquias desbarata a fortuna herdada por Joana . Joana ainda menor é engravidada por Malaquias . E tudo isto aos olhos dos impotentes “ex-avós” maternos e paternos da Joana . Quid Juris ?
    4º Exemplo
    Alberto e Laura casam e têm o filho Manuel . Alberto falece . Laura assume-se como lésbica e casa com Odete que irrevogavelmente co-adopta o Manuel .
    Laura falece . Ainda menor , Manuel engravida a Odete . Quid Juris ?
    P.S.
    Não nos parece que exista aqui um direito à adoção(ou co-adopção) por casais homossexuais da mesma forma que não existe para os casais heterossexuais. O direito à adoção deve ser da criança e não dos adultos e é sobre esta perspetiva que deve ser analisado e decidido quem pode ou não adotar(ou co-adoptar) , sejam casais homossexuais ou casais heterossexuais …

  29. politologo

    Um Mundo onde a tua Opinião não conta não é certamente o teu Mundo…
    Referendos ? Democracia Direta ? Quem tem medo dos referendos ?
    A “esquerda” que faz tantos “referendos” quanto os necessários para obter o que “ela” pretende
    Ou a “direita rasteira” com truques que envergonham a noção de referendo …
    Nestes 40 anos desta Democracia semelhante a um baralho com as cartas viciadas , de um lado ou do outro , há sempre um assustado …
    Mas o numero reduzido de verdadeiros referendos faz presumir o elevado deficit democrático que existe neste pseudo país …
    Um verdadeiro e transparente referendo exige perguntas claras e acessíveis à maioria iliterata que apenas entende(?) de futebol ou de telenovelas .i
    Pois não é indiferente perguntar se concorda com o aborto ou se concorda com o aborto pago pelo eleitor votante . E assim , acompanhadas também dos correspondentes projetos de Lei relativos ao sim ou ao não , se estes existirem e devem existir … Por exemplo , posso estar de acordo com a co-adopção mas não com a forma como posteriormente for legislada. È o caso da atual Lei onde a co-adopção é irrevogável mesmo contra a vontade de todos os intervenientes . È esta uma obra de Isabel Moreira , Inês de Medeiros e ainda de Jorge Lacão !.
    Regressamos do Paraíso e lá vimos políticos e referendos diferentes . E Povos também diferentes …
    É tempo de acabar com a máxima romana de um povo que não se governa nem se deixa governar …
    “oculos habent et non videbunt”
    P.S.
    Constituição – artigo 115º – Referendo
    Projeto Lei 278/XII – Lei da Co-adopção
    http://portugalglorioso.blogspot.pt/2013/07/coadopcao-marinho-pinto-arrasa-lobby-gay.html?m=1

  30. politologo

    PEDRO——————————————————————————————-
    Questão Prévia :
    Mantendo o nível do Insurgente (que v. desrespeitou com “argumentum ad hominem” …)
    abstenho-me de o mandar para as origens de onde nunca deveria ter saído . Origens naturais que parece desprezar !…
    1. Passou pela substância como raposa por vinha vindimada . Será que a respectiva cavidade cerebral , se existe , está inquinada com alguma doença rara ?
    2. NOJO ! ESPUMA ! RAIVA ! (estou vacinado) TRISTE ! FRUSTRADO ! Detesto servir de espelho . Compre dois , porque o primeiro pode partir …
    3. “Donner des perles aux cochons”
    4. Alguns Portugueses padecem de iliteracia numérica , económico-financeira e social. E por vezes até de obesidade mental ..
    5.
    Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.(Dr. Pedro Afonso – Médico Psiquiatra-Hospital Júlio de Matos)

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.