A Coacção

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Foi puxado para cima da mesa um daqueles temas irresistíveis que fazem vibrar plateias e que incitam todas as pessoas a darem a sua sentença – inclusive aquelas que se fazem de rogadas por ser uma chatice ver a populaça entretida em torno de um mesmo assunto mas, já que estamos com a mão na massa, queriam também deixar uma palavrinha… não é? Eu não me faço de rogada e não prometo ser breve.

De pouco nos serve perder tempo com o acessório, analisando manobras da agenda política do partido A, B ou C, visto que a astúcia de dominar a agenda política não deve ser vista como um comportamento de excepção escandaloso, mas sim como o padrão inerente à actividade diária daqueles. Bastava perceber isto para que as acusações que são agora concentradas em torno do PSD se voltassem para a génese de todo este alarido muito democrático.

Voltando a atenção para o essencial e fazendo um breve apanhado geral daquilo que tem vindo a ser dito, predominam algumas das seguintes ideias:
1 – A impossibilidade de ser coadoptada pelo cônjuge ou unido de facto do mesmo sexo, deixa a criança sempre em pior situação porque não existem outras alternativas; 2 – Muitos casais heterossexuais também cometem erros e não são exemplo para ninguém, portanto, ninguém é perfeito (sim, isto é usado como argumento); 3 – A referida impossibilidade legal é uma violação a um direito fundamental de uma minoria porque é um atentado à igualdade; 4 – A coadopção não é bem exactamente o mesmo que a plena adopção por casais do mesmo sexo mas, hey, quem se opõe a esta mudança ligeira está a fazê-lo por simples ódio à vida privada dos homossexuais; 5 – A maioria dos estudos confirma que crescer numa família com pais heterossexuais ou homossexuais é indiferente para a criança (esta é das minhas preferidas, sobretudo porque já sabemos que quando um estudo é oriundo de uma instituição católica, será altamente enviesado, mas em todos os restantes casos estaremos perante a mais rigorosa e imparcial apuração científica).

Não nos alonguemos mais. Estas são apenas algumas das muitas ideias que têm vindo a ser papagueadas num país que ficou em ebulição ao vislumbrar-se a possibilidade de referendar o assunto. Começo já por dizer que até simpatizo bastante com os referendos, pois revelam ser uma forma menos problemática de chegar a consensos quanto a questões bicudas e são uma solução ideal (até ver) para as tomadas de decisão a nível local. Para que esse instrumento funcione decentemente, é essencial: que os eleitores estejam familiarizados com a sua utilização; que ele seja aplicado a uma escala humana; e convém que ele não seja usado de forma indiscriminada, num ambiente dominado pela desinformação e improviso – e pelas emoções, quando se tratem de matérias de consciência. Olhando à actual habilidade cívica de muitos portugueses, ao enquadramento administrativo e político do território e à histeria que varre a opinião pública, começando nas academias e indo até aos meios de comunicação, confesso que dá alguma vontade de rir confiar em referendos nestas condições.

Mas recentrando a atenção nas tais ideias dominantes que enumerei. Esta mudança legislativa não é apenas uma forma de acautelar situações que já existem. Esta mudança vai coagir a criança a ficar vinculada, desnecessariamente, a uma relação entre dois homens ou duas mulheres, por mero capricho destes, correndo mesmo o risco de esse vínculo durar mais tempo do que a relação entre estes indivíduos. Ninguém irá perguntar à criança o que ela prefere, pois será vista como mera mercadoria sem direito de decidir o que ficará associado à sua identidade. Rapidamente alguém dirá: mas os pais heterossexuais também de divorciam. Claro, e sabemos que as situação legais que daí derivam não são tão complexas (nem humilhantes?). É de sublinhar a simplicidade leviana com que se ignoram as complicações legais que podem derivar dessa adopção. A única coisa que importa para a agenda LGBT não é que a criança receba um acompanhamento sério até ser maior de idade, mas sim que seja imposta uma descaracterização da família, ao exigir vínculos permanentes para enquadrar o seu caso tão especial. Evocam um ilusório direito à igualdade de acesso à criança como se a adopção se tratasse de uma aquisição comercial ou um de uma resolução de Ano Novo. Como se não bastasse, discutem isto pintando como pano de fundo um cenário em que se inflaccionam as fragilidades dos casais heterossexuais, enquanto as relações entre pessoas do mesmo sexo são associados a um permanente tempo de mel e cumplicidade mútua.

Quanto à ideia de que não há diferença nenhum no ambiente que é gerado em famílias diferentes, seria engraçado conhecer os estudos concretos, quem os financiou, quando, e a serviço de quem. Mas o povo português revela uma especial reverência irracional a qualquer recomendação, publicidade ou opinião orientadora que venha acompanhada de uma oca, mas apelativa, alusão a coisas como: “todos os estudos comprovam”, “cientificamente testado” ou “uma universidade do North Oklamama concluiu que…”. Previsivelmente, esta reverência tacanha reflecte-se num comportamento agregado facilmente influenciável, tanto na compra de um detergente que garante que todas as marcas de máquinas testaram a sua eficácia anticalcário, como no momento de assumir a posição pessoal num debate sobre aborto ou adopção de crianças por pessoas do mesmo sexo, emparelhadas sob a égide do tal contrato civil moderno (porque “casal” é outra coisa e isso aprende-se na escola primária). Talvez por se difundir esta dependência obsessiva face aos testes e às autoridades que carimbam uma determinada conclusão, talvez por isto se tenha vindo a perder a sensibilidade para compreender as coisas mais elementares da realidade. Confiar que um rio não vai passar a correr em direcção à fonte, caso isso seja decretado pela lei de um dia para o outro. A intransigência nos princípios, por parte dos mais conservadores, é incompreendida num contexto em que, se a igualdade não é dada pela natureza, contorna-se de imediato por ilusionismo legislativo.

Os casos abrangidos por esta mudança serão ínfimos. As concepções da sociedade derivadas desta mudança serão amplas. Considerando a falta de apetência natural para a paternidade e maternidade por parte de homossexuais, dificilmente alguém acreditará que virá aí um surto impetuoso de processos de adopção enquadrados na situação em causa.

Não deixa de ser interessante esta ironia de ver muitos dos mais acérrimos e desenraizados defensores do descompromisso pessoal para com os valores da família – o matrimónio, a solidariedade entre gerações, a importância da natalidade de um modo geral, a presença do instinto maternal e paternal e a defesa da vida desde a concepção até à morte – serem os primeiros a apelar às emoções e às virtudes das famílias, atenção, diferentes (como se a família estivesse em constante metamorfose diversificada ao gosto do freguês) enquanto núcleo da felicidade, preferível às instituições estatais (haja alguma vez em que se reconheça o efeito pernicioso do Estado).

Para destoar de grande parte daquilo que tem vindo a ser dito sobre este assunto, manifesto desde já o meu pessimismo quanto ao recurso a um referendo (e não o faço enunciando apenas justificações de natureza orçamental, como alguma cobardia partidária resolveu fazer, atirando areia para os olhos dos eleitores e fugindo com o rabo à seringa). Desde logo, pela matéria a que será aplicado, caso avance, fica evidente que reinará a desinformação e a manipulação emocional, numa luta do “bem” contra o “mal”, já previamente posicionada, delegando à direita o papel de inimiga das “vítimas”. É importante não esquecer este ponto: a maioria das invenções legislativas apoia-se num discurso de benevolência que promete empenhar-se na melhoria das condições de “vítimas”. Até ao final, – prevendo já que se faça ouvir, por exemplo, a voz do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos – prevalecerá o argumento de que a nova lei está a proteger um grupo determinado de vítimas porque sabe que um lar diferente é o melhor para aquelas crianças.

Em primeiro lugar, é ingénuo confiar na sabedoria de um colectivo inorgânico de eleitores atomizados, mentalmente doutrinados ao sabor dos desvarios inculcados no seio destas instituições, ou durante os intervalos informais, numa sociedade educada para a auto-censura democrática. Em segundo lugar, a defesa de um referendo é uma estratégia pouco inteligente que deve ser evitada por quem quiser acautelar a integridade da sua coerência a longo prazo. Cantar louvores à democracia somente quando o resultado vem em nosso favor é um momento ridículo de tensão que humilha tanto quando sucede à esquerda como à direita.

Defender afincadamente a suprema infalibilidade da democracia vai obrigar, mais cedo ou mais tarde, a que se admita uma conformação desconfortável com legalidades grotescas como aquela que enfrentamos face ao aborto. E esta fatalidade é mais do que previsível, quando estamos fartos de saber que as forças de pressões progressistas conseguem dominar todo o sistema e lançar os dados as vezes que forem necessárias até fazer vingar o resultado que lhes é mais prazeroso. Os avanços são graduais e imperceptíveis, mas os efeitos serão drásticos.

Para terminar, recupero algo que escrevi em outra ocasião, a propósito da abolição do casamento civil:

A génese do problema está nos moldes igualitaristas em que o despotismo estatal forja as relações entre os indivíduos, aniquilando a ordem natural e promovendo condições que nunca, ou muito dificilmente, seriam atingidas pelo livre consentimento nas esferas tradicionais a que ficariam todos sujeitos. A fantasia que sustenta igual acesso ao matrimónio de heterossexuais e homossexuais só encontra um eco fácil neste enquadramento de igualdade formal consagrada na Constituição. Como será de fácil ilacção, não existe fronteira inultrapassável e o alargamento de “direitos” depende somente das vontades particulares, mediante as suas condições, desejos e, quiçá, criatividade.

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19 thoughts on “A Coacção

  1. Comunista

    “A génese do problema está nos moldes igualitaristas em que o despotismo estatal forja as relações entre os indivíduos, aniquilando a ordem natural e promovendo condições que nunca, ou muito dificilmente, seriam atingidas pelo livre consentimento nas esferas tradicionais a que ficariam todos sujeitos.”

    – é este pessoal que depois vota em idiotas como o Passos o ou Portas. Que ordem natural é essa? Quem é que fala e quem é que responde pela natureza? É a senhora e os seus amigos e amigas?

  2. Luís Lavoura

    Esta mudança vai coagir a criança a ficar vinculada, desnecessariamente, a uma relação entre dois homens ou duas mulheres, por mero capricho destes

    O mesmo é verdade no caso de uma coadoção heterossexual. A única diferença é que nesse caso a criança fica “desnecessariamente” vinculada a uma relação entre uma mulher e um homem, “por mero capricho destes”.

  3. Luís Lavoura

    A única coisa que importa para a agenda LGBT não é que a criança receba um acompanhamento sério até ser maior de idade, mas sim que seja imposta uma descaracterização da família

    Da mesma forma, à Daniela não interessa se a criança recebe ou não acompanhamento sério, apenas lhe interessa uma caraterização da família.

  4. Luís Lavoura

    Este post tem, porém, duas vantagens relevantes em relação ao post anterior do Campelo Limiano: tem a ilustrá-lo uma figura relativamente pouco kitsch e manifesta uma muito saudável desconfiança por um referendo sobre um assunto destes.

  5. Parabéns mais uma vez, Daniela! Seus argumentos são irrebatíveis. À esquerda politicamnete coreta não importam os valores de uma verdadeira família. Seria muito bom se todos mostrassem a coragem e o discernimento que você mostra mais uma vez. Os que dizem que uma criança pode ser perfeitamente criada com dois pais ou duas mães pensam que somos todos idiotas.

  6. A. R

    “Que ordem natural é essa?” Oh, comuna não te preocupas por os teus parceiros terem fuzilado crianças esfaimadas com 13 anos no polígono de Butovo por causa de roubarem dois pães e vens para aqui debitar barbaridades? Explica!

  7. Este texto é um argumento contra qualquer adopção (“co-” ou tradicional, por homossexuais, heterossexuais ou assexuais).

    “Considerando a falta de apetência natural para a paternidade e maternidade por parte de homossexuais, dificilmente alguém acreditará que virá aí um surto impetuoso de processos de adopção enquadrados na situação em causa.”

    Serei só eu que acha que o principal efeito da co-adopção vai ser permitir a um casal de lésbicas terem um filho em comum (recorrendo à inseminação artificial ou a um amigo prestável) em vez de só de uma?

  8. Pedro F

    Resumo:
    Isto descaracteriza a família. São poucos casos. Os estudos foram todos feitos pela esquerdalhada. O referendo coiso e tal.

    Resta saber qual a definição de família tradicional. Um pai a trabalhar, uma mãe a lavar a roupa e a levar porrada quando o benfica perde?

  9. Comunista

    ““Que ordem natural é essa?” Oh, comuna não te preocupas por os teus parceiros terem fuzilado crianças esfaimadas com 13 anos no polígono de Butovo por causa de roubarem dois pães e vens para aqui debitar barbaridades?”

    Grande Idiota que finge estar preocupado com as crianças:

    “168 children killed in drone strikes in Pakistan since start of campaign
    As many as 168 children have been killed in drone strikes in Pakistan during the past seven years as the CIA has intensified its secret programme against militants along the Afghan border.”

    http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/asia/pakistan/8695679/168-children-killed-in-drone-strikes-in-Pakistan-since-start-of-campaign.html

    Tens aqui alguns nomes, ò mete-nojo:

    PAKISTAN

    Name | Age | Gender

    Noor Aziz | 8 | male
    Abdul Wasit | 17 | male
    Noor Syed | 8 | male
    Wajid Noor | 9 | male
    Syed Wali Shah | 7 | male
    Ayeesha | 3 | female
    Qari Alamzeb | 14| male
    Shoaib | 8 | male
    Hayatullah KhaMohammad | 16 | male
    Tariq Aziz | 16 | male
    Sanaullah Jan | 17 | male
    Maezol Khan | 8 | female
    Nasir Khan | male
    Naeem Khan | male
    Naeemullah | male
    Mohammad Tahir | 16 | male
    Azizul Wahab | 15 | male
    Fazal Wahab | 16 | male
    Ziauddin | 16 | male
    Mohammad Yunus | 16 | male
    Fazal Hakim | 19 | male
    Ilyas | 13 | male
    Sohail | 7 | male
    Asadullah | 9 | male
    khalilullah | 9 | male
    Noor Mohammad | 8 | male
    Khalid | 12 | male
    Saifullah | 9 | male
    Mashooq Jan | 15 | male
    Nawab | 17 | male
    Sultanat Khan | 16 | male
    Ziaur Rahman | 13 | male
    Noor Mohammad | 15 | male
    Mohammad Yaas Khan | 16 | male
    Qari Alamzeb | 14 | male
    Ziaur Rahman | 17 | male
    Abdullah | 18 | male
    Ikramullah Zada | 17 | male
    Inayatur Rehman | 16 | male
    Shahbuddin | 15 | male
    Yahya Khan | 16 |male
    Rahatullah |17 | male
    Mohammad Salim | 11 | male
    Shahjehan | 15 | male
    Gul Sher Khan | 15 | male
    Bakht Muneer | 14 | male
    Numair | 14 | male
    Mashooq Khan | 16 | male
    Ihsanullah | 16 | male
    Luqman | 12 | male
    Jannatullah | 13 | male
    Ismail | 12 | male
    Taseel Khan | 18 | male
    Zaheeruddin | 16 | male
    Qari Ishaq | 19 | male
    Jamshed Khan | 14 | male
    Alam Nabi | 11 | male
    Qari Abdul Karim | 19 | male
    Rahmatullah | 14 | male
    Abdus Samad | 17 | male
    Siraj | 16 | male
    Saeedullah | 17 | male
    Abdul Waris | 16 | male
    Darvesh | 13 | male
    Ameer Said | 15 | male
    Shaukat | 14 | male
    Inayatur Rahman | 17 | male
    Salman | 12 | male
    Fazal Wahab | 18 | male
    Baacha Rahman | 13 | male
    Wali-ur-Rahman | 17 | male
    Iftikhar | 17 | male
    Inayatullah | 15 | male
    Mashooq Khan | 16 | male
    Ihsanullah | 16 | male
    Luqman | 12 | male
    Jannatullah | 13 | male
    Ismail | 12 | male
    Abdul Waris | 16 | male
    Darvesh | 13 | male
    Ameer Said | 15 | male
    Shaukat | 14 | male
    Inayatur Rahman | 17 | male
    Adnan | 16 | male
    Najibullah | 13 | male
    Naeemullah | 17 | male
    Hizbullah | 10 | male
    Kitab Gul | 12 | male
    Wilayat Khan | 11 | male
    Zabihullah | 16 | male
    Shehzad Gul | 11 | male
    Shabir | 15 | male
    Qari Sharifullah | 17 | male
    Shafiullah | 16 | male
    Nimatullah | 14 | male
    Shakirullah | 16 | male
    Talha | 8 | male

    YEMEN

    Afrah Ali Mohammed Nasser | 9 | female
    Zayda Ali Mohammed Nasser | 7 | female
    Hoda Ali Mohammed Nasser | 5 | female
    Sheikha Ali Mohammed Nasser | 4 | female
    Ibrahim Abdullah Mokbel Salem Louqye | 13 | male
    Asmaa Abdullah Mokbel Salem Louqye | 9 | male
    Salma Abdullah Mokbel Salem Louqye | 4 | female
    Fatima Abdullah Mokbel Salem Louqye | 3 | female
    Khadije Ali Mokbel Louqye | 1 | female
    Hanaa Ali Mokbel Louqye | 6 | female
    Mohammed Ali Mokbel Salem Louqye | 4 | male
    Jawass Mokbel Salem Louqye | 15 | female
    Maryam Hussein Abdullah Awad | 2 | female
    Shafiq Hussein Abdullah Awad | 1 | female
    Sheikha Nasser Mahdi Ahmad Bouh | 3 | female
    Maha Mohammed Saleh Mohammed | 12 | male
    Soumaya Mohammed Saleh Mohammed | 9 | female
    Shafika Mohammed Saleh Mohammed | 4 | female
    Shafiq Mohammed Saleh Mohammed | 2 | male
    Mabrook Mouqbal Al Qadari | 13 | male
    Daolah Nasser 10 years | 10 | female
    AbedalGhani Mohammed Mabkhout | 12 | male
    Abdel- Rahman Anwar al Awlaki | 16 | male
    Abdel-Rahman al-Awlaki | 17 | male
    Nasser Salim | 19

    http://www.policymic.com/articles/24164/a-list-of-children-killed-by-drone-strikes-in-pakistan-and-yemen

  10. Pingback: A Co-Adopção n’O Insurgente | Ricardo Campelo de Magalhães

  11. Rodrigo

    Comunista, foi o teu amigo Obama – esse grande Democrata e Nobel – que ordenou esta matança ! Estás a ver o queres que te faça um desenho ?

  12. PT

    Comunista, fico à espera da lista detalhada das crianças mortas pelos regimes comunistas nestes quase 100 anos da grande vitória do proletariado. Por exemplo na Grande Fome, nos planos quinquenais, na China de Mao, no Cambodja de Pol Pot, na Coreia dos Kim, na invasão pacífica do Afeganistão pela URSS (em que foram largamente utilizados meios de incentivo ao progresso social, como o gás mostarda), etc., etc.
    Já agora, voltando ao assunto verdadeiramente em questão, são então os “progressistas” que falam pela natureza e pela ordem natural das coisas? Poderemos então chamar-vos Frankensteins honorários por descobrirem a reprodução homossexual sem ajudas externas?

  13. Rui Cepêda

    Tudo isto radica no casamento gay, que é em si mesmo um disparate. Para que fizesse sentido ter-se-ia que alterar a respectiva definição, descaracterizando-o. Porque é que os homossexuais não hão-de ter os mesmos direitos dos heterosexuais? Pela simples razão segundo a qual, não se pode considerar igual o que é diferente. Um homem não passa a ser mulher por causa do seu comportamento sexual ser hetero ou homo.Como também não tem a capacidade para gerar um filho. Isto são leis naturais, que ignoram as patéticas tentativas esquerdóides para torcer o óbvio.
    Já na altura da aprovação do “casamento” gay se percebeu qua adopção seria o passo seguinte Falhou, tenta-se agora através da co adopção, a qual deixaria entreaberta a porta para nova tentativa no caso da adopção. O interesse das crianças é um fait divers que estes irresponsáveis utilizam, como se fosse o que realmente está em causa. Só como excepção se pode entender.tal coisa.O assunto é outro.

  14. Gonçalo

    Deixei de seguir o Insurgente, cerca de um ano atrás, por considerar que o que antes era o único blog liberal no espaço cibernético português sofreu um infeliz processo de transformação: de opinião económica/política sob um ponto de vista liberal, para opinião política/moral, sob um ponto de vista fortemente católico.

    Tenho pena de, tanto tempo depois, numa visita auspiciosa em procura de opinião ao nível do que estava habituado (sobre a actual questão FCT/”bolseiros”, confesso…), encontro as coisas precisamente como as abandonei.

    E pensar que a autora escrevia para um suposto movimento Libertário.

    Critique-se à vontade a “mentalidade socialista”, o marxismo cultural, a corrupção e o compadrio, mas aqui digo: a prima causa para a impossibildade do liberalismo em Portugal é a TRADIÇÃO CATÓLICA. Felizmente, cada vez menos seguidores tem o que ainda definha desse antigo monstro totalitário. Pena que aqui se refugiem.

  15. Comunista

    “Comunista, foi o teu amigo Obama – esse grande Democrata e Nobel – que ordenou esta matança ! Estás a ver o queres que te faça um desenho ?”

    – Não tenho nada a ver com o Obama. Para vocês aliás Obama só tem seguido a política de Bush nesta matéria. Como deve estar recordado este foi um programa lançado por Bush e continuado por Obama.

  16. politologo

    !º Exemplo

    A CO-ADOPÇÃO – Como defender os Direitos das Crianças . Como defender os Direitos das Minorias segundo Isabel Moreira … esta fofa Isabel do PS virou fufa e deixou o marido .
    Suponhamos que este hibrido é fertilizável e decide produzir um filho “in-vitreo”.Entretanto casa com a fufa Maria. Duas mães . Pai omisso . A fufa Maria co-adopta este menor o que faz cessar todos os laços familiares do menor com a família de Isabel (vd. Lei da Co-adopção) . Entretanto a Isabel falece . Posteriormente falece o ex-avô Adriano , pai de Isabel . Assim , o menor já não herda a fortuna do ex-avô Adriano . E mesmo que herdasse , haveria sempre o perigo desta fortuna ser desbaratada pela fufa Maria que entretanto havia encetado relações duvidosas , pondo até em perigo não só aquela fortuna como também o próprio menor. Chama-se a esta chafurdice “defender os Direitos das Crianças” !…
    Abre Núncio !!!
    2º Exemplo
    Henrique tem relações sexuais com Maria e emigra desconhecendo a posterior gravidez de Maria . Desconhecem o seu paradeiro decorridos 10 anos até ao regresso de Henrique à sua à sua terá natal . Entretanto a Maria havia registado o filho Francisco com pai incógnito . Posteriormemnte casa com Xavier que irrevogavelmente co-adopta o Francisco . Após o seu regresso confirma que Francisco é seu filho biológico . QUID JURIS ???
    3º Exemplo
    João casa com Maria e têm uma filha Joana . Maria falece e João assume-se homossexual e casa com Malaquias que irrevogavelmente co-adopta a Joana . João falece .
    Malaquias desbarata a fortuna herdada por Joana . Joana ainda menor é engravidada por Malaquias . E tudo isto aos olhos dos impotentes “ex-avós” maternos e paternos da Joana . Quid Juris ?
    4º Exemplo
    Alberto e Laura casam e têm o filho Manuel . Alberto falece . Laura assume-se como lésbica e casa com Odete que irrevogavelmente co-adopta o Manuel .
    Laura falece . Ainda menor , Manuel engravida a Odete . Quid Juris ?
    Não nos parece que exista aqui um direito à adoção (ou co-adopção) por casais homossexuais da mesma forma que não existe para os casais heterossexuais. O direito à adoção deve ser da criança e não dos adultos e é sobre esta perspetiva que deve ser analisado e decidido quem pode ou não adotar (ou co-adoptar) , sejam casais homossexuais ou casais heterossexuais .
    Mas o direito da criança para uma adopção não pode ser prejudicado com as diferenças que existam entre o grupo natural e o “paranatural” . Não é uma discriminação em função do sexo mas das suas especificidades para o melhor desenvolvimento da criança .

  17. politologo

    Um Mundo onde a tua Opinião não conta não é certamente o teu Mundo…
    Referendos ? Democracia Direta ? Quem tem medo dos referendos ?
    A “esquerda” que faz tantos “referendos” quanto os necessários para obter o que “ela” pretende
    Ou a “direita rasteira” com truques que envergonham a noção de referendo …
    Nestes 40 anos desta Democracia semelhante a um baralho com as cartas viciadas , de um lado ou do outro , há sempre um assustado …
    Mas o numero reduzido de verdadeiros referendos faz presumir o elevado deficit democrático que existe neste pseudo país …
    Um verdadeiro e transparente referendo exige perguntas claras e acessíveis à maioria iletrada que apenas entende(?) de futebol ou de telenovelas .
    Pois não é indiferente perguntar se concorda com o aborto ou se concorda com o aborto pago pelo eleitor votante . E assim , acompanhadas também dos correspondentes projetos de Lei relativos ao sim ou ao não , se estes existirem e devem existir … Por exemplo , posso estar de acordo com a co-adopção mas não com a forma como posteriormente for legislada. È o caso da atual Lei onde a co-adopção é irrevogável mesmo contra a vontade de todos os intervenientes . È esta uma obra de Isabel Moreira , Inês de Medeiros e ainda de Jorge Lacão !.
    Regressamos do Paraíso e lá vimos políticos e referendos diferentes . E Povos também diferentes …
    É tempo de acabar com a máxima romana de um povo que não se governa nem se deixa governar …
    “oculos habent et non videbunt”
    P.S.
    Constituição – artigo 115º – Referendo
    Projeto Lei 278/XII – Lei da Co-Adopção
    http://portugalglorioso.blogspot.pt/2013/07/coadopcao-marinho-pinto-arrasa-lobby-gay.html?m=1

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