3 pensamentos sobre “Coisas boas da blogosfera

  1. lucklucky

    Infelizmente tenta ideologizar demais, junta coisas que não devem ser ligadas ou nem sequer têm ideologia. Tomás Taveira sinal de “Neoconservadorismo do gosto”?
    Tomás Taveira é quem dizia como Pós Modernista que já não havia lugar para o gosto em Arte.
    Por coisas ocorrerem ao mesmo tempo não quer dizer que estejam ligadas.

    Já sobre Cavaco Silva na mouche.

  2. Rui Cepêda

    “Começa um ajuste de contas com os pretensos excessos do PREC”
    Ficamos a saber que o PREC durou até aos anos oitenta e não fosse o Semanário com a sua meia desfeita e depois a Olá sob a verruminosa influência do MEC, ainda hoje estaríamos a viver felizes e igualitários protegidos pelos amanhãs que não cantaram. E para que não restem dúvidas, aí está para o atestar, uma tal Clara Ferraz, por certo socióloga e de esquerda, passe o pleonasmo. Esta cientista sócio/política esclarece, num trabalho académico, de rara qualidade concerteza, sobre as “estratégias endogâmicas” das classes superiores.

    “A exposição pública da desigualdade e a recomposição da estrutura de classes no inicio da década de oitenta”, que se pode traduzir pelo regresso à normalidade – nos casos em que foi perturbada – de que de novo a meia desfeita e a olá são consideradas responsáveis, porque apoiavam e “havia quem gostasse de ver”.
    Estamos perante a “reinvenção” do conservadorismo coisa que como sabemos resiste muito à extinção, ao contrário do comunismo…
    O código do vestuário e o “neo conservadorismo do gosto”. Será que pretende referir-se às pessoas que cortavam o cabelo, usavam gravata e falavam português? Tal como em toda a parte, este look só poderia representar a nostalgia do regime anterior…Pelo menos a Norte nunca se reinventou nada, porque nada deixou de existir e também nada fechou. Com ou sem nostalgia, tudo se manteve e os comunas é que foram escorraçados.

    Mas eis que emerge um conceito “novo” De novo, isto acontece com o MEC e outros.
    “Com um aproach desconcertante. Podia ser-se culto e fashion sendo de direita ou pelo menos não sendo de esquerda. O MEC era desconcertantemente monárquico”. O natural, para quem tem palas nos olhos e no cérebro que resta, é o desconcerto ser consequência da normalidade Quanto a Kultura e ao fashion tipo Ana Salazar, isso sempre foi mau e de esquerda.

    Desvaloriza o Jaime Nogueira Pinto, como tendo poucos seguidores, depois de ter referido a vitória de Salazar no programa da televisão, sobre qual o político Português mais importante de sempre! O que provocou o final abrupto do programa, sem que a apresentadora o tivesse finalizado sequer. O prémio também ficou por atribuir…Creio que era a Fátima.

    Ao atribuir o mérito da viragem de paradigma a MEC, Portas e Marcelo, essencialmente, está a considerar implicitamente a fraqueza e estupidez da esquerda, que duas ou três pessoas embora inteligentes, são suficientes para derrotar.

    Tudo isto afinal se resume a uma esotérica conspiração da direita para recuperar o poder perdido e desestabilizar o esquerdismo, estabelecido com o onze de Março.
    Data esta curiosamente omitida, tal como o vinte e cinco de Novembro seguinte. Ou seja ficam de fora aspectos fundamentais no plano político. O Verão quente de setenta e cinco, não existiu…

    A “narrativa” prossegue: “na ressaca do 25/4 os ricos saíam do armário”. Onde se supõe se tivessem escondido cerca de dez anos! Um sufoco! Transformam-se assim alguns meses em que o poder caiu nas mãos do comunismo politico/militar anárquico, e que foram dramáticos principalmente porque arruinaram o País, em dez anos. A generalidade dos muito ricos emigrou e só regressa nos anos oitenta, é verdade. Mas não estiveram no armário. Estiveram sim na cadeia alguns, sem culpa formada, detidos com mandatos de captura, emitidos em branco pelo Otelo do copcon. O crime que cometeram foi terem trabalhado e desenvolvido o País. Depois de roubados, foram-se embora naturalmente.

    “A sociabilidade da direita mais moderna com a esquerda no bar mítico – o frágil. A nova
    Direita urbana e cosmopolita, vanguardista. Esta direita urbana convivia com a esquerda na noite e na moda. De certa forma era uma direita que era de esquerda”.
    Curioso este wishfull think. Puro engano. O frágil nunca foi frequentado pela Direita que só lá passava por outras razões. Do género feminino, como diria o outro…

  3. Rui Cepêda

    Não resisto a citar, com a devida vénia, algumas tiradas de génio, onde a narrativa consegue a proeza de conjugar a isenção com o mais enraízado esquerdismo.
    E finaliza a curiosa incursão social na Direita, desta vez invocando o Independente e a Kapa como os mentores do fracasso marxista no Bairro Alto, onde parece acantonar-se todo o País.

    Não sem acrescentar o inevitável consumismo, esse tremendo corruptor da esquerdalhada mais susceptível. Desta vez junta-se-lhe uma nova tentação – o bem estar imaterial – produto que a julgar pela descrição, talvez tenha a ver com o charro…

    No entendimento do autor da “narrativa”, nesta altura do campeonato, é que a sexualidade passou a ter um papel mais central na vida dos jovens. Mas também neste aspecto se engana nas datas. Desta vez o atraso é superior a dez anos.

    !Reanimou-se o valor do status em desfavor da noção de classe, isto em termos weberianos, da anterior classe dominante, com os solares e o turismo de habitação”
    .Aqui a confusão é mais que muita, indiciando um conhecimento dos assuntos muito rudimentar
    “Mais uma vez o independente desgasta o cavaquismo mas contribui para o desenvolvimento da estabilidade dos seus governos maioritários. O povo não gosta de brincadeiras com a economia”. Pois não.

    Por fim e num esforço desesperado e inglório para entender o político/ideológico/económico,
    vê insanáveis contradições entre o liberalismo na economia e o conservadorismo nos costumes. Edmund Burke versus Milton Friedman, como o exemplo acabado da inevitável derrota do capitalismo. Será que irá coincidir com o fim do Mundo anunciado pelo Dr. Soares?

    “Como conciliar a liberdade de escolher com os valores e princípios? Estes axiologicamente superiores”. O que em sua opinião terá provocado o fracasso da TVI.
    Eles não têm esse obstáculo dos princípios, nunca tiveram e sucesso empresarial também não.
    Para a esquerda, o ideal seria os conservadores tormarem-se estatistas e o liberalismo virar esquerdista. Só que isso é tão irreal como o marxismo ser sustentável…

    “A direita não enfrenta estes problemas e vai numa fuga para a frente”… Onde é que eu já ouvi isto?. Eles preferem uma evolução para trás.

    “Estas questões são dilecerantes para a sua coerência e para a sua consciência”.
    Chega a ser comovente este cuidado extremoso que a esquerda nos dedica, ao ponto de se esquecer de si própria.
    “Colidem com o sentimento de gratificação pessoal que se instalou nas pessoas”. Colisão essa de que a esquerda está livre, infelizmente para eles…

    O capitalismo vive a custa de princípios de acção que tendem a destruir a ética protestante que alimenta o seu espírito….E aos anos que isto dura! Mas o que se há de fazer? O pessoal gosta é de cacau!

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