Benedict Cumberbatch é mais que Sherlock

4 pensamentos sobre “Benedict Cumberbatch é mais que Sherlock

  1. Syme

    Cumberbatch é um caso nítido de “embaraço do privilégio”: o old boy de Harrow que não perde uma ocasião para fazer pública contrição pela educação aristocrática que recebeu, como se tal fosse uma enorme injustiça e não aquilo que é –um privilégio que impõe responsabilidades acrescidas a quem dela beneficia. Consequentemente, exibe pretensas credenciais de “correcção política” à horda de “cumberbitches” (de ambos os sexos) que lhe sustentam a popularidade –e portanto o rendimento– e demonstra uma tendência irritante para escolher personagens conformes aos preconceitos dos tempos (por exemplo, o grotesco Assange, ou Turing enquanto “mártir” da repressão da homossexualidade).

    Sim, Cumberbatch é mais do que Sherlock, aliás, é até mais do que apenas cinema e televisão; mas Sherlock na variante “desconstruída” por Moffat / Gatiss também é mais do que Cumberbatch: atente-se no magnífico “Watson” composto por Martin Freeman, sem o qual Cumberbatch sertia muito menos do que Cumberbatch-enquanto-Sherlock.

    Já agora, convinha que os criadores da série não aproveitassem o respectivo sucesso para cometer dois erros fatais. O primeiro é o habitual proselitismo ideológico da esquerda: desde o fanatismo com que Mark Gatiss promove a causa gay, e que leva a que não resista a encenar um beijo entre Sherlock e Moriarty no episódio 1 (de que é o argumentista); até à história, tão estúpida como irrelevante, que surge no início do episódio 2 e que é um ataque cobarde e desonesto a Boris Johnson, há sinais desagradáveis desse proselitismo. O segundo é o efeito destrutivo da vaidade com o sucesso: os dois primeiros episódios da série 3 são inferiores ao resto em grande parte porque a narrativa perde fluidez e subtileza, sendo dominada por um tom auto-referencial e satisfeito consigo próprio (cf. Sherlok na infantil situação de desarme de uma bomba: “to kill me? that’s so two years ago…”). Para quem ainda não viu, acrescento que o terceiro episódio felizmente recupera o melhor nível da série.

  2. k.

    “Syme em Janeiro 17, 2014 às 11:44 disse: ”

    Ah e não se esqueça dessa gigantesca ofensa que foi o sherlock numa cena ter na sua mão uma cópia do GUARDIAN.

    Claramente, o sinal de uma conspiração socialista-islamo-fanática de converter a sociedade numa coleção de drones comunistas através destas séries de esquerda.

  3. lucklucky

    “Claramente, o sinal de uma conspiração socialista-islamo-fanática de converter a sociedade numa coleção de drones comunistas através destas séries de esquerda.”

    Sim um bom exemplo, já o fazem há muito tempo. Todas as series do Sorkin, Law & Order. Ainda há uns tempos um dos NCIS e outras séries policiais – servem para dizer que o Governo é muito bom, preocupa-se muito conosco e que precisa de aceder a todas as nossas comunicações e câmeras de vídeo em todos os sítios – fazia propganda ao Malcolm X e ao Aquecimento Global.

    Só um cego não vê.
    Não é conspiração, a Esquerda é uma religião e faz o proselitismo porque o propósito da sua existência é controlar tudo.

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