O Insurgente

Se non è vero, è ben trovato (Sócrates e aquele jogo com o Eusébio)

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O meu artigo de ontem sobre Sócrates e o histórico jogo de Eusébio gerou alguma polémica na blogosfera e nas redes sociais. Ocorrem-me o blog de Domingos Amaral e o facebook da Otília Gradim por um lado e Vitor Cunha e João Miranda no Blasfémias e os nossos Bruno Alves e Maria João por outro.

A questão aqui levantada é a veracidade das memórias de Sócrates. Devo eu deixar passar incólume o incidente por não poder confirmá-lo a 100%, ou arriscar a reputação dos media alternativos, confirmando os “perigos da internet”, nas palavras do Domingos?

O meu artigo está no link e não foi alterado. Está publico e foi visto mais de 10.000 vezes desde que foi publicado. Nele, assinalei a categoria “humor” e em nenhum momento afirmei estar 100% certo do seu conteúdo.  Não sou jornalista de investigação e o meu trabalho é outro. Apenas levantei uma hipótese que era não só engraçada – e eu escrevo primariamente porque gosto de o fazer – mas também verosímil. E 2.800 pessoas acharam interessante o suficiente para partilhar no Facebook. Coincidência?

Conhecendo a personagem… ao sábado… à tarde… em Julho… em dia de jogo de mundial com o Eusébio… no tempo do Fátima, Futebol e Fado…

Claro que seria sempre possível que o professor de 66 detestasse futebol e marcasse actividades precisamente para aquele sábado. Ou que a Mocidade Portuguesa tivesse marcado uma actividade e que Sócrates antes de chegar ao PS tivesse começado a sua vida ideológica não na JSD (da qual foi um dos fundadores – podem comprovar aqui) mas numa presença assídua e empenhada na Mocidade Portuguesa! Ou até que, como afirma a Inês Meneses, andasse no liceu aos 8. Tudo hipóteses que não neguei à primeira.

Mas João Figueira, ex-jornalista e colega de Sócrates na escola, afirmou ao CM (citado na Caras!) (confirmado via Facebook) que se lembra bem do jogo (afinal, quantos houve assim?) e que nesse dia estava de férias, como seria de esperar. Sócrates, contacto pelo CM, desligou no telemóvel e não respondeu às mensagens (CM, edição papel). Pois. “Se non è vero, è ben trovato”, mas afinal diz quem sabe que era mesmo “vero”.

E qual a relevância deste episódio? É uma questão de personalidade. É que este homem nem sobre memórias de infância é fiável! Filósofo? Presidenciável? Nem jardineiro!

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