Está A França A Tornar-Se Na Venezuela Da Europa?

Assim vai o país da Liberté, Égalité, Fraternité:

42 pensamentos sobre “Está A França A Tornar-Se Na Venezuela Da Europa?

  1. + Impostos = + Gastos do Estado = + Salários Públicos = + Consumo Privado = + Riqueza.
    Estes franceses apenas estão a seguir o grande legado que o grande mestre nos deixou. Pena que nem todos o usem tão sabiamente.

  2. Rinka

    E como vai a economia francesa? Prevê-se que cresça 0.1%
    Como é que vão as economias da austeridade? A Grécia anuncia que continua em recessão.
    Done!

  3. Carlos

    + Impostos = + Gastos do Estado = – poupança = – investimento = – crescimento

    O caminho para a prosperidade está na poupança e não no consumo.

  4. HO

    Falta a das escolas de equitação (a nova lei da prostituição também seria uma adição interessante):

    http://www.theguardian.com/world/2013/nov/24/france-equestrian-tax-protest-paris

    Passo 1:
    François Hollande’s plan to treble VAT on equestrian centres will ‘send 80,000 horses to the abattoir’, warns industry
    (…)Lecomte said the VAT increase would lead to the closure of 2,000 horse centres out of 7,000 with a loss of 6,000 jobs out of 40,000, in the next 18 months. “It will send 80,000 horses to the abattoir,” he said.

    France has about 700,000 horse-riding instructors and 2.3 million people who ride, 82% of them women. It is the third most popular sport in France.

    Passo 2:
    (…)The government has promised subsidies to prevent riding schools from going under, but Lecomte said this was not a solution.

    “Today we’re one of the rare sports which is self-financing. To change this and become dependent on subsidies to function is neither enviable or possible,” he said.(…)

    Como dizia o Gipper, “Government’s view of the economy could be summed up in a few short phrases: If it moves, tax it. If it keeps moving, regulate it. And if it stops moving, subsidize it”.

    “E como vai a economia francesa? Prevê-se que cresça 0.1% Como é que vão as economias da austeridade? A Grécia anuncia que continua em recessão. Done!”

    Talvez o melhor título para o post fosse “Está a França a tornar-se numa nova Grécia?”. A continuar assim, a resposta será fatalmente positiva.

    A crescerem 0.1% com um deficit público de 4.1% e a adicionarem ineficiências e restrições à oferta a este ritmo, acabarão a fazer austeridade à grega – com a inescapável recessão que se seguirá. Tal como os gregos e os portugueses, culparão a “economia da austeridade”.

    A França necessita de uma Agenda 2010 desesperadamente. Infelizmente para eles, dificilmente a terão nos próximos 4 anos.

  5. Vitinho

    Rinka em Dezembro 29, 2013 às 18:31 disse:

    E como vai a economia francesa? Prevê-se que cresça 0.1%
    Como é que vão as economias da austeridade? A Grécia anuncia que continua em recessão.
    Done!

    Mais um iluminado..

    A França pós guerra nunca declarou falencia – termo tecnico para chamar o FMI e conglemerados

    Portugal = 3 vezes

    Grecia = 1 vez

  6. VF

    E outras medidas poderiam ser acrescentadas, como a do Estado se considerar no direito de aceder às informações do indivíduo que utiliza a Internet, sem autorização prévia.

    Quando o desemprego estiver insustentável, quem tiver dinheiro estiver sediado nos países vizinhos, a produção cair a pique e as derrapagens do Estado parasita forem regra vai ser bonito.

    Hollande vai fazer à França o que o To Zé Seguro nos fará se algum dia governar (Deus nos proteja) Portugal.

  7. paam

    “E como vai a economia francesa? Prevê-se que cresça 0.1%
    Como é que vão as economias da austeridade? A Grécia anuncia que continua em recessão.
    Done!”

    Rinka,

    Previsões para 2014:
    França: 0.9

    Espanha: 0.5
    Grécia: 0.6
    Portugal: 0.8
    Irlanda: 1.7

    Países onde houve a intervenção do FMI/BCE/UE apresentam previsões de crescimento semelhantes e, no caso Irlandês, superiores à francesa para 2014. E em 2015, se as previsões se confirmarem, a diferença entre os valores será ainda menor.

  8. Rinka

    Previsões valem o que valem. Vamos aos factos.
    Quanto à França ser a nova Grécia? Nem por sombras. Quando se cresce não se vai à falência, meu amigo.
    E já agora, a França tem 10.9% de desemprego. A Grécia, Portugal e os outros que estão a fazer as políticas “certas” como estão?

  9. Francisco Miguel Colaço

    A França em breve terá de fazer as políticas «certas», com a diferença de que não há dinheiro para salvar uma França.

  10. Alexandre Carvalho da Silveira

    Os que estão aqui tão babados com a mediocre performance da economia francesa e do governo Hollande, esqueceram-se de mencionar os 30000 milhões de cortes que ele está a fazer nas despesas do estado. Além disso a França neste momento está em recessão!

  11. Marco

    Se fosse só lá que andassem políticos “Maduros” … por cá temos uns que de tão “Maduros” estão podres, e outros que lhes falta ser “Maduros” de tão verdes que são …
    Assim vai a Óirôpa … uma manta de retalhos “maduros” quiçá já podres …

  12. Manolo Heredia

    Por cá é: – Impostos = + Gastos do Estado com Grandes Empresas (GP) = + PPPs = + lucros GP = + concentração capital = + monopólios = – PMEs = + subida de preços por ausência de concorrência.
    Bancos, Energia, Distribuição, Habitação, Saúde, Educação… Assim é que é bom!

  13. tina

    Estes excessos não deixam de ser bons para as pessoas perceberem até que ponto vai a ganância e a opressão da esquerda. Os socialistas franceses vão levar a maior derrota de sempre na história de França, tal como aqui o PS levou.

  14. tina

    “Quanto à França ser a nova Grécia? Nem por sombras. Quando se cresce não se vai à falência, meu amigo.”

    depende com que dinheiro se cresce. Os EUA continuam a crescer graças ao dinheiro emprestado que injectam na economia. Eles bem querem parar de fazer isso, mas logo que tentam o desemprego aumenta. Agora é tarde demais, o dólar começou a perder valor, vão começar a pagar juros altos, não haverá mais dinheiro fácil, etc, etc.

  15. Manolo Heredia

    1.000.000€ por ano de salário? Só se o Trabalhador por Conta de Outrem cagar todos os dias uma barra de ouro e a oferecer ao patrão!

  16. lucklucky

    “Quanto à França ser a nova Grécia? Nem por sombras. Quando se cresce não se vai à falência, meu amigo.”

    Então para você um tipo que se endivida a 4-5% ao ano e cresce 0,1% no mesmo período não vai à falência….

    Que é que se pode dizer desta pérola quando o dito crescimento paga* só 1/40 ou 1/50 do novo endividamento ?

    Isto já nã é ser analfabeto, é escolher ser analfabeto. fazendo um grande para recusar mesmo o minímo de aritmética que a pobre escola publica/única ensinou.

    É ainda preciso estar tapado para não perceber que o crescimento é que arruinou os países.
    A Grécia está onde está porque cresceu a 4% ao ano a endividar-se a mais de 10% ao ano numa altura em que já tinha uma alta dívida..
    Portugal cresceu a 1% ao ano com Sócrates a endividar o país a mais de 12% ao ano.

    *e sem contar com os juros…

  17. lucklucky

    Frase estava truncada, aqui a versão corrigida

    Isto já não é ser analfabeto, é escolher ser analfabeto. fazendo um grande esforço para recusar mesmo o minímo de aritmética que a pobre escola publica/única ensinou.

  18. André

    Rinka as politicas que nos levaram a ter os actuais 15,3% de desemprego (que já foi mais como sabe” não foram as actuais mas sim as anteriores.

    Estes ultimos 2 anos foram apenas uma consequência – E uma feliz consequência! – de politicas “de crescimento”, parecidas com as actuais.

    Hollande bateu recordes minimos de popularidade. Não percebo porque se vangloriza com a França, não se vislumbra nada de bom no futuro, para infelicidade da Europa e de Portugal.

    E se estes ultimos 2 anos não tivessem corrido como correram, bem melhor do que se esperava, estariamos iguais ou piores que a Grécia. Este estado de coisas foi uma consequência de 40 anos de sucessivos erros.

    Quem, depois desta lição de historia economia, ainda diz que a culpa é do ultra-neo-liberalismo e do Passos Coelho, só pode mesmo estar desempregado ou a trabalhar por contra própria (tendo o estado como cliente), não consigo perceber essa mentalidade no sector privado!! A não ser que não faça nenhum!!

  19. André

    *Estes ultimos 2 anos foram apenas uma consequência – E uma feliz consequência! – de politicas “de crescimento”, parecidas com as actuais – EM FRANÇA

  20. k.

    É impossivel um pais ir à falencia na sua propria moeda – podem simplesmente imprimir moeda para pagar as dívidas; Isso gera inflação, mas tendo em conta os riscos deflacionarios na UE, isso é até é desejável – reflacionar a economia.

    Os mercados entendem isto – que o BCE jamais irá deixar a França ir à falencia, nem que tenha de ligar as impressoras. É por isso que com taxas de crescimento mediocres, e défices relativamente grandes, a França continua a ter taxas de juro baixissimas.

  21. Surprese

    K.,
    Foi esse tipo de ideias (como a do Constâncio, de que os déficits da balança corrente já não interessava) que nos levaram à falência. Chama-se a esse tipo de ideais políticos ‘Ignorância com boas intenções’.

    Se fosse como diz, nunca teriam ocorrido bancarrotas (como na Argentina, no Brasil, nos países asiáticos, no México, etc.), pois esses países têm moeda própria.

    Isso só seria verdade (não haver bancarrota mas sim inflação, ao estilo Zimbabué) se não houvesse dívida externa. Os credores externos simplesmente deixam de aceitar nova dívida daquele Estado, mesmo emitida em Euros. E isso leva o Estado à situação a que chegou Portugal, após vários a anos de maravilhosas políticas socialistas.

    E já sei o que está a pensar: “mas o BCE comprará a nova dívida!”.

    Novamente, isso só acontece no Zimbabué, onde não existe um banco central independente. Mesmo nos EUA, a compra de dívida federal está a ser diminuída, e a Reserva Federal não compra dívida dos Estados nem dos Municípios. Se fosse como pensa, Chicago não teria falido, nem Nova York em 1975, nem a Califórnia estaria a pagar a funcionários com títulos de dívida.

  22. k.

    “Foi esse tipo de ideias (como a do Constâncio, de que os déficits da balança corrente já não interessava) que nos levaram à falência. Chama-se a esse tipo de ideais políticos ‘Ignorância com boas intenções’.”

    Desconheço as afirmações do Constâncio, mas está a confundir uma crise da balança de pagamentos com uma crise de dívida, não têm nada a ver (veja-se o caso da irlanda que teve crise de divida sem ter uma crise de balança corrente, ou da alemanha, que tem excedentes gigantes, mesmo apesar de já ter 90% de dívida)

    “Se fosse como diz, nunca teriam ocorrido bancarrotas (como na Argentina, no Brasil, nos países asiáticos, no México, etc.), pois esses países têm moeda própria.”

    Em termos práticos não tinham – o Peso argentino estava indexado ao Dólar americano, e era 100% convertivel neste. Na pratica, era a mesma moeda (curiosamente portugal em 1892 tinha o mesmo negocio com a libra esterlina)

    “Isso só seria verdade (não haver bancarrota mas sim inflação, ao estilo Zimbabué) se não houvesse dívida externa. Os credores externos simplesmente deixam de aceitar nova dívida daquele Estado, mesmo emitida em Euros. E isso leva o Estado à situação a que chegou Portugal, após vários a anos de maravilhosas políticas socialistas.”

    Mais uma vez, está a confundir a situação com uma crise de balança de pagamentos; Se uma economia tiver moeda própria, necessitará mesmo assim de obter moeda estrangeira, para importar bens e serviços – e se por acaso pedir emprestimos, pede-os na moeda estrangeira. Dai que o default seja possivel na moeda estrangeira, mas nunca na moeda local.

    “E já sei o que está a pensar: “mas o BCE comprará a nova dívida!”.

    Novamente, isso só acontece no Zimbabué, onde não existe um banco central independente. Mesmo nos EUA, a compra de dívida federal está a ser diminuída, e a Reserva Federal não compra dívida dos Estados nem dos Municípios. Se fosse como pensa, Chicago não teria falido, nem Nova York em 1975, nem a Califórnia estaria a pagar a funcionários com títulos de dívida.”

    Objectivamente, o Fed não faz isso porque não quer – podia tanto comprar dívida da California, como o BCE compra dívida Portuguesa.

  23. Miguel Noronha

    ” impossivel um pais ir à falencia na sua propria moeda – podem simplesmente imprimir moeda para pagar as dívidas; Isso gera inflação, mas tendo em conta os riscos deflacionarios na UE, isso é até é desejável – reflacionar a economia”
    Temos o recente exemplo do Zimbabwe. A monetização teve tanto exito que já ninguém aceitava a moeda como meio de pagamento.
    Quanto à impossibilidade de ir à falência com moeda própria. Basta estudar um pouco da história económica portuguesa. Os últimos 40 anos chegam.

  24. k.

    ” Temos o recente exemplo do Zimbabwe. A monetização teve tanto exito que já ninguém aceitava a moeda como meio de pagamento.”

    Obrigado por me dar razão – tecnicamente, não foi à falência na sua própria moeda.

    “Quanto à impossibilidade de ir à falência com moeda própria. Basta estudar um pouco da história económica portuguesa. Os últimos 40 anos chegam.”

    Dê-me um exemplo de uma ocasião onde o Estado Português não tenha pago uma dívida denominada em Escudos, ou outra moeda dentro do controlo do BP.

  25. Miguel Noronha

    “Obrigado por me dar razão – tecnicamente, não foi à falência na sua própria moeda”
    Algo falhou na recepção da mensagem. O dólar do Zimbabwe teve de ser abandonado porque já ninguém o aceitava. Se não estou em erro foi substituido por 3 moedas de outros países (julgo que o dólar dos EUA, o Rand da África do Sul e outra) que agora têm livre curso.

    “Dê-me um exemplo de uma ocasião onde o Estado Português não tenha pago uma dívida denominada em Escudos, ou outra moeda dentro do controlo do BP”
    Em 1890 por exemplo. Nos outros casos tivemos de ser “assistidos” pelos FMI para a podermos pagar.

  26. Comunista

    Há um escriba aqui no insurgente que apaga registros de comentários com que não simpatiza. Se não souberem quem é – é um dos que mais fala de liberdade.

  27. zeca marreca

    ” é um dos que mais fala de liberdade.”
    A liberdde é assim pá! É um mix entre o Capital e o Resto… O CGP e o (quele gajo dos TI´s meio anarca, que o digam…)

  28. Surprese

    K.,

    Caso não tenha reparado, o que tivemos em Portugal, e como bem refere, ao contrário da Irlanda, foi uma crise da balança de pagamentos. Ou se quiser uma definição ainda mais específica, tivemos durante mais de uma década déficits gémeos.

    A dívida privada continua uma brutalidade, sendo que a dívida privada externa estima-se que esteja acima de 200% do PIB.

    Desde que aderimos ao Euros, ideias como a de Constâncio fizeram com que os “mercados” financiassem os nossos déficits de balança corrente e orçamental.

    Numa coisa dou-lhe razão (e ao Ferreira do Amaral): se não tivessemos entrado no Euro, dificilmente teríamos os problemas que temos, pois ninguém nos teria financiado os déficits em escudos.

    E assim é ao contrário do que diz: se tivessemos moeda própria, de facto não faliriamos, não porque pudessemos emitir, mas porque ninguém nos teria emprestado o suficiente para falirmos.

  29. Francisco Miguel Colaço

    «E assim é ao contrário do que diz: se tivessemos moeda própria, de facto não faliriamos, não porque pudessemos emitir, mas porque ninguém nos teria emprestado o suficiente para falirmos.»

    Acha? Não subestime a capacidade de os políticos do Partido Socialista de encontrarem novas maneiras de lixar a vida dos portugueses para enriquecerem os seus.

    Podem ser escroques, mas são escroques muito inteligentes. E, como digo, quando pessoas inteligentes defendem coisas estúpidas, acabam a receber os pagamentos das pessoas estúpidas que defendem coisas estúpidas.

  30. k.

    “Algo falhou na recepção da mensagem. O dólar do Zimbabwe teve de ser abandonado porque já ninguém o aceitava. ”

    … Por causa do efeito inflação – não por causa de repúdio de dívidas.

    ” Em 1890 por exemplo. Nos outros casos tivemos de ser “assistidos” pelos FMI para a podermos pagar.”

    Errado. Em 1980, o real portugues estava indexado à libra esterlina, portanto para todos os efeitos, a moeda portuguesa era a moeda inglesa (isto é, não era nossa)

  31. Miguel Noronha

    ” Por causa do efeito inflação – não por causa de repúdio de dívidas.”
    Não percebi muito bem. Explique melhor. Segundo a sua tese a emissão monetária não teria qualquer impacto no valor da moeda (e na sua aceitação). Acaba de admitir o inverso.

    “Errado. Em 1980, o real portugues estava indexado à libra esterlina, portanto para todos os efeitos, a moeda portuguesa era a moeda inglesa (isto é, não era nossa)”
    O que estava fixo era o câmbio. Uma coisa são câmbios fixos versos uma moeda ou cabaz de moedas (algo que temos sempre seguido de uma forma ou de outra). Outra é a ausência de política monetária independente. Quem decide a regra são as autoridades monetárias nacionais.

  32. k.

    “Segundo a sua tese a emissão monetária não teria qualquer impacto no valor da moeda (e na sua aceitação). Acaba de admitir o inverso.”

    ?
    Está a colocar palavras na minha boca. Limitei-me a afirmar uma tautologia, é impossivel um governo ir à falencia na sua propria moeda, dado que sendo sua, a pode imprimir ad eternum para honrar dividas nominais. Isto obviamente paga-se, com inflação – no free lunches.

    ” O que estava fixo era o câmbio. Uma coisa são câmbios fixos versos uma moeda ou cabaz de moedas (algo que temos sempre seguido de uma forma ou de outra). Outra é a ausência de política monetária independente. Quem decide a regra são as autoridades monetárias nacionais.”

    Acabou de descrever algo impossivel; Portugal tinha um cambio fixo e livre circulação de capitais, ergo é impossivel ter uma politica monetaria independente

  33. Miguel Noronha

    “Está a colocar palavras na minha boca. Limitei-me a afirmar uma tautologia, é impossivel um governo ir à falencia na sua propria moeda, dado que sendo sua, a pode imprimir ad eternum para honrar dividas nominais. Isto obviamente paga-se, com inflação – no free lunches.”
    Portanto, reafirma o inverso do que escreveu no comentário anterior. Decida-se.

    “Acabou de descrever algo impossivel; Portugal tinha um cambio fixo e livre circulação de capitais, ergo é impossivel ter uma politica monetaria independente”
    Convém perceber que quem decide o câmbio são as autoridades nacionais. Sempre que necessário procedia-se a uma desvalorização. Uma coisa é ter câmbio fixos que podem ser reposicionados em qualquer momento por decisão independente. Outra é ter câmbios flexíveis em que a autoridade monetária abdica do os controlar deixando-os flutuar livremente. No primeiro caso o poder discricionário da mesma é bem maior.

  34. k.

    “Portanto, reafirma o inverso do que escreveu no comentário anterior. Decida-se.”

    Não há contradição nas minhas palavras.

    “Convém perceber que quem decide o câmbio são as autoridades nacionais. Sempre que necessário procedia-se a uma desvalorização. Uma coisa é ter câmbio fixos que podem ser reposicionados em qualquer momento por decisão independente. Outra é ter câmbios flexíveis em que a autoridade monetária abdica do os controlar deixando-os flutuar livremente. No primeiro caso o poder discricionário da mesma é bem maior.”

    A partir do momento em que Portugal em 1890 ou 2013 aceitou ter livre circulação da capitais, e um cambio fixo a uma moeda que nao pode controlar (moeda estrangeira em 1890, moeda do BCE em 2001), por definição perde a independencia da sua politica monetária.

    Se quer uma politica monetária independente, ou aceita controlo de capitais, ou aceita cambios livres, ou ambos.
    Não pode ter os três.

  35. k.

    Por favor ignore o comentário imediatamente acima por este:

    “Portanto, reafirma o inverso do que escreveu no comentário anterior. Decida-se.”

    Não há contradição nas minhas palavras.

    “Convém perceber que quem decide o câmbio são as autoridades nacionais. Sempre que necessário procedia-se a uma desvalorização. Uma coisa é ter câmbio fixos que podem ser reposicionados em qualquer momento por decisão independente. Outra é ter câmbios flexíveis em que a autoridade monetária abdica do os controlar deixando-os flutuar livremente. No primeiro caso o poder discricionário da mesma é bem maior.”

    A partir do momento em que Portugal em 1890 ou 2001 aceitou ter livre circulação da capitais, e um cambio fixo a uma moeda que nao pode controlar (moeda estrangeira em 1890, moeda do BCE em 2001), por definição perde a independencia da sua politica monetária.

    Se quer uma politica monetária independente e a possibilidade de fixar a taxa de cambio, então tem de ter controlo de capitais, algo que não tem em 1890 nem em 2001.
    É impossivel ter uma politica monetaria independente E fixar a taxa de cambio E ter livre circulação de capitais.

  36. Miguel Noronha

    “Não há contradição nas minhas palavras.”
    Mas certamente que não. Agora a sério. Com sua licença vou copiar os seus comentários para divulgar

  37. Pingback: Entretanto | BLASFÉMIAS

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