Inflexibilidade nominal

Exemplo 1:
Tribunal Constitucional rejeita descidas de 10% nas pensões na crise de 2010-13, via queda nominal
Tribunal Constitucional não impede descidas nas pensões superiores a 40% na crise de 1981-83, via inflação, permitindo um ajuste mais rápido da economia

Exemplo 2:
Descida dos salários da função pública entre 2010 e 2013 em termos reais devido a:
Descidas nominais aceites politicamente: 5%
Descida via inflação: 7,4%

Exemplo 3:
Evolução real do salário mínimo:
2010-13: -5%, via inflação, incluindo aumentos nominais.
1981-84: -32% via inflação, incluindo aumentos nominais.

Exemplo 4:
Pequeno accionista recusa-se a vender as acções de uma empresa até que o preço volte a atingir o mesmo nível de quando as comprou. Questionado sobre se compraria acções da mesma empresa se não as tivesse, mas possuísse o seu valor actual em dinheiro, responde que não.

Exemplo 5:
Menu costs

Exemplo 6:
Perante quedas reais de produtividade, empresas encontram menor conflitualidade laboral mantendo salários nominais em ambiente inflacionário do que baixá-los nominalmente em ambiente deflacionário, independentemente do resultado final em termos de poder de compra para o trabalhador

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7 thoughts on “Inflexibilidade nominal

  1. Pingback: Moeda anti-mercado | O Insurgente

  2. jo

    Uma diferença será que a inflação não tem efeitos somente sobre as pensões, todos pagam.
    O que se pretende baixando as pensões é colocar os pensionistas a pagar a crise enquanto quem está no ativo (governantes incluídos) não é afetado. Claro que é muito mais fácil de defender junto dos não pensionistas.

  3. Joaquim Amado Lopes

    Escrevi o comentário anterior sem ter lido o “somente” do comentário do jo. Assim, o que escrevi é completamente injustificado. O meu pedido de desculpas ao jo.

  4. Joaquim Amado Lopes

    Por outro lado, o jo pretendeque a descida nas pensões é a única medida “penalizadora” que se tentou implementar. Só que os trabalhadores já estão a ser “penalizados” há muito tempo e, ao não se baixar o valor das pensões, os pensionistas serão (a par dos políticos) os únicos que não estão a pagar a crise.
    Naturalmente, quem está agora a pagar pensões muito superiores às que virá a receber prefere que os pensionistas sejam solidários nos sacrifícios, o que seria até da mais elementar justiça.

  5. Pingback: Moeda de mercado e anti-mercado | A Montanha de Sísifo

  6. lucklucky

    O jo não fala dos aumentos de impostos constantes ao longo destes 40 anos. Pelos vistos não foi penalização.

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