Agora É Que É – O Eterno Mito Do Planeamento Central

5YearPlano obstante as inúmeras tentativas falhadas pelos sucessivos governos, continua-se a apostar neste tipo de estratégias definidas centralmente por um conjunto de sábios do mesmo género daqueles que levaram o país à bancarrota três vezes em 40 anos.

A todos os governantes actuais e futuros, o meu conselho para ajudarem e contribuirem para o desenvolvimento do país é que saiam do caminho: baixem os impostos, reduzam a burocracia e a regulação, flexibilizem o mercado laboral e coloquem a justiça a funcionar. É mesmo assim tão simples.

Estratégia de Fomento Industrial entra em vigor amanhã

Entra amanhã em vigor a Estratégia de Fomento Industrial para o Crescimento e o Emprego 2014-2020, um programa que pretende “contribuir decisivamente para relançar o País numa trajectória de crescimento sustentável”, confirme indica a resolução hoje publicada em Diário da República.

Esta estratégia conta com nove eixos de actuação a desenvolver entre 2014 e 2020: consolidação e revitalização do tecido empresarial; estabilização da procura interna; qualificação: educação e formação; financiamento; promoção do investimento; competitividade fiscal; internacionalização; inovação, empreendedorismo e I&D; e infraestruturas logísticas.

Neste âmbito foi ainda criado o Conselho para a Indústria, “integrado por personalidades com reconhecida experiência e mérito nas questões do fomento industrial”, avança a resolução. Os membros permanentes deste Conselho são designados pelo ministro da Economia mas a actividade desta entidade não será remunerada.

17 pensamentos sobre “Agora É Que É – O Eterno Mito Do Planeamento Central

  1. O cão que persegue a própria cauda: reduzir a burocracia conduziria à “inconstitucional” redução de funcionários públicos. A burocracia serve para assegurar a permanência de muitos deles, mesmo e sobretudo os interessados em atrasar os processos. Atenção que não estou a diabolizar os funcionários públicos, ok?

  2. A. R

    Morreu o Kalashnikov inventor da máquina de matar soviética AK-47 e uma importante peça do complexo militar industrial da URSS que espalhou o terrorismo, a morte e a fome pelo mundo.

  3. Francisco Miguel Colaço

    A. R.,

    O Sr. kalashnikov fez apenas o que lhe pediram para fazer: desenhar uma metralhadora ligeira. E fê-lo muito bem, copiando de várias metralhadoras do tempo da II Guerra Mundial.

    Ele em 2009 lamentou que a sua invenção fosse usada por terroristas e por crianças-soldado. Repare que se não fosse a metralhadora dele usada por esses grupos, seria a de um outro qualquer. Se não fossem metralhadoras, seriam espingarhas, pistolas ou machitas.

    Não culpe o inventor pelo uso indevido que deram à sua invenção. Se for esse o caso, terá que apoucar o inventor das facas e o dos alguidares.

  4. JS

    “…sábios do mesmo género daqueles que levaram o país à bancarrota três vezes em 40 anos…”
    com um efeito prolongado, que se refletirá ainda nos próximos 25 anos.
    Mais “sábios” desses?. Não obrigado.

  5. Francisco Miguel Colaço

    Meter pessoas da indústria a rever os novos projectos é dar a chave do galinheiro à raposa.

    Imaginem se por exemplo a PT e a Vodafone e a Optimus capturassem o regulador e impedissem a emergência de novos concorrentes através de licenças e de alvarás cuja concessão fosse, a mínimo dizer, impossível…

  6. lucklucky

    Uma pessoa pouco conhecida em Portugal por motivos óbvios…

    http://en.wikipedia.org/wiki/Parkinson's_law

    Much of the essay is dedicated to a summary of purportedly scientific observations supporting his law, such as the increase in the number of employees at the Colonial Office while Great Britain’s overseas empire declined (indeed, he shows that the Colonial Office had its greatest number of staff at the point when it was folded into the Foreign Office because of a lack of colonies to administer). He explains this growth by two forces: (1) “An official wants to multiply subordinates, not rivals” and (2) “Officials make work for each other.” He notes in particular that the total of those employed inside a bureaucracy rose by 5–7% per year “irrespective of any variation in the amount of work (if any) to be done”.

  7. lucklucky

    E claro no Conselho da Industria a discussão será sobre o item mais fácil de compreender por todos os membros.

  8. Joaquim Amado Lopes

    “Neste âmbito foi ainda criado o Conselho para a Indústria, “integrado por personalidades com reconhecida experiência e mérito nas questões do fomento industrial”, avança a resolução.”
    Devem ser estrangeiros porque se o “fomento industrial” que foi feito em Portugal nos últimos 40 anos tivesse resultado em algum “mérito” já não era necessária nenhuma “estratégia de fomento industrial”. Portugueses com “experiência”, por outro lado, haverá bastantes mas é experiência em gastar muito dinheiro sem produzir quaisquer resultados positivos, precisamente o oposto do que é preciso.

    Mas esta pode ser uma excelente notícia para os “trabalhadores” dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

  9. lucklucky

    Isto aliás segue a estratégia do Governo Esquizofrénico onde há dia o Passos dizia que os empresários não deviam ligar ao que os políticos diziam..

  10. Nuno

    Não percebo o problema. Vão ser criados inúmeros empregos bem pagos no Conselho do Não Sei Quantos, com a Estratégia, etc. E sempre dá para o Portas dizer a palavra “Fomento” mais algumas vezes, que nós sabemos que o entusiasma.
    Mas estou em pulgas para saber qual é o crescimento virtuoso que os nossos Amos preparam para nós, que não nos sabemos cuidar…

  11. Francisco Miguel Colaço

    Para vossa informação, a tradução da figura é:

    Cinco vitórias — ferir [ou golpe, ou tiros] o capitalismo

  12. Eduardo

    Caro João Cortez,
    Não se trata aqui de nenhum plano.
    Estamos apenas perante uma redacção de algumas páginas, que se destina a ser enviada para Bruxelas.
    Em troca eles, que gostam muito de documentos com a palavra “eixos”, enviam-nos os correspondentes milhares de milhões para o período 2014-2020. “É mesmo assim tão simples.”
    Agora se o João acha que não devemos receber esses fundos, isso é outra conversa.

  13. Pingback: Acerca do “banco de fomento”. | O Insurgente

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