Prova de avaliação de conhecimentos e capacidades

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Aqui está ela, cortesia do jornal i, uma versão parcial da prova de avaliação hoje realizada por (alguns) professores que pretendam aceder aos concursos. Ou a restante parte é de uma dificuldade extrema, ou a prova é perfeitamente acessível, desmistificando a dificuldade homérica que alguns lhe apontam.

Posto isto, a avaliação centralizada por recurso a prova escrita é um má solução, mas a única possível para seriar candidatos num sistema de ensino que é centralizado e que carece de autonomia financeira e pedagógica que promova a competição e a inovação entre escolas públicas.

12 pensamentos sobre “Prova de avaliação de conhecimentos e capacidades

  1. Pisca

    Esta coisa NÂO É UMA AVALIAÇÃO, é uma prova/inscrição/folheto chamem-lhe o que quiserem onde pretendem obrigar pessoas algumas com anos de trabalho a pagar 20 (vinte) euros, fora o resto, preencher a tal coisa para PODEREM CANDIDATAR-SE e EVENTUAIS VAGAS NO FUTURO, num trabalho que muitas já desempenham há anos. Já vi gente processada por burlas menores

  2. tina

    A mim não me parece assim tão fácil. É mais como um teste de inteligência e acho que muitos professores vão chumbar.

  3. Brytto

    Tina
    Eu não acho, tenho a certeza!
    Aliás, agora é que os restantes não vão mesmo fazer a prova, pois muitos deles vão pensar que com esta prova estavam tramados. Consequência, a contestação ainda vai ser maior.

  4. Francisco Colaço

    A prova completa afinal está no I, num outro endereço. Consegui fazer mentalmente muito mais de metade (até ao item 24) em pouco mais de dez minutos. Como o Mário, não acho dificuldade nenhuma. Aliás, não é necessário estudar para uma prova (palavra mal empregada) destas.

    Se afinal algum professor não tiver menos de 70% nesta coisa (e estou a ser muito generoso!), o melhor que pode fazer à sociedade é procurar uma nova ocupação. E, para ser justo, gostaria de ver os resultados desta prova aplicada a TODOS os professores no activo (ativo!, que se tem de usar a nova ortografia!)

  5. Carlos

    Em relação a esta prova, eu sou do contra. Não tem lógica nenhuma este sistema de avaliação, mas demonstrou o que já muitos sabiam: é impossível mexer no sistema de ensino público, seja para o que for. Os professores é que mandam no ensino, estilo soviético. Entristece-me verdadeiramente esta situação. Podem não concordar com a prova, mas não são os professores que decidem como a profissão no sector público deve ser gerido.

    É lamentável que professores que querem fazer a prova sejam barrados, insultados e até agredidos por colegas, supostamente chamam-lhe o ‘direito à greve’.

    Sinceramente, não sei quem está mais errado, se estes professores, ou o idiota que reportou uma ameaça de bomba na universidade de Harvard para não fazer exame. Enfim…

  6. Synnas

    Não vejo grande dificuldade na prova, considerando que estamos a avaliar profissionais devidamente qualificados com uma licenciatura, no minimo.

    Pessoalmente, para um profissional competente, competitivo e moderno, entendo que avaliações, quantas mais melhor: permite comprovar objectivamente a sua capacidade e competência, sem precisar de “opiniões” e de subjectividades. Além disso, nos dias que correm, todos os profissionais devem estar e colocar-se numa posição auditável em qualquer circunstância de trabalho.

    Entendo que um profissional de boa fé e com vontade de melhorar deve proceder e pensar desta forma.

  7. ocni

    Fiz e corrigi. Errei 2, a 3 e a 20.
    Mas mais de 10 minutos demorei eu a ler. Demorei cerca de meia hora a fazer esta prova.

  8. jo

    Se a prova se faz em 20 minutos para que serve?
    A prova não vai seriar os candidatos. Ou se passa ou se chumba.
    Qual a razão porque os professores do privado não estão obrigados a fazer a prova? A qualidade do ensino privado não interessa?
    Alguém sabe explicar qual a relação entre o que é perguntado e o que um professor deve saber?

  9. tina

    “Não vejo grande dificuldade na prova, considerando que estamos a avaliar profissionais devidamente qualificados com uma licenciatura, no minimo.”

    Sim, mas têm de se pôr no lugar dos formados em humanidades, que nunca gostaram de números e fogem deles como do diabo.

    Eu achei a prova bem concebida. Vai conseguir distinguir entre os professores melhores e os piores, entre aqueles com atividade mental e os amorfos. É a este género de testes que as empresas submetem candidatos a emprego. Eu já tive de fazer dois.

  10. Pestana

    Se a prova é fácil ou difícil é completamente irrelevante. Os concorrentes atualmente já são ordenados. Por isso há uns que trabalham e outros que não. Posto isto, para que serve a prova? o candidato pode tirar 20 e só trabalhar daqui a 10 anos como professor. Quanto ao comentador que disse que o ensino português era tipo soviético, só me resta um desabafo: quem nos dera que fosse!!

  11. Joana

    Não consegui ver a prova, contudo não concordo com a mesma. O que acontece com os professores que chumbam? Vão para o olho da rua? Em vez de avaliar os professores do ensino básico e secundário, porque não avaliam os professores do ensino superior que ensinam estes licenciados? Acabei recentemente o secundário e, infelizmente, os piores casos que já assisti estavam envolvidos professores efectivos que muitas vezes pensam que podem fazer quase tudo com o ensino.

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