As vítimas das “boa intenções”

“O velho e astuto inimigo” de João César das Neves, a propósito da polémica em torno do seu artigo sobre o SMN e dos pensionistas

“A pobreza é um inimigo muito antigo, experiente e manhoso. Apesar de o desenvolvimento ter destruído a secular miséria endémica, ela ressurge em novas formas, permanecendo muito perigosa. Acima de tudo, inclui sempre subtilezas e ambiguidades que enganam muita gente. Por isso, várias das medidas para apoiar os necessitados, feitas nas melhores intenções, falham os objectivos, até agravando o sofrimento. Recentes discussões mostram a dificuldade”

Continue a ler aqui.

9 pensamentos sobre “As vítimas das “boa intenções”

  1. jo

    A pregação da fé.
    O homem diz o mantra do salário mínimo até à exaustão.
    Esquece-se de dizer que o seu mantra não passa disso, dum discurso ideológico sem nenhuma confirmação.

  2. Miguel Noronha

    Pode seguir o link que indico para o artigo anterior. Vai encontrar um estudo feito em Portugal que confirma o que o Prof César das Neves afirma.

  3. Brytto

    Para além de outros aspectos que a questão levanta, para mim, o facto da taxa de desemprego ser elevadíssima, só por si, devia levar que se pensasse duas vezes antes da medida ser tomada, mas é mais um disparate que, depois da troika (se ela sair), iremos fazer, ainda por cima com eleições à vista, está-se mesmo a ver…

  4. Pedro F

    O output médio por trabalhador está ao nível de 1999/2000. Se ajustarmos o salário mínimo de então obteríamos algo próximo dos 400€, que compara com os 485€ de hoje.
    E tinha sido feito um acordo para aumentar o SM para 500€ em 2011! Andamos a brincar ás eleições à custa do desemprego.

  5. Francisco Colaço

    Brytto,

    Por acaso tem muita razão. E temo o que diz.

    Agora, …

    Se Portugal não se consegue governar por si, então sigamos a sugestão de Maquiavel e procuremos estrangeiros que o façam. Pelo bem comum e pelo avanço social.

    Temos de procurar pessoas que têm feito muito bem ao povo e cujos países sejam luminárias de liberdade e de afluência, onde as pessoas não passem necessidades e onde a ciência e a cultura sejam fulgurantes e livres.

    Fidel Castro está livre. Será que ele aceitaria governar-nos? O Chávez, essa luminária dos direitos populares, morreu e está recebido pelos anjos do céu, mas o Maduro poderia dar-nos uma mãozinha, não acha? Só não chamo à colação o Kim-Democrata-Il por causa da diferença linguística.

    </sarcasmo>

  6. k.

    Tretas

    O cálculo de pessoas em risco de pobreza é feito depois de transferências sociais – portanto se não fosse pelas “boas intenções”, a taxa de pobreza seria bem maior. Por outro lado, o cálculo do referido indicador é feito comparando contra o rendimento mediano das familias – Tendo em conta que as pensões não têm caido tanto como o rendimento das familias, por efeitos aritméticos o risco de pobreza cai – porque estamos todos mais miseráveis; Um pouco como cuba, onde o risco de ser pobre é zero, dado que já são todos miseráveis.

    Grandes “liberais” estes..!

  7. k.

    No eurostat à uma medida de pobreza mais interessante: Material deprivation – afeta no total 20% dos Portugueses, já depois de transferências sociais.

  8. Pingback: Quando as “boas intenções” prejudicam os mais pobres | O Insurgente

  9. Pingback: As vítimas das “boas intenções” (2) | O Insurgente

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