Para que não subsistam dúvidas

A propósito do que escrevi aqui, reforço a ideia de que os sindicatos andam a enganar os trabalhadores dos ENVC, envolvendo-os numa luta que prejudica os seus interesses. Para que não subsistam dúvidas:

RTP Notícias:

O inquérito da Comissão Europeia sobre os Estaleiros Navais de Viana do Castelo ainda não está concluído, mas fonte do processo avança à Antena 1 que houve ajudas na ordem de 180 milhões de euros consideradas ilegais. O dinheiro vai ter que ser devolvido ao Estado.

Aguarda-se agora que Bruxelas dite qual é o valor concreto total a ser devolvido e as condições para que isso ocorra, mas, tendo em conta os valores envolvidos, surgem como solução lógica o fecho e a subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

No ionline:

Questionado sobre a possibilidade de ser necessário avançar para um despedimento coletivo, caso os trabalhadores da empresa ENVC S.A não adiram ao acordo de rescisão, Aguiar-Branco não admitiu de forma direta essa possibilidade mas disse que “em último caso terá que haver os mecanismos legais que conduzem à resolução do assunto”.

Isto porque, apontou, “é inultrapassável que a empresa ENVC S.A tem que ser liquidada, tem que deixar de exercer a sua atividade porque se não o fizer tem o risco de ter que devolver 180 milhões de euros que não tem para o efeito”.

Seguindo o ministro, “o fim da linha é muito simples” no caso da referida empresa.

“A empresa Estaleiros Viana do Castelo S.A tem de cessar a sua atividade com todas as suas consequências”, entre as quais o despedimento coletivo, como prevê a legislação.

8 pensamentos sobre “Para que não subsistam dúvidas

  1. Francisco Colaço

    Foram cento e oitenta milhões atirados para o buraco, sem nada que se veja deles. Foram para a economia nada-transaccionável: a economia do niilismo, do fare niente, da indolência, do deixa andar.

    Quantos mais foram atirados em auto-estradas que ninguém usa?

  2. Comunista

    O artigo da RTP é uma piada. Parece que foi escrito pelo gabinete do ministro. Enfim…

    É que mesmo que a empresa tenha que devolver o dinheiro ao Estado a subconcessão não é a conclusão necessária. Entre as premissas e a conclusão no artigo da RTP há um malabarista circense a distrair a malta.

  3. Comunista

    Eu espero pela comissão de inquérito. Há muita gente para a qual esta solução não é nada a mais óbvia e não é gente só do PCP ou da GCTP.

  4. rogerio alves

    Se não tem os 180 milhões para devolver ao Estado, não vai à falência e segue os trâmites normais das falências (há várias por dia, cá em Portugal, e é algo natural, ainda que não necessariamente agradável, mas natural)

  5. Francisco Colaço

    «O artigo da RTP é uma piada.»

    A piada está nos tipos que foram contratados para nada fazer por tempo indeterminado, e que ainda se entretinham a roubar o estaleiro, conforme o testemunho de um antigo empregado no Forum TSF.

    Apesar de tanta piada, eu, contribuinte à ponta da arma, acho-me com muito pouca vontade de rir.

  6. Francisco Colaço

    Acabam-me de confirmar que no Departamento de Obras da Câmara da Covilhã as pessoas, sem nada a fazer, dado que as obras minguam, usam o tempo de serviço para ir às compras, ao café, ao cabeleireiro.

    E eu a pagar IMI à taxa máxima.

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