Daniel Oliveira, round 2

Depois de ter atacado displicentemente a jovialidade, a falta de barba e o “fanatismo ideológico” de alguns Secretários de Estado, Daniel Oliveira cerra agora os punhos a Alexandre Soares dos Santos, não sendo parcimonioso nos vitupérios.

Rui Albuquerque relatou o confronto. Neste combate histórico entre o snob e o merceeiro, Daniel Oliveira arremessou os primeiros golpes. Destituído de melhor argumentário, o snob recorreu às armas de que dispunha. “merceeiro” ou vendedor de “iogurtes de pedaços, bacalhau demolhado da Noruega e champôs anticaspa”, “de Oreos e rolos Renova”.

Se ignorarmos os insultos e a demagogia, o que sobra é isto:

DO_vs_AlexSS2

60 pensamentos sobre “Daniel Oliveira, round 2

  1. jhb

    Caro Mário,

    Se bem que o Daniel Oliveira foi descortês no tom ao qualificar o Alexandre Soares dos Santos com um “merceeiro” ou “vendedor de …”, você não fica atrás ao insinuar que um Daniel Oliveira não pode criticar um Alexandre Soares dos Santos porque o primeiro é um colunista e o segundo um magnata.

    Ora, eu li a coluna do Daniel Oliveira e acabo por concordar com ele que as ideias do Alexandre Soares dos Santos são pouco razoáveis, embora não concorde com o tom do texto.

    Dito isto, o Alexandre Soares dos Santos não deixa de ter razão quando diz que somo uns tesos.

  2. “(…) você não fica atrás ao insinuar que um Daniel Oliveira não pode criticar um Alexandre Soares dos Santos (…)”
    E lá voltamos aos “straw men”… alguém está a insinuar algo do género ? Que o DO não pode expressar a tua opinião ?
    Tsk… Isto é uma crítica do DO e da sua coluna, tão legitima como a primeira, e ainda mais necessária.

  3. Eu não disse absolutamente nada. É o jhb que está a extrapolar isso.

    A minha crítica ao DO incide apenas na falta de decoro. Os artigos dele são, bem espremidos, insultos e ataques ad hominem.

  4. Sérgio

    Os “snobs” como o desocupado Oliveira arrogaram-se o direito exclusivo de criticarem. Outro caso é o do líder da CGTP que até pode falar em “escurinhos” porque têm “esse direito”…

  5. zeca marreca

    “A minha crítica ao DO incide apenas na falta de decoro. Os artigos dele são, bem espremidos, insultos e ataques ad hominem.”

    E o seu não?

    DANIEL “SNOB” OLIVEIRA
    – Ex-militante (…)

    Uma desconstrução das pseudo-desconstruções do tudologo comentador às tretas aventadas pelo merceeiro:
    Angola e confederação (?), falta de quadros por causa do PREC(?), “democracia musculada”… Nada…
    Ficamos na mesma. O DO diz que o merceeiro é mau. Nós dizemos que o DO é parasita…

    Porreiro, pá, como diria o outro…

  6. jhb

    Então qual é o significado da frase :
    “Se ignorarmos os insultos e a demagogia, o que sobra é isto:”
    e da figura que colocou abaixo?

  7. Constatação de factos. Eu acho que o DO tem todo o direito de criticar as ideias e posições políticas de Alexandre Soares dos Santos Não tem é o direito de insultar a pessoa, de lhe chamar merceeiro (que não o é, já agora) ou de “analfabeto político”. A presunção de DO é aflitiva.

  8. Manuel Costa Guimarães

    O significado é simples: o DO é um embuste pseudo-intelectual que nunca fez nada de jeito e ASS fez obra, faz obra e ainda tem tempo para dar entrevistas para ser insultado por wannabes de barba.

  9. Surprese

    “Grandes mentes discutem ideias, …., mentes pequenas discutem pessoas” (Elanor Roosevelt).

    É fácil identificar quem é quem entre estes dois.

  10. zeca marreca

    MAL,
    Admito que DO se intitule, e mesmo que não se intitulasse, que o fosse…

    Agora isso em nada belisca o meu argumento (que acho que é partilhado com o jhb):
    ““Se ignorarmos os insultos e a demagogia” não sobra nada, com a pequena diferença que o Snob Oliveira após 3 paragrafos de insultos gratuitos apresentou argumentos ou questões que tentavam, bem ou mal, contestar as supostas barbaridades proferidas pelo merceeeiro. Por aqui, nada… É só denegrir o snob…

    Ou então façamos esta experiência: Se DO não se desse aos devaneios criativos esquerdistas de insinuações sobre merceearia, bacalhau et al não haveria críticas a apontar a DO?

    Terá afinal DO razão no que afirma crítica as AFIRMAÇÕES de Soares dos Santos?

  11. zeca marreca

    ““Grandes mentes discutem ideias, …., mentes pequenas discutem pessoas” (Elanor Roosevelt).
    É fácil identificar quem é quem entre estes dois.”

    Será assim tão fácil?

  12. k.

    ““Grandes mentes discutem ideias, …., mentes pequenas discutem pessoas” (Elanor Roosevelt).”

    Indeed. Deste post ficamos a saber que o senhor do BE é o demonio, mas curiosamente nem sabemos se o autor do post concorda ou não com as críticas, e porquê.

  13. dervich

    Devo ao “Insurgente” a tomada de conhecimento de um fantástico artigo do DO, desmontando uma pérfida teia de valores retorcidos com origem numa personagem de quem o 5º Império jamais se lembrará. E é uma grande verdade que ” Uma das poucas utilidades destas entrevistas indigentes é retirar a patine de respeitabilidade democrática e intelectual a uma determinada elite económica. Percebemos como é anacrónica, provinciana e incrivelmente inculta”

  14. zeca marreca,

    Daniel Oliveira acusa-o de achar que Portugal devia ficar com Angola. Politicamente seria muito pouco provável (concordo com o DO) pois o MPLA era apoiado pela USSR e a UNITA pelos EUA e ambos os movimentos políticos queriam a independência de Angola. No entanto, isso não dá direito a DO de insultar Alexandre Soares dos Santos.

    Quanto à emigração pós-25 de Abril, foi um facto, especialmente para os latifundiários e donos de médias e grandes empresas, que é precisamente a quem Alexandre Soares dos Santos se refere. Daniel Oliveira percebe perfeitamente isso, mas assobia para o lado, numa resposta non sequitur, achando que basta atirar uns indicadores estatísticos para se contra-argumentar. Isso não dá direito a DO de insultar Alexandre Soares dos Santos.

    Tirando isto, são tudo insultos, com mais ou menos eufemismo.

  15. Manuel Costa Guimarães

    Dervich,

    Ninguém se vai lembrar do DO, não do ASS. Nem que seja pelo facto de ter o nome na sua própria fundação e, sei lá, ter contribuído para o desenvolvimento do país, ao contrário dos DOs deste país, que criticam, mas não constroem.

  16. jhb

    Caro Mário,

    Lamento que você tenha fugido à questão. Que factos é que você está a constatar? Os mesmos (discutíveis) que o Manuel Costa Guimarães?
    E quanto ao direito ao insulto, devo dizer que estaríamos muito pior que se não houvesse direito a.
    O usufruto desse direito, por outro lado, é já uma questão de educação.

  17. Miguel Noronha

    “Devo ao “Insurgente” a tomada de conhecimento de um fantástico artigo do DO”
    É sempre bom saber que há leitores que preferem o Insurgente ao Expresso e ao Arrastão.

  18. Um intelectual da esquerda radical que escreve artigos de opinião num jornal feito para uma “burguesia culta”, propriedade de um fundador do PPD, ex-primeiro ministro da AD e membro permanente do clube Bilderberg, critíca empresário de sucesso pela via da destruição de carácter e, usando o termo merceeiro pejorativamente, ofendendo assim, também, gente simples e esforçada do povo…

    Hum… Ironias, ironias…

  19. zeca marreca

    Costa Guimarães,
    Que factos????

    “O significado é simples: o DO é um embuste pseudo-intelectual que nunca fez nada de jeito e ASS fez obra, faz obra e ainda tem tempo para dar entrevistas para ser insultado por wannabes de barba.” ESTE?

    OU ESTE…

    “Ninguém se vai lembrar do DO, não do ASS. Nem que seja pelo facto de ter o nome na sua própria fundação e, sei lá, ter contribuído para o desenvolvimento do país, ao contrário dos DOs deste país, que criticam, mas não constroem.”

    MAL:

    1º Estamos de acordo quanto ao dever de Soares dos Santos se cingir ao bacalhau em vez de entrar em temas históricos (para não fazer figura de ímbecil autista e ignorante do mondo que o redeia, bem como da história, que é afirmação sua ,por outras palavras) Então estamos todos de acordo…

    2. Olhe que Soares dos Santos disse mais que isso, disse que o golpe na Aristocracia Corporativista, que o foi e cujos filhos (aristocratas presume-se), ficaram no estrangeiro e jamais regressaram a Portugal (carece de demonstração, mas pronto), contrbuiram definitivamente para enterrr país. O que é uma negação total do liberalimo e das virtualidades dos piquenos capitalistas, desde o empreeiteiro ao merceeiro, que tivemos, a trabalhar afincadamente, nos últimos 40 anos. Entao falta a meia duzia (de “escolhidos”) de gajoss para isto ir para a frente?

    “MAL percebe perfeitamente isso, mas assobia para o lado, numa resposta non sequitur, achando que basta atirar uns indicadores estatísticos para se contra-argumentar.”
    Pois….

  20. Vitinho

    As ideias do DO sao para garantir a sobrevivencia economica dele proprio, porque nem pinta tem para caixa do Pingo Doce ( saliva muito quando fala) .. As ideias do ASS sao para garantir a sobrevivencia do país, porque o rumo que nos trouxe aqui já bateu no muro ( nao o de Berlim nem na muralha da China).. apenas mente pequenas ainda nao perceberam isso

  21. jhb

    Manuel Costa Guimarães,

    Os factos que você constatou são discutíveis principalmente porque qualificar o Daniel Oliveira de “embuste pseudo-intelectual que nunca fez nada de jeito” é emitir um juízo subjectivo, logo discutível. Poderá haver quem ache que o Daniel Oliveira é um bom colunista. E decerto haverá quem tem uma opinião a meio caminho entres esses dois extremos.

    Discutível também é a obra feita pelo Alexandre Soares dos Santos, um empresário. Eu tenho sempre alguma dificuldade em atribuir o substantivo “obra” à actividade empresarial como o atribuiria à obra de um artista ou até mesmo à de um filantropo, duas coisas que o Alexandre Soares dos Santos não é. Apesar disto, reconheço que a Jerónimo Martins é uma empresa importante na economia nacional e que o mérito deste estatuto se deve em grande parte à sua liderança.

  22. zeca marreca

    “como o atribuiria à obra de um artista ou até mesmo à de um filantropo, duas coisas que o Alexandre Soares dos Santos não é”

    ai é , é, apesar de idiologicamente motivado: A FMS é filatropia pura, e os seus autores é só gente meritória, apesar de alguns, bem… é filantropia, até os mentecaptos podem publicar um livro, desde que sejam liberias…. pois!

  23. jhb, o DO não discutiu o mérito do Alexandre Soares dos Santos. Ele amassou e criticou a opinião que Alexandre Soares dos Santos tem de certos temas. E fá-lo com injúria e insultos porque é dispar da de DO.

    Se DO duvida que Portugal pudesse manter a Angola, muito bem, tem direito à discordância e tem direito a mostrar porquê que Soares dos Santos está errado (eu referi algo que o DO, ao invés de insultos, poderia ter referido — os apoios implícitos à independência de Angola por parte da USSR e dos EUA). Agora, isso não lhe dá o direito de chamar de merceeiro ou de analfabeto político só porque Soares dos Santos tem uma opinião particular de um determinado tema.

  24. zeca marreca, admitamos, por hipótese, que a FFMS promove o liberalismo. Qual é o mal, mesmo? Só podem existir instituições a promover o socialismo? Podemos ter Faculdades como o ISCTE a formar socialistas, mas não podemos ter uma fundação privada, financiada com dinheiro privado (ao contrário do ISCTE) a promover o liberalismo?

    Para além que a tese é absurda. Caso contrário a FFMS não promoveria autores como o Paulo Guinote, que de liberal não tem nada.

  25. Bento Norte

    Pelo lado da destruição do próprio podemos estar descansados com esta esquerda de arraial, pela simples razão de que nada constroem para o poder fazer. Assim, com a cegueira da própria falência atiram-se ao alheio de martelo demolidor em riste mas sem perceber que o instrumento não tem abastecimento da energia, que sempre teria que lhes ser fornecida de borla.

  26. jhb

    Eu não diria que o labor da FFMS é filantrópico. Pelo menos, não o é no sentido de uma Gulbenkian ou de outra do mesmo calibre. O que a FFMS faz, pelo que conheço, é publicar fascículos sobre certos temas que a fundação julga serem importantes, albergar uma base de dados e promover encontros mediáticos para discutir temas que, uma vez mais, a fundação julga serem importantes.

    E para reforçar a minha posição acerca da FFMS, relembro que a fundação não financia trabalhos de investigação académica.

  27. zeca marreca

    “A FFMS também mantém a PORDATA, um site com informação estatística bem organizada e facilmente acessível.”

    E também publica A TOTALIDADE DAS SUA OBRAS SEM PEER REVIEW…. o que diz muito sobre o reigor científico da Fundação… mas pronto… de um merceeiro não essperamos mais….

  28. Manuel Costa Guimarães

    jhb,

    Quando digo que o DO nunca fez nada de jeito, não estou a ser subjectivo: estou a constatar que nunca fez nada de concreto. É um fala-barato que nunca produziu nada, a não ser soundbytes.
    Quanto à “obra”, por muito que tenha uma percepção diferente da palavra em si, não deixa de ter feito “obra” empresarial e filantrópica, além de não deixar de ser um “artista” na área do retalho.
    Portanto, os meus “factos” são simples: um não faz absolutamente nada e o outro faz.

  29. zeca marreca

    “Quando digo que o DO nunca fez nada de jeito, não estou a ser subjectivo: estou a constatar que nunca fez nada de concreto. É um fala-barato que nunca produziu nada, a não ser soundbytes.
    Quanto à “obra”, por muito que tenha uma percepção diferente da palavra em si, não deixa de ter feito “obra” empresarial e filantrópica, além de não deixar de ser um “artista” na área do retalho.
    Portanto, os meus “factos” são simples: um não faz absolutamente nada e o outro faz.”

    Sim… e depois chega a realidade…!

  30. zeca marreca, tem noção que 99% dos livros não têm qualquer peer review, certo? O peer review é no escrutínio de trabalhos académicos para publicação em jornais científicos. A FFMS nunca augurou a fazer nada disso.

    A sua crítica está ao nível de se queixar de que um carro não voa como um avião.

  31. jhb

    Caro Manuel Costa Guimarães,

    É razoável admitir que existem pessoas que consideram o ofício de cronista uma actividade útil para a sociedade, independentemente de concordarem com o que vem nas crónicas que lêm.
    Logo, a questão de um cronista ser capaz de produzir algo concreto ou não torna-se subjectiva na medida em que depende do sujeito que a considera. Você, pelos vistos, acha que fazer algo significa produzir que tenha peso e ocupe espaço. Pois bem, sempre pode considerar o troço de página do Expresso onde vem impressa a crónica do D. Oliveira a sua obra.

    Quanto à obra do A. Soares dos Santos e à sua veia artística, noto apenas a sua utilização de aspas.

  32. zeca marreca

    “zeca marreca, tem noção que 99% dos livros não têm qualquer peer review, certo? O peer review é no escrutínio de trabalhos académicos para publicação em jornais científicos. A FFMS nunca augurou a fazer nada disso.
    A sua crítica está ao nível de se queixar de que um carro não voa como um avião”

    Não não está! Ou então você está afirmar que a FMS tem o mesmo papael das edições Avante!… e bom entre um Cunhal e um Ary dos Santos e aqules putos da Católica, bem…

    Não se estique… ao liberalismo… e à FFMS o que é mediocre (sabonetes, bacalhau discount etc.), ao Avante o que é Genial, é isso ?

  33. Manuel Costa Guimarães

    Caro zeca marreca,

    “Sim… e depois chega a realidade…!” Doeu muito quando chegou?

    Caro jhb,

    Nesses termos, claro que tudo se torna subjectivo e, portanto, alvo da nossa interpretação.
    É pois natural que se interprete a coluna do DO como a sua obra. Sendo assim, digo só que, na minha percepção, fica a milhas da obra do ASS.

    A minha utilização de aspas vem no seguimento do significado que dá a obra.

  34. David Calão

    Eu gostava de saber qual é o problema com autores como Pita Barros, Trigo Pereira, Saldanha Sanches..terão poucas credenciais académicas? Peer review? Em livros dirigidos ao público generalista? Por favor..E o Pordata é só a melhor forma de aceder a dados nacionais e europeus, não entender o seu valor é estar bastante a leste.

    Quanto ao DO, who the hell cares?

  35. Francisco Colaço

    Meus caros: quando o Daniel Oliveira morrer, outro inútil condescendente ocupará o seu lugar. Há muitos na terra nostra que querem o pódium que ele tem, e com iguais capacidades intelectuais e igual talento para a efabulação flatulenta de ideologias remetidas.

    Daqui a dez anos falar-se-á em Daniel Oliveira e toda a gente de repente julgará à primeira impressão que se trata do vizinho do terceiro esquerdo, o que tem a mulher coxa e o filho com acne pronunciado.

    O Alexandre Soares dos Santos é homem de outra jaez. Será lembrado.

    O Daniel Oliveira deixa apenas o que as bactérias quiserem comer do seu corpo, e muita inutilidade em fascículos semanais reciclada e transformada em papel higiénico. O Alexandre Soares dos Santos fez uma organização que dá de comer a muita gente, e que venderá o papel higiénico que procederá da reciclagem dos jornais onde escreveu o Daniel Oliveira.

  36. lucklucky

    Só pode ser um soci@lista com laivos de terminologia marxista quem escreveu a pérola texto da imagem.

    “contribuição efectiva para a sociedade”

    Há muito mais “contribuição efectiva” dos supermercados do grupo para a sociedade que da fundação.

    Aliás a Fundação mais tarde ou mais cedo será mais uma organização pro-soci@lista.
    E não me admirava daqui a uma dezena de anos não estivesse à sua frente um correlegionário do Daniel Oliveira. Ou mesmo o próprio.

  37. Francisco Colaço

    jhb,

    Se o Daniel Oliveira não tivesse tido obra, todos estaríamos na mesma, alegremente. Se o Alexandre Soares dos Santos não tivesse deixado um legado de expansão da Jerónimo Martins, estaríamos todos muito pior.

    O Daniel Oliveira efabula para viver. O Alexandre Soares dos Santos concretiza para viver. Um assume-se um poço de sabedoria cheio de ideias; outro criou o emprego de dezenas de milhar de pessoas em Portugal e no estrangeiro.

    Entre um e outro, escolho o segundo. Ideias recebo-as de quem sabe concretizar. Os efabuladores sem algo que se veja de prático não podem falar sobre a situação portuguesa: muito fizeram para a tornar como está; nem como sair da crise, pois não sabem fazer algo que tenha realmente valor.

  38. rmg

    Aquela da “Peer Review” nos livritos da FFMS diz tudo .
    Muito gostam as pessoas de falar do que não fazem a mínima ideia .
    Ele há cada um !

  39. jhb

    Francisco,

    Eu não partilho da sua visão utilitarista. Se o A. Soares dos Santos ou a Jerónimo Martins não existissem, muito provavelmente aquilo que eles fazem seria feito por outros e nem você nem daríamos pela diferença entre um quilo de arroz Cigala comprado no Pingo Doce e um quilo de arroz Cigala comprado no Pingo Amargo sem ser, talvez, no preço, tal como não hoje encontrará nenhuma diferença de por maior na água Luso que compra no Pingo Doce relativamente à água Luso comprada no Continente a não ser, provavelmente, no preço.

    Por outro lado, concorde-se ou não com o que o Daniel Oliveira escreve, ninguém mais escreve como ele e aí você tem logo aí uma obra singular e original, independentemente da qualidade que cada um nós lhe atribui.

    Assim, levando a questão ao extremo, se ambos e as suas obras desaparecessem amanhã, você poderia continuar a comprar arroz Cigala e água do Luso no Continente, mas já não leria nunca mais uma crónica do Daniel Oliveira.

  40. David Calão

    “mas já não leria nunca mais uma crónica do Daniel Oliveira” – uma perda irreparável, de facto…

  41. Francisco Colaço

    jhb,

    Ninguém sabe trabalhar senão aquele que trabalha. Quem não trabalha arroga-se a ensinar os outros a trabalhar. Quem não sabe senão ter ideias idiotas, convence-se da sua própria superioridade.

    Há mentes superiores que nunca trabalharam? Claro que há. Mas esses apreciam o valor dos que trabalham e não são condescendentes da magna altura do seu pedestral de barro.

    Gostemos ou não, Alexandre Soares dos Santos sabe do que fala. Daniel Oliveira não sabe coisa nenhuma. É um ignaro, pois não sabe avaliar um produto e vendê-lo; vende fátuos que qualquer um sabe fazer (até eu escrevo tão bem ou melhor do que ele, e isso não é exactamente um auto-elogio).

    Se a sua obra se resume a flatos inúteis, ficará o magnífico Daniel Oliveira com a consolação de que muitos clientes do Pingo Doce o oscularão com o orifício anal cada vez que comprarem papel higiénico ecologicamente reciclado dos jornais que publicaram as importantíssimas tiras do Daniel Oliveira.

    E mais lhe digo, se o papel higiénico for bem fabricado, poderão então dar valor à dita substância macia derivada das antigas colunas do Daniel Oliveira. Aí terá o consolo de ser devidamente apreciado pelo que realmente valem e de maneira ecológica e racional.

  42. A. R

    Um dia o país será feito todo de tipos como o Daniel Oliveira: será um país feliz, sem ranger de dentes e todos marcharão a compasso certo.

  43. Aladdin Sane

    Falaram aí da Fundação FMS que “promove liberais”… não quererão também passar os olhos pelo sítio virtual do CES (Centro de Estudos Sociais) da Universidade de Coimbra?

    A Fundação ao menos é privada.

  44. Francisco Colaço

    Zeca Marreca,

    «Terá afinal DO razão no que afirma crítica as AFIRMAÇÕES de Soares dos Santos?»

    Para ter razão em alguma coisa que afirmasse (ou melhor, no seu conjunto) teria de apontar UM país onde a esquerda comunista e socialista radical trouxesse liberdade e prosperidade em vez de miséria e de grilheta.

    Conhece algum?

    As ideias defendem-se com mostruários e resultados. Repare que houve diversos países onde as ideias marxistas foram implantadas. Desses apenas tivemos umas adições escabrosas ao léxico comum (mesmo que a palavra existisse antes do marxismo):

    guetto
    gulag
    cocktail molotov
    holocausto
    lubianka
    Cátia Vanessa

    E muitas outras de pior fação.

  45. Francisco Colaço

    Dervich,

    «Uma das poucas utilidades destas entrevistas indigentes é retirar a patine de respeitabilidade democrática e intelectual a uma determinada elite económica. Percebemos como é anacrónica, provinciana e incrivelmente inculta» (citação sua)

    Incrível é que não considere quem apoia e lauda regimes que mataram milhões e nunca saíram da cepa torta em termos económicos — sem um de amostra que não se tenha p+ortado assim — anacrónico, imbecil e completamente alheado da realidade.

    Entre os teóricos do mundo novo (que depressa passa a velho inferno) e os merceeiros que vão tratando da sua vida e melhorando a nossa escolho os segundos.

  46. Paulo Rocha

    O DO porque não concorda com o ASS não tem o direito de achincalhar o mesmo, é verdade e concordo. O Mário Amorim Lopes porque não concorda com o DO já o pode achincalhar. Não, não é verdade e naturalmente não concordo…
    Quando é que o Mário Amorim Lopes entende que NÃO pode criticar seja quem for enquanto faz exatamente o mesmo que critica? ou será que é um passo evolutivo que não quer dar?

    Se fosse no facebook punha agora um smile: a sentir-me divertido…

  47. Paulo Rocha, eu, à semelhança do DO, tenho todo o direito e mais algum de criticar quem bem me apetecer. Eu, ao contrário do DO, não insultei ninguém. Se não percebe a diferença, a isso chama-se dissonância cognitiva.

  48. Francisco Colaço

    «a isso chama-se dissonância cognitiva»

    Ou alienação, tendo em vista o gráfico apresentado aqui há umas submissões atrás, sobre a patologia do comunismo.

  49. Paulo Rocha

    Há dois dias atrás, em conversa com amigos, recordámos o spot televisivo sobre as camisolas interiores Termotebe. Quem não se lembra da frase: “eu tenho uma termotebe e o meu pai também”… “Termotebe, uma camisola com características TurboElectricas”, dizia-se na altura. Rapidamente a conversa resvalou para a utilização por parte das pessoas do Marketing de expressões muitas vezes ridículas e desprovidas de qualquer sentido, o caso das camisolas TurboElectricas, ou outras mal aplicadas, em contexto que na verdade não se aplicam, neste caso particular “dissonância cognitiva”…
    Mário Amorim Lopes, dissonância cognitiva?! a sério!…
    O DO oliveira, auto intitulou-se snob, para poder insultar de forma mais aceitável pelos leitores o ASS de “merceeiro”, o Mário Amorim Lopes, mantém o “merceeiro” ao ASS para poder insultar o DO de snob!… claro que as palavras usadas são as mesmas, nem o DO se queria autointitular snob, nem o Mário Amorim Lopes, queria chamar “merceeiro” ao ASS, mas ambos queriam insultar quando utilizaram a palavra merceeiro, no caso do DO, e snob no seu caso…
    Se não entende isto não escreva nada, pois não tem nem as competências nem a inteligência para o fazer!…

  50. Francisco Colaço

    Paulo Rocha,

    Não implicando consigo desnecessariamente, mas entre sintaxe, pontuação e construção frásica deficiente tenho bastante dificuldade em vê-lo como um certeiro avaliador de inteligências e de competências.

    Uma pista lhe dou: o ponto final é usado para separar duas frases. A palavra «snobe» grafa-se assim em Portugal ou esnobe no Brasil. Pode usar a palavra petulante ou condescendente, sinónimos daquela, com óbvias vantagens em não serem estrangeirismos bacocos.

    Tenha cuidado quando julga outro: ou tem capacidade para julgar e o mostra ou será julgado em seu desfavor. «Não julgueis para que não sejais julgados; pois na medida em que julgardes sereis julgados, e na medida em que medirdes vos irão medir a vós.»

  51. Paulo Rocha

    Sr. Francisco Colaço

    E sobre o conteúdo, nada?

    Melhor ilustração do que se vai escrevendo aqui pelo insurgente não podia haver. E concordo consigo: é chato quando alguém que não nos conhece nos julga de forma tão leviana. Quanto à grafia da palavra snobe, aqui sim, o Francisco Colaço sofre de dissonância cognitiva, quer uma pista? leia a forma como o seu amigo escreveu a mesma palavra. Quando faltam argumentos sobre os conteúdos a discussão vira-se para a forma. É assim desde tempos imemoriáveis, este caso não é exceção à regra!…

    Já agora:
    «Não julgueis para que não sejais julgados; pois na medida em que julgardes sereis julgados, e na medida em que medirdes vos irão medir a vós.», aplica-se aqui desde que este tópico aqui apareceu, alguma razão para só o incomodar a seguir à minha resposta?

    pois!…

  52. Paulo Rocha, duas notas, e considere-se com sorte. A primeira é que tanto a palavra “snob”, que considera um insulto, como a grafia, foram da autoria do Daniel Oliveira. Apenas as reproduzi enquanto mensageiro. Segundo, é que da sua missiva sobre mim, só posso ser levado a concluir que é um entusiasta leitor das crónicas do Daniel Oliveira e que o insulto lhe apraz de igual maneira. A dissonância cognitiva aplica-se perfeitamente à sua percepção de crítica vs insulto.

  53. Francisco Colaço

    Paulo Rocha,

    Evitei insultá-lo diretamente, e por isso dei-lhe um vislumbre das suas limitações. Se não fui para o conteúdo foi por educação, e não por falta de material.

    Deve aquiescer que o caríssimo Rocha deixa um alvo do tamanho do ego do Daniel de Oliveira à distância diminuta da medida das suas capacidades.

  54. Paulo Rocha

    Mário Amorim Lopes

    Acredite, não sou o único sortudo por só escrever duas notas, e que notas!

    “A primeira é que tanto a palavra “snob”, que considera um insulto, como a grafia, foram da autoria do Daniel Oliveira.”
    Deve reler o que escrevi, já que disse isso mesmo anteriormente, quanto à grafia não me incomoda nada, o comentário foi do seu “camarada” Francisco Colaço;

    “Segundo, é que da sua missiva sobre mim, só posso ser levado a concluir que é um entusiasta leitor das crónicas do Daniel Oliveira e que o insulto lhe apraz de igual maneira.”

    Não sei se tem falta de memória ou se não sabe ler, mas não sei de que outra forma lhe posso explicar isto: “O DO porque não concorda com o ASS não tem o direito de achincalhar o mesmo, é verdade e concordo.”
    Pode portanto concluir o que quiser, desprezando o que escrevo, já que isso parece não lhe importar.

    Francisco Colaço
    O alvo pode ser grande, e a distância diminuta, e ainda assim, na única critica concreta que me faz, consegue acertar no alvo do seu “correligionário” Mário Amorim Lopes. Esse feito é muito mais revelador das suas capacidades que das minhas.

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