A Ucrânia para além do folclore mediático

“Folclore europeu não é suficiente para ganhar a Ucrânia” de José Milhazes (Da Rússia)

Ianukovitch teve que optar pela forma que menos ameaçasse o seu poder e o poder daqueles grupos oligárquicos que o mantêm no poder. Como sabe que é perigoso brincar com o Kremlin, optou por brincar com a União Europeia.

A oposição pró-europeia organizou gigantescas marchas de protesto contra a política de Ianukovitch, tendo a polícia de choque Berkut intervindo de uma maneira claramente exagerada e violenta.

Levantaram-se barricadas, montaram-se tendas no centro de Kiev que passou a ser também um centro de peregrinação para ministros e deputados dos mais diversos países da União Europeia. A eles juntaram-se os “missionários” que querem levar a sua democracia a toda a parte e de qualquer forma.(…)

Eu não sei se cenas dessas seriam possíveis em Estados de direito. Bem, e se fosse Putin que aparecesse a visitar os manifestantes pró-russos em Kiev, então aí cairiam a Lavra de Kiev e o Mosteiro de São Nicolau, pois na capital ucraniana não existem Carmo e Trindade.(…

Neste campo, a UE podia aprender alguma coisa com Putin, que trata Ianukovitch da forma que merece, ou seja, queres dinheiro, venham as contrapartidas. Ou melhor, o dirigente russo aprendeu bem o famoso romance soviético “As doses cadeiras”, onde uma das personagens diz: “primeiro trazes o dinheiro e depois levas as cadeiras”.

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