Pelos bigodes de Pleksy-Gladz, Daniel Oliveira tem razão

Venho aqui afirmar que Daniel Oliveira tem razão, o Miguel Morgado é um fanático, eu sempre tinha desconfiado do facto e, agora que o Daniel Oliveira conseguiu transcrever em palavras a influência demoníaca que eu sempre notei no Miguel, só tenho a dizer que estou 1537% de acordo. O Miguel foi meu colega em Economia na Católica e eu já nessa altura me lembro de reparar no olhar malévolo que ele deitava aos colegas mais esquerdistas e os raios quase mortíferos que lançava aos professores keynesianos (não que tenhamos tido algum, cruz credo, tirando o nosso amável PR, que acabou de enviar para o Conselho de Revolução o diploma das extorcionárias, perdão! – são ainda influências do tempo em que partilhei blogues com o Miguel -, justíssimas pensões – as atuais, claro – dos funcionários públicos). E também me recordo de o ter reencontrado para a gravação de um programa na Rádio Europa, dez anos depois de terminarmos o curso, e de ter notado a aura negra que já rodeava o Miguel (se fosse dada à fotografia de auras, como certos políticos portugueses, aquele negrume todo não teria escapado à minha objetiva). E, sem dúvida, basta verificar a ausência de barba e de bigode (não entendo porque os outros insurgentes se têm apenas concentrado nas barbas) do Miguel para o dar como culpado de fanatismo.

Quanto a essa instituição perniciosa que é a Católica, eu própria sou testemunha das aleivosias dos vários institutos e faculdades por onde passei. Sofri uma violenta lavagem cerebral ultra-uber-hen-muy-mesmo-mesmo-liberal em Economia. (Ler denúncias da situação catastrófica da UCP pelo Rui Albuquerque). Na Faculdade de Teologia também há perigosos hereges que ensinam coisas diferentes da catequese que se dá nas paróquias, e vários católicos mais ajuizados e obedientes ao Sumo Pontífice (da época) bem me notaram umas vezes no Cachimbo que os professores de Teologia andavam perto de merecer a excomunhão por porem ideias tontas em cabecinhas sugestionáveis como a minha. E o Instituto de Estudos Orientais, não o esqueçamos, será certamente culpado de, sei lá, ensinar outras coisas que não exclusivamente os crimes ocidentais nas zonas mais perto do sol nascente e de indicar autores diferentes de Edward Said. Além de que os métodos de ensino e de avaliação são excessivamente convencionais; um exemplo: a propósito dos métodos violentos em busca do vil lucro pela Companhia Neerlandesa das Índias Orientais nas bandas da Indonésia, não teria sido mais pertinente organizar uma vigília de protesto em frente à Embaixada Holandesa (garantindo a presença na vigília a aprovação) do que, simplesmente, incluir no exame estas matérias?

(Não conheço o Bruno Maçães para além de trocas de mails nos tempos do Cachimbo de Magritte. Contudo, tendo em conta a minha boa opinião sobre a opinião do Daniel Oliveira, dou-o já por culpado de fanatismo agravado.)

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