Acordo com o Irã (ou Irão)

Cá no Brasil, dizemos “Irã”. Em Portugal, diz-se “Irão”. Mais uma vez, constato o quanto meus amigos d’além-mar estão corretos (ou correctos). Afinal de contas, para onde “irão” as relações internacionais depois desse passo? De acordo com Obama, abriu-se o caminho para um mundo mais seguro; já Netanyahu afirma que trata-se de um erro histórico. Caso o acordo final venha a confirmar-se, o maior de todos os desafios não será acomodar o ceticismo de Israel com uma pretensa “boa vontade” iraniana; será avaliar o quanto vale o Direito Internacional em uma região onde pouca importância se dá à ideia de uma sociedade internacional regida por normas e valores. É esse o principal sentido do termo “histórico” na advertência de Netanyahu. Teremos a corroboração de que o Médio Oriente (ou Oriente Médio, como dizemos cá no Brasil) segue uma lógica própria? Será mais uma confirmação da “sabedoria eterna” do realismo? Ou realmente estamos a testemunhar uma adequação do Irã à “globalidade” contemporânea? Agora é esperar para ver…

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Um pensamento sobre “Acordo com o Irã (ou Irão)

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