Pacheco Pereira: Tratado sobre a (in)coerência, em política (II)

Mas que tal se os meus críticos se pronunciassem também sobre a atitude de muita gente na campanha de Soares (e dele próprio), sobre esta fabulosa arrogância que é considerar que as eleições só são boas, dignas e “livres” quando o “povo” vota em nós? Sobre a acusação ao “povo” que é “feio, porco e mau” quando não vota à “esquerda”?

 

(…)

 

É. Nesta campanha, a arrogância está muito desigualmente distribuída. E a arrogância levará a uma humilhação de todo desnecessária.

José Pacheco Pereira, numa exegese intelectual complicadíssima em que mistura Xerxes e Montaigne para explicar que há uma enorme arrogância nas simplificações de Mário Soares e nos juízos de bondade ou maldade quando a democracia não acompanha os seus anseios; no Jornal Público de Janeiro de 2006 (e publicado aqui). Hoje, é ver Pacheco Pereira nas grandes simplificações marxistas na defesa da falência do regime, porque não gosta do sorriso e dos dentes bem tratados no Primeiro-Ministro.

5 pensamentos sobre “Pacheco Pereira: Tratado sobre a (in)coerência, em política (II)

  1. tina

    Nos tempos em que JPP era liberal:

    “Só há uma alternativa a esta política do modelo social europeu e essa alternativa é um consistente, persistente e intransigente programa de liberalismo moderado, reformista, prudente, passo a passo, sempre no mesmo sentido de dar mais liberdade a pessoas e a empresas do domínio abafador do Estado.”

  2. tina

    E o que ele dizia sobre a Constituição:

    “Depois acrescenta-se o facto da nossa Constituição ter os donos vivos e os donos não gostam que se lhes mexa na propriedade e querem tudo no sítio onde o colocaram há quase 35 anos. E há também, numa Constituição que já foi mexida e remexida dezenas de vezes, muitas vezes inutilmente por causa da Europa, o facto de ela ser considerada simbólica à esquerda, sacrossanta e até um pouco de fetiche, o que em tempos de vacas magras ideológicas, conta.”

  3. Catarina

    Parece-me que nem o autor do post nem os comentadores estão com os neurònios todos a funcionar. Ou entào sò leem e ouvem parte do que jpp diz. A parte que lhes dà jeito.

  4. rmg

    Catarina

    É dos livros que toda a gente só lê a parte que lhe dá jeito .
    Portanto convém esmiuçar a questão .
    O que é que leu que , tendo-lhe dado (ou nem por isso) jeito a si , não deu jeito aos outros ?

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