A extrema-esquerda tal como ela é

“Os fura-greves” de Raquel Varela

Aquilo que penso, com honestidade, é que, excepção feita a quem não pode fazer greve porque arrisca de facto a perder o emprego, um fura-greves não é alguém que exerce o livre direito a não fazer greve, é um cobarde que se aproveita do resultado da greve dos outros.

21 pensamentos sobre “A extrema-esquerda tal como ela é

  1. Nesta linha de raciocínio e se generalização, creio poder assumir que a Raquel Varela considera que alguém que dependa do RSI é um preguiçoso que se aproveita do trabalho dos outros.

  2. Rui Cepêda

    A honestidade intelectual e o comunismo pertencem a universos diferentes. Um “fura-greves” aproveita-se do trabalho que os outros têm para falir as empresas. Logo quem tem que devolver os passes sociais são aqueles que beneficiam do trabalho dos outros. Dos que trabalham e os sustentam.
    Não tenciono comentar mais seja o que fôr que venha desta procedência original. É por demais reles e abjecto.

  3. Pedro Santos

    essa não é a gaja que caga de alto contra o capital e depois aceita prémios da banca exploradora capitalista?
    😀

  4. jsp

    É uma “investigadora” portuguesa, com certeza…
    Vivendo , e bem, á conta do erário…
    E o resultado das “investigações” poe aquilatar-se pela frase supra…
    E por muitas outras que a senhora,ao longo destes anos, tem soltado com bastante soltura…

  5. lucklucky

    “Fura Greves” é uma expressão moralista, estigmatizadora, descriminatória vinda do paternalista e sexista Séc.XX
    A Raquel Varela sendo uma moderna e progressista “investigadora” certamente quererá dizer
    “Trabalhador em situação de consenso com o Patronato”

  6. Joaquim Amado Lopes

    A extrema-esquerda como ela é: ridiculamente minoritária e, apesar disso, imensamente estúpida, ignorante, arrogante e intolerante.

  7. Tiro ao Alvo

    Custa-me a entender porque é que o Santander concedeu um prémio a esta esquerdoide mal-educada. Disseram-me que não foi gente do Banco que a seleccionou, mas foi de lá que saiu a massa.
    Deviam ser mais cuidadosos, os responsáveis do Banco.

  8. joao

    e nós a criticar os excessos do prec e anos seguintes qdo os piquetes comunas agrediam, coagiam e furavam os pneus aos poucos que decidiam ir trabalhar. Afinal, 30 anos depois este comportamento extremista é defendido pelos intelectuais de serviço sempre na vanguarda da revolução.

  9. Proletário X

    Se me permitem, vou tentar desencriptar para liberalês – usando um exemplo da minha história familar – o que, penso eu, a intelectual marxista Raquel Varela, tentou dizer no seu texto.A minha avó em 75, lá na fábrica quando havia greve, tinha que ficar em guarda para impedir os chefes das linhas de montagem de a substituirem po fura-greves informando os ditos de que a máquina era dela, e que ninguém ia por as mãos na bicha se não por sobre o seu cadáver. Procedendo desta maneira, foi possível conquistar alguns aumentos de salários e uma abrangente paleta de direitos, que possibilitaram que os anos 80 pudessem ter sido suficientemente desafogados, para que a classe operária pudesse criar os seus filhos de forma digna. Escusado será dizer que os fura-greves beneficiaram também destas lutas, ficando muitos deles agradecidos por ter havido quem as pudesse ter feito.

  10. Francisco Colaço

    Proletário X,

    Tem a certeza de que os aumentos de salário não vieram mais por… sei lá… aumento da produtividade das empresas dada a evolução tecnológica e social?

  11. Miguel Noronha

    P “movimento reinvindicativo” do PREC deu um resultadão. O seu maior feito foi ter transformado empresas lucrativas em empresas falidas. Os aumentos salariais foram todos acomodados por via monetária o que resultou em decréscimos do salários real. Uns anitos depois e estavamos falidos e sobre intervençao do FMI.
    Os meus parabéns aos grevistas de 75 por tão gloriosos feitos.

  12. Proletário X

    Tentarei, mediante as minhas limitações no que diz respeito à ciência económica, responder ao Miguel Noronha e ao Francisco Colaço. As vossas observações são válidas mas vejamos. Durante o prec houve uma guerra social, e dessa guerra resultaram, como não podia deixar de ser, perdas, inclusivamente destruição de capital, sob a forma de empresas que não sobreviveram ao impacto de uma revolução social (que não se concretizou) que teve um “movimento reinvindicativo” fortíssimo (e que chegou a acomodar experiências de autogestão operária). Por outro lado, conquistaram-se direitos sociais que não teriam caído do céu aos trambolhões por pura evolução “tecnológica e social”: mas, tal como sucedeu, de uma posição de força por parte dos trabalhadores que viria a resultar no “pacto social”, que veio a servir de moeda de troca para uma revolução que foi claramente derrotada. Este pacto social, serviu também, entre outras coisas, para restabelecer o que alguns gostam de chamar Ordem, e edificar o actual regime parlamentar, etc e tal. Também é preciso que se diga que muitas empresas não faliram, e que encaixaram um quadro social em que os trabalhadores ficaram circunstacialmente bem mais protegidos da arbitrariedade patronal. Aliás, milhares de empresas só vieram a sucumbir com o quadro da CEE e com o rolo compressor das políticas comunitárias, com a desindustrialização e deslocalização, outras houve que morreram por incapacidade de se adaptarem à concorrência de uma economia globalizada ou pura e simplesmente porque os patrões acharam que já não havia ali negócio. E não por revolucionarite aguda dos trabalhadores, por essa altura já mais que domesticados. O meu avõ por exemplo, trabalhou numa fábrica em pleno Alentejo vermelho que teve um prec e pêras e só “faliu” no revolucionaríssimo ano de 1994. A fábrica da minha avó ainda está por lá a bulir, alimentada pelo suór de alguns dos seus descendentes, e passou por isso tudo. A Histórica e a Sociedade são uma coisa complicada e a economia às vezes não se apercebe. Dos grevistas de 1975 só tenho a dizer que é pena não terem conseguido levar mais longe aquilo que começaram, muitas vezes contra o MFA, os sindicatos e os patrões, tudo ao mesmo tempo.

  13. Proletário X

    P.S: Ainda bem que o F. Colaço acha que a produtividade das empresas se dá pela evolução tecnológica e social, e não pelo grau até ao qual se consegue espremer os trabalhadores, seja de direitos ou de outra coisa qualquer. Quem houve muitos dos bosses deste país jurararia que os “direitos e regalias” dos trabalhadores são um verdadeiro empecilho. E que a preguiça do proleta tuga é o diabo em pessoa.

  14. Miguel Noronha

    Vemos pelo exemplo venezuelano o que seria levar “ainda mais longe” a loucura socializante do PREC. A destruição de capital fo imensa e nunca mais recuperamos a posição relativa e os investimentos que tínhamos anteriormente. Em muito casos a falência só foi adiada graças ao dinheiro dos contribuintes que durante muitos anos tiveram que pagar os “direitos” que os revolucionarios outorgaram. A conclusão e extremamente simples. Ficamos mais pobres.

  15. Francisco Colaço

    Na China há greves, e o Partido Comunista é insensível (e repressivo mesmo!) a estas. E no entanto, os salários sobem.

  16. Joaquim Amado Lopes

    Proletário X,
    Uma vez que a “conquista de direitos sociais” é o resultado da evolução de uma série de factores, não se pode dizer que essa conquista se deva específica e unicamente à “luta proletária”. E não é possível comparar o que se ganhou com o que se teria ganho se essa “luta” tivesse sido diferente.
    Por exemplo, quanto investimento estrangeiro nos custaram todas essas greves e reinvindicações? Que riqueza e benefícios sociais teriamos “conquistado” através desse investimento?

    O que podemos dizer sem quaisquer margens para dúvidas é que no início de 1974 Portugal era um país pobre mas tinha as contas públicas em excelente “forma” (apesar de manter várias frentes de guerra) e a economia estava a evoluir (mesmo que lentamente) num sentido muito positivo.
    Em apenas 3 anos, foi necessária uma intervenção do FMI. 6 anos depois, segunda intervenção. Depois disso, o nível de vida dos portugueses realmente subiu muito mas à custa de transferências maciças de fundos europeus e de endividamento constante. 28 anos depois e com o país completamente falido mas insistindo em portar-se como rico, terceira intervenção estrangeira.
    O custo dessa “luta proletária” está à vista de todos mas ainda há quem queira culpar os “neoliberais” (invenção recente) pelo resultado de quase 40 anos de socialismo e da ideia de que os “direitos” são intocáveis mesmo quando não os podemos pagar.

  17. rmg

    Proletário X

    Acho que fala muito por ter ouvido dizer .
    Não acredite em tudo , as histórias mais simples têm uma tendência desgraçada para se tornarem em lendas grandiosas com o passar dos anos , na cabeça dos seus protagonistas .
    Há vários provérbios populares a confirmá-lo e , como sabe , a sabedoria do povo é infinita .

    PS – O PREC e pêras em fábricas foi na margem sul de Lisboa , eu sei porque estava lá , no Alentejo não havia fábricas para PREC e pêras em 1975 .
    De resto sem se saber de que era a fábrica não se pode analisar as razões da falência , há muita coisa que tinha compradores em 1975 e que já ninguém queria 20 anos depois .
    Já se me viesse com a agricultura …

  18. Rúben Lopes

    E a senhora Raquel Valera é uma tola que aproveita o seu lugar nos media para dizer tolices e atacar putos de 16 anos, que criam mais valor do qualquer que ela tenha criado na sua vida.

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