A Justiça de Soares

Um jornalista chama palhaço ao Presidente da República e a Procuradoria-Geral da República abre um inquéritoUm ex-PR chama ladrão – em público – ao Presidente da República e ninguém lhe toca. Realmente a criatura tem razão: não há justiça em Portugal.

30 pensamentos sobre “A Justiça de Soares

  1. tina

    Teixeira Santos e Sócrates, que ao nacionalizarem o banco, ao contrário do conselho de outros como Cadilhe, responsabilizaram o povo português pela dívida, esses sim é que deviam ser julgados. Temos de dar o exemplo para a geração nova de portugueses, temos de pressionar no sentido de julgar tamanha irresponsabilidade.

    Não é ridículo que os nossos filhos vejam os culpados disto tudo, como Sócartes, ainda a falar na televisão? Há tantos jornalistas entre os Insurgentes, levantem-se contra a impunidade dos culpados. Façam-no pela geração dos portugueses mais novos, para estabelecer o exemplo, para mostrar que os pais sabem distinguir entre o que está certo e o que está errado. Não nos podemos levar nesta onda socialista de perversão de valores.

  2. Vitinho

    Quando o jornalista falar claro para denunciar estas situações,será obrigado a deixar de o ser.
    A culpa não e dele, e do sistema e do lobby de esquerda.

  3. tina

    Vejam a podridão socialista:

    “Miguel Cadilhe mostrou que não vê nenhuma razão económica ou financeira para a nacionalização daquele banco.

    «Não excluo que haja motivações que não tenho que identificar. Cada um fará a sua leitura», disse Miguel Cadilhe, perante os deputados da comissão parlamentar de inquérito ao caso BPN.

    O antigo presidente do Banco Português de Negócios acusou ainda o Governo de nacionalizar o banco quando o conselho de administração da entidade bancária «começou a identificar responsáveis e a entregá-los à justiça».

    Miguel Cadilhe, ex-ministro das Finanças, lançou várias críticas ao Governo, nomeadamente ao ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, por ter rejeitado a proposta alternativa à nacionalização que foi apresentada pela sua equipa de administração.

    «Contrariamente ao que foi afirmado pelo Governo, a nossa proposta não ia pendurar-se no dinheiro dos contribuintes, contrapôs.

    O antigo responsável do BPN apontou ainda várias críticas ao Banco de Portugal, afirmando que «houve grave e demorada falha de supervisão bancária em Portugal».”

  4. oscar maximo

    O Presidente é que tem de decidir sobre essa questão, ha muita gente com o nariz comprido a meter-se na vida alheia.

  5. Ricardo Monteiro

    O PR aproveitou o facto dos amigos terem um banco para ganhar algum dinheiro. Criminoso? Não me parece. Ético? Também não me parece.É um amigalhaço:

    “O Chefe-de-Estado explicou aos jornalistas: Dias Loureiro “garantiu-me solenemente que não cometeu qualquer irregularidade nas funções que desempenhou” em empresas ligadas ao grupo Banco Português de Negócios.

    “Não tenho qualquer razão para duvidar da sua palavra”, acrescentou Cavaco Silva.

  6. k.

    Suponho que os amigos do Cavaco sejam “a razão escondida” de que falava o Cadilhe…

    PS: O PSD apoiou a nacionalização do BPN.

  7. Miguel Noronha

    “PS: O PSD apoiou a nacionalização do BPN.”
    É verdade. Na altura poucos foram os que disseram que aquilo era um disparate e (aparte outras questões) só iria servir para transformar prejuízos privados em encargos para os contribuintes. É ir ler o que escrevemos na altura.

    Mas convém não esquecer que quem estava no governo era o PS e a nacionalização foi uma decisão deste. Ainda me recordo do Ministro Teixeira dos Santos dizer que aquilo não iria custar um centimo aos contribuintes.

    De resto, aconselho-o a procurar o post do RAF sobre o lucrativo negócio das acções de Cavaco Silva.

  8. Jose

    A típica hipocrisia da esquerdalha num dos seus melhores exemplos nacionais. Uma besta que destruiu a vida de centenas de milhares de portugueses com o seu processo caótico e interessado de descolonização. A entrega de Timor à Indonésia. Os diamantes e o marfim, etc.

  9. murphy

    Desta vez o ex-PR tem razão!

    É bem verdade que a Justiça portuguesa não atuou como devia em relação a alguns políticos…a começar, precisamente, por Sua Alteza Republicana, D. Mário I, o Inimputável!

    A questão é: porque tratam os srs. jornalistas e a comunicação social em geral, o Dr. Soares, com uma subserviência e um “respeitinho” completamente diferenciado dos restantes políticos?!

    http://jornalismoassim.blogspot.pt/2012/11/dr-mario-soares-vs-dr-mario-soares.html

  10. Brytto

    Está a ser um fim muito penoso. Mas para mim o pobre homem nem sequer é o mais culpado, a senilidade que o afecta já lhe retirou qualquer réstia de lucidez. Os culpados são a família e a sua corte terminando nos jornalistas que lhe põem um microfone à frente. Será que não concluem que o “tipo” está completamente gagá e que a exposição mediática que é sujeito tem um efeito bumerangue em tudo o que diz? Lamentável a todos os títulos!
    Atenção, nunca gostei de tal personagem, mas respeito muito a velhice e sei bem, por experiência própria, como ela pode ser bem cruel!

  11. JS

    Que fique claro.
    Todos os ex-governantes são, e foram, virtuosamente impolutos em toda a sua vida pública.
    Todos os ex-governantes são, e foram, génios capazes de ombrear com Einstein.

    Só é pena que tantos portugueses, seus ex-governados, estejem a viver com dificuldades.
    Só é pena que a divida pública, pela qual foram responsáveis durante o respectivo exercício governativo, tivesse consistentemente crescido, crscido, crescido, … para agora ter que estar a ser paga, com língua de palmo, pelos ex-governados.

    Alguém, por omissão ou voto, re-omissão ou re-voto, elegeu esses governantes do (in)sucesso que, despudoradamente, aparecem, agora -estando afastados do poder que tão eficazmente exerceram- a opinar em público.
    Alguém, por omissão ou voto, lhes deu esse direito. E que eles tanto gostam de “bem” utilizar. Porquê?.

  12. JP

    A única justificação que encontro para o comportamento de assobios para o ar de algumas autoridades é tratar-se de um país mafioso e corrupto, com uma teia de poderes paralelos, subterrâneos e suficientemente organizados para que quem toca pelo diapasão sofra consequências para o resto da “carreira”. Infelizmente, a nossa constituição liga-se e desliga-se conforme o caso. É impossível Portugal sair do buraco com criaturas desta espécie.

  13. tina

    “Mas convém não esquecer que quem estava no governo era o PS e a nacionalização foi uma decisão deste. ”

    Pois claro. E são estas pessoas que devem ser responsabilizadas pelo facto do BPN ter custado tantos milhões aos portugueses. A direita acanha-se tanto que eles chegam ao cúmulo de evocar constantemente o caso BPN, como se não tivessem quaisquer culpas, enquanto eles é que são interiramente responsáveis porque deram cobertura a ladrões e passaram a conta para o coitado do povo.

  14. Miguel Noronha

    Para já, nenhum. O BANIF recebeu fundos que terá de repor ao abrigo do MoU (que por acaso ainda foi negociado pelo governo anterior). Só em caso de não cumprimento do acordo é que o estado assume o controlo.

  15. tina

    Ora, se o ministro vem falar assim, é natural que os outros partidos concordem, pois acreditam naquele que é detentor da informação toda.

    “Teixeira dos Santos afirmou, na Comissão de Orçamento e Finanças, que «não é de esperar que haja aqui impactos significativos», referindo-se ao impacto orçamental com a operação do BPN.

    «A nossa preocupação aqui é, de facto, fazer com que os eventuais custos sejam mínimos e, se possível, que não haja custos para os contribuintes que resultem desta operação», afirmou Teixeira dos Santos.

    O ministro das Finanças declarou que o Banco de Portugal e a Caixa Geral de Depósitos já fizeram «uma injecção de liquidez» de 435 milhões de euros, um valor que Teixeira dos Santos disse ser «recuperável» por corresponder a créditos, quando foi questionado sobre o dinheiro que o Estado já gastou e poderá vir a gastar com esta operação.

    O ministro que tem a pasta das Finanças esclareceu que o BPN tem fundos de tesouraria que aplica em vários bancos, a propósito do alegado investimento que a Segurança Social terá feito naquela instituição.”

  16. k.

    O estado já tem 90% do BANIF. Por acaso, o BANIF é ligeiramente “mais honesto” que o BPN, pelo que a probabilidade de perder o dinheiro que já lá foi colocado é menor, mas o principio é o mesmo

  17. Miguel Noronha

    Não. É bastante diferente.
    O processo foi bem mais transparente e não se trata de um “caso de polícia”.

    A solução alternativa era arranjar um investidor interessado (o que pelos vistos não foi possível) ou liquidar com perdas para os depositantes.

  18. k.

    Em ambos os casos, é usar o dinheiro dos contribuintes para safar um banco.

    Ambos os casos foram transparentes – sucede que primeiro toma-se a decisão de “nacionalizar” o banco, e depois descobre-se os podres.

  19. Miguel Noronha

    “Em ambos os casos, é usar o dinheiro dos contribuintes para safar um banco.”
    Para já é dos contribuintes alemães. Mas concordo que não se salvem os bancos.

    Quais são os “podres” do BANIF?

  20. Rui Cepêda

    Acreditem que é para mim penoso, escrever seja o que for sobre este canalha. Um tipo que o Prof. Marcelo Caetano e bem, classificou como advogado medíocre. Emissário de interesses estrangeiros, demagogo e em grande parte culpado do descalabro a que o País chegou, cúmplice na descolonização “exemplar” e beneficiário nas reles fundações pagas pelas pensões dos Portugueses.

    Esteja ou não ché ché e a diferença é irrelevante, como é possível a quem esteja de boa fé, apoiar ou simplesmente difundir as baboseiras que este réptil vai debitando, num patético delírio que visa unicamente eximi-lo ao julgamento da História. Não estamos num País livre e isento de censura ?. Então porque escondem a verdade ? Têm medo ?

  21. Marco

    Diz o roto ao nu …

    É inqualificável a falta de vergonha destas aves raras, ainda para mais sendo Soares e Cavaco os autores da expansão do ragabofe que se lhes seguiu.

    Quanto a bancos … mais uns “dias” e vem o Banif, o BCP, o …

    Nós cá estamos para pagar.

  22. povão

    Peço desculpa mas não ouvi o “marocas” chamar ladrão mas apenas dizer que cavaco devia ser julgado e tem razão . Nos tempos do Al Capone , Cavaco já estaria preso por participar conscientemente numa evasão fiscal do BPN pois o IRC que o BPN deveria ter pago foi parar aos bolsos de Cavaco(e furtou-se ao imposto de mais valias por ter deixado decorrer um ano para logo aumentar a sua conta no BPN) . Se não sabia , fique agora a saber . ahahah …

  23. marlene silva

    Se o Dr.Mário Soares está gaga ??????….
    Onde estão os lúcidos do governo ???????????…….

  24. Manuel Costa Guimarães

    Julgado? Quem?
    “Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua. A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira política.
    >A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris. A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma «brilhante» que se viu o processo de descolonização. A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia. A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa. A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os «dossiers». A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo. A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais. A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com «testas de ferro» no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.
    A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos. A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifício cedido pela Câmara de Lisboa. A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente. A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-Presidente da República, na… Fundação Mário Soares. A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria. A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era… João Soares. A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do «Público», José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema. A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine. A lucidez que lhe permitiu considerar José Sócrates «o pior do guterrismo» e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse. A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais uma última vez. A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista. A lucidez que lhe permitiu ler os artigos «O Polvo» de Joaquim Vieira na «Grande Reportagem», baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista. A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas. No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai. Vai… e não volta mais.”
    By Ricardo Santos Pinto

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