O Grande Masoquista

É essencial que todos compreendam que as dificuldades que Portugal atravessa derivam do nível insustentável da dívida do Estado e da dívida do País para com o estrangeiro.

A dívida do Estado ultrapassa o total da produção nacional durante um ano. Os juros absorvem 20% do total dos impostos que são cobrados.

Enquanto se mantiver esta situação, em que as despesas do Estado são maiores do que as receitas arrecadadas, vamos acumulando dívida à dívida já existente e o montante dos juros vai subindo.

Por outro lado, a dívida externa do País é mais do dobro da produção anual, implicando o pagamento ao estrangeiro de um montante de juros muito elevado.

Esta situação é insustentável e limita, de forma drástica, as possibilidades de financiamento do País.

Mensagem de ano novo 2013 do presidente da república

9 pensamentos sobre “O Grande Masoquista

  1. JP

    Como aqui escrevi há dias, Portugal acaba de se candidatar ao Euro 2020.
    É preciso dizer mais alguma coisa?

  2. JoaoMiranda

    “insustentável” é dito com sentidos bastante diferentes. Num caso pretende dizer-se que não se pode manter a dívida aos níveis actuais no outro pretende dizer-se que existe um trajectória para o conseguir sem default.

  3. rmg

    É capaz de não ser má ideia a candidatura ao Euro 2020 .
    Sempre dá para amortizar um bocadinho alguns dos estádios , partindo do princípio que as receitas pagarão as restantes despesas e ainda sobram uns tostões …

  4. ricardo saramago

    Não é uma questão só de financiamento como muitos julgam.
    É mais grave, porque mesmo que se conseguisse financiamento para manter a situação, os juros a pagar ao exterior pelo sector público e pelo sector privado, drenam da economia uma parte crescente da riqueza produzida.
    “Insustentável” quer dizer que o PIB até pode crescer mas o Rendimento Nacional será decrescente.
    Este é o drama da dívida externa e dos défices externos crónicos.

  5. Miguel Noronha

    É preciso não esquecer que os referidos estádios foram construidos para o euro 2004 e certamente em 2020 necessitaram de obras adicionais para obedecer aos critérios da UEFA que estão em constante mutação.

  6. JoaoMiranda

    ricardo saramago,

    O últimos dados do INE mostram que a economia portuguesa como um todo atingiu em 2013 capacidade de financiamento positiva. Ou seja, temos capacidade para reduzir a dívida externa.

  7. ricardo saramago

    Caro J. Miranda
    Se somar à Balança de Transacções Correntes (que está neste momento equilibrada) a Balança de Rendimentos(onde entram os pagamentos de juros e dividendos) verificará que o o desequilíbrio se mantém grande e será crescente no futuro)
    Como já aqui afirmei o Produto Interno, em economias como a portuguesa, é um agregado enganador – deveríamos olhar para o Produto Nacional.
    Aliàs, quem estudou Economia está habituado a raciocinar sobre a variável Rendimento Y (Produto Nacional Líquido) e não sobre o PIB como vulgarmente se lê.
    Numa economia altamente endividada ao exterior como a nossa faz uma grande diferença.

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