Preconceitos sobre o cheque-ensino

Há alguns preconceitos que recorrentemente emergem quando se debate o cheque-ensino. (Em abstracto, porque na verdade não há indicação clara que existam planos para introduzir aquilo que se entende por “cheque-ensino” em Portugal.)

Em primeiro lugar, a ideia que as escolas privadas são para ricos. Talvez influenciada pela ficção de época sobre aristocratas britânicos que enviavam a sua descendência para sítios como Eton ou Harrow, ao estilo Downton Abbey ou Brideshead Revisited. É evidente que sendo um serviço pago, apenas quem tem meios compatíveis com o preço tem acesso. Mas daí a criar o estereótipo de “escolas para ricos”, quando a grande maioria dos alunos que frequentam o ensino privado são de classe média, vai uma grande distância. Uma fatia considerável destes alunos nem sequer pertence ao “segmento” demográfico a que se convenciona chamar classe média-alta. São antes pessoas que fazem sacrifícios consideráveis, face ao seu limitado orçamento familiar, para colocar os seus filhos em escolas privadas, na expectativa de que tal educação lhes trará um futuro melhor.

Em segundo lugar, a ideia que um sistema de cheque-ensino transfere recursos para o sector privado. Não são recursos que são transferidos: São decisões. No fim da linha, a maior parte do gasto operacional do estado em educação são salários. Os professores e restantes funcionários das escolas são cidadãos como os outros, defendem os seus interesses e trocam os seus serviços pelos seus salários (os mais altos que conseguirem), não por altruísmo ou sacrifício. No privado, os recursos são consumidos também em salários, mais o retorno aos proprietários dessas escolas. A ideia que há um diferença significativa, ética, entre as duas coisas, assenta num preconceito anti-negócio. Como se empreendedores tivessem, naturalmente, piores ou menos nobres motivações que os trabalhadores assalariados. O que está em causa não são os recursos propriamente ditos, mas antes a decisão de como estes devem ser alocados. Decisões colectivas centralizadas versus decisões individuais distribuidas.

Em terceiro lugar, é vulgarmente apresentada uma objecção relativa ao impacto orçamental de passar a cobrir no sistema público despesas actualmente incorridas pelo sector privado (ao atribuir o cheque-ensino a alunos cujos pais optariam pelo privado mesmo que o sistema não existisse). Opera aqui um preconceito curioso. Uma ideia não-verbalizada que no público não custa nada e por isso ao passar a pagar o privado aumentam-se os custos. Isto ignora que, face à obrigação constitucional do ensino público e obrigatório, se esses alunos não estivessem no privado teriam de estar no público, aumentando os custos proporcionalmente. Para além deste preconceito, esta objecção assenta no desconhecimento dos processos económicos que resultam da falta de transparência da estrutura de custos no ensino público. Na verdade, sabemos que o custo médio operacional anual por aluno no ensino público é equivalente ao preço médio anual em escolas privadas. Como estas últimas incluem no preço a rentabilidade requerida dos activos físicos (edifícios, terrenos, material, etc) necessários à sua actividade, é gritante que o custo por aluno é inferior no sector privado.

Por fim temos a questão da selecção de alunos. A ideia que as escolas privadas vão usar o sistema para escolher alunos ricos pagos à conta do estado e que continua a não haver liberdade de escolha. Este assunto tem mais para dizer e abordo-o de seguida separadamente.

13 pensamentos sobre “Preconceitos sobre o cheque-ensino

  1. Francisco Colaço

    Sendo pago por pago, porque escolher um aluno rico se se pode escolher um bom aluno? A escola que escolhesse os seus alunos por serem ricos seria claramente preterida a uma escola que escolhesse os seus alunos por serem bons (inteligentes, capazes, trabalhadores).

    Como no fim de contas o resultado de uma escola se mede nos testes nacionais, iguais para todos, antes levar a estes um pobre esperto que um rico burro.

  2. ricardo saramago

    Na argumentação de esquerda percebem-se os preconceitos que habitam o seu imaginário:
    Escolas do Estado = má qualidade ; Escolas privadas = boa qualidade
    Alunos ricos = bons alunos ; Alunos pobres = maus alunos
    Liberdade de escolha é má porque os pobres não sabem escolher.
    Os pobres são estúpidos e os ricos são inteligentes.
    Os pobres não devem ter acesso ao mesmo ensino de qualidade dos ricos.
    Se tivessem que ser confrontadas com a concorrência as escolas do Estado ficavam sem alunos.
    “Não se enxergam”.

  3. “A ideia que as escolas privadas vão usar o sistema para escolher alunos ricos pagos à conta do estado e que continua a não haver liberdade de escolha.”
    As escolas privadas vão é tentar recrutar os bons alunos, ricos ou pobres, para criar um ambiente elitista de capacidades cognitivas. Um ambiente destes tende a puxar para cima.
    E vão rejeitar os baderneiros, os que dão porrada em toda a gente e cujas famílias idem. O problema é que a Constituição obriga a que alguém ature estes disfuncionais, proibindo ao mesmo tempo a reguada doutros tempos. Portanto, a baderna ficará toda em escolas públicas que vão sendo abandonadas pelos alunos normais, ao ponto de virem a ser autênticos reformatórios que não reformam ninguém. Admite-se que esta perspetiva não anime os professores do público.
    Não se zanguem comigo, zanguem-se com a realidade.

  4. Lucklucky

    É mais uma prova como a esquerda e a suas ideias dominam o status squo. E estas ideias são aceites e não contestadas por muitos que se dizem de direita ou da não esquerda.

    Veja-se estas palavras “odiosas”

    Interesses & Lucro : como se o Interesse não existisse nos partidos para assegurar a reeleição perpétua educando a sociedade nos valores do partido.
    É essa a função da escola publica. Assegurar a prosperidade dos soci@listas.
    Ou seja Lucro.
    Mas há mais interesses.
    Como se os Interesses não fossem dos sindicatos de professores do partido em dominarem terem o poder corporativo de dominar uma classe.
    Como se o funcionalismo publico associado ao complexo político- educativo que vive de impostos e da proibição da escolha não fosse um Interesse essencial para a prosperidade e poder da esquerda e do seu domínio da sociedade.

    No fundo é como se o Poder e o Controlo não fosse também Lucro.

    As crianças é o que menos interessa à esquerda. O que interessa é o Poder.
    E para ter o poder que deseja precisa de uniformizar e tornar igual.

  5. Toni

    O cheque ensino, assim comos os muitos subsidios que o Estado dá a escolas privadas de todos os tipos são errados.

    Qualquer liberal deveria estar a defender um recuo acentuado da Escola publica, sobretudo no ensino médio e universitário, e não a subsidio dependencia Estatal.
    Recuo no ensino publico sim. Subsidios aos privados não!

  6. Devious

    Sete Cidades reconheço-lhe razão no que diz. Mas hoje esses baderneiros, seja por desleixo seja por medo de quem devia actuar destroem as possibilidades dos que não o são. Num caso que eu conheço, toda uma turma foi privada das viagens da escola ao longo do ano porque havia dois desses na turma que eles não quiseram arriscar a levar. Castigaram todos os outros. Tem um pai que ver o seu filho sacrificado (porque adoraria ir nas viagens da escola) porque os adultos e o sistema deixa que as coisas sejam assim? Não tem um pai o direito de preservar os seus filhos desse tipo de situações?
    A necessidade de limitar este tipo de situações é responsabilidade da escola seja ela privada ou pública. Na privada não acontece porque eles podem decidir não ter alunos assim. Era assim na escola pública também. Faça-se isso e muita gente olhará a escola pública com outros olhos e provavelmente não sentirá a necessidade de colocar os seus filhos numa escola privada fazendo sacrifícios.
    A esquerda que tanto fala do caso, assumindo que a escola pública é tão má que num cenário de competição perderia sempre, foi a que com os seus métodos e mão branda e compreensiva tornou a escola pública num lugar de “inclusão” para os baderneiros esquecendo-se que estava a excluir todos os outros.
    E que agora acha que limitando a escolha evita beneficiar “os ricos”, os que podem fazer o sacrifício de pagar para garantir as condições dos seus filhos longe desse tipo de situações.
    Com a cegueira só pensam em “prender” todos numa escola que consideram má porque se houver opções estão convencidos que ninguém la vai querer ficar.
    Ou seja, ajudou a criar o monstro e quer impor a todos o monstro que criou, porque sabendo que é um monstro sabe que dada a opção de escolha ninguém o vai aceitar. Esta abordagem é tão “esquerda” que não se consegue evitar um paralelo com os tempos do muro feito para que todos pudessem viver o sacrifício da mesma maneira. Não escolhendo. Nisso eles são mestres. Só que normalmente são os outros a pagar a sua “clarividência”

  7. Von Alldösser

    Vejam o caso do “grupo” GPS!!! Podem sempre rever na web a investigação que foi feita…

    Não se esqueçam que estamos em Portugal, onde os Chico espertos que gravitam sempre à volta do poder, não deixam os seus créditos por mãos alheias…

    O problema reside sempre no CRITÉRIO com que as coisas são feitas!!!!

    Enquanto não não houver Ética e Moralidade na coisa pública, tudo o que são boas ideias serão sempre desvirtuadas e violadas, em razão dos interesses de alguns…. Estamos em Portugal, somos latinos…

    Temo que apareçam mais GPS (sempre com os “amigos” do costume) se isto for para a frente….
    Cpts,
    Von Alldösser

  8. Luís Lavoura

    É evidente que o cheque-ensino levanta problemas orçamentais, pois o Estado passará a dar dinheiro a alunos que agora já estavam no privado e não recebiam nada do Estado.

    Ademais, se as escolas públicas ficarem vazias, o custo por aluno delas será cada vez mais elevado.

  9. Pingback: Preconceitos sobre o cheque-ensino (2) | O Insurgente

  10. Francisco Colaço

    Luís Lavoura,

    Se uma árvore não dá bons frutos, corta-se. Se uma empresa não agrada aos consumidores, fecha-se. Se uma escola pública é má, segue o mesmo caminho.

    Repare, eu tenho os meus filhos na escola pública. Não os mudaria para a privada do lado pelo que fosse (que ainda para mais é de confissão católica, em cuja não me revejo há mais de trinta anos). O que digo é que os maus resultados da escola pública resultam da imobilidade dos gestores escolares e da impossibilidade de se gerir uma escola com autonomia. O mau gestor escolar recebe o mesmo que o bom. O mau professor recebe o mesmo que o esforçado. Para quê se arvorar em diligente, se do lado a primeira coisa que se espera é ostracismo e (coisa que me aconteceu pessoalmente) avisos de que se está a subir a barra para todos os demais, e logo a prejudicá-los!

    Por isso mesmo, se a escola pública é má, e é!, isso deveria ser motivo de mudança e de reflexão séria, não de arvorar de flâmulas e de fanais de probidade falsa como a honestidade do mafarrico. Luís, se cada escola pública fosse 1) uma cooperativa com fins lucrativos de trabalhadores, 2) pagasse renda ao Estado pelo edifício, ou leasing a um banco, 3) tivesse o seu condicionamento estritamente proporcionado pelo número de alunos que captasse, 4) tivesse clara autonomia para contratar, despedir e avaliar professores; isso seria o melhor que poderiam fazer aos professores, desde que 5) todos os alunos tivessem de ir a exames nacionais, todos os anos, e os resultados desses exames fossem publicados, irrespectivamente do regime jurídico das escolas, por escola e por professor.

    Não se pode implantar nenhum cheque-ensino, ou financiamento por aluno, sem que a verdadeira escola de escola, dentro e fora da rede pública, seja considerado um direito dos pais.

    Se considerarmos o artigo 73º da malcheirosa desconstituição, uma interpretação lata das duas primeiras alíneas não poderia negar a escolha pelos pais da escola dos filhos, tendo em especial consideração a primeira alínea do 68º artigo.

  11. Maria Silva

    O preconceito de que fala é formado através dos media. Só quem não procure outras fontes, e/ou não questione, poderá interiorizá-lo. O que é certo é que, por exemplo, não é geralmente um menino pobre dum bairro em Camarate que vai para uma escola privada. E o que é também certo é que a massa humana que forma o corpo discente numa escola, não só determina a quase totalidade dos objetivos pedagógicos que nela se apuram, como também as características e a motivação do corpo docente que a ela concorrem. Tudo isto é normal.

    O que aconteceu é que tivemos um período de grandes melhorias económicas duma parte do sector social que levou ao aumento da procura de escolas privadas acreditando que essas eram melhores (cá vão entrando os media nisto). Não pode negar que o tecido social que frequenta o Colégio Moderno ou o Pestalozzi é radicalmente diferente do de uma EB 2,3 de Camarate ou de uma Luísa de Gusmão na Penha de França. As escolas privadas aumentaram e alargaram o nº de alunos. Acontece que agora esse tecido social está a empobrecer e está a transferir os seus educandos para a escola pública. A escola privada está a mostrar dificuldades financeiras. Já percebemos que os lobbies privados estão a tentar defender a sua bolsa. Assim aparece esta ideia do cheque-ensino com o selo da liberdade de escolha. Mas na altura em que o menino do bairro de Camarate procurar uma escola privada vai entrar num processo de seleção, como sempre aconteceu, em que muitos entram por referencias de amigos. Provavelmente os estímulos que recebeu no seio familiar não lhe permitirão estar ao nível de outros. Provavelmente não cheirará tão bem ou cheirará a produtos baratos, nem terá os dentes tão bonitos.
    Parece-me óbvia a conclusão: os escolhidos continuarão a ser os que têm melhores condições financeiras, mas agora serão ainda mais “ajudados” por um Estado que tem criado estes desequilíbrios e que aperta os mais vulneráveis para manter a sua gordura.

    A grande diferença entre público e privado não é ética à partida. De facto, a grande diferença é que o privado visa o lucro enquanto que o público não. E daqui decorrem decisões mais ou menos éticas. Deve o ensino ser um negócio lucrativo?

    Não, à partida não há aumento de custos ao subsidiar o privado. O que há é transferência do público para o privado e isso não tem mostrado beneficiar o país, muito pelo contrário, uma vez que o privado visa o lucro (muitas vezes a qualquer custo e querendo cada vez mais).

    Penso ser importante também que se reflita sobre o que é um bom aluno.

    Deixo algumas questões:
    Um bom aluno é um bom cidadão em formação? Devemos medir a qualidade das escolas todas pela mesma bitola? Que critérios – como e quem os define – se aplicam na avaliação das escolas? Boas notas num exame nacional de português e/ou matemática são sinónimo de boa escola? O que é isso do “estruturante” no ensino? Qual o papel das artes? Porque é que o ensino público tem mais probabilidade de ter piores alunos neste sistema? É o sistema que não funciona ou é o ensino público?

    É importante que as pessoas não se limitem a formar opinião com o que observam nos media…

  12. Francisco Colaço

    Maria Silva,

    «Devemos medir a qualidade das escolas todas pela mesma bitola?»

    Devemos medir a qualidade de hoteis pela mesma bitola? A qualidade de serviços de saúde pela mesma bitola? A qualidade de fornecedores de telecomunicações pela mesma bitola? A qualidade de recepção de sinal de televisão pela mesma bitola?

    A bitola é essa mesmo: resultados. Se eu recebo bom sinal de TV na mira técnica e a Maria no mesmo modelo de TV recebe mau sinal, imagina portanto que o provedor de sinal lhe iria telefonar e dizer que «bem, sabe, não é possível medir a recepção do sinal pela mesma bitola». A Maria teria no mínimo um achaque de raiva e mandaria o administrador da PT à senhora de maus costumes que teve o azar de o colocar no Mundo.

    Quando eu estava a gerir secções de multinacionais, o administrador estava-se a borrifar o que eu fazia, se o resultado fosse claramente positivo e o património da empresa bem cuidado. São usadas as mesmas bitolas para todas as secções equivalentes de empresas multinacionais, provindo tudo da contabilidade analítica. Em educação, o resultado é que interessa. O método ou ajuda a obtenção do resultado ou é abandonado em prol doutro melhor. O bom aluno mede-se unicamente nas notas dos exames nacionais, iguais para todos, e a boa escola leva o bom aluno a uma boa nota num exame. Uma escola profissional mede-se pela adequação dos seus formandos à demanda do mercado laboral, e isso só pode ser aferido pela opinião dos empregadores.

    Quando eu ensinava electrónica no ensino superior, os meus alunos eram avaliados pelo David, o qual me seguia na linha educativa. Fiquei satisfeito quando me disse: «os teus alunos são os que resolvem os problemas no quadro e que se desenvencilham melhor no laboratório». Para mim bastou, já que, segundo os meus colegas, os alunos que recebi eram os piores da Universidade, muitos havendo entrado com notas negativas nas provas de acesso (ainda então era permitido). Foi-me dito que nada deles poderia fazer. Ora, acho que fiz.

    Quando o método surpassa em importância os resultados estamos no domínio sindicalista-estato-imbecil, que tanto mal tem causado por este mundo afora.

  13. Maria Silva

    Certamente não me fiz entender. O método não tem de ser mais ou menos importante que os resultados, mas os resultados não são, de forma alguma, só decorrentes do método. Se der aulas no ensino básico e mesmo no secundário vai perceber na perfeição o que afirmo. E mesmo que os resultados no ensino se possam considerar o mais importante de tudo, há que ver que estes são definidos em função do que, ao nível macro, se pretende duma sociedade. E o que se pretende duma sociedade é definido em função de interesses. Este sistema em vigor não permeia propriamente a meritocracia, muito pelo contrário, permeia o chicoespertismo. Este sistema está doente, portanto há que mudar.

    Ainda em relação aos objetivos do ensino, penso que devemos refletir, sim e muito, sobre se devem ser unicamente os resultados sem olhar a mais nada. Veja-se o que acontece com a matemática e o português que são atualmente a febre das escolas. Aumentou-se o horário destas disciplinas mas os resultados continuam o que se vê! Então o problema onde reside? Nos alunos? Nos professores? No método? No ser escola pública ou privada? Pode ser tudo ou nada disto. Mas lhe garanto que se as regras impostas às escolas públicas se aplicassem também às privadas, as diferenças não seriam muitas. Para mim é suficiente isto para perceber que a responsabilidade é de quem faz as regras, ou seja, os governos e as suas políticas. Porque é que há escolas que têm menos carga horária de matemática e os resultados são melhores? Se calhar é porque têm outras atividades importantes que permitem um melhor desenvolvimento de competências. Veja-se o caso dos alunos que frequentam o ensino especializado da música. Em determinados anos têm menos tempo de algumas disciplinas (até matemática) mas, regra geral, conseguem resultados muito superiores. Será isto o método?, ou terá mais a ver com opções de estrutura com objetivos mais altos.

    É que o objetivo do ensino poderia ser as notas se estas refletissem a qualidade do conhecimento. Mas não é assim. Portanto, não podem os professores andar a treinar os alunos para ultrapassar um obstáculo que se chama EXAME, este não é o objetivo do ensino. O objetivo do ensino (o regular, não o especializado) é dotar os alunos das ferramentas necessárias à sua autonomia e desenvolvimento. Como sabe, a maior parte dos conhecimentos adquirem-se para lá da escola.

    Boas notas refletem bons alunos? Bons alunos refletem bons resultados? Bons resultados refletem bons cidadãos? Bons cidadãos são os que de facto contribuem para uma sociedade mais justa?, ou são os que contornam valores para atingir fins, sejam eles quais forem?

    Repito: Se as instituições não funcionam bem, a responsabilidade é, normalmente, de quem impõe as regras. No caso das instituições públicas, são claramente os governos.

    Se, para atingir uma bitola definida por uma empresa, for necessário explorar pessoas e criar injustiças, o sr. Francisco pode achar que o método é bom, mas eu não alinho nisso.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.