Anda para aí um Ratton a comer o nosso queijo….

cheezmouzO Orçamento de Estado é o nosso queijo. Cheio de buracos, é certo. Mas para ele todos contribuimos e a ele todos temos direito. A lógica é a Marxista: de cada um de acordo com as suas capacidades, para cada um de acordo com as suas necessidades – claro que cada um mente sobre ambas, mas isso agora nem interessa nada, pois já é tarde demais para esses considerandos.

O queijo para além de buracos tem bolor, por isso deve ser de um modelo derivado dos Franceses. É certo que o modelo anterior era um da serra e não era fácil de engolir para todas as bocas, mas este novo também tem as suas desvantagens. O bolor de origem expandiu-se e ocupa agora grande parte da bola – é uma parte inútil da qual hoje ficou provado que não nos conseguimos livrar. Precisamos de um modelo que não seja como o beirão antigo ou como este francês moderno. Precisamos de um queijo magro e saudável para a sociedade portuguesa.

O problema é um Ratton que anda por aí. Diz-se no direito de manter o bolor e de impedir a troca pelo queijo magro. Descobriu um modo de comer o queijo sem cair nas armadilhas das eleições (algo muito perigoso, que pode sempre disparar a quem as pisar) e de dividir o repasto com quem bem entende. E nós humanos nada podemos fazer, pois estes Ratton estão protegidos por algo que os torna invulneráveis e intocáveis. E a nós que contribuímos com o nosso leite para o queijo só nos resta vê-lo ser comido sem mais nada poder fazer. Triste sina, a destes humanos que co-habitam com o Ratton.

4 pensamentos sobre “Anda para aí um Ratton a comer o nosso queijo….

  1. jhb

    “Precisamos de um queijo magro e saudável para a sociedade portuguesa.”
    Esses queijos normalmente sabem a raios. Nada como um roquefort…

  2. PeSilva

    Confesso que às vezes tenho alguma dificuldade em seguir os raciocínios de certas pessoas:
    – A constituição é má, neste caso, porque impede o despedimento de funcionários público => é anti-constitucional despedir FP.
    – O TC não devia ter declarado a inconstitucionalidade do despedimento de FP => O TC devia ter declarado constitucional algo que admitem ser anti-constitucional.

    Mas afinal, o TC serve para quê?

  3. k.

    O TC delibera sobre um constituição aprovada por 2/3 do Parlamento. E tendo em conta que esta é a 5a vez que chumbam diplomas do governo, creio que a desculpa da “leitura politica” da constituição fica gasta – o governo tenta é arranjar desculpas para não fazer reformas.

  4. O TC serve para impor o Princípio da Igualdade nas situações em que tal é aplicável.

    Agora, achar que cortes salariais, sejam eles quais forem e sobre quem forem, devem ter uma leitura deste ponto de vista (o que implica uma visão sectária da sociedade, uma deturpação porque nunca algo que prejudicasse os privados teve essa leitura, e uma visão numérica de um princípio que se quer de outra natureza), é algo que se me contassem há uns anos atrás eu me riria na cara da pessoa e que ainda hoje uso como humor negro quando falo com amigos estrangeiros.

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