A Dívida Pública Por Cada Cidadão Já Vai Nos 21457 Euros

A dívida pública atingiu os 131,4% do PIB no final do primeiro semestre deste ano. Este valor compara com a estimativa de 122,9% incluída na última avaliação da troika às contas nacionais para o final deste ano. Em termos nominais, a dívida nacional atingiu os 214,57 mil milhões de euros.

Até quando – e a que preço – nos vão continuar a emprestar dinheiro?

26 pensamentos sobre “A Dívida Pública Por Cada Cidadão Já Vai Nos 21457 Euros

  1. Que comentário mais despropositado Sr. José Maia. O que faz um indíviduo, uma famíla ou uma empresa quando se encontra sobre-endividada? Reduz drasticamente as despesas e apresenta um plano de pagamento da dívida. Cumprimentos.

  2. Carlos Duarte

    Acho que começa, se calhar, a ser tempo de sermos realistas e pensar o que fazer à dívida existente.

  3. Carlos Duarte

    (Não sei o que se passa hoje, mas os comentários entram incompletos)

    Não sou nem nunca serei favorável a “descontos” da dívida, mas não tenho grandes problemas na suspensão de pagamento de juros (i.e. o Estado assegura o pagamento do capital no vencimento do empréstimo ou mesmo com extensão do mesmo, o juro passa a ser zero).

  4. fernandojmferreira

    “A Dívida Por Cada Cidadão Já Vai Nos 21457 Euros”
    O maravilhoso que tem esta divida e’ que deixa de ser minha imediatamente a seguir ao instante em que abandono o territorio monopolizado pelo estado, isto e’, abandono o pais.
    Facilmente se entende que dividas publicas nao fazem sentido nem deveriam existir. Uma divida contraida por um individuo e’ sua, independentemente de onde vive. Se eu contrair um emprestimo num banco portugues, continuo a dever ao banco mesmo que me mude para a Conchichina. O mesmo nao acontece com a divida publica. Os estados, a existirem (o que nao defendo), deveriam “financiarem-se” apenas atraves da expropriacao dos seus escravos, digo, impostos cobrados aos contribuintes. Mai nada!

  5. Vivendi

    Os estados, a existirem (o que nao defendo), deveriam “financiarem-se” apenas atraves da expropriacao dos seus escravos, digo, impostos cobrados aos contribuintes. Mai nada!

    Totalmente de acordo. Os estados não foram feitos para andar nos financiamentos. É pior que andarem a derreter o dinheiro dos impostos no casino…

  6. Ricardo Arroja

    João,

    E falta toda a dívida encapotada que não está nas contas oficiais….a estimativa de 300 mil milhões que eu avancei no meu livro (Nov 2012) já deve ser escassa!

  7. FilipeBS

    Estou de acordo com o fernandojmferreira na parte em que o Estado deve viver com o que tem. Na realidade, a constituição devia proibir endividamento. Agora, acho que deve haver estado, mas consideravelmente redimensionado, e bem mais eficiente nos sectores que lhe competem (em particular na Justiça).

  8. Jose

    No entanto, apesar de todas as boas opiniões, o estado vai continuar no mesmo sentido de aumentar a dívida, enquanto ‘esta’ democracia funcionar não há alternativas, a menos que venha de uma vez a falência.

  9. Francisco Colaço

    João Maia,

    Se perpetrar um genocídio verificará que, para a mesma dívida, a dívida por cidadão aumentará.

    Quando muito, a solução é a contrária, e envolve ter mais cidadãos. É exactamente por isso que sugiro a todos os nossos governantes que mandem o país inteiro fazer aquilo qu’é bem bom!

  10. fernandojmferreira

    FilipeBS disse:

    “Agora, acho que deve haver estado, mas consideravelmente redimensionado…”
    Algumas perguntinhas vem-me a cabeca:
    Como se “dimensiona” o estado? Qual e’ a dimensao “ideal”? E nao houver unanimidade de opinioes nessa dimensao? Como e’ que se pode desejar uma coisa irrealizavel?

    “…e bem mais eficiente nos sectores que lhe competem (em particular na Justiça).”
    Qual e’ o incentivo que um monopolio tem para se tornar mais eficiente? Se eu for unico que produzo batatas no mercado, que incentivo e’ que eu tenho para produzir mais e melhores batatas, a um preco mais reduzido? Zero, nilch, nada, nicles batatoides. Espero que o FilipeBS se sente, a espera de ter um estado “dimensionado ” e “mais eficiente”. Isso vai acontecer nunquinha, da parte da tarde!

  11. Jónatas

    Se a percentagem está ligada ao PIB e com o PIB em queda, é normal que a percentagem suba. Interessava mais ver a evolução nominal da dívida nos últimos anos.

  12. FilipeBS

    Caro fernandojmferreira,

    Estamos todos obviamente no campo das ideias. O facto das opiniões, ideias, propostas, etc., não serem partilhadas unanimemente nunca impediu ninguém de se exprimir. E ainda bem. Portanto reservo-me esse direito.
    Certamente pouca gente concordará com a sua ideia, de que não deve haver estado, mas isso não o impede, e de novo ainda bem, de fazer essa proposta.
    O actual estado, assim como a actual constitução e todas as leis, também não carecem da aprovação de todos. No entanto, nem por isso deixam de haver leis em vigor e um estado (des)funcionante.

    Eu também lhe podia sugerir que esperasse sentado, pois a ausência de estado não acontecerá tão cedo (a menos que aconteça uma catástrofe natural ao planeta, e provoque tamanha destruição que desoganize toda a organização social existente). Isso, no entanto, não o impede de dizer que não deve haver estado. Continue a defender as suas ideias, de pé, ou sentado, que faz muito bem.

    Finalmente, no que respeita à Justiça. Certamente eu não quero a justiça nas mãos de privados à espera de lucro. Até me convencerem do contrário, creio que a Justiça nas mãos do estado pode ser muito ineficiente. Mas a Justiça nas mãos de privados deixa de ser Justiça.

    Há um exemplo empírico disto. Nos EUA, o sistema prisional (ou parte dele) é privado. As prisões ganham mais quantos mais prisioneiros tiveram. Para eles, eficiência é ter muitos reclusos. É esse o driver do lucro, e o seu incentivo. O que tem sucedido então? Tem sucedido que há corrupção de juízes (que neste caso continuam a ser públicos, mas podia dar-se o mesmo caso fossem privados), de modo a aumentar o número de condenações. Tem havido casos escandalosos e ultrajantes de injustiças cometidas, de gente que vai para a cadeia por pouco ou nada. Basta que o país com maior nr. de presos no mundo é precisamente os EUA, que tem mais presos até que a China e a Índia juntas.

  13. Vivendi

    Comecei um novo projeto…

    Porto | Cidade-Estado

    porto-cidade-estado.blogspot.com

    Quem tiver interesse em participar é só comunicar… (vamos lá participar quem se identificar)

    Será um projeto contra o centralismo (que já não tem ponta por onde lhe se pegue) e todo o sistema vigente mas a favor da preservação de Portugal enquanto ideia de nação.

    Apenas iremos procurar defender uma maior autonomia para a cidade Invicta na defesa da descentralização tributária, jurídica e administrativa de forma a combater a concentração de poder no Estado central e que sirva como exemplo para o resto do país.

  14. Carlos Duarte

    Caro Vivendi,

    Talvez não fosse tão longe, mas apenas deveria ser permitido ao Estado financiamento de curto prazo (vencimento obrigatório de 6 meses ou mais antes das próximas eleições), sendo que os restantes (até um máximo de 10 anos) apenas poderiam ser feitos por aprovação parlamentar com maioria qualificada de 2/3 E para uso específico (i.e. teria de ser orçamentar a despesa).

  15. Ricardo Arroja

    “Talvez não fosse tão longe, mas apenas deveria ser permitido ao Estado financiamento de curto prazo”

    Exactamente Carlos Duarte. Teria duas grandes vantagens: uma pressão adicional dos credores sobre o Estado e uma maior sustentabilidade da dívida enquanto permanecermos com taxas de crescimento nulas ou negativas.

  16. Francisco Colaço

    «O facto das [sic.] opiniões, ideias, propostas, etc., não serem partilhadas unanimemente nunca impediu ninguém de se exprimir.»

    Discordo. Ainda posso dizer que discordo de si. Quem dizia que discordava do Estaline ou do Hitler arrepender-se-ia rapidamente de ter aberto a boca.

  17. Francisco Colaço

    «Eu também lhe podia sugerir que esperasse sentado, pois a ausência de estado não acontecerá tão cedo (a menos que aconteça uma catástrofe natural ao planeta, e provoque tamanha destruição que desoganize toda a organização social existente).»

    Catástrofe natural? Há coisas que podem mandar o Estado às malvas mais depressa do que um furacão ou um terramoto.

  18. FilipeBS

    “Quem dizia que discordava do Estaline ou do Hitler arrepender-se-ia rapidamente de ter aberto a boca.”
    – Sinceramente não percebi a relação deste seu comentário ao post em que digo que a divergência de opiniões não impede ninguém de se exprimir. Ou então você não percebeu que eu estava a falar no contexto actual, não no contexto de há 50-60 anos atrás.

    “Há coisas que podem mandar o Estado às malvas mais depressa do que um furacão ou um terramoto.”
    – Um furacão ou um terramoto capazes de “causar tamanha destruição que desoganize toda a organização social existente” pode demorar menos de um minuto. Pode exemplificar alguma coisa mais rápida do que isso, que mande o Estado às malvas? O que é que, a seu ver, podia – tal como defende o fernandojmferreira – eliminar o Estado?

  19. FilipeBS

    Além do mais, já houve muitos terramotos e muitos furacões e nunca deixou de haver estados organizados por causa disso. Portanto precisavamos de um evento natural realmente extraordinário, como aquele que se supõe ter levado à extinção dos dinaussauros.
    Já agora, pergunto-me como pode alguém pensar que podemos prescindir de estado por completo. De uma forma ou de outra, haverá sempre um mínimo de organização central em qualquer território. Até nos índios havia uma forma de organização central. Talvez no tempo dos lusitanos não. Havia umas tribos, e uns chefes, mas o poder estava de tal modo descentralizado que se pode questionar a existência de estado, o que não é igual a dizer que havia anarquia e desorganização.
    A questão que importa debater é que tipo de estado, e com que funções, atribuições e poderes queremos na actualidade e para o futuro. Agora, desculpem-me, quem começa um debate com a prerrogativa de que não deve haver estado, assim taxativamente, não pode estar a ser sério.

  20. Francisco Colaço

    Nenhum furacão, nem os de nível 6 “broco Gore mo lo deu”, levaram alguma vez o estado a esboroar-se. Nenhum terramoto alguma vez em algum lugar do mundo em tempo algum deu cabo da organização estatal.

    Para que o Estado se inutilize, é necessário haver algo que impeça as pessoas de comunicarem umas com as outras e de proceder às necessárias transacções, económicas e informativas, que sustentam as relações de poder.

  21. dervich

    “A questão que importa debater é que tipo de estado, e com que funções, atribuições e poderes queremos na actualidade e para o futuro”
    Então não percebeu FilipeBS? O tipo de estado que se defende aqui é como faz, por ex., o Vivendi: Abaixo o estado centralizado, a não ser que se centre na minha cidade, de preferência na minha rua, na minha casa e na minha pessoa.

  22. Pingback: Dívida Americana Ultrapassa 17 Triliões De Dólares | O Insurgente

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.