Arranjem outro para iluminar

Sugiro às mentes esclarecidas, empenhadas em salvar o património, que o façam com os seus próprios recursos. Caso lhe tenha falhado, não se trata apenas da propriedade dos ricos (que como explica o LA-C até podem manipular estas excitações em seu favor) mas também da minha já que serei mais uma vez chamado a forçado a pagar a conta. Se querem brincar ao despotismo esclarecido arranjem outros subditos.

Quanto ao resto, já aqui havia notado o afastamento do tories do legado de Margaret Thatcher (como alguém notou, no fundo um regresso às origens). Nesta comparação deveria atender-se também a questões de ciclo económico e de impacto das despesas no respectivos orçamentos mas isso seria entrar em economicismos. Como diria um ex-PR de má memória, “tem de haver dinheiro”. Se não houver, fica-se a dever.

14 pensamentos sobre “Arranjem outro para iluminar

  1. Carlos Pacheco

    quando quiserem roubar o pópó do Miguel, que não me venham pedir a conta da polícia. Quando o pópó do Miguel se espetar contra uma árvore, não me venham pedir a conta da ambulância, ou dos bombeiros, caso a coisa dê em incêndio.

  2. paam

    O Titanic a afundar e alguns preocupados com qual o serviço de prata a salvar. Enquanto discutem a água continua a entrar…

  3. Carlos Pacheco

    Não, Miguel, estou a alertá-lo para o facto estranho de você viver numa sociedade um pouco mais complexa do que a sua folha de excel abarca.

  4. Ght

    O caminho seria a concessão o estado ou a um trust privado português o direito de opção durante um tempo limitado, depois. Ou havia dinheiro ou não…
    A questão do Viegas é outra: é que o uso de critérios diferentes pelo estado pode prejudicar ou beneficiar directamente os possuidores e compradores de obras de arte. Basta imaginar-se proprietário de um Ticiano que o estado classificou. Essa classificação faz baixar o valor, porque, desde logo, contribui para que a procura internacional seja escassa ou nula. Agora, imagine que quer comprar o quadro aos actuais ( infelizes) proprietários sabendo que o estado – sem qualquer justificação, ou até contra pareceres e prática existente – vai autorizar a saída.
    Estão reunidas as condições paravam negócio fabuloso.

  5. Miguel Noronha

    “Não, Miguel, estou…”
    Um excelente motivo para os supostos iluminados deixarem de se armar em interpretes do “interesse público”.

  6. Comunista

    “Um excelente motivo para os supostos iluminados deixarem de se armar em interpretes do “interesse público”.”

    A interpretação do interesse público deve ficar portanto a seu cargo talvez. É que o que mais se lê aqui no insurgente é interpretações do que é serviço público. Que você nem perceba isso só mostra o quão enredado você está em ideologia.

  7. ruicarmo

    “Que você nem perceba isso só mostra o quão enredado você está em ideologia.”
    Uma criatura que assina os comentários como “Comunista” acusa outros de estarem “enredados em ideologia”. 😀

  8. Comunista

    É evidente que estão. Você ainda está no estágio em que julga que ideologia é aquilo que os políticos dizem – mas não é. A ideologia corresponde aos pressupostos mediante os quais aquilo que os políticos dizem é inserido na “ideia de realidade”. A ideologia em política não é tanto aquilo se diz mas aquilo a partir do que se diz o que se diz. O que se diz é um reflexo da ideologia de fundo. Ou seja, ninguém está livre da ideologia e por isso os mais enterrados nela são os que se julgam falar em nome da realidade, livres de ideologia. Esta é a ideologia de direita – dizer que não tem ideologia, que fala pela realidade.

  9. ruicarmo

    Comunista, decida-se. Ou a ideologia á má – algo que parece evidente quando acusa, escrevendo: ““Que você nem perceba isso só mostra o quão enredado você está em ideologia.” ou é super-má: “ninguém está livre da ideologia e por isso os mais enterrados nela são os que se julgam falar em nome da realidade, livres de ideologia. Esta é a ideologia de direita – dizer que não tem ideologia, que fala pela realidade.”, salvando-se pelo caminho pelo esforço dos trabalhadores oprimidos a única possível, aquela com que assassina. Perdão, assina.

  10. Pingback: O Crivelli e algo mais | Declínio e Queda

  11. Comunista

    Rui, quando você organizar as suas ideias sobre esta matéria poderemos voltar a conversar. Você aqui está apenas a balbuciar qualquer coisa. É como os sinais de melhoria da economia de que falava o Durão Barroso. São “sinais preliminares”, quer dizer, não são sinais de melhoria são sinais de sinais.

    O mesmo aqui consigo – você dá sinal que quer dizer alguma coisa sobre o tema mas é só isto.

  12. ruicarmo

    Comunista, felizmente não tenho que organizar coisa nehuma porque o camarada-chefe manda. Já terá faltado mais mas ainda não vou para o campo de reeducação ideológico pela autoridade popular de um mandato de captura em branco, assinado pelo Comunista.

  13. lucklucky

    “quando quiserem roubar o pópó do Miguel, que não me venham pedir a conta da polícia. Quando o pópó do Miguel se espetar contra uma árvore, não me venham pedir a conta da ambulância, ou dos bombeiros, caso a coisa dê em incêndio.”

    Quem não paga não deve ter é isso que está dizer?
    Acho muito bem.
    Objecção de Consciência aos impostos com que não concordamos.
    A liberdade do estado opressivo.

    Mas como é obvio o seu texto é digno dos Processos de Moscovo.
    Você não concorda com o que você disse.

    A questão é porque é que você se arroga do poder para obrigar os outros a pagar o que você acha que deve ser o seu Estado.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.