Tão parecidos conosco

Ao ler este artigo sobre a falência de Detroit na Economist é impossível deixar de reparar nas semelhanças com o que está a suceder na Europa

Nearly half of Detroit’s liabilities stem from promises of pensions and health care to its workers when they retire. American states and cities typically offer their employees defined-benefit pensions based on years of service and final salary. These are supposed to be covered by funds set aside for the purpose. By the states’ own estimates, their pension pots are only 73% funded. That is bad enough, but nearly all states apply an optimistic discount rate to their obligations, making the liabilities seem smaller than they are. If a more sober one is applied, the true ratio is a terrifying 48% (see article). And many states are much worse. The hole in Illinois’s pension pot is equivalent to 241% of its annual tax revenues: for Connecticut, the figure is 190%; for Kentucky, 141%; for New Jersey, 137%.

By one recent estimate, the total pension gap for the states is $2.7 trillion, or 17% of GDP. That understates the mess, because it omits both the unfunded pension figure for cities and the health-care promises made to retired government workers of all sorts. In Detroit’s case, the bill for their medical benefits ($5.7 billion) was even larger than its pension hole ($3.5 billion).

Some of this is the unfortunate side-effect of a happy trend: Americans are living longer, even in Detroit, so promises to pensioners are costlier to keep. But the problem is also political. Governors and mayors have long offered fat pensions to public servants, thus buying votes today and sending the bill to future taxpayers. They have also allowed some startling abuses. Some bureaucrats are promoted just before retirement or allowed to rack up lots of overtime, raising their final-salary pension for the rest of their lives. Or their unions win annual cost-of-living adjustments far above inflation. A watchdog in Rhode Island calculated that a retired local fire chief would be pulling in $800,000 a year if he lived to 100, for example. More than 20,000 retired public servants in California receive pensions of over $100,000.

LEITURAS COMPLEMENTARES: Ainda Detroit; Hiroshima Vs Detroit – no Longo Prazo…; Detroit: a model for America under Barack Obama?

6 pensamentos sobre “Tão parecidos conosco

  1. tina

    Madoff foi para a prisão por fazer o mesmo que estes governadores fazem e que continuam na boa vida, com os seus empregos.

    Estado = Impunidade de Corrupção + Roubo.

  2. Jaques Towakí

    E a solução mais óbvia para TANTOS é MAIS ESTADO…seria cómico se não fosse trágico…

  3. Alexandre Gonçalves

    “These are supposed to be covered by funds set aside for the purpose. By the states’ own estimates, their pension pots are only 73% funded…”

    Cá, se fizerem as mesmas contas, seria:
    …their pension pots are only 2.5% funded…”

    Eu muito de vou rir da cara do Portas quando as pensões forem cortadas

  4. Jaques Towakí, ou isso, ou trocar de players. É inacreditável como as pessoas percebem os compadrios, os conluios, o corporativismo, os favores, o corredor do poder, as almoçaratas por Lisboa, e depois culpam tudo, menos o Estado! É surreal.

  5. Alberto Henrique

    Não. É preciso dizer NÃO à forma como nos governam. Como é possível aceitarmos que ninguém seja responsabilizado por tais desvarios?
    O problema é sempre a JUSTIÇA.
    Apesar de tudo, nos USA ainda julgam e prendem em tempo útil os Madoff, mas vamos ver por quanto tempo…Quando é que os governantes americanos irão mudar a lei para se protegerem??? Como na Europa…

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