Pedro Mexia declama no Governo Sombra a comovente prosa de Boaventura Sousa Santos que foi dirigida a esse benfeitor da causa socialista e democratização da pobreza, Evo Morales, em nome de todos os portugueses — pequenina e inocente generalização que não apoquenta os nossos literati.
P.S. – como é bem sabido, declamar e recitar são agora verbos em desuso e reprováveis pela nossa crème de la crème intelectual; são termos com profunda conotação aristocrática e, como tal, hediondos. O verbo correto seria, e Ricardo Araújo Pereira deixa-o bem claro, dizer. Eu digo poesia. Tu dizes poesia. Ele diz disparates co-substanciados em preconceitos sociais.
“são termos com profunda conotação aristocrática e, como tal, hediondos.”
Essa era a antiga aristocracia que desapareceu. O Estado agora é da Esquerda.
A nova Aristocracia – dos previlégios soci@listas- é precisamente a “crème de la crème intelectual”.
Era precisamente esse o ponto, lucklucky! A esquerda não é contra as classes, bem pelo contrário…
“Curse the blasted, jelly-boned swines, the slimy, the belly-wriggling invertebrates, the miserable sodding rotters, the flaming sods, the sniveling, dribbling, dithering palsied pulse-less lot that make up England today. They’ve got white of egg in their veins, and their spunk is that watery its a marvel they can breed.”
Isto era o DHLawrence a ganir sobre a falta de apoio à sua ejaculação literária, mas por mim aplica-se bem aos nossos maravilhosos “liberais” que gostam de ser espiados, e ainda apoiam entusiástica e servilmente os bufos que lhes revolvem os pertences.
E depois do facto ainda deixam a defesa da nossa dignidade a escumalha jacobina como o BSS.
Depois queixem-se.
Muito interessante ír buscar D.H. Lawrence .
Mas os problemas dele nessa época não se resumiam às ejaculações literárias (“Sons and lovers” , para o caso).
Essas foram só a gota de água que fez transbordar o copo do senhor .
Comparação portanto muito forçada mas fica sempre bem .