Não Há Almoços Grátis

No dia em que se celebra o 101º aniversário de Milton Friedman (31 de Julho 1912 – 16 de Novembro 2006), fica aqui o vídeo de “Não Há Almoços Grátis” – legendas em Português do Brasil disponível na opção captions.

O Desemprego Na União Europeia Em Junho

O Eurostat publicou hoje os dados relativos ao desemprego em Junho na União Europeia. Na União Europeia o desemprego baixou de 11,0% para 10,9% relativamente a Maio, e na Zona Euro o desemprego manteve-se nos 12,1%.Unemployment_Jul2013_Trend

Os três países com maior taxa de desemprego continuam a ser a Grécia com 26,9% seguido da Espanha (26,3%) e Portugal (17,4%). A taxa de desemprego em Portugal desceu de 17,6% para 17,4% relativamente a Maio, o que representa 923 mil pessoas, tendo a taxa de desemprego jovem descido de 41,9% para 41,0%, o que representa 164 mil pessoas.

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malditos briefings

“No relançamento dos “briefings” com jornalistas, Pedro Lomba, secretário de Estado Adjunto do ministro-adjunto, não quis comentar o caso “swaps” por estar a haver uma comissão de inquérito, mas defendeu a permanência de Maria Luís Albuquerque no Governo (…) O mesmo responsável diz por isso que “não há qualquer razão para se alimentar essa polémica em torno de um desgaste que não existe”.” (via Negócios).

Ó Pedro, por favor…

É evidente que a ministra está desgastada, e bastou vê-la e ouvi-la na audição de ontem para se perceber isso mesmo. E atenção, eu estou entre aqueles que considera a audição de ontem um “nonsense”. É que, mais importante do que a cronologia dos eventos, e se A enviou a B um email no dia X ou no dia Y – o mais provável é que na transição do executivo tenha existido troca de informação incompleta e difusa -, é a substância dos eventos que verdadeiramente interessa (por que é que certos contratos foram feitos em condições negociais assimétricas, e lesivas do Estado). Mas isso, infelizmente, é coisa que não se tem visto ser analisada. Ou seja, estão todos muito preocupados com a forma, e muito pouco preocupados com a substância.

Enfim, espero que estes briefings, que têm tudo para funcionar mal, não tenham regressado para isto…

Quem vem e atravessa o Rio…

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Rui Rio fez – com o timing esperado – o que lhe competia: alertar para os perigos que a cidade enfrenta com a possível eleição de Menezes. Ao contrário deste, o Presidente da CMP aguardou o (quase) final do seu mandato para se pronunciar, contrastando com quem, tendo um município para gerir, está em campanha na cidade vizinha há quase um ano. Pela blogosfera e pelo facebook cresce o ruído da indignação menezista. Ao candidato que quer o Palácio de Cristal como o Tivoli de Copenhaga, a  Praça da Corujeira como o Central Park de NY e o Porto como a Barcelona do Oeste, só lhe faltou sugerir o Salgueiros como o Real Madrid lusitano, tal é a megalomania das suas propostas e a demagogia nelas inserida.  Rui Rio não fez mais que apontar o óvio: que a soma do que LFM tem proposto terá como consequência principal um endividamento da cidade do Porto à imagem de Gaia, ou pior. E que, feitas as contas, o que LFM fez do outro lado da ponte difere em pouco do que o PS fez ao país.

a comissão IRC

“Há dias, o País pôde finalmente conhecer as recomendações da comissão para a reforma do IRC liderada pelo dr. António Lobo Xavier. No trabalho agora apresentado existem quatro grandes áreas de reforma: 1) as taxas de IRC, que baixam; 2) a introdução de um regime simplificado para microempresas, cujo intuito é combater a evasão fiscal nesse escalão empresarial; 3) a transformação de Portugal numa plataforma giratória de capital, para efeitos de captação e estruturação de investimento internacional, e; 4) outras medidas diversas, algumas muito positivas, como o alargamento do reporte de prejuízos fiscais de 5 para 15 anos, ou as iniciativas jurisprudenciais que reduzam os litígios fiscais. No balanço, um trabalho estruturado, realizado por profissionais, que genericamente vai na direcção certa, mas que é ao mesmo tempo insuficiente, e demasiado politicamente correcto, em face dos desafios que Portugal tem pela frente.”, no meu artigo de hoje no Diário Económico.

Em defesa da arbitrariedade e do despesismo

No i Pedro Nuno Santos chama à proposta de uma redução transversal no IRC “governar sempre para os mesmos”. Prefere a continuação da arbitrariedade estatal em que os governantes decidem conferir isenções apenas a alguns protegidos e mentes superiores decidem onde estoirar investir a “receita fiscal no desenvolvimento de uma estratégia de desenvolvimento industrial e agrícola do país“. Precisamente o que fizemos nas últimas década com notórios resultados.

Coisas que não interessa saber sobre os swaps

Para não fazerem figura de “tudologo”

1. Sabiam que os contratos swap são um instumento normal de uma gestão prudente?
2.Mas os que agora estão (ou deviam estar) em causa) são ligeiramente diferentes.
3. Qual a dimensão dos contratos swap vs a perda potêncial por empresa e em proporção da dívida das empresas?
4. E afinal o que é o governo socialista fez quando foi alertado para o problema?

Descubra as diferenças

Título da notícias do Expresso sobre as declarações de Vítor Gaspar: Gaspar diz que atual ministra estava “de longa data informada” sobre os ‘swaps’

A “corpo” da mesma notícia do Expresso:

o ex-ministro das Finanças, referindo mais adiante a complexidade e implicações das cláusulas dos contratos, disse que a informação mais completa e detalhada só foi recebida pelo Governo mais recentemente.

Vítor Gaspar considerou que a questão central era do domínio público quando o Governo tomou posse, mas que foi necessário um grande trabalho de recolha de informação suplementar, nomeadamente de informação jurídica, uma tarefa que Maria Luís Albuquerque “geriu de forma exemplar”.

A informação disponibilizada pelo anterior Governo, “não é no entanto a informação concreta e quantificada de riscos económicos e financeiros e de aspetos jurídicos que permitem as opções políticas. Se essa infomação sistemática existisse na altura