Resposta a outro não-militante do bloco

Finalmente se lê alguma coisa no Aventar que, pelo menos, tenta o humor. E nestas coisas – do humor e do resto – eu sou partidária de esquecer que as pessoas chegaram tarde para relevar o facto de terem chegado. Assim, esclareça-se (tudo coisas muito importantes):

1) O senhor que já não é sisudo chama-se António Fernando Nabais e não ‘Fernandes’ como eu por lapso referi. Peço imensa desculpa, e só tenho a dizer em minha defesa que sou uma pessoa distraída (para certas coisas, que uma carteira ou uns sapatos bonitos nunca escapam à minha atenção). Em todo o caso, fica reposta a verdade sobre o nome de quem, afinal, até tem sentido de humor (em desenvolvimento, mas estamos esperançosos).

2) Estou muito desiludida. Eu escrevi dois posts em que, lá está, me supus ser engraçada; no primeiro, parodiava a anulação do indivíduo nas sociedades comunistas; no segundo, exercitava a ironia (tão só) a propósito de um António FernandO Nabais ainda pré-sentido de humor. Não obstante estes dois objectivos comezinhos, pensava eu que estes dois posts eram todo um ideário político e estava mesmo a ponderar enviá-los para CDS e PSD como proposta de novo programa partidário (aquele que lhes pegasse primeiro estava bem para mim, que há que fazer pela vida, há carteiras caras para comprar, etc.). Afinal, fiquei a saber que os dois posts não chegam para, pelo menos, constituirem um programa de governo. Estou prostrada com a desilusão.

3) Fico um bocadinho mortificada (pelo António FernandO Nabais) pela necessidade que teve em dizer, para me pôr no lugar, que não me leva a sério. Pensaria eu que era evidente que tal é, enfim, indiferente vindo de alguém em cujo nome eu nem acerto. Em todo o caso, só para ficar satisfeito, fingirei que sim, por cinco minutos.

4) Fico satisfeita por fazê-lo rir, que umas boas gargalhadas são o melhor que nos dá a blogosfera.

5) O mais importante. Vá lá, esforce-se, não seja preconceituoso e não pense em conselhos meus sobre um pullover pelos ombros: é possível alguém não apreciar as camisolas de Catarina Martins e, ainda assim, ser apreciadora de looks masculinos informais e pouco compostinhos.

6) Para terminar num registo sério (não sei se me perdoarei), tenha lá cuidado nas (tres)leituras, que eu em lado nenhum chamei ‘políticas socialistas à corrupção do Estado’ (nem sequer falei de corrupção do estado). Em todo o caso não resisto a dizer-lhe que as políticas socialistas, por passarem as decisões do indivíduo para os burocratas do estado, são precisamente o caldinho que propicia e faz florescer a corrupção do estado.

Um pensamento sobre “Resposta a outro não-militante do bloco

  1. Ferreira

    As coisas que aqui aprendo, as discussões adolescentes a que assisto por parte de um tal vitor e uma tal maria joão por causa de um texto de uma adolescente de 18 anos. Continuem, pode ser que cresçam.

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