Na União Soviética eles também não existiam!

putin-1O parlamento russo, ou a dúbia entidade proto-democrática que se assemelha a um parlamento na Rússia, votou massivamente (434-0) a favor de uma lei da autoria de Vladimir Putin que torna ilegal dizer às crianças que existem homossexuais ou tão simplesmente dizer que eles são idênticos, em matéria de direitos, aos heterossexuais. As consequências para tamanha desfaçatez serão coimas, prisão ou mesmo deportação da terra mãe. Nada que se compare, contudo, ao vil vitupério de uma sexualidade diferente.

Tal notícia só causará espanto aos mais incautos. É já uma tradição secular russa, bem executada durante a União Soviética, a de dar sumiço aos homossexuais. Como se torna difícil albergá-los a todos, opta-se pelo sumiço virtual. Orwell está mesmo em voga.

Será também curioso observar a reação (ou ausência dela) do PCP a esta notícia.

60 pensamentos sobre “Na União Soviética eles também não existiam!

  1. Luís

    Não conheço nenhum caso de perseguição a homossexuais ou bissexuais do Regime dentro do Estado Novo. Mas parece que o PCP teve um gay que foi expulso do partido, o Júlio Fogaça. Afinal, trata-se de uma «perversão burguesa».

  2. Francisco Colaço

    Para informação de quem não conhece a bela língua de Gogol, a legenda da figura é ‘Czarina Putin’.

  3. Luís, a ausência de resposta é mais porque o PCP está ocupado a apoiar o regime de Bashar al-Assad. Não fosse isso e seria naturalmente a sua clerical homofobia, que só o deixa de ser quando é necessário catar os votos de minorias.

  4. António

    POr acaso conheço um tipo do PCP, qu eé gay, que logo pela manhã apareceu a criticar isto no facebook. Porque embora a Lei não seja promovida pelo PC Russo (acho que as pessoas às vezes esquecem-se que a Russia já não é comunista desde 1991), foi apoiada a 100% por este.

  5. Luís

    Lamento se ofendo virgens mas o PCP é um cancro dentro da nossa sociedade que está «misteriosamente» protegido pela comunicação social. Estão ligados aos Verdes mas apoiam Regimes que não cumprem regras mínimas de protecção do ambiente. Apoiaram sempre a obra e o cimento que não nos trouxe crescimento, e que destruiu a paisagem em várias zonas do país. Usam ambientalistas incautos e radicais para captar votos de activistas. Se alguém deixou obra no Ambiente em Portugal foi a Direita: via Gonçalo Ribeiro Telles.

    Outra minoria manipulado pelos comunistas: os homossexuais. No passado não os admitiam dentro do partido. Diziam que era vício de Direita e perversão burguesa.

    Repetem a palavra democracia até à exaustão mas Álvaro Cunhal disse em tempos que democracia, por cá, era impossível.

    Falam sem cessar nos dois crimes de sangue do Estado Novo, Humberto Delgado e a camponesa alentejana, mas… então e os crimes das FP 25 de Abril? Quantos foram? Por que motivo as novas gerações não conhecem os crimes do PREC e das FP 25?

    Por que motivo a comunicação social não confronta o PCP? Por que motivo este partido canalha é protegido e endeusado? Por que motivo não lhe tiram a máscara?

  6. jorge

    já por cá é o casamento gay, a adopção gay, o cheque gay da municipio lisboa a tudo o que servir para promover a cultura gay, é o roteiro bares gay, cinema gay,…. só falta proibirem anedotas sobre gays, mas lá chegaremos. A gente ri-se mas na europa do norte já ensinam aos petizes na escola que tanto faz ter um namorado como uma namorada. Cá chegarão.

  7. Pedrovski

    Por cá, é ao contrário… Já faltou mais para criminalizar a heterossexualidade.

    O PCP, no caso sírio, está do lado certo da barricada. É raríssimo, mas, neste caso, acertou.

  8. jhb

    “mas na europa do norte já ensinam aos petizes na escola que tanto faz ter um namorado como uma namorada.”

    E qual é o problema? É uma decisão individual, não?

  9. Pedrovski

    Como é que crianças com menos de 10 anos podem fazer uma decisão individual, se lhes é mostrado que é indiferente ter um namorado ou namorada?…

  10. Luís

    A «regulação» da sexualidade e dos «direitos de género» é uma nova forma de totalitarismo que não tem qualquer relação com a orientação sexual inata ou opções sexuais de cada um. Na Suécia há um deputado que quer legislar sobre a forma como os homens urinam. Diz o hiterzinho que em nome da igualdade deve ser obrigatório que os homens urinem sentados.

    Liberdade sexual, respeito pelas opções sexuais ou orientações sexuais inatas, é uma coisa. «Agenda gay» da Esquerda Moderna ou agenda homofóbica de países islâmicos e pouco democratas como a Rússia é outra.

  11. Como o Luís refere, acertadamente, qualquer agenda que procure demarcar uma determinada visão para a sociedade é reprovável. A liberdade sexual não diz respeito ao Estado e não deve ser regulado por ele. É uma opção individual. O igualitarismo dos géneros, movimento fashion nos países nórdicos, é hediondo. Todos somos diferentes, heterogéneos e únicos, e assim deveremos permanecer. Homens e mulheres com as suas diferenças, por favor, que valorizo muito fazer o que tenho a fazer de pé.

  12. A. R

    “É uma decisão individual, não?” É mas apanham as crianças numa idade em que começam a olhar para as raparigas e as raparigas para os rapazes e começam a condicioná-los: não é individual! É induzida. Isso é absolutamente cretino e nojento.

    Como sabemos a homossexualidade é em 70% dos casos resultante de abusos na infância e os restantes por traumas familiares graves. Trata-se portanto de um problema de saúde pública e tem tratamento

  13. Luís

    AR,

    sou médico e nunca me deparei com literatura científica que mencionasse os dados que refere.

    Há muitas teorias sobre a origem desse comportamento sexual mas nunca nenhuma foi demonstrada pela literatura, ao longo de décadas de estudo.

    É mister olhar mais além, para a História e para a Antropologia, e aí encontrar-se-ão muitas respostas. Aplicar o método científico a algo tão complexo como a sexualidade humana dá asneira. Tirar os preconceitos ideológicos, sejam religiosos, sejam dos «activistas gay» também é fundamental.

  14. Luís

    Quanto a Cuba, se os bons velhos hábitos permanecem então deve haver por lá muita liberdade sexual. De uma forma geral os povos do Novo Mundo eram muitos permissivos em termos de sexualidade. Os relatos da época afirmam que as relações sexuais e afectivas entre homens e entre mulheres eram comuns e em algumas tribos havia homens com tenda… imaginai para quê. Os mitos falam no terceiro sexo e com frequência os xamãs eram homossexuais. Os colonos ficaram escandalizados e houve um genocídio brutal dos «sodomitas», levado a cabo pelos espanhóis.

    Suponho que as tribos não tinham legislação sobre a sexualidade. Nisso eram sociedades mais saudáveis que a nossa.

    O próprio Platão fala no mito do Terceiro Sexo. É um tema transversal a tribos e culturas dos quatro cantos do planeta, faz parte do fundo creencial comum.

    Repito, é mister olhar para a Antropologia e para a História.

  15. A. R

    “literatura científica que mencionasse os dados que refere” decerto não conhece o testemunho de muitos psicólogos e psiquiatras que atendem os homossexuais. Pois encontro médicos que me dizem perfeitamente o contrário e aliás pintam um panorama assustador se algum dia os homossexuais alcançassem o poder.

  16. Francisco Colaço

    Por acaso, acho até que o Putin tem o enquadramento adequado. Não há Paredón nem campos de férias na Sibéria para quem for homossexual, segundo o que li da lei. Apenas se reserva a sexualidade para onde deve estar: na vida privada e entre adultos.

    A minha filha teve de ver um filme na escola que mostrava dois homens aos beijos. Tem 12 anos. Não é nada que ela não saiba que existe, mas aida assim acho que deve ser a família a decidir quais os valores que são instilados aos filhos. A agenda da ILGA intromete-se no meu direito, que considero inviolável, de criar os meus filhos segundo o sistema de valores que recebi.

    Não defendo que a ILGA deva ser ilegalizada. Deve existir. No entanto, a sua intervenção deve ser limitada ao mundo dos adultos, e não tentar, via excrescente Ministério da Educação, contrariar todo o sistema de valores que a maior parte das famílias portuguesas deseja transmitir aos seus filhos. Não são maus valores. Ninguém defende que os homossexuais devem ser fuzilados. A homossexualidade, tal como os outros tipos de sexualidade, devem ser deixados no mundo dos adultos e essencialmente na vida privada. Desde que a sexualidade não envolva crianças, façam-no longe da minha vista e, particularmente, da dos meus filhos.

    Não preciso da ILGA para dizer aos meus filhos o que devem pensar da sexualidade. Para isso estou cá eu. O suposto direito deles de fazerem a apologia da pederastria e do safismo choca com o meu direito, esse supremo, de educar os meus filhos segundo os valores cristãos que desejo. A menos que me digam (como alguns radicais de esquerda nos Estados Unidos) que as crianças pertencem à sociedade, não têm o direito de intrudir na minha vida privada e nas minhas convicções. Se o disserem, eu agarro nos meus trapos e nas minhas crianças e vou para países onde o direito de os pais educarem os filhos segundo princípios morais for ainda supremo, e deixo Portugal sofrer o que terá de sofrer pela sua própria estultícia.

  17. Francisco Colaço

    A. R.,

    Veja os Estados Unidos. Ao que se diz à boca cheia em Washington o próprio Obama é um homossexual, e grande parte da sua corte na Casa Branca também. E se as notícias que se dizem pela vinha forem verdade, também mandou assassinar três dos seus … sabem bem quem, antes das eleições presidenciais.

  18. Francisco Colaço

    Luís,

    Sendo verdade que as causas da homossexualidade são desconhecidas, o facto é que nos dias de hoje o número de homossexuais está a aumentar por causa da propaganda deslavada que se anda a fazer a esse estilo de vida. Sei bem que sempre existiu e sempre existirá. Não é meu desejo que os homossexuais sejam mortos ou aprisionados. Desejo apenas que se mantenha a sexualidade na vida privada e entre adultos.

    As crianças terão tempo de descobrir a sua sexualidade quando crescerem e tiverem maturidade para tomar decisões. Mesmo a da homossexualidade, se for esse então o seu desejo. A sexualidade de um indivíduo apenas interessa a ele e à sua família imediata. Mantenha-se assim.

  19. Francisco, embora no global concorde consigo, que a sexualidade — hetero, homo, bi, tri, zoófila, whatever — deverá ser mantida na esfera privada, deixe-me acrescentar duas notas. A primeira é que não me parece óbvio que a homossexualidade esteja a aumentar. O que se está a reduzir é a homofobia, o que faz com que as pessoas se possam afirmar como bem entenderem, dando talvez uma ilusão de aumento. Em segundo lugar, a homossexualidade deverá ser abordada da mesma forma que a relação heterossexual é abordada. Isto é, pode e deve ser explicada. O ocultismo e o obscurantismo nunca me pareceram boas políticas educacionais.

  20. António

    Mário, Parabéns, um comentário que devolve decencia e inteligencia ao post. O que aqui se diz é assustador.

  21. Luís Lavoura

    Cá em Portugal, e creio que inclusive entre os autores deste blogue, há muita gente que pensa de forma similar, que as crianças não devem ser expostas à homossexualidade, em particular não devem poder ser adotadas por homossexuais, porque a homossexualidade é uma doença potencialmente contagiosa. Não faltam pessoas que cá em Portugal defendam isto em público.

  22. Tanto quanto sei, os estudos científicos existentes fortalecem a hipótese de a homossexualidade ser um fenómeno genético e não patológico, pelo que não existe qualquer risco de contágio pela exposição. O Luís, que é médico e certamente saberá disto muito melhor do que eu, poderá confirmar. A ser verdade, são infundadas e irracionais as fobias e os medos.

  23. Francisco Colaço

    Luís Lavoura,

    A sexualidade deve ser explicada às crianças quando as famílias acharem que sim, e do modo que eles acharem. As famílias devem ser livres de educar os filhos (olha, diz qualquer coisa sobre isso na pútrida Constituição, que a esquerda ignora quando convém e a mete na boca quando quer). As crianças não são propriedade do Estado. A menos que haja severa negligência ou maus tratos, as suas famílias são responsáveis pela sua educação.

    A homossexualidade não é doença nenhuma. Nem a heterossexualidade. A sexualidade é coisa e domínio de adultos, e deve ser discutida nesse domínio. Deixemos as crianças ser crianças. Por mim, é mandar esses tutores da novolíngua que não têm filhos, mas não se coíbem de dizer como educar os meus, à matéria fedentinosa e consistente que dos seus âmagos persiste em aparecer.

    O Império Romano caiu em coisa de poucas décadas. Caiu por causa da decadência demográfica, da geral devassidão e dos subsídios em trigo à população, que afluia a Roma para não ter de trabalhar nos campos. Dez séculos de retrocesso seguiram-se à queda, sendo a única vantagem disso o fim da escravatura como instituição social (havia uma quase-escravatura, mas não era chamada assim, e pelo menos havia alguns direitos assegurados ao servo da gleba).

    Ainda bem que esses dias estão passados! 😀

  24. Francisco Colaço

    Mário,

    A questão nature vs nurture é antiga e inconclusiva. Eu inclino-me para um comportamento adquirido, como qualquer outro comportamento. As pessoas são sumamente influenciadas pelo seu ambiente, pelas pessoas com quem privam e com aqueles a quem desejam emular. Mas isso sou eu.

    De qualquer forma, estou com o Putin nesta lei. Até a estendo para qualquer tipo de sexualidade. A sexualidade é coisa da vida privada. É coisa de adultos. Quando pessoas de onze anos violam uma rapariga e tentam violar um rapaz, como aconteceu recentemente, isso é coisa que a ILGA irá retratar; e que, apesar de tudo, não deixa de ser fruto de uma comunicação social hiper-sexualizada.

    Ninguém deixa uma arma nas mãos de crianças. Pais responsáveis não o farão. As crianças não estão, de acordo com o consenso geral, capazes de intuir as ramificações morais e as consequências de disparar uma arma contra um ser humano (como vêem nos filmes). Assim deve ser. Há também consequências e ramificações morais na sexualidade extemporânea. As famílias podem ser ensinadas a ensinar a sexualidade para pessoas que estão a descobrir o seu próprio corpo. Mas a última decisão deve ser das famílias. Não do Estado. Não do Governo. Não de grupos de pressão. Não da ILGA ou da Associação para o Passamento Familiar (sim, intencional).

  25. António

    Ó Francisco, deixe-se de histerismos…mas quem é que (aqui em Portugal) lhe impediu de dizer aos seus filhos o que lhe apetece? Você até pode dizer que é uma doença, coisa do demo, que o expulsa de casa…que o interna num colégio interno (escolha bem, sabe desses casos que por aí andam…).

    Em Portugal, como em quase todo lado (menos na Russia) os pais podem dizer aos filhos o que quiserem nesta e em quase todas as matérias. E hoje mais abertamente que nunca. Em tremos de sexualidade e religião (coisas da intimidade individual) qualquer um pode dizer e fazer o que queira. Há 25 ou 50 anos eramos menos livres, mas já havia muita homosexualidade, nomeadamente nalguns circulos religiosos…

    POrtanto: aos seus filhos diga o que quiser da homosexualidade. Agora se apoia a Lei d ePutin está a ser completamente anti liberal, e a querer impor uma visão aos pais e crianças…porque a Lei não impede que os pais falem , e bem, da heterosexualidade, só proibe qu efalem da homosexualidade como algo normal…

    enfim, isto é tudo surreal. Signos de um tempo (bom), um tempo de liberalismos, que parece estara andar para trás.

  26. João

    É extraordinario que há aqui quem pense que a homosexualidade pode ser incentivada através da visualização de filmes ou que se pode ser “exposto” à homosexualidade como se esta fosse gripe A. O Mário tem razão, felizmente a homofobia esta a diminuir e a ideia que está a ser promovida é facilmente confundida com uma nova tolerância por um comportamento inato.

    O Francisco Colaço se calhar devia preocupar-se com os “valores cristãos” que acarinha;

    o Vaticano e a sua vasta rede de dioceses, só na ultima década foi forçado a admitir a cumplicidade na violação e tortura mental de crianças (ameaça de irem para o inferno se falassem) por padres pedófilos. Esses padres pedófilos foram protegidos pela lei e recolocados em paróquias diferentes onde havia mais uma fornada de crianças inocentes para molestar. Este fenómeno foi global e comum a todas as estruturas católicas no mundo inteiro e ainda na semana passada foi noticia em Portugal onde mais um padre foi acusado de pedofilia e maus tratos.O Vaticano já pagou quantias avultadíssimas de indemnizações para manter as familias destas crianças em silêncio. o Cardeal de Boston que para evitar a acusação de abuso de menores foi transferido de Boston para o vaticano onde assim escapa ao julgamento nos Estados Unidos foi, imagine-se, um dos cardeais que votou no conclave para a eleição do novo Chefe da igreja da mitologia católica apostólica romana,

    Eu tenho filhos e se contratasse um babysitter para tomar conta deles, se um membro do clero me batesse á porta a oferecer-se muito provavelmente batia-lhe com a porta na cara e chamava a polícia. Os “valores” de homens celibatários que acreditam em mitos da idade do bronze e vivem na mentalidade que basta arrepender-se que todos os pecados são perdoados não colhem nem são saudáveis. Tem de encontrar outra justificação para a sua homofobia.

    A igreja institucionalizou tortura, violação e maus tratos em crianças.

    O ex-papa Ratzinger, considerado pelos cristãos o vigário de jesus cristo na terra, num dos comentários que fez sobre institucionalização da tortura, violação e maus tratos em crianças nas instituições católicas disse que era uma das mais severas crises que a igreja estava a passar e que seria necessário aplicar ás vitimas destes abusos o melhor “amor pastoral”.

    Mais “amor pastoral” não por favor, já tivemos demais disso! desculpem mas as criancinhas já tiverem “amor pastoral” que chegasse!

    A igreja condena os homosexuais e proibe-os de ser membros da igreja (os pedófilos podem ser) porque estes nasceram em pecado. Eles não são condenados pelo que fazem mas sim pelo que são. “Somos todos filhos de Deus! ahh…espera aí!…não vocês não são, vocês são paneleiros! não se podem juntar á nossa igreja nem podem ir para o céu”

    Esta atitude da igreja é uma desgraça, desumana, obscena e vem de um bando de virgens histéricos e sinistros que trairam a confiança das crianças que foram postas aos seus cuidados nas suas igrejas. Vergonhoso! vergonhoso!

  27. João

    Francisco,

    Ás vezes o humor é a melhor forma de revelar o ridiculo de certas coisas. Como a ideia que passou que a homosexualidade é adquirida. se tiver paciência veja, é cerca de minuto e meio.

  28. jhb

    “De qualquer forma, estou com o Putin nesta lei.”

    Apesar de você
    Amanhã há de ser
    Outro dia
    Eu pergunto a você
    Onde vai se esconder
    Da enorme euforia
    Como vai proibir
    Quando o galo insistir
    Em cantar
    Água nova brotando
    E a gente se amando
    Sem parar

    Chico Buarque

  29. Francisco Colaço

    António,

    O meu problema não é o que eu digo aos meus filhos. É o que o Estado, usando de relativismo absolutista, acha que afinal se tem no cuidado de corrigir as minhas opiniões. Meu caro, eu dispenso os conselhos de meia dúzia de descerebrados que acham que eles é que sabem tudo. Mal por mal, prefiro que os meus filhos tenham o conselho deste descerebrado que vos escreve, que também pensa que sabe tudo.

    A minha filha tem de ver um filme em Inclulcação Sexual na disciplina de Ciências Anti-Natura em que lhe dizem que afinal a homossexualidade é normal. Tem que ver dois homens a beijar-se. Mas que raio de País é este? Não posso EU decidir a educação dos MEUS filhoes? Sim, existe uma relação de posse. São os meus filhos. Se o António eo JHB acham que devem mostrar aos seus filhos estas imagens, são os VOSSOS filhos, e educam-nos como desejarem.

    Eu, que não desejo seguir cartilhas às quais não adira ponderada e voluntariamente, é que sou o anti-liberal? António, reveja o que disse e deixe de me impor deslavadamente a sua politiquice muito pouco correcta! 😀

  30. lb

    “Como sabemos a homossexualidade é em 70% dos casos resultante de abusos na infância e os restantes por traumas familiares graves. Trata-se portanto de um problema de saúde pública e tem tratamento”

    Falso. Não seja aldrabão.

  31. Francisco Colaço

    jhb,

    Quando citar poemas, faça-o em contexto. Assim, pelo menos, poderá mostrar o preito e o valor da sua inteligência, que quero crer não lhe ser falta.

  32. Epic Fail

    Esperemos que o Francisco Colaço não decida que uma valente tareia diária é a melhor forma de educar os seus filhos.

  33. jhb

    ” Não posso EU decidir a educação dos MEUS filhoes?”

    Claro que pode. Tire-os da escola e ensine-lhe você o que acha que eles devem ou nao saber.

  34. Francisco Colaço

    Jpão,

    Não sou católico. Não defendo qualquer celibato. Errou portanto o alvo. Mas olhe que mais de metade dos abusos sexuais são cometidos por familiares, não por padres. E por professores, que até ficam, na nacional-porreirice da desfunção impúdica, de novo à frente de turmas de crianças. Como se fosse algo normal.

    Imagino que para si poderá ser normal um professor pedófilo ter novas turmas para criar. Pedófilos só podem ser os padres. Professores são funcionários estatais, logo não podem ser pedófilos. Fora do círculo religioso passa a ser Associação Amor Homem-Menino, nos anos 80 parte da ILGA.

    Já agora, tem filhos? Eu tenho três. Já ando treinado nas lides da nacional-pinderice do Ministério da Incrustação. E garanto-lhe que, à minha vontade, metade dos professores da escola pública teria de ir encher a gamela noutro lado (e aos restantes dava-se-lhes um prémio de 15%, que bem o merecem).

  35. Francisco Colaço

    jhb,

    A escola está a ser paga por MIM, através dos meus impostos. EU devo ter uma palavra a dizer no que por lá se deve ensinar. Não as batatas meso-cientes do Ministério da Inculcação, que apenas recebem o dinheiro para fazer o pouco e mal que fazem. E provo-lhe: o estado da educação em portugal é… pois! É.

    Se o Estado estiver disposto a retirar dos meus impostos a parte que me tira para a suposta educação dos meus filhos, eu inscrevê-los-ia numa outra escola com esse dinheiro. Escola essa à minha escolha.

    Sim, cheque-ensino! Acagaçaria de medo os ‘profis’, não era? Seria uma debandada daquela modorra parasitária em que se tornou a escola pública e ficavam todos a ganhar. Excepto os políticos, que controlam a escola, e os emperresários e os desfuncionários que vivem assolapados na teta escolar.

  36. jhb

    Francisco Colaço,

    A mim nao me preocupa minimamente que outros se dêem conta do preito e do valor da minha inteligência. Ao contrário de você. Duvido até que sejam
    dignos de nota. Ao contrário de você.

    Aliás, que você tem uma inteligência digna de nota é um facto. Qualquer intelecto solvente reconhece imediatamente a poesia das letras
    do grande Chico Buarque. Aqui fica um link:

    Quanto ao contexto (pensei que ficasse claro), “Apesar de você” é um musica que foi o símbolo da contestaçao à ditadura militar do Brasil e que
    compreensivelmente, pode e deve ser invocada sempre que alguém se arroga o direito de proibir, discriminar e perseguir os outros por serem diferentes.

  37. lb

    Francisco, a lei na Rússia vai precisamente contra a liberdade dos pais de educarem os filhos. Apenas a apoia porque concorda com o princípio mas não me venha dar sentenças sobre liberdade de escolha.

  38. António

    O Francisco é pela liberdade de escolha, e contra a intervenção estatal….a não ser que ele concorde com a intrevenção estatal! Se ele nao gostar do que a liberdade traz, ele vota Putin, que nao gosta de gays, como ele, e por isso proibe…

    Nem sei se é para rir ou para chorar…

  39. Francisco Colaço

    lb,

    Não se preocupe de eu borrar a pintura. O quadro é já de si tétrico. 😀

    A sério, rejeito toda a ideologia politicamente correcta. A lei na Rússia, ao que li, não se aplica às famílias. É aos grupos de pressão. Por uma vez, terei de concordar com o Vladimir Putin.

    Eu ensino aos meus filhos que não devem sequer olhar às preferências sexuais das pessoas quando as julgam. Quem julga por isso faz um mau juízo. A dita caridade cristã (no significado original de caridade) é isto mesmo. Se algum dos meus amigos homossexuais ou heterossexuais eternamente solteiros (surpresa!) estivesse a fazer a apologia da homossexualidade ou da heterossexualidade aos meus filhos, podem crer que os perseguiria com uma moca de Rio Maior na mão pelas ruas da cidade. Como isso não acontece, estou-me a borrifar. Desde que não comecem a disparatar, especialmente perante os meus filhos, sou amigo do meu amigo. Sexualidade é coisa da vida privada.

    Mas isso sou EU. Não preciso que digam aos meus filhos que a homossexualidade é normal. Se é ou não, tenho a minha opinião (e que até não é nada homofóbica, pelos critérios correntes). Quero ser no entanto EU a dizê-lo aos MEUS filhos e dispenso os nabos do Ministério e os seus programas provindos dos grupos de pressão ILGA e da Associação para o Parchamento Familiar. A eles, uma bolacha nas fuças e um convite para voltarem para o armário ou para a cova de onde sairam.

  40. Francisco Colaço

    jhb,

    Eu conheço o Chico Buarque de há anos. Mas não estamos no Brasil. E aqui, neste caso, ninguém vai para a prisão, a menos que ande a meter a sexualidade pelos ouvidos das crianças adentro, o que já deveria ter sido feito há muito. As crianças devem crescer crianças e descobrirão e escolherão o que querem por si.

    Leia a lei de Putin. Prefere um link em russo ou em inglês?

    António,

    O facto de na escola pública por intervenção do Ministério da Esburração entrar no currículo valorações morais sobre a homossexualidade, mesmo se contra a vontade dos pais, não configura intervenção estatal? Eu pensei que as palavras público e ministério fossem suficientes para colocar os seres pensantes deste país que se dizem liberais a esfumar de raiva!

    Gajos de Lisboa: o estado é para ser porque sim senão o caos e se sim o claro.

  41. Francisco Colaço

    lb,

    Como me estive a borrifar para a co-adopção, e não chorei nem babei ranho quando a lei foi aprovada, mais uma vez errou-se o alvo.

    Aqui têm muitos preconceitos errados sobre a minha opinião. Seria o mesmo que eu dizer que afinal a lei da co-adopção e a homossexualidade é aceite e gisada por si por interesse próprio, já que é de Lisboa e todos em Lisboa e no Algarve são rabetas. (Nota: não sei se é de Lisboa, não chamo rabetas aos homossexuais, não sei se o lb é homossexual, nem me interessa. Só não quero partir de pressupostos errados, e por isso não faço nenhuns.)

  42. António

    Francisco,

    No meu tempo , na escola, não havia educação sexual, nem ninguém (professores, ou pais) ia lá falar fosse lá o que fosse sobre estes assuntos.

    Se, entretanto, a escola pública enveredou por esses caminhos, desconheço, e (mesmo sem conhecer o caso) tendo a reprovar.

    Sei que em Escolas privadas se educa crianças contra certas opções sexuais. Ok. No publico não se deve admitir isso. Nem pró nem contra. POde até falar-se, com abertura, nalgum contexto apropriado, mas sem recomendações, julgamentos, etc.

  43. jhb

    “As consequências para tamanha desfaçatez serão coimas, prisão ou mesmo deportação da terra mãe.”

    Quanto ao link, se tiver um em português agradeço.

  44. Em Português não tenho, que a imprensa portuguesa só se preocuparia com isto se fosse nos EUA. Mas no artigo do The Independent, que coloquei no artigo, percebe-se bem

    “Fines for breaking the law will be up to £100 for individuals, £1,000 for officials, and £20,000 for organisations.”

    e também

    “The bill provides for Russian citizens engaged in the “propaganda of non-traditional sexual orientation” to be fined, while foreigners could be arrested and immediately deported.”

  45. João

    Francisco,

    “meu direito, esse supremo, de educar os meus filhos segundo os valores cristãos que desejo”

    Não é católico, mas disse que os seus valores são cristãos.

    Deduzi que fosse católico como a maioria dos portugueses e daí o meu post. Seja como for ligou os seus valores á doutrina cristã em uma ou nenhuma das 34.000 diferentes denominações existentes. É verdade 34.000!

    Quando me falam em valores cristãos nunca sei bem aos que se estão a referir é um saco com muita coisa desde o banalmente óbvio, como “não faças aos outros o que não queres que te façam a ti” até aos valores que permitiram os cristãos abusar, oprimir, escravizar, insultar, atormentar, torturar e matar pessoas em nome de Deus durante séculos com base em argumentos teológicos defensáveis na bíblia.

    “não faças aos outros o que não queres que te façam a ti”. Lemos esta regra de ouro, que por acaso é transversal a todas as formas de religião no mundo de uma maneira ou de outra, achamos que é sem dúvida uma brilhante destilação de muitos dos nossos impulsos éticos. Depois vemos outros “valores cristãos” como:

    “Se um homem descobrir que a sua mulher não é virgem na noite de núpcias, tem de apedrejá-la até à morte na soleira da porta do seu pai”
    (Deuteronômio 22:13-21)

    Não sei bem a que se refere quando fala nos seus valores cristãos. Talvez os valores cristãos possam ser escolhidos como quem come cerejas! este sim…este não…..este talvez!. É! os valores cristãos são uma boa frutaria para se fazer compras!

    Não sei de onde tirou em que eu disse que era normal haver um professor pedófilo? mas enfim! Estava a referir-me aos seus valores e apontei que eles provinham de um lugar que de moral tem muito pouco.

    Nem sequer me referi ao dito filme que passou na sala de aula de um dos seus filhos. Pode ter sido admitidamente muito precoce mostrar a crianças, seja um filme com um casal heterosexual ou homosexual em algum acto mais íntimo. Daí a achar que tem de se fazer algum tipo de discriminação tendo como base o comportamento sexual de alguém acho um esticanço enorme. Assim como os seus devaneios pseudo-científicos de que a homosexualidade é adquirida.

  46. Luís

    Caro Francisco,

    não me parece que haja mais ou menos homossexualidade. Sucede que há menos homofobia na sociedade, e por outro lado, a tecnologia revolucionou a vivência da sexualidade em Portugal. Olhando para a História, constata-se que a homossexualidade sempre «explodiu» em ambientes mais tolerantes. Por exemplo, no Renascimento, antes da Contra-Reforma, a homossexualidade era comum em Veneza e Florença. Os Antigos afirmam que os Celtas preferiam dormir com homens, apesar de terem belas mulheres. Os colonos portugueses e espanhóis ficaram escandalizados com a homossexualidade nas tribos e povos do Novo Mundo, etc.

    Quanto às crianças, bem existem muitas «teorias» sobre a educação. Na minha opinião pessoal, uma criança e um adolescente não têm maturidade para lidar com conceitos relacionados com educação sexual ou relações entre adultos. Diria até que é mesmo «perigoso» fazer o que fazem os nórdicos nesta matéria, independentemente do tipo de tema tratado. Uma coisa é explicar a uma criança de 9 anos o que é o aparelho reprodutor, na perspectiva da Anatomia. Explicar a um adolescente de 11 anos o que é a puberdade, na perspectiva da Fisiologia ou Endocrinologia. Ir mais além não me parece adequado nestas idades. Quanto à abordagem do tema homossexualidade esta pode ser feita de forma imparcial, despida de ideias religiosas ou dos dogmas dos activistas «LGBT» na discplina de Psicologia, no 12.º ano ou quando se estuda Álvaro de Campos, também no 12.º ano, pois aí já há alguma maturidade para lidar com esta e outras vertentes da sexualidade humana.

    Não obriguem as crianças e os adolescentes a crescer demasiado depressa!

  47. Luís

    Caro AR,

    é mister ter sempre um pé atrás quando ouvimos médicos ou psicólogos abordar o tema homossexualidade. Tenho muitos colegas que não conseguem separar a posição da Igreja de uma abordagem o mais imparcial possível desta temática. Também fui educado numa família católica mas entretanto «cresci» e constatei que a Igreja tem posições sobre a sexualidade humana que não me parecem as mais correctas quando olhamos para o que nos diz a Ciência, a História ou a Antropologia. Acredito que dentro de alguns anos a Igreja acabará por «abrandar» a sua posição sem pôr em causa os valores cristãos.

    O meu conhecimento sobre a matéria, o contacto com Psiquiatras e curta experiência clínica dizem que o maior problema com que se deparam os homossexuais e os bissexuais, especialmente os jovens adultos, é apenas um: a homofobia. O medo patológico de serem «catalogados» como «paneleiros» pelos pares ou da reacção da família gera depressão, ansiedade, ideações suicidas, isolamento, comportamentos obsessivos-compulsivos, etc. Não duvido que uma sociedade que respeite as opções sexuais ou orientações sexuais inatas, no campo das relações entre adultos, será certamente uma sociedade muito mais saudável.

  48. Francisco Colaço

    João,

    Tem tanta razão e pseudo-ciência ao dizer que a homossexualidade é inata, como eu em dizer que a acho adquirida. Ao contrário de si, eu pus em evidência que essa é a minha opinião. Meu caro João, o debate ainda anda por aí, e a nenhuma conclusão se chegou. Se calhar, porque isso extravasa o que o método científico tem como domínio. Se calhar, porque ambos temos ou nenhum de nós tem rezão. Se calhar, porque os processos psicológicos e bioquímicos que levam à escolha da sexualidade são demasiado intrincados para serem facilmente discernidos.

    De qualquer forma, os valores de esquerda deram muito mais mortes do que os valores cristãos. Algumas pessoas tiram um pouco daqui, um pouco dali, mas os GULAG são de esquerdas, a Prisión de la Cabaña era de esquerda, as purgas eram de esquerda, Estaline era de esquerda e Hitler também se clamava socialista, embora os de esquerda prefiram fingir um achaque quando o ouvem, e zurzam de escândalo perante essa afirmação.

    Um gajo de esquerda dizia em 1905 que a revolução democrática era burguesa («Apenas os mais ignorantes podem fechar os olhos à natureza burguesa da revolução democrática que . Chamava-se Ulianov. Conhece-o como Lenine. Esse gajo era de direita? Pol Pot, que matou 20% de uma assentada, era de direita?

    Se há abusos no cristianismo, há maiores abusos no socialismo. Um Gulag matava mais numa década do que todas as inquisições católicas num século e meio. Mais, Em La Cabaña morreram numa semana mais pessoas do que em século e meio de execuções da inquisição espanhola.

    Não critique o cristianismo, mesmo reconhecendo nuances. Na escarralhada que temos existe muito mais sangue nas mãos do que nas dos padrocratas e dos corruptos clérigos que durante muitos anos se afilaram ao poder das igrejas incumbentes. portanto, aconselho-lhe a não ir por esse caminho: não é coisa que quer ver discutida. ;D

  49. Francisco Colaço

    Luís,

    Aceitação não é promoção activa. E foi a esse ponto onde chegámos. E é isso mesmo que eu critico.

  50. João

    Caro Francisco,

    Agradeço a sua resposta cordata mas permita-me tambem corrigi-lo num ponto.

    Há uma regra implícita em todos as discussões que quem mencionar Hitler perde o debate ;). Mas de qualquer maneira vamos lá.

    Hitler era de facto cristão. Afirmou-o no Mein Kampf. As infames SS usavam um cinto que dizia na fivela “gott mit uns” , ou seja, Deus está connosco. Confirme no link (http://en.wikipedia.org/wiki/Gott_mit_uns).

    Algumas pérolas do Mein Kampf

    “…My feeling as a Christian leads me to be a fighter for my Lord and Saviour. It leads me to the man who, at one time lonely and with only a few followers, recognized the Jews for what they were, and called on men to fight against them…As a Christian, I owe something to my people”
    – Adolf Hitler, Mein Kampf

    “We were convinced that the people need and require this faith. We have therefore undertaken the fight against the atheistic movement, and that not merely with a few theoretical declarations: we have stamped it out”
    – Adolf Hitler

    E foi o Vaticano que providenciu passaportes e que permitiu a fuga de vários nazis na operação Odessa.

    “..It was the Vatican itself, with its ability to provide passports, documents, money, and contacts, which organized the escape network and also the necessary shelter and succor at the other end”
    – Nuremberg Trials Report

    O Francisco Levantou a questão entre esquerda e direita. Mais uma vez nos meus argumentos nunca sequer mencionei posições politico-ideológicas mas sim religiosas.

    Mas mesmo partindo do principio que Estaline e Hitler fizeram o que fizeram por serem de esquerda (segundo a sua afirmação), e não por serem ditadores sanguinários que sofriam quem sabe de psicopatia ou sociopatia no mínimo (doenças comprovadas do foro psiquiátrico) seria tão ridiculo como afirmar que ambos o fizeram porque tinham bigode. Pegar num elemento caracteristico de um individuo e atribuir como causa única das suas acções não é intelectualmente honesto na minha opinião. É legítimo dizer então que quem usa bigode é um ditador sanguinário. Como o francisco tambem sei atirar um par de exemplos. Hitler, Estaline, Saddam Hussein, Mugabe, Rafael Trujillo, Alexander Lukashenko, Paul Kagame, Augusto Pinochet, Mouammar Gaddafi entre muitos outros. Há gente de esquerda perfeitamente saudável, embora eu não concorde com eles por princípio das minhas convicções em maior parte das suas posições, e há gente de direita absolutamente abjecta. Assim como há, apesar de ser raro :D, padres que são boas pessoas.

  51. Pingback: Mário Amorim Lopes sobre a Evolução da Dívida Americana | Ricardo Campelo de Magalhães

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