A professora de história e o socialismo de Hitler

Socialismo de Hitler

Publicado originalmente aqui. Fica aqui a história:
A corajosa professora de história que desmascarou o socialismo de Hitler é Ana Caroline. A professora nada mais fez que desenterrar os discursos de Adolf Hitler, socialista e pai, óbvio, do Nazismo.

“Eu aprendi muito do marxismo, e eu não sonho esconder isso. (…) O que me interessou e me instruiu nos marxistas foram os seus métodos (…) Todo o Nacional Socialismo está contido lá dentro (…) O nacional socialismo é aquilo que o marxismo poderia ter sido se ele fosse libertado dos entraves estúpidos e artificiais de uma pretensa ordem democratica”
(Adolfo Hitler, apud Hermann Rauschning, Hitler m´a dit, Coopération, Paris 1939, pp.211- 212).

Em tempo: “Eu não sou apenas o vencedor do marxismo. Se se despoja essa doutrina de seu dogmatismo judeu-talmúdico, para guardar dela apenas o seu objetivo final, aquilo que ela contém de vistas corretas e justas, eu sou o realizador do marxismo”
(Adolfo Hitler, apud Hermann Rauschning, Hitler m´a dit, Coopération, Paris 1939, pp. 211).

 Claro que os socialistas, terroristas de plantão que são, querem por tudo infernizar a vida da jovem professora anti-comunista, anti-feminista e uma digna e bela mulher que apenas ama a verdade. Aplaudimos o seu trabalho, Prof. Ana Caroline! E queremos com esta postagem não somente mostrar um pouco do que os professores de história ocultam, mas também de animar seu trabalho em prol da verdade.
Igualmente indicamos aos leitores a comediante, mas honesta, página do Facebook:
MEU PROFESSOR DE HISTÓRIA MENTIU PARA MIM.
Ao contrário dos Brasileiros, eu tenho a vantagem de viver num país em que o respectivo partido comunista se assume como assumidamente “nacional” e “socialista”, ou seja Nazi.
Aqui as coisas são bem mais claras, como se pode ver neste cartaz, que usa os sinónimos “patriótico” e “de esquerda”:
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71 pensamentos sobre “A professora de história e o socialismo de Hitler

  1. Joaquim Amado Lopes

    Gostei particularmente de:
    “Ao contrário dos Brasileiros, eu tenho a vantagem de viver num país em que o respectivo partido comunista se assume como assumidamente “nacional” e “socialista”, ou seja Nazi.”

    A reacção dos trolls do costume quando lerem isto vai ser hilariante.

  2. O comunismo ainda segue poluindo o pensamento e as ideias de uma vasta multidão de acadêmicos e intelectuais do Ocidente.
    De todas as religiões, seculares ou não, o marxismo é de longe a mais sangrenta — muito mais sangrenta do que a Inquisição Católica, do que as várias cruzadas e do que a Guerra dos Trinta Anos entre católicos e protestantes. Na prática, o marxismo foi sinônimo de terrorismo sanguinário, de expurgos seguidos de morte, de campos de prisioneiros e de trabalhos forçados, de deportações, de inanição dantesca, de execuções extrajudiciais, de julgamentos “teatrais”, e de genocídio e assassinatos em massa.

    No total, os regimes marxistas assassinaram aproximadamente 110 milhões de pessoas de 1917 a 1987. Para se ter uma perspectiva deste número de vidas humanas exterminadas, vale observar que todas as guerras domésticas e estrangeiras durante o século XX mataram aproximadamente 35 milhões de pessoas. Ou seja, quando marxistas controlam estados, o marxismo é mais letal do que todas as guerras do século XX combinadas, inclusive a Primeira e a Segunda Guerra Mundial e as Guerras da Coréia e do Vietname.
    E o que o marxismo, o maior de todos os experimentos sociais humanos, realizou para seus cidadãos pobres à custa deste sangrento número de vidas humanas? Nada de positivo. Ele deixou em seu rastro apenas desastres econômicos, ambientais, sociais e culturais.

    R.J. Rummel

  3. lb

    Concordo consigo, Vivendi.

    Mas 35 milhões de pessoas é uma estimativa demasiado baixa. Não vale a pena inventar números para reforçar uma ideia. Enfraquece-a.

  4. Joaquim Amado Lopes,
    Eu também tenho direito aos meus prazeres na vida 😀
    E a verdade é que foi o PCP que juntou nacionalista a socialista…

    Ana Caroline,
    Com certeza. Eu apoio-a a 100%.
    Engraçado como neste mundo digital uma professora de Santa Catarina consegue saber que foi citada no norte de Portugal no próprio dia.

  5. Dédé

    O Campelo, num feito que ofusca o descobrimento do Cabral, descobriu uma versão brasileira e aprimorada do Ramos.

  6. Dervich

    Nada de surpreendente, diz-se que os extremos se tocam… E se um liberal é anti-federalista, logo, é nacionalista, portanto…é nazi. Ou talvez não, tudo pode ser igual a tudo, enquanto simultaneamente não é exactamente igual a nada…

    Já agora, que raio de site é esse que está linkado? O “novo ritual do exorcismo não é eficaz”?!…

    http://sacerdotibus.blogspot.com.br/2013/05/madrid-8-novos-exorcistas-para-conter.html

    “Satanistas roubam hóstias” ?!

    http://sacerdotibus.blogspot.com.br/2013/05/satanistas-roubam-hostias-consagradas.html

  7. Antunes

    Tó Gervásio’s Law: à medida que uma discussão se prolonga, é certo alguém sem argumentos falar da lei de Godwin.

    Só ainda não tem página na Wikipédia, mas lá há-de chegar.

  8. jhb

    ” assume como assumidamente “nacional” e “socialista”, ou seja Nazi.
    Aqui as coisas são bem mais claras, como se pode ver neste cartaz, que usa os sinónimos “patriótico” e “de esquerda””

    nacionalismo=patriotismo?! Só mesmo a brincar! O patriotismo é um sentimento de amor à pàtria e o nacionalismo é
    um movimento político. Sao coisas um pouco diferentes.

  9. LV

    Parabéns Ricardo pelo post.
    Concluo duas coisas:
    – sempre há professores a fazer um trabalho sério (parabéns Ana Caroline) apesar do cenário que vão pintando;
    – #11 é certo que os conceitos de nacionalismo e patriotismo podem referir coisas diferentes, mas que tradução terá o patriotismo na dimensão política? Não será, justamente, o nacionalismo?

    Saudações filosóficas,
    LV

  10. EMS

    “O nacional socialismo é aquilo que o marxismo poderia ter sido se ele fosse libertado dos entraves estúpidos e artificiais de uma pretensa ordem democratica”

    Isso dito assim até torna o marximo simpatico.

  11. Antunes

    E mantenho. A lei de Godwin é um péssimo argumento. Mas também acho que para um bigode pintado num cartaz, chega perfeitamente.

  12. Comunista

    Claro que você acha. Você não é capaz de durar num argumento mais do que 5 minutos sem dar uma cambalhota. Mas de quem vê nazismo no slogan “politica patriótica e de esquerda” não se pode esparar muito portanto não se incomode e prossiga.

  13. jhb

    Este blog é pródigo em cambalhotas mentais para dizer que nazismos e comunismo sao a mesma coisa. Mas também o que se poderia esperar de gente que
    acha que os “anarco”-capitalistas sao anarquistas?

  14. Comunista:

    Quem disse isto e onde o disse? Foi um alemão. Não foi Marx.

    Wir sind Sozialisten und Feinde, Todfeinde des derzeitigen kapitalistischen Wirtschaftssystems mit seiner Ausbeutung der wirtschaftlich Schwachen, mit seinen ungerechten Löhnen, mit seiner unmoralischen Bewertung von Personen nach Wohlstand und Geld anstatt nach Verantwortung und Leistung, und wir sind entschlossen, dieses System unter allen Umständen abzuschaffen!

    Foi o mesmo homem que disse isto sobre Estaline:

    <
    Stalin is one of the most extraordinary figures in world history. He began as a small clerk, and he has never stopped being a clerk. Stalin owes nothing to rhetoric. He governs from his office, thanks to a bureaucracy that obeys his every nod and gesture.

    Quanto ao filho da má sorte do Estaline, nem imagina o que tenho lido sobre ele. Veja o que aconteceu ao seu filho Yakov! Que nunca aconteça aos seus filhos o que o Estaline, pai vergonhoso, fez acontecer aos seus! Um homem que leva o próprio filho à morte a a filha à fuga não pode ser pessoa de bem.

    Quando souber quem disse o que citei, faça o favor de fazer ato de contrição.

  15. João

    Se tivéssemos alguém aqui a comentar com o nick – nazi – seria banido, e bem. Mas comentar sob o nick de – comunista – é perfeitamente aceitável. São duas faces da mesma moeda. Não sei qual delas a mais desumana e violenta.

    Sob a liderança do camarada Estaline um novo mundo era criado a este.
    Todas as perguntas seriam respondidas, não haveria mais contradições e a exploração do homem pelo homem cessaria.
    Contudo o pensamento comunista não é somente uma ilusão mortal mas sim uma alucinação venenosa. É uma parodia da realidade, é uma negação da realidade e acaba por se tornar intrinsecamente malévola em si mesma no final.
    A utopia estalinista, ou melhor a distopia estalinista, é a ideia de que se o cidadão abdicar da sua liberdade em nome da seguranca, se ele ceder ao estado o direito de decidir por ele proprio ou seja se conceder todo o poder ao estado, o estado por sua vez, irá tomar conta de todas as suas necessidades. Este “negocio” é fatal, e acabará por não obter nem liberdade nem seguanca, nem liberdade nem comida. Acabara faminto e assediado mas sempre a ser-lhe dito que está a ser bem tratado.
    Ninguém se atreverá a apontar a discrepância entre a realidade e a promessa feita. O partido dirá que a promessa é a realidade e ninguém se atreve a dizer que confundiu as duas e gostaria de sair.

    É absolutamente enigmático como é que depois de todas as experiências do comunismo , em todo mundo, falharem, ainda haja quem anseie por mais experiências. Acaba por ser a definição de estupidez – fazer a mesma experiência vezes sem conta à espera de obter um resultado diferente – .

    Contudo quando se trata de capitalismo, que é e foi uma força de progresso em todo o mundo. Juntamente com mercados livres e governos limitados. A crise actual , que não pode ser assacada ao capitalismo e ao mercado livre, é a única experiência que os comunistas necessitam e tanto ansiavam para voltar com as bandeiras vermelhas. Nazismo e Comunismo são sinónimos e deveriam ser ridicularizados sempre que possível.

  16. “National Socialist workers and employers are both together the delegates and mandatories of the whole national community. The large measure of personal freedom which is accorded to them for their activities must be explained by the fact that experience has shown that the productive powers of the individual are more enhanced by being accorded a generous measure of freedom than by coercion from above. Moreover, by according this freedom we give free play to the natural process of selection which brings forward the ablest and most capable and most industrious.” (Mein Kapf)

    Não parece muito “comunista”; parece mais uma espécie de liberalismo consequencialista.

    E noto que muita gente, quando quer associar o nazismo ao marxismo, vai buscar o Rausschning (em vez de citações em discurso directo do Hitler). Ora, Rauschning na altura era um conservador tradicional em ruptura com o nazismo e tentando convencer a sua área politica a adoptar uma posição anti-nazi (ou seja, o que ele escreve sobre Hitler, se não for confirmado por terceiras fontes, deve ser dado o devido desconto).

  17. Comunista

    Em primeiro lugar o Francisco deveria citar-me a elogiar Stalin e depois sim tentar criticar-me por isso. E, infelizmente, não falo alemão.

  18. Mas então não é comunista? Uma tipa do seu partido, a tal Santa Odete, afirmou exclamada e peremptoriamente que o Estaline era um Santo.

    Amigo Comunista, já me disse que afinal os países capitalistas eram mais prósperos do que os comunistas. Não elogia Estaline, apesar de o seu partido, ou do que diz ser o seu partido, o fazer. Será o Comunista a Quinta Coluna do PCP? Será candidato a folha caída?

    Amigo, quando numa ideologia se diz defender liberdade, e não se ataca por partes os que em nome dessa ideologia atacaram a liberdade (nunca o vi a atacar Estaline, só por si uma defesa, dadas as suas próprias alianças); quando se admite que vários países capitalistas (sua expressão) são mais prósperos que países comunistas; quando se foge a dizer-me UM país comunista que tenha sido farto e livre; meu caro Comunista, o Comunista é o melhor advogado das minhas causas.

    Já agora, quem é que andava de Mercedes na Praça Vermelha durante o regime soviético? Eles andavam lá, e isso apesar de os soviéticos fabricarem as ZIL (carros nada proletários, de dimensões um bocadinho muito avantajadas).

  19. Comunista

    Francisco,

    Você fala sem base nenhuma. Infelizmente papagueia apenas.

    O que um comunista ou outro possam dizer não vincula o Partido. O Bernardino Soares também teve aquela tirada da Coreia do Norte (de que já se arrependeu e bem) e na altura houve outros membros do PCP que o criticaram por isso dizendo mesmo que ele falava contra a posição do Partido em relação ao regime da Coreia do Norte.

    O PCP fez a sua crítica do estalinismo e a auto-crítica daí derivada. Está publicada e disponível online.

    Se tiver oportunidade fale com um russo sobre a URSS, pergunte-lhe a opinião. Mas não vá aos sites políticos, não vá perguntar a sites liberais ou comunistas, se tiver oportunidade fale com gente normal, da rua, digamos assim, falta-me o termo correcto, gente que não está nestas disputas como nós estamos aqui. Eu nos últimos 3 ou 4 meses tive a oportunidade de falar sobre a URSS com 2 russos e um ucraniano que vieram ao café onde trabalho. Não lhe vou sequer dizer o que eles disseram porque você não acreditaria.

  20. Amigo comunista, я говорю и понимаю по-русский. Como vê, é uma vantagem óbvia que tenho sobre quem fala sobre a experiência soviética a partir dos artigos do parretido.

    Os russos podem voltar ao comunismo quando quiserem. Têm eleições livres. Mesmo que o Putin tenha alguns tiques menos democráticos, os russos podem votar, sei lá 67% no partido comunista. Ou 50%. Ou 30%. Mas não votam nestes números. Os polacos também não votam. Os húngaros idem, também não votam. Os romenos outrossim não votam. E têm eleições. E tal como as nossas não vigiadas pela OCDE.

    Aposto que se os chineses, os cubanos e os norte-coreanos tivessem a oportunidade de votar, sem digamos que medo do voto, o comunismo era história passada nestes países. Os cubanos que podem votam com os pés (ou com os braços, a nado, ou de barco). Os norte-coreanos fogem como podem e os alemães de leste andaram durante a Wende a fazer as Montagsdemonstrationen, cantando a plenos pulmões Wir sind das Volk!

  21. João

    Comunista,

    Deixe ver se percebi,

    O que a Odete diz não conta.
    O que o Bernardino Soares diz não conta.
    Sites comunistas também não contam.
    O que membros do partido dizem individualmente não conta.
    Estaline não conta

    O que é que conta?

    Aparentemente dois russos e um ucraniano num café!

    Parece uma anedota…”entra um russo, um ucraniano e um português no cafe…..”

    É tipo comunismo light.

    Continue a repudiar com essa velocidade a doutrina do seu partido e talvez ainda haja redenção para si. Pode ser que deixe de apreciar governos e sistemas totalitários.

  22. «Sim, é possível os comunistas vencerem eleições burguesas»: título em artigo do Avante!, em 14 de Junho de 2012. (não 1975), assinado por um tal Manuel Gouveia.

    Se os comunistas vencerem as eleições, infiro que irão acabar com as eleições, vício de burgueses. E, mal por mal, dou-me bem com elas. Gosto da liberdade de escolha que me proporcionam.

  23. João

    Não se referiu somente a Bernardino Soares. Veja o seu próprio post.

    Só se revê na “gente normal, da rua, digamos assim, falta-me o termo correcto…”

    Ou seja, uns anónimos que não o obriguem a comprometer-se com as posições doutrinárias conhecidas do seu partido.

  24. Comunista

    Ouça eu estou a dizer que falei com pessoal que conheceu a URSS e que simplesmente me apareceu no café – não foi na festa do avante, não foi na internet, não foi num encontro político, foi enquanto tomavam qualquer coisa.

    Achei interessante falar com pessoal que viveu lá e que não entrou ali no café com nenhuma agenda política e nem sequer estavam à espera de falar da URSS. Eu não fazia ideia de como iriam reagir. Esperava no entanto algo diferente, dada a quantidade esmagadora de propaganda a que estamos submetidos. Mas o resto fica para você um dia experimentar por si, se tiver oportunidade.

  25. Comunista

    Só devo dizer que as opiniões deles incluiram críticas. Não estou a querer deixar sugerido que só disseram maravilhas nem sequer que eles queiram voltar ao que era; o que quero sugerir é que a diferença entre a propaganda – entre o que vocês dizem – e o que eles me disseram é…colossal.

  26. Essa discussão está deplorável. Ninguém falou por um instante sobre o marxismo, aposto que nem ao menos devem ter lido qualquer coisa além do manifesto comunista. Não é preciso ler muito sobre Marx e vocês rapidamente vão ver que o socialismo pretende ser internacional, contrário ao nacionalismo nazista, o marxismo surgere a greve de soldados, completamente contrário ao nazismo. O stalinismo talvez pudesse entrar em algum paralelo com o nazismo, mas temos que entender que o stalinismo foi algo bem diferente do marxismo original, objeto que vocês tanto debatem e aparentemente só sabem que não gostam. O marxismo analisa a sociedade em classes, e não em raças. Se Hitler algum dia se disse marxista, ele não sabia do que falava, assim como vocês não sabem. Eu nem ao menos sou um marxista, mas ver tanta gente falando bobagens me irrita de verdade, principalmente quando tratam-se de professores.

  27. Comunista

    Artur, ninguém aqui está disponível para isso. Há um post aqui que quer refutar Marx, a sua teoria da mais valia, que não mostra senão que quem o escreveu nunca leu Marx, nunca pegou em O Capital. Isto é um site da extrema direita caviar, portanto qualquer apelo à diferenciação, à ideia, é tido como estar armado em parvo. Só vale slogans sobre slogans.

  28. João

    A vossa ideia de comunismo é que é totalmente diferenciada de toda e qualquer pratica do mesmo. Qualquer exemplo real que se aponte é negado por não ser conforme o marxismo original. O problema com as utopias é esse mesmo, na prática não funcionam.

    Se eu fosse um homem de apostas, apostava que nem o Artur Kenji nem o comunista, que nos acusam de não ter lido Marx, tenho lido o Capital todo, leram quando muito resumos e/ou compêndios. Sim porque a obra completa é uma xaropada de 4 volumes mais uns capítulos e obras derivadas avulso. É uma xaropada que em algumas partes, descrição dos processos de produção, dá vontade de nos atirarmos pela janela e espetarmos diversas vezes uma faca no peito enquanto caímos. Vão dizer-me que lerem os quatro volumes não? Como disse, leram os resumos, assim como 90% das pessoas que alegam ter lido Das Kapital. No partido comunista devem contar-se pelos dedos de uma mão, a esquerda provavelmente, quem tenha lido a obra completa.

    “qualquer apelo à diferenciação, à ideia” é cilindrado por:

    Joseph Stalin
    Mao tse tung
    Vladimir Lenin
    Pol Pot
    Nicolae Ceausescu
    Hugo chavez
    Enver Hoxha
    Kim il sung

    Para mencionar alguns e deixar de lado alguns dos carniceiros africanos apoiados pelo URSS e China.

  29. Lobo Ibérico

    @jhb,

    “Mas também o que se poderia esperar de gente que acha que os “anarco”-capitalistas sao anarquistas?”

    Olha, por acaso também tenho muita curiosidade em ouvir os seus contra-argumentos… qual é a contradição, na sua opinião?
    Até aposto que adivinho…

  30. quanta bobagem João… admite nunca ter lido o capital e ainda fala uma grande bobagem sobre ele, comprovando sua ignorância sobre o marxismo! Li os 5 volumes (depende da versão) sim! Para sua informação, o livro 1 e 2 são muito bem organizados sim, muito bem feitos, realmente é a obra final da economia política! O livro 3 foi feito após sua morte, no coletado por Engels, com o intuito de tentar finalizar a obra do companheiro. Sou economista, e como todo o economista que se preze, temos que ler e compreender os mestres da economia política, que são Smith, Ricardo e Marx. Se quer uma dica, pare o que está fazendo, e vá estudar um pouco de marxismo antes de falar asneiras, assim como todos aqui que sismam nessa idiotice de chamar marxismo de nazismo! É como comparar o céu e a terra! É preciso ser muito ingênuo, muito ignorante ou muito interesseiro para conseguir julga-los iguais!

  31. João

    Só tem 3 mestres? Fraquinho né cara?

    Artur leia também,

    Friedrich August Hayek

    Ludwig von Mises

    Murray Rothbard

    Steven Horwitz

    Falo bobagem sobre o Das Kapital? Quer dizer não posso dizer que é uma xaropada monumental não?

    Não lhe pedi uma descrição dos volumes. Tentativa pouco subtil para dar entender que é um entendido. Normalmente tem o efeito contrario sabe!

  32. Comunista

    “Readers might be interested to know that Mr Conquest in his classic The Great Terror estimated, in a series of curious extrapolations from literary sources, some seven to eight million arrests and roughly one million executions. Conquest’s arrest estimates would appear to be high by about elevenfold; his execution guess by a factor of nearly 32. Even if some of the 612,000 arrested were subsequently shot – and we know this sometimes happened – it is clear that Conquest’s estimates are, as we Americans say, not even in the ball park, while those of the revisionists are closer to the mark. Once again, archival evidence has contradicted rumours and stories. Of course 31,000 executions are in no way ‘better’ than a million and the lower numbers must not diminish the moral revulsion we feel at this criminality. Lives were taken and ruined on a massive scale. At the same time, it seems important to be accurate and careful in our scholarship and to avoid inflating the truth for polemical purposes.”

    J. Arch Getty**

    http://www.lrb.co.uk/v09/n02/j-arch-getty/starving-the-ukraine

    **http://en.wikipedia.org/wiki/J._Arch_Getty

  33. Lobo Ibérico

    @jhb,

    “Entao você julga-se um anarquista?”

    Sim.

    @João,

    E falta o Hazlitt, o Hermann-Hopp e o Block!

  34. Comunista,

    Tenho a certeza de que o programa político do Lenine e do Estaline não indicava os campos de trabalho, as migrações forçadas, as execuções extra-judiciais, o fim do multipartidarismo, o Hologomor, o genocídio dos tártaros, a miséria geral, o militarismo, a censura na imprensa, o poder discricionário da polícia política e as benesses aos membros do partido.

    Mas apareceram. Logo na guerra civil, data dos primeiros campos de trabalho.

    Se o Lenine tivesse dito aos russos ao que vinha, teríamos poupado uns quinze milhões de vida só nessa república da URSS.

    Diga-me lá, porque hei-de eu acreditar que o Partido Comunista, mesmo se Português, nacional e socialista, não há-de emitir semelhantes imprecisões ou, deixando de ser diplomata, escarradas mentiras?

  35. Comunista,

    «Não estou a querer deixar sugerido que só disseram maravilhas nem sequer que eles queiram voltar ao que era

    Ah, agora entendemo-nos. Ainda estou por conhecer um russo que quisesse voltar ao que era dantes, sem que esse russo fosse major, director de Kolkhoz ou chefe de fábrica para cima no tempo da URSS. Quando algum russo começa com essas lérias de na URSS é que era bom, pergunto logo o que fazia no tempo do socialismo. Quando eles respondem e são encostados à parede dá que rir às lágrimas em todo o grupo.

    Continuo a dizer: o Avante publica um artigo onde chama as eleições burguesas. Das duas uma: ou o Avante não é o órgão oficial do PCP, e aí terei que pensar que afinal o que é não é e o que quer que tenha sido não foi; ou então o tal pasquineiro era um dos gajos da direita fascista (o BE) infiltrado na pureza sovietíssima do Pê Cê Pê.

    Comunista, não nasci ontem. Não confio na bondade dos homens e das ideologias. Não confio senão na vontade de o povo fazer ouvir a sua voz. Ora, um partido que às segundas, quartas e sextas fala em democracia e multipartidarismo para às terças e quintas andar a desdizer as eleições burguesas deixa-me desconfiado: que dirão eles ao fim-de-semana, quando os dirigentes tiverem desapertado os botões das calças, de cerveja na mão, e estiverem esparramados no sofá?

  36. Kenji,

    A minha canção favorita da Segunda Guerra Mundial é uma canção soviética: «O Exército Vermelho é o mais Terrível» (é uma possível tradução do título). Ouça a fantástica atuação do Alexandrov Choir aqui, nº 6.

    Não me parece que o exército vermelho tivesse estado de greve nem nos cercos de Estalinegrado ou de Leninegrado nem no Afeganistão. E se o Exército Vermelho nunca foi verdadeiramente o mais terrível, pode crer que um Spietznaz não entra em greve.

  37. Joaquim Amado Lopes

    Realmente, os trolls do costume não desiludem. 🙂

    Comunista (24),
    “Eu nos últimos 3 ou 4 meses tive a oportunidade de falar sobre a URSS com 2 russos e um ucraniano que vieram ao café onde trabalho. Não lhe vou sequer dizer o que eles disseram porque você não acreditaria.”
    A maior parte dos portugueses que o ouçam falar sobre Portugal também não acreditarão no que ouvem. E a maior parte dos estrangeiros que não saibam nada sobre Portugal e falem consigo ficarão com a ideia de que as “eleições burguesas” dos últimos 39 anos foram todas fraudulentas, porque o PCP nunca chegou sequer aos 20% (a última vez que ultrapassou os 10% foi em 1987), apesar do “esmagador” apoio popular que tem. Apoio esse comprovado pelas múltiplas manifestações em que participam 100% dos portugueses cuja opinião não foi corrompida pelos ultraliberais fascistas.

    Mas, se quiser, faça o exercício ao contrário. Imagine-me a ir a um café em Moscovo e um empregado desse café apresentar a quem o queira ouvir o que eu lhe diga sobre Portugal como representativo da opinião de uma larga fatia dos portugueses.

    .
    Comunista (28),
    “O programa do PCP defende a ordem constitucional vigente onde vigora o pluripartidarismo.”
    O PCP apoiou o pluripartidarismo até às segundas eleições livres… perdão,”burguesas”, em 25 de Abril de 1976 (julgaram que os resultados das legislativas de um ano antes tinham sido engano). Quando perceberam que não chegavam lá através do voto tentaram “outros meios”. Como esses “outros meios” não resultaram e não têm forma de tentar novamente, “aceitam” o pluripartidarismo oficialmente mas, às claras e sem um pingo de vergonha, fazem tudo para o minar e tomar um ascendente sobre a sociedade desproporcional relativamente à sua representatividade eleitoral.
    Fazem-no através do controlo de sindicatos (particularmente os da função pública e transportes) e de uma multiplicação de “associações” e “comissões” constituídas por militantes destacados para tal e que não representam ninguém além deles próprios. Sindicatos, “associações” e “comissões” essas que não passam de instrumentos de luta partidária.

    E, já que fala no que está no programa do PCP, como é que concilia “organização do poder político baseada no sufrágio universal, directo, secreto e PERIÓDICO para designação dos órgãos de Estado e na separação e interdependência dos órgãos de soberania” com a exigência de demissão de um Governo que tomou posse há apenas 2 anos e que conta com o apoio de uma maioria dos deputados?

  38. lucklucky

    “O programa do PCP defende a ordem constitucional vigente onde vigora o pluripartidarismo.”

    Pois o partido Os Verdes?

    Você julga que os outros são burros?

  39. Olhem, esta é minha última contribuição neste debate que por sua proposta já se mostra uma grande perda de tempo. Novamente digo que a raiz marxista não possui nenhum sentido nazista, racista ou nacionalista.
    Muito mal colocado está a observação de Francisco, pois novamente digo que o stalinismo está muito longe do marxismo original, e não pode ser inferido a partir de Stalin que o marxismo é uma ideologia comparável com o nazismo.
    Recomendo a todos vocês que deixem de debater sem nenhum embasamento e parem de dar opiniões sobre o marxismo que não estejam baseados em autores originais e renomados.
    peço um breve perdão pelos meus comentários serem mal escritos, porém quero deixar claro que não os escrevo com mais atenção pois o nível da discussão aqui está deploravelmente baixo.

  40. Comunista

    Francisco, você só sabe tentar dar música. Serve para os demais lhe darem pontos. A mim não me impressiona.

    “MOSCOW, February 8 (RIA Novosti) – The number of people who support the Soviet political system has grown in Russia, a survey published by the Russian independent pollster Levada Center found.

    Today, 36 percent of Russians regard the Soviet system as the best one for the country, compared to 29 percent in 2012. The number of Western democracy supporters has fallen from 29 percent to 22 percent, Levada Center reported. Only 17 percent said they remain loyal to the existing political system, a three percent drop from last year.

    The survey also posed a question about the economic system. Poll results show that more than half of Russians (51 percent) support an economic model based on state planning (49 percent in 2012). Only 29 percent spoke in favor of private ownership and a free market system (36 percent in 2012).”

    http://en.rian.ru/russia/20130208/179305284/Number-of-Soviet-System-Supporters-Grows-in-Russia–Poll.html

  41. Pinto

    Artur Kenji, dizer que estudou economia e que leu O Capital não é argumento nenhum numa discussão. É pretensiosismo.
    O que leu e estudou devem ser o alicerce da sua argumentação e não um argumento em si. A sua suposta licenciatura e a sua suposta leitura d’O Capital devem ser o instrumento e não a bandeira para uma discussão deste género.

    Os seus comentários até agora são um vazio. A única mensagem que transmitiu é que é possuidor de conhecimentos em economia e que leu O Capital. De resto, não disse mais nada.

  42. Lobo Ibérico

    @jhb,

    “Entao deduzo que seja contra o capitalismo,
    como qualquer anarco-sindicalista que se preze.”

    Assim está melhor.
    Eu não sou contra coisa alguma. Sou a favor da escolha — em tudo. Só assim se consegue uma sociedade realmente solidária e mutualista. Com liberdade para nos associarmos a quem, quando e como quisermos.

    Saudações voluntaristas.

  43. jhb

    Vejo que lhe causa incomódo que a teoria política anarquista seja contra o capitalismo.
    Dai a necessidade de adulterar o que eu escrevi para manter a falsa coerência das suas ideias.

    Mas esteja à vontade para continuar a ver-se como um anarquista ao mesmo tempo que defende o capitalismo.
    Nao é o único e as contradiçoes sempre fizeram parte da vida.

    Saudaçoes socialistas.

  44. João

    O Artur Kenji não diz nada a não ser soprar no próprio trombone e dar-nos o seu curriculum académico e os seus hábitos de leitura. Depois acusa-nos de ter um nível de debate “deploravelmente baixo” e foge.

    Run Forrest Run!…

  45. Kenji, #47,

    As quotas para judeus na universidade foi coisa da URSS, não de Israel nem da Alemanha Nazi. O slogan «povoem o Mundo de russos», muito propalado nos idos de 80 na Praça vermelha e em todas as províncias de maioria russa (e silenciado nas de outras maiorias) é coisa dos marchistas-lentistas (sim, grafia intencional!). Não foi dos czares nem dos russos brancos. Foi dos vermilhóides.

    Intenções, das boas enche-se um inferno. Mostre-me onde andava o internacionalismo do comunismo para além da bocarra aldrabona, e eu mostro-lhe quão racistas e chauvinistas foram os comunistas nos seus atos.

    Como diz Tiago, o irmão de Cristo: tu tens a fé, eu tenho as obras. Mostra-me a tua fé sem as obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.

  46. Comunista,

    Os russos têm eleições a vir. Vamos ver se por sua própria mão escolhem o comunismo. Nas últimas eleições o partido comunista russo teve quanto? 19% e 92/450 da Duma. Foi em 2011, ainda nem fez dois anos.

    Se eu não soubesse bem quem era a Novosti e quem lá trabalha, até me tremeriam as pernas. Se ainda acredita na Dona Svetlana, anda muito mal informado. A tipa pode ser boa, mas veja quem ela era no passado (a família, claro!) Acredita em quem quer.

    Olhe que ainda vamos ver no próximo ano um artigo em que 102,3% dos eleitores apoiam o comunismo! Da RIA Novosti, claro! Em 2015 saberemos quem na verdade o apoia, ou quem vota na Nacha Russia.

  47. PedroS

    “Se tiver oportunidade fale com um russo sobre a URSS, pergunte-lhe a opinião. Mas não vá aos sites políticos, não vá perguntar a sites liberais ou comunistas, se tiver oportunidade fale com gente normal, da rua, digamos assim, falta-me o termo correcto, gente que não está nestas disputas como nós estamos aqui. ”

    Não é grande argumento: por essa ordem de ideias, também chegávamos à conclusão que o Estado Novo foi uma grande obra. Basta ir a um qualquer café por esse Portugal fora, e dizer “o Salazar podia ter defeitos, mas era sério. Quem dera que estivéssemos como nesse tempo” e verá que a maioria das pessoa concordará de alguma forma. Acharia válido esse “apelo à opinião da multidão” numa discussão sobre os méritos do Estado Novo? Eu, não…

    “Eu nos últimos 3 ou 4 meses tive a oportunidade de falar sobre a URSS com 2 russos e um ucraniano que vieram ao café onde trabalho. Não lhe vou sequer dizer o que eles disseram porque você não acreditaria.”

    a seguir, disse “«Não estou a querer deixar sugerido que só disseram maravilhas nem sequer que eles queiram voltar ao que era.»”

    Se não querem voltar ao que era, como é que pode sugerir que disseram que as coisas eram melhores na altura da URSS?

  48. Comunista

    “Se não querem voltar ao que era, como é que pode sugerir que disseram que as coisas eram melhores na altura da URSS?”

    Na minha opinião, os russos sabem que a URSS acabou, no sentido de não há volta para lá, ou seja, mesmo que elejam o PC Russo por cem anos seguidos isto não se traduz no regresso da URSS – o seu tempo acabou. Regressar implicaria provavelmente guerra.

    Alguém falou aqui que em Portugal também há simpatias por Salazar e que portanto neste sentido é a mesma coisa que as simpatias russas pela URSS e que remetendo a estas temos de nos remeter também àquelas. Certo. Porém na Rússia temos estudos de opinião que mostram cerca de 60% de Russos que se arrependem muito da queda da URSS – duvido que em Portugal alguma coisa sequer remotamente perto destes números diga que se arrepende da queda do salazarismo.

    “Why nearly 60 percent of Russians ‘deeply regret’ the USSR’s demise
    A new poll finds that many Russians – particularly older, poorer, and more rural people – ‘deeply regret’ the collapse of the Soviet Union. How could that be?”

    http://www.csmonitor.com/World/Europe/2009/1223/Why-nearly-60-percent-of-Russians-deeply-regret-the-USSR-s-demise

  49. O «estudo» (pfff!) é de 2009. Houve eleições regionais em em 2011. Menos de 19% votaram nessa via. Houve eleições regionais em 2008. A votação no PCFR ficou em 15%. Se as pessoas gostariam tanto de voltar à URSA, por que carga d’água tentam tanto não voltar a ela, quando têm os meios para voltar?

    Antes que diga «olhá subida», nas eleições de 1999 o PCFR (que ainda não tinha aglutinado as outras forças comunistas, diga-se de passagem) teve mais de 24% dos votos. Com a aglutinação, teve 19% em 2011.

    Melhor! Veja o que o neto de Leonid Brezhnev diz do tipo que governa o PCFR (o tal líder que anda muito coladinho à Igreja Ortodoxa). Sei que o Comunismo não morreu, mas olhe que não anda por aí vivinho.

    Amigo Comunista, não há melhor serviço ao diabo do que o comunismo. Faz o inferno na terra, manda as almas para o outro mundo e já pintadinhas de vermelho. (Sim, anedota cubana!)

  50. Errata: as eleições regionais foram em 2009. Agora diga-me lá porque é que os russos não votaram em massa na Nacha Russia. (Eu sei, e imagino que o «Google-ready a ver se passa a perna ao Colaço» Comunista queira também saber).

  51. Comunista

    É de 2009? E depois. Vocês é que insistem em dizer que os Russos pensam uma coisa da URSS que eles, na sua vasta maioria, não pensam. Tão simples quanto isto. Vocês falam sem ter um referente. Os russos não pensam da URSS o que vocês pensam que os russos pensam.

  52. Há tanta nostalgia da URSS pelos russos como de Salazar pelos portugueses. Igual matiz. Iguais percentagens. A saudade de um Portugal ordeiro (chiça!), sem crime, sem corrupção (como se fosse!), com liderança forte e uma posição forte no mundo é ideia que apela a uma numerosa fatia dos portugueses. A ponto de terem votado pelo Salazar no português com mais influência no Século XX.

    Sabemos que a verdade não é tão a preto nem tanto a branco. Sabemos que apesar de tudo estamos melhor hoje que antes, se descontarmos (e que descontão!) a dívida. Comemos melhor, produzimos mais, vivemos melhor e a qualidade de vida é em tudo melhor.

    Os russos são o povo que mais conheço parecido aos portugueses. Não me surpreende que parte deles queira ver a Rússia voltar a ter poder no Mundo. Bom, dirão eles, descontando os campos de trabalho, a censura,…

    A verdade é que a Rússia tem, com Putin, a bem ou a mal, recuperado o seu lugar no Mundo em clima de relativa liberdade. Não é perfeita, mas é de certeza melhor do que aquilo que se viu desde sempre na Rússia. A Rússia nunca teve um dia de verdadeira liberdade, apesar de se ter tentado isso com uma falhada democracia parlamentar (obrigado por nada, Rasputine!) no virar do Sec. XX. Em 1917, a Rússia poderia ter entrado em liberdade, CASO tivessem ganho os brancos. Ganharam os vermelhos, e foi o que foi. Perante isto, a democracia imperfeita de hoje é um vislumbre do céu.

    Pode um marchista falar-me em liberdade com sobranceria moral quando na sua vigência em TODOS os países onde o Marchismo foi implantado a liberdade se esboroou? Santa paciência, é o mesmo que ouvir uma palestra de Hitler sobre as vantagens da multiculturalidade ou do Mao Tsétung sobre os caminhos para a abundância agrícola.

  53. Comunista

    “61.Há tanta nostalgia da URSS pelos russos como de Salazar pelos portugueses.”

    Demonstre isto. Mostre estudos de opinião, podem ser de 2009, onde 60% dos portugueses mostrem profundo arrependimento pelo fim do Salazarismo.

  54. Pinto

    Comunista,
    Demonstre isto. Mostre estudos de opinião, podem ser de 2009, onde 60% dos portugueses mostrem profundo arrependimento pelo fim do Salazarismo

    É difícil mostrar um estudo que nunca se realizou. E ai daquele que o realizar, se o resultado for o politicamente incorrecto.
    Mas pode ver sempre o resultado de um joguinho promovido pela RTP há uns anos e constatar qual o “melhor português de sempre” para a maioria dos votantes portugueses. Aproveite e veja as reacções ao resultado (da dra. Odete Santos, por exemplo).

  55. Pinto

    Comunista, posso-lhe garantir que na Alemanha Oriental se ouvem as mesmas patranhas. Na Espanha idem.
    É o síndrome do “antigamente é que era bom” (mas que não volte).

  56. Comunista

    Sim Pinto você sabe melhor do que os russos, o que os russos pensam sobre a Rússia de modo que se o que você pensa que os russos pensam sobre a rússia é diferente do que o que os russos pensam então é porque você é que sabe e não os russos – ou seja, um russo deve perguntar ao Pinto qual a opinião que ele, o russo, deve ter sobre a Rússia e deve corrigir todas as opiniões com a opinião do Pinto.

    E o Pinto conheceu a URSS ou até a Russia ou até algum russo? Provavelmente não.

  57. Vamos falar sobre o Estudo. Eu então fui ao russíssimo jornal Pravda, onde por acaso encontrei o mesmo artigo que li em inglês. O artigo em inglês está aqui, datado de 22/12/2009, assinado por Lisa Karpova e diz precisamente o mesmo que em russo.

    Vamos analisar. 60% em 2009. 75% em 2000. Não é exactamente uma subida, pois não? Vamos adiante: apenas 13% querem o retorno da União Soviética, e mais 13% querem preservar a Comunidade de Estados Independentes como está. O resto não quer tocar a União Soviética nem com varas de seis metros.

    Agora, quem tem nostalgia da União Soviética, mesmo que não a queira de volta. Segundo o artigo da Sra. Karpova: os pensionistas (85%), as mulheres (63%), os grupos de 40-55 anos (67%) e os mais velhos (83%).

    Também têm saudades os que têm menos que o nível de educação média (68%) e rendimentos menores (79%). Os rurais têm saudades em mais ou menos 2/3 (66%).

    Como disse, saudades não significa querer a volta dessa aberração totalitária, que se cifra em 13% globalmente. Muito do que eu disse.

    Queria números, vieram estes da terra dos Czares. Da edição em inglês:

    “I think everyone has a certain nostalgia for the Soviet Union,” said Zhanna Sribnaya, 37, a Moscow writer. “It’s trendy because people my age, they can buy what they see, and they want to see their happy childhoods. We remember when ice cream cost 7 kopeks and we remember Pioneer camps [similar to Scouts and Brownies] when everyone could go to the Black Sea for summer vacations. Now, only people with money can take those vacations.”

    Conclusão, ter saudades do salazarismo pode não significar querer a volta dessa aberração. Eu não tenho saudades do salazarismo e do Estado Novo. A minha mãe por vezes tem, o que não significa que o queira de volta (o meu pai malhou os ossos na cadeia, preso da PIDE).

    Pelo que parece, é preciso ser-se saloio, burro ou caquético para ter saudades da União Soviética, mesmo que não se a queira cheirar de novo. Como vemos, com o tempo essa saudade passará. E já desceu de 75% para 60% em nove anos.

  58. Pingback: Dia D, 69 anos depois. What’s left? | Reaçonaria

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