Frédéric Bastiat

Lorsque la Spoliation est devenue le moyen d’existence d’une agglomération d’hommes unis entre eux par le lien social, ils se font bientôt une loi qui la sanctionne, une morale qui la glorifie.

Nascido a 30 de Junho de 1801.
Continuar tão actual no Portugal de 2013 diz muito sobre o que escreveu e do estado a que este país chegou.

fúria retórica

A fúria retórica que, nos últimos dias, observei a António José Seguro, com este a aproveitar-se, na minha opinião indevidamente (minuto 12:07), dos números publicados pelo INE a propósito do défice do 1º trimestre, deixaram-me hesitante quanto à possibilidade de eleições antes de Junho de 2014. É possível que essa fúria retórica possa também ter a ver com questões internas do próprio PS, mas, a não ser que os números comecem a dar alguma razão à fé do Governo, a contestação do PS vai aumentar de tom. PSD e CDS devem, pois, preparar-se para passar um mau bocado. A coligação, ela própria em crise – como se vê pela falta de vontade de Portas em liderar uma verdadeira reforma do Estado – poderá romper inesperadamente, ou pelo menos mais facilmente do que muitos julgariam.

Leitura dominical

A manifesta parvoíce, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Nas eleições iranianas de 2005, o candidato que a imprensa ocidental catalogou como moderado era Akbar Hashemi Rafsanjani, sujeito essencial à revolução islâmica, que já presidira ao país durante dois moderadíssimos mandatos e que defendia a erradicação de Israel à custa de armas nucleares. Nas eleições de 2009, um moderado voltou a concorrer (e voltou a perder): Hossein Mousavi, intelectual de serviço à revolução islâmica, primeiro-ministro nos anos da guerra com o Iraque e dono da opinião de que Israel é um tumor cancerígeno que devia ser erradicado. Em 2013, após sucessivos ameaços, o Irão regressou enfim ao profundo reformismo que lhe corre no sangue e elegeu Hassan Rouhani, outro moderado formado no exemplo de Khomeni, de quem foi conselheiro de segurança interna, que liderou a diplomacia nuclear iraniana e que agora beneficiou do apoio do citado, e moderado, Rafsanjani. Em suma, se se moderar mais, o Irão estraga-se. Extremistas somos nós.

Maquiavel, liberal ou pragmático

O João Miranda deve andar com falta de material e então decidiu vir defender o actual modelo das SCUT. Neste post no Blasfémias, em que confunde Lafferiano com uma escola de pensamento económico, João Miranda compara-me com o criador das SCUT, João Cravinho. Para responder convenientemente, preciso que o João (o Miranda) compreenda 2 coisas:

1 – A minha posição sobre as SCUTs.
I – Se essas estradas fossem realmente necessárias, uma entidade privada poderia construí-las. Se não o fizeram, é porque não faziam assim tanta falta. Se fizessem falta, consórcios como a Ascendi ou a Brisa e associados fâ-las-iam longe do Estado e teriam o lucro de ter uma estrada com movimento que o justificasse.
II – Sendo feitas e ainda por cima pelo Estado, a minha opção é que o Estado se financiasse para as fazer. Como eu e o João se comprarmos uma casa pagamos ao construtor e depois vamos pagando ao banco. Seria uma forma mais honesta e transparente.
III – Para pagar esses esmpréstimos o Estado tem diversas hipóteses, desde alugar publicidade no percurso da via, passando por fazer um road show em indústrias e câmaras para pedir apoio (antes da construção, claro), e terminando em terminar portagens. Um privado faria mais dos primeiros, mas é claro que o Estado preguiçoso e inimaginativo vai pela última.
IV – O João Cravinho queria claro “give something for nothing” e lembrou-se deste modelo. Fui contra desde o início. É um sistema perverso e que mostra bem o modo de pensar que o André Azevedo Alves estuda em detalhe na “Public Choice”. Sei que na altura eu não blogava, mas se o fizesse teria certamente escrito muito mal da iniciativa. No fundo, é como o conflito no Iraque: os Americanos nunca deviam ter ido, pois só podia correr mal.
V – O João Miranda não pode estar a falar a sério quando acha que eu seria a favor deste modelo. Ou quando afirma que acredita que eu, tal como Cravinho, acredito que as “SCUT seriam pagas pela actividade económica que gerariam”. Como afirmei em 1-I isso é um disparate e o João não pode estar a falar a sério quando faz essa comparação. Ou não me conhece tão bem como pensa, ou está a meter-se comigo, ou está a ser demasiado zelota na defesa de quem lhe paga. Continue a ler “Maquiavel, liberal ou pragmático”

por decreto

“Notícia nº 1: Recentemente, António José Seguro propôs a criação de um limite para a taxa de desemprego nos países da União Europeia (…) Notícia nº 2: Recentemente, a investigadora Raquel Varela defendeu que “a ideia do Governo é acabar com todo o direito ao trabalho”. (…) O que Seguro e Varela têm em comum é a ideia – ou a ilusão – da política económica “por decreto”. É verdade que na expressão “mercado de trabalho” a palavra mais importante é “trabalho”. No entanto, não nos podemos esquecer da palavra “mercado”. (…) Conta-se que um secretário de Estado, de visita a uma exploração agrícola, ouviu a queixa de que “os preços estão muito baixos, nem dá para cobrir as despesas”. “É a lei da oferta e da procura”, respondeu o político. “Então o sr. dr. veja lá se consegue revogar essa lei”, implorava o agricultor. A tragédia é que isto é mais do que uma anedota: não faltam políticos e “especialistas” convictos da possibilidade de revogar o mecanismo da oferta e da procura, como se tudo, incluindo a quadratura do círculo, fosse conseguido por fiat.”, Luís Cabral, em “Economia por decreto”, no Expresso desta semana.

As Dúvidas Da Troika Que o Governo Parece Querer Converter em Certezas

Pelos vistos, a Troika saíu esta semana de Portugal com dúvidas que o governo consiga cumprir o anunciado plano de redução na despesa do Estado.

Diz a notícia que “a troika viu com maus olhos a negociação de Nuno Crato com os sindicatos dos professores e considera que o ministro da Educação cedeu às reivindicações dos docentes. Esta situação pode revelar a outras áreas da administração pública que as contestações e as greves podem compensar. Ou seja, que o Governo não tem força política para fazer os cortes previstos e já anunciados. A troika duvida da vontade e da capacidade do Executivo para executar os 4,7 mil milhões de euros de cortes na despesa pública.”

A Alimentação não pode ser um negócio

A/C Seguro e amigos da Terra da Demagogia, Louçãnettes, Comunocassetes, Motas Soares e camaradas e cheerleaders do Governo, etc:

La alimentación no puede ser negocio:

El líder del trasnochado socialismo español, Alfredo Pérez Rubalcaba, .. antes que decir algo sensato, prefiere dar rienda suelta a su habilidad para las frases bonitas. La última que ha lanzado este famoso químico español ha sido: “La salud no puede ser negocio“. Desde luego, en un primer momento suena bien .. El problema es que, en la vida real, se trata de una soberana estupidez. Una frase hueca y ridícula, tras la cual sólo existe el vacío intelectual y la falta de propuestas serias.

Parece censurar con ello cualquier iniciativa privada que pretenda ofertar servicios sanitarios a cambio de dinero. Como si los servicios públicos sanitarios fueran gratis. La sanidad de calidad cuesta dinero, mucho dinero .. Es decir, se trata de uno de los servicios que necesitan de más recursos económicos y, sin embargo, su gestión la hemos puesto hasta ahora en manos casi exclusivas de lo público. Craso error.

Puestos a decir frases lapidarias ridículas, imagino que dentro de poco podríamos escuchar: “La alimentación no puede ser negocio“; y que acto seguido se expropiara Campofrío, Cuétara, Navidul, Telepizza, Cinco Jotas, Puleva o Ybarra. Si a Rubalcaba le parece mal que empresas privadas ganen dinero con la salud de los ciudadanos, imagino que también le parecerá un escarnio que haya empresas que obtienen pingües beneficios por ofrecer productos que calman nuestra necesidad básica de alimentarnos.

Seguimos siendo, en ocasiones, un país de pandereta, en el cual siguen produciendo urticaria conceptos como negocio, beneficio, capital, propiedad, privado o enriquecimiento. El hecho de que ofrecer un producto o servicio sea negocio es realmente estupendo, porque eso significa que será sostenible en el tiempo, que generará empleo, pagará impuestos y ofrecerá beneficios, lo cual será bueno para todos, porque esos beneficios se dedicarán a consumo, a reinversión o a ahorro, y las tres posibilidades son positivas para toda la sociedad.

Crony capitalism made in Brazil

Na Folha de S. Paulo:

Governo e dono da Azul querem TAP e JetBlue

BNDES e empresário se unem para a criação de uma gigante da aviação

MARIANA BARBOSA JULIO WIZIACKDE SÃO PAULO

O empresário David Neeleman, dono da Azul, está criando um fundo de investimento destinado à compra da companhia aérea portuguesa TAP e da americana JetBlue, que ele fundou.

A ideia, no futuro, é integrar as três empresas, formando uma superaérea nacional com rotas para Europa, África e EUA.

Por razões estratégicas, o governo federal decidiu participar do negócio como sócio via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Folha apurou que o banco deverá ter cerca de 20% de participação no fundo, investindo inicialmente US$ 600 milhões. Os fundos privados que hoje são acionistas da Azul também devem entrar no negócio liderado por Neeleman. O empresário entrará com recursos próprios, adquirindo 5% de participação.

O investimento total será inicialmente de US$ 3,2 bilhões, valor que deve dobrar.

Os recursos serão usados na compra da TAP e da JetBlue. A companhia portuguesa deverá custar US$ 1,5 bilhão (valor da dívida).