Um Submarino Tão Avançado Que Só Submerge

SubmarinoMais um exemplo de má despesa pública. A Espanha decidiu gastar 2,2 mil milhões de euros dos contribuintes num programa de desenvolvimento e construção de quatro submarinos  pelos estaleiros públicos Navantia. O programa, designado de S-80, foi anunciado com o ambicioso propósito de “criar o submarino mais moderno do mundo“. Creio que um político iluminado qualquer espanhol deve ter achado que era um programa ‘estratégico’ (esta palavra serve para justificar qualquer coisa), com efeito multiplicador, gerador de crescimento e emprego, e que levantaria a moral da nação. É que não bastava comprar submarinos a uma empresa existente que já possuisse experiência e know-how na construção de submarinos. Havia que, patrioticamente, desenvolver e construir os submarinos em Espanha.

Porém, após terem gasto 530 milhões de euros, os engenheiros chegaram à conclusão que o primeiro dos quatro submarinos, o Isaac Peral S-81, tem peso a mais, e uma vez no mar, o submarino se afundaria até bater no chão do oceano.

A solução agora passa por reduzir o seu peso ou aumentar o seu tamanho (cada novo metro custará 7,5 milhões de euros), o que implica um atraso na entrega entre 12 a 24 meses. É enviar a conta para o contribuinte se faz favor.

12 pensamentos sobre “Um Submarino Tão Avançado Que Só Submerge

  1. Observador

    Penso que se pode inferir da noticia que nuestros hermanos são umas bestas. Ao contrário, e isso não foi escrito, nós, quer dizer a rapaziada que negociou em todos os sentidos, a compra dos dois submarinos à Alemanha. é que foram e são espertos. Só mais um pormenor. O submarino espanhor vai ao fundo. Os nossos nem navegam porque não há pilim para a “gasosa”. Estão amarrados ao cais. Pode ser que um dia ainda valham alguma coisa para os nossos queridos amigos alemães, quando se fizeram as contas.

  2. rmg

    Observador

    Isto de cada vez que se lê uma notícia qualquer sobre algo que correu mal noutro país ser preciso vir dizer que cá ainda é pior,
    fazendo comparações sem sentido como é o caso , é mesmo doentio .
    Chamo a isto “conversa de velhos” mesmo quando vem de alguém com 20 anos .
    Por estas e por outras é que , de facto , por cá ainda é pior : porque aqui a malta “tudo diz” para que o seja .
    Não digo “tudo faz” porque esta mesma malta não faz nada de nada , só diz (e sempre mal ).

  3. Observador

    Mas será que a negociata dos nossos submarinos foi mesmo boa? Para quem? Pelo menos para os alemães terá sido. Por cá não sei se foi bom para alguém. Talvez, quem sabe. E estão parados porquê? E isto é dizer mal?

  4. rmg

    Observador

    Estamos a falar da negociata dos nossos submarinos ? Não .
    Estamos a falar se foi boa ou deixou de o ser para alguém ? Não .
    Estamos a falar do facto de estarem estúpidamente parados ? Não .

    Se quer que lhe diga acho um disparate sem tamanho a compra do raio dos submarinos .
    Mas não é disso que fala o post de João Cortez .
    E não é sobre o post do João Cortez que V. disserta .

    Ora o que o post do João Cortez diz é que – e aqui é a minha leitura – os espanhóis resolveram inventar a roda .
    E a conclusão que eu tiro é que , a roda estando inventada , não parece ter sido nada esperto da parte deles .
    Porque é que João Cortez havia de escrever o que lhe vai na sua cabeça e motivou o seu “Ao contrário, e isso
    não foi escrito …” e por aí fora se ele estava a contar outra história ?

    Outra questão é o que V. diz no seu comentário das 00.54 , mais ponderado .
    E aí até tem razão .

    Uma boa noite para si

  5. Jose

    Isto é típico dos Espanhóis, têm a mania que são os maiores quando são vulgares. Por outro lado, foi mais uma forma de desviar verbas públicas para empresas de ‘amigos’.

  6. jhb

    “têm a mania que são os maiores quando são vulgares.”
    O verdadeiro sinal da grandeza de um povo!

    Entao diga lá um povo que nao seja vulgar? Os Klingon, talvez? ou os Vulcanos, com as suas orelhas espetadas pouco vulgares?

  7. Jose

    jhb, uma coisa é ser vulgar e aceitá-lo, outra é andar a armar-se que têm a melhor polícia, as melhores escolas, o melhor futebol, o melhor vinho, que vão construir os melhores submarinos, os melhores comboios, enfim, que são os maiores, e afinal não são melhores do que ninguém. Quanto a esses povos que refere não conheço.

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