16 pensamentos sobre “No Reino Unido É Preciso Ter Cuidado Com o Que Se Escreve Nas Redes Sociais”
João Cortez,
No Reino Unido ou em qualquer outra parte do mundo civilizado. Comentários racistas ou que incitem ao ódio ou à violência deviam ter o mesmo destino. Infelizmente em Portugal estamos mal habituados. Basta olhar para as caixas de comentários de alguns jornais, ou blogs, para ver o extremo a que se chegou.
O problema é distinguir entre liberdade de expressão e incitamento á violência.
Se eu disser
” O Islão é perigoso e devia ser contido. Principalmente por ser uma cultura de violência retrógrada. Baseada no facto de estes alegaram que além de existir deus eles tem o livro com a última palavra dele e que matar pessoas em seu nome é legitimo e mais do que isso irá abrir-lhes a porta do paraíso” Será que classificas este comentário como racista?
Seá que uma religião que baixou recentemente a idade do casamento consensual para 9 anos de idade merece qualquer tipo de respeito? ou merece o mais profundo desprezo e e desdém na praça pública?
Gozar e ridicularizar a religião é das coisas mais essenciais…um dos começos da emancipação humana é a abilidade de nos rirmos da autoridade, principalmente da religiosa. Reivindico a liberdade de gozar com os amigos imaginários dos religiosos e de insultar os seus dogmas que alegam que conhecer coisas que não é possível conhecer.
A religião envenena tudo. Todas as religiões.
A liberdade de expressão é um direito fundamental, ABSOLUTO. Ou então deixa automaticamente de o ser.
No Reino Unido, e para desgosto de Nigel Farage (que na sua autobiografia refere igualmente considerar a liberdade de expressão como necessariamente absoluta), aquilo a que se assiste é a um ataque sem quartel a uma das mais básicas liberdades.
O Reino Unido está-se a tornar num país de eunucos.
Quando passa a haver quem decide (como? com que critérios? onde se estabelece o limite?) o que é ou não é passível de ser escrito já se está no caminho da servidão.
É isso mggomes.
Sim – um dos principais problemas é alguém ter que decidir sobre o que é ofensivo e o que não é. A este propósito, ver o vídeo do Rowan Atkison, “feel free to insult me”: http://www.youtube.com/watch?v=gciegyiLYtY
Eu seja, se eu visitar o perfil do mggomes e o insultar a si, à sua religião, etnia, ou o que seja, não há qualquer problema pois só estou a utilizar a minha liberdade de expressão absoluta. Isso é um grande disparate. Não existe nenhum direito absoluto. Nesse caso, eu poderia usar e abusar da minha absoluta liberdade de expressão para o levar ao desespero. Até os casos de bullying são um grande exemplo da absoluta liberdade de expressão.
É claro que é um problema ter alguém a decidir o que é ofensivo do que não é, mas existem limites para o tolerável. O direito é baseado na moral.
paam,
Considero esse um muito pequeno preço a pagar por esse direito tão fundamental.
Acho muito, mas muito mais preocupante ter de me remeter ao silêncio por medo de represálias. E essa é a situação flagrantemente real no Reino Unido (mas não só!).
Ao admitir-se a existência de uma linha de fronteira entre a liberdade e a repressão, ter-se-á de admitir que essa linha se poderá mover.
E todos sabemos em que direcção ela se move.
Falar-se em liberdade de expressão em sítios ditos livres começa a ser isso mesmo: uma liberdade de expressão.
E isso eu acho genuinamente assustador!
mggomes,
A sua liberdade de expressão acaba onde a minha liberdade começa. Ou não somos livres para levar uma vida sem ter de ser insultado, injuriado, ameaçado, discriminado, sem motivo para tal, só porque alguém se diz ter o direito à liberdade de expressão absoluta?
Isso quer dizer que grupos de extrema direita podem estar na via publica a insultar todas as pessoas de outras etnias? Ou que um clérigo muçulmano possa apelar à morte de cristãos? Duvido muito que o mggomes tolerasse isso. No entanto censura o facto de as autoridades britânicas terem feito algo. Isso é que eu não compreendo.
paam (1),
“Comentários racistas ou que incitem ao ódio ou à violência deviam ter o mesmo destino. Infelizmente em Portugal estamos mal habituados.”
Suponho que se esteja a referir a quem, em blogs e redes sociais, apela à violência contra as instituições para derrubar o Governo. Está a pensar em alguém em particular?
paam,
Desde que não passem a actos de violência concretos, tanto os grupos de extrema direita como o clérigo muçulmano deverão poder fazê-lo livremente.
Por muito que abomine semelhantes criaturas.
Caso contrário, teremos de nos confrontar com a terrível tarefa de definir o que é insulto.
E esses são caminhos demasiado sinuosos, que não devem ser percorridos.
Por aí sim, facilmente se entra pelo caminho da intimidação, do bullying, da perseguição, da tentativa de criminalização de opinião.
O caso Ezra Levant, as caricaturas de Maomé, as experiências de Oriana Fallaci, Mark Steyn, Ayaan Hirsi Ali, Geert Wilders dever-nos-iam servir de alerta.
E meter medo. Muito medo.
Joaquim Amado Lopes, não me referia a ninguém em particular.
mggomes, aqui está o seu erro “Desde que não passem a actos de violência concretos,…”. Há mais formas de violência que a física. A violência psicológica pode fazer mais dano do que a agressão física e pode ser o prelúdio para a segunda.
Imagine se a EDL( The English Defence League) decide usar do seu direito de liberdade de expressão absoluta e coloca-se em frente a uma mesquita, durante uma das orações, a insultar muçulmanos e, no interior da mesquita, um clérigo muçulmano decide pregar a morte dos blasfemos e cristãos. Está a imaginar o desfecho? Certamente que gostaria de ver esta situação extrema evitada.
no reino unido a liberdade expressão permite aos muçulmanos expressarem incontinência verbal e ódio aos infiéis na rua, nos media, na BBC ( como o recente assassino do soldado) e nessa altura os media e as autoridades estão a demonstrar a liberdade de expressão permitida aos muçulmanos lideres e porta vozes da comunidade islamica. Quando os mesmos, uns tempos depois levam à prática o discurso anteriormente ensaiado nos media e matam alguém à facada ou à bomba, já não são muçulmanos nem representam o islão. Vão dar banho ao cão…ao cão não, que é considerado impuro pelo islão.
paam,
O enorme problema é que para prevenir casos obviamente extremos como o que apresenta, se cai facilmente no exagero oposto. Já lá estamos aliás,
E isso admira-me que não cause um profundo incómodo num liberal.
A coarctação da liberdade de expressão sob vários pretextos poderá ser usada – e tem-no sido! – para restringir aquilo que é “aceitável” ou “politicamente correcto”.
Sempre, obviamente, com a melhor das intenções.
Para o nosso bem, claro.
Brrr… Muito, muito medo!
Outro exemplo, muito mais prosaico: o Porquinho Mealheiro.
Praticamente banido do Reino Unido. E não por uma questão de redução das poupanças: ofende os muçulmanos.
São estes os limites que já deixámos ser ultrapassados.
Se deixarmos que nos determinem a liberdade de expressão, ficaremos sem nada,
Mas, claro está, não ofenderemos ninguém!
@paam #8
«(…) grupos de extrema direita podem estar na via publica a insultar todas as pessoas de outras etnias? Ou que um clérigo muçulmano possa apelar à morte de cristãos?»
Sim e não, respectivamente.
Insultar e incitar à violência são coisas bem diferentes: a primeira não devia ser crime (a menos que se possa enquadrar como caso de difamação, ofensa à imagem e ao bom nome); a segunda é e deve ser crime.
Se ensaiarmos uma reformulação da sua frase, vai dar ao mesmo: «grupos de extrema-esquerda podem estar na via publica a insultar todas as pessoas que têm opinião distinta? Ou que um clérigo cristão possa apelar à morte de bahai?» Sim e não, respectivamente.
@mmgomes #10
O incitamento à violência é, pelo menos, cumplicidade em actos violentos decorrentes ou apenas consequentes. Mesmo que os actos não se consumem, o incitamento à violência é um modo de agressão na forma tentada (digo eu, que não sou jurista).
Coisa diferente, que não consigo perceber o que seja, é a que vejo designar por «incitamento ao ódio».
Se alguém disser que «os judeus são filhos de macacos e de porcos» (cf. Alcorão 5:60, frase amplamente usada por muçulmanos, cf. o actual presidente do Egipto: http://www.theatlantic.com/international/archive/2013/01/egyptian-president-calls-jews-sons-of-apes-and-pigs-world-yawns/267131/), diz uma coisa abjecta, que contribui para a desumanização do outro (e sabe-se onde é que isso vai parar), mas não deve ser crime.
Se alguém disser «quando vos enfrentardes com os incrédulos, golpeai-lhes os pescoços, até que os tenhais dominado» (Alcorão 4:74), injunção obedecida quer em forma de profanação de cadáver, quer em forma de homicídio (http://www.livingscoop.com/watch.php?v=MzQz), não vejo como pode não ser crime.
João Cortez,
No Reino Unido ou em qualquer outra parte do mundo civilizado. Comentários racistas ou que incitem ao ódio ou à violência deviam ter o mesmo destino. Infelizmente em Portugal estamos mal habituados. Basta olhar para as caixas de comentários de alguns jornais, ou blogs, para ver o extremo a que se chegou.
O problema é distinguir entre liberdade de expressão e incitamento á violência.
Se eu disser
” O Islão é perigoso e devia ser contido. Principalmente por ser uma cultura de violência retrógrada. Baseada no facto de estes alegaram que além de existir deus eles tem o livro com a última palavra dele e que matar pessoas em seu nome é legitimo e mais do que isso irá abrir-lhes a porta do paraíso” Será que classificas este comentário como racista?
Seá que uma religião que baixou recentemente a idade do casamento consensual para 9 anos de idade merece qualquer tipo de respeito? ou merece o mais profundo desprezo e e desdém na praça pública?
Gozar e ridicularizar a religião é das coisas mais essenciais…um dos começos da emancipação humana é a abilidade de nos rirmos da autoridade, principalmente da religiosa. Reivindico a liberdade de gozar com os amigos imaginários dos religiosos e de insultar os seus dogmas que alegam que conhecer coisas que não é possível conhecer.
A religião envenena tudo. Todas as religiões.
A liberdade de expressão é um direito fundamental, ABSOLUTO. Ou então deixa automaticamente de o ser.
No Reino Unido, e para desgosto de Nigel Farage (que na sua autobiografia refere igualmente considerar a liberdade de expressão como necessariamente absoluta), aquilo a que se assiste é a um ataque sem quartel a uma das mais básicas liberdades.
O Reino Unido está-se a tornar num país de eunucos.
Quando passa a haver quem decide (como? com que critérios? onde se estabelece o limite?) o que é ou não é passível de ser escrito já se está no caminho da servidão.
É isso mggomes.
Sim – um dos principais problemas é alguém ter que decidir sobre o que é ofensivo e o que não é. A este propósito, ver o vídeo do Rowan Atkison, “feel free to insult me”: http://www.youtube.com/watch?v=gciegyiLYtY
Eu seja, se eu visitar o perfil do mggomes e o insultar a si, à sua religião, etnia, ou o que seja, não há qualquer problema pois só estou a utilizar a minha liberdade de expressão absoluta. Isso é um grande disparate. Não existe nenhum direito absoluto. Nesse caso, eu poderia usar e abusar da minha absoluta liberdade de expressão para o levar ao desespero. Até os casos de bullying são um grande exemplo da absoluta liberdade de expressão.
É claro que é um problema ter alguém a decidir o que é ofensivo do que não é, mas existem limites para o tolerável. O direito é baseado na moral.
paam,
Considero esse um muito pequeno preço a pagar por esse direito tão fundamental.
Acho muito, mas muito mais preocupante ter de me remeter ao silêncio por medo de represálias. E essa é a situação flagrantemente real no Reino Unido (mas não só!).
Ao admitir-se a existência de uma linha de fronteira entre a liberdade e a repressão, ter-se-á de admitir que essa linha se poderá mover.
E todos sabemos em que direcção ela se move.
Falar-se em liberdade de expressão em sítios ditos livres começa a ser isso mesmo: uma liberdade de expressão.
E isso eu acho genuinamente assustador!
mggomes,
A sua liberdade de expressão acaba onde a minha liberdade começa. Ou não somos livres para levar uma vida sem ter de ser insultado, injuriado, ameaçado, discriminado, sem motivo para tal, só porque alguém se diz ter o direito à liberdade de expressão absoluta?
Isso quer dizer que grupos de extrema direita podem estar na via publica a insultar todas as pessoas de outras etnias? Ou que um clérigo muçulmano possa apelar à morte de cristãos? Duvido muito que o mggomes tolerasse isso. No entanto censura o facto de as autoridades britânicas terem feito algo. Isso é que eu não compreendo.
paam (1),
“Comentários racistas ou que incitem ao ódio ou à violência deviam ter o mesmo destino. Infelizmente em Portugal estamos mal habituados.”
Suponho que se esteja a referir a quem, em blogs e redes sociais, apela à violência contra as instituições para derrubar o Governo. Está a pensar em alguém em particular?
paam,
Desde que não passem a actos de violência concretos, tanto os grupos de extrema direita como o clérigo muçulmano deverão poder fazê-lo livremente.
Por muito que abomine semelhantes criaturas.
Caso contrário, teremos de nos confrontar com a terrível tarefa de definir o que é insulto.
E esses são caminhos demasiado sinuosos, que não devem ser percorridos.
Por aí sim, facilmente se entra pelo caminho da intimidação, do bullying, da perseguição, da tentativa de criminalização de opinião.
O caso Ezra Levant, as caricaturas de Maomé, as experiências de Oriana Fallaci, Mark Steyn, Ayaan Hirsi Ali, Geert Wilders dever-nos-iam servir de alerta.
E meter medo. Muito medo.
Joaquim Amado Lopes, não me referia a ninguém em particular.
mggomes, aqui está o seu erro “Desde que não passem a actos de violência concretos,…”. Há mais formas de violência que a física. A violência psicológica pode fazer mais dano do que a agressão física e pode ser o prelúdio para a segunda.
Imagine se a EDL( The English Defence League) decide usar do seu direito de liberdade de expressão absoluta e coloca-se em frente a uma mesquita, durante uma das orações, a insultar muçulmanos e, no interior da mesquita, um clérigo muçulmano decide pregar a morte dos blasfemos e cristãos. Está a imaginar o desfecho? Certamente que gostaria de ver esta situação extrema evitada.
no reino unido a liberdade expressão permite aos muçulmanos expressarem incontinência verbal e ódio aos infiéis na rua, nos media, na BBC ( como o recente assassino do soldado) e nessa altura os media e as autoridades estão a demonstrar a liberdade de expressão permitida aos muçulmanos lideres e porta vozes da comunidade islamica. Quando os mesmos, uns tempos depois levam à prática o discurso anteriormente ensaiado nos media e matam alguém à facada ou à bomba, já não são muçulmanos nem representam o islão. Vão dar banho ao cão…ao cão não, que é considerado impuro pelo islão.
paam,
O enorme problema é que para prevenir casos obviamente extremos como o que apresenta, se cai facilmente no exagero oposto. Já lá estamos aliás,
E isso admira-me que não cause um profundo incómodo num liberal.
A coarctação da liberdade de expressão sob vários pretextos poderá ser usada – e tem-no sido! – para restringir aquilo que é “aceitável” ou “politicamente correcto”.
Sempre, obviamente, com a melhor das intenções.
Para o nosso bem, claro.
Brrr… Muito, muito medo!
Outro exemplo, muito mais prosaico: o Porquinho Mealheiro.
Praticamente banido do Reino Unido. E não por uma questão de redução das poupanças: ofende os muçulmanos.
São estes os limites que já deixámos ser ultrapassados.
Se deixarmos que nos determinem a liberdade de expressão, ficaremos sem nada,
Mas, claro está, não ofenderemos ninguém!
@paam #8
«(…) grupos de extrema direita podem estar na via publica a insultar todas as pessoas de outras etnias? Ou que um clérigo muçulmano possa apelar à morte de cristãos?»
Sim e não, respectivamente.
Insultar e incitar à violência são coisas bem diferentes: a primeira não devia ser crime (a menos que se possa enquadrar como caso de difamação, ofensa à imagem e ao bom nome); a segunda é e deve ser crime.
Se ensaiarmos uma reformulação da sua frase, vai dar ao mesmo: «grupos de extrema-esquerda podem estar na via publica a insultar todas as pessoas que têm opinião distinta? Ou que um clérigo cristão possa apelar à morte de bahai?» Sim e não, respectivamente.
@mmgomes #10
O incitamento à violência é, pelo menos, cumplicidade em actos violentos decorrentes ou apenas consequentes. Mesmo que os actos não se consumem, o incitamento à violência é um modo de agressão na forma tentada (digo eu, que não sou jurista).
Coisa diferente, que não consigo perceber o que seja, é a que vejo designar por «incitamento ao ódio».
Se alguém disser que «os judeus são filhos de macacos e de porcos» (cf. Alcorão 5:60, frase amplamente usada por muçulmanos, cf. o actual presidente do Egipto: http://www.theatlantic.com/international/archive/2013/01/egyptian-president-calls-jews-sons-of-apes-and-pigs-world-yawns/267131/), diz uma coisa abjecta, que contribui para a desumanização do outro (e sabe-se onde é que isso vai parar), mas não deve ser crime.
Se alguém disser «quando vos enfrentardes com os incrédulos, golpeai-lhes os pescoços, até que os tenhais dominado» (Alcorão 4:74), injunção obedecida quer em forma de profanação de cadáver, quer em forma de homicídio (http://www.livingscoop.com/watch.php?v=MzQz), não vejo como pode não ser crime.