O Insurgente

A blogosfera também dá para rir de vez em quando…

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Há coisas que acontecem a quem escreve na blogosfera que realmente são engraçadas. Reparem nesta combinação:

  1. Este blogger começa logo pelo insulto fácil no título: só para mostra logo ao que vem chama-me de “ranhoso”, uma palavra sem qualquer significado concreto que não o associado ao ranho. Conteúdo zero, portanto.
  2. Logo na 1ª frase acusa-me de ser um iliterato, ou seja, de ser uma “pessoa que tem grandes dificuldades na leitura e escrita”. Isto enquanto prova que ele próprio é um iliterato enganando-se no meu nome (que ou não leu ou não soube escrever) chamando-me “Ricardo Guimarães”.
  3. Fala depois do Krugman, acusando-me de eu implicar “causalidade” quando Krugman só fala em “correlação”. Isto quando eu apenas digo que, e cito-me, “Krugman admite que ter acima de 90% de dívida é negativo para o crescimento económico de um país!”. Ou seja, falo em correlação negativa e não em direcção de causalidade – Krugman ao usar a expressão “countries with debt over 90 percent of GDP tend to have slower growth than countries with debt below 90 percent of GDP” até usa uma expressão bem mais associada a causalidade (“tend to have “) do que eu, que só uso a expressão “é negativo”. Semânticas. Seja como for, eu nunca usei a expressão “causa” ou algum dos seus sinónimos, pois sou demasiado experiente para isso.
  4. O blogger que não sabe ler (ou escrever) o meu nome a seguir escreve “um pais com divida de 90% tende a ter um crescimento inferior do que um pais com duvida (sic) de 80%, tal como um pais com divida de 80% tende a ter um crescimento inferior do que um pais com dívida de 70%” o que, para quem leu o artigo, é falso. Mas vindo dele já me deixa feliz que pense assim. Podia era usar acentos para distinguir o verbo (divida, duvida) do substantivo (dívida, dúvida).
  5. Por fim, repete-se e afirma com pompa: É suposto ser coisa trivial, mas a ranhosice do iliterato não conhece limites: “Krugman admite que Dívida acima de 90% prejudica o crescimento!””. É uma frase que me deixa cheio de orgulho. Atingi alguma coisa naquele ser. Provoquei uma reacção. No ponto anterior constatei que abalei a sua fé na correlação entre o estímulo (e a respectiva dívida) no crescimento. Agora constato que isso o irritou e o levou a ser forte sobre o assunto. Ignoro o seu nível de má-educação e se este é já um limite dele ou se ainda é possível ele descer mais baixo. Se este for o limite da má-educação dele, fico satisfeito que se tenha passado e espero que agora a ultrapasse e comece realmente a pensar sobre tudo isto. Se ainda pode descer mais fundo, espero que desça, que deite tudo cá para fora (no blog dele, não aqui) e que me chame do pior que consiga – fazia-lhe bem e podia ser que depois começasse a ler as coisas com atenção e a pensar no que lê e, já agora, no que escreve. A blogosfera e quiçá o país agradeceriam.
  6. Já agora, podia também assumir a sua identidade. Mas o mais provável é ter vergonha do que escreve, o que se compreende.

A blogosfera é de facto um espaço plural e cheio das figuras mais divertidas. Aconselho a todos os comentadores que aproveitem este artigo para deixar nos comentários outros exemplos de trolls estúpidos que tenham lido no passado e que achem que mereçam uma boa risada. De vez em quando faz bem, só para descomprimir.

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