Mais uma etapa no processo de default selectivo em curso

Um outro sector da economia e da sociedade portuguesa que não logrou estar no grupo selecto e privilegiado dos interesses que o nosso governo se encontra mandatado para proteger:

O Ministério da Saúde está à espera de conseguir um acordo com a indústria farmacêutica para a redução da despesa com medicamentos, para só depois libertar os 432 milhões de euros para pagamento de dívidas a fornecedores do Serviço Nacional de Saúde, a maior parte empresas farmacêuticas. Por outras palavras, enquanto a Apifarma (associação que representa a indústria) não aceitar fechar o acordo que compromete as farmacêuticas com uma poupança de 333 milhões na despesa com medicamentos este ano, não há lugar ao pagamento de dívidas.

Diário Económico (via Portugal Contemporâneo)

Enquanto isso, prossegue a consolidação e a exploração de uma política centralizada de preços regulados dos medicamentos, iniciada pelo governo anterior e abraçada pelo actual, com as consequências óbvias à vista.

6 pensamentos sobre “Mais uma etapa no processo de default selectivo em curso

  1. Luís Lavoura

    Qualquer grande fornecedor privado de serviços de saúde também tem “uma políica centralizada de preços regulados dos medicamentos”. Aliás, tal política é muito favorável para os consumidores finais dos ditos medicamentos. Os medicamentos fornecidos em qualquer hospital privado são sempre muito mais baratos do que se estivessem em venda livre ao consumidor final.

  2. Esta baixa administrativa dos PVP cria verdadeiras situações de arbitragem entre o Sul e o Norte da Europa: o diferencial de preços chega a ser de mais de 300%. Com hipóteses de negócio destas, os intermediários pensam: para quê abastecer o mercado nacional?
    Por outro lado, uma multinacional pensará: para quê alocar uma percentagem da minha capacidade produtiva ao mercado português se a proporção nos lucros líquidos é inferior à proporção no total de embalagens vendidas?
    Qualquer dia, os princípios activos disponíveis no nosso mercado serão apenas aqueles que perderam a patente quando ainda os dinossauros passeavam pela Terra…

  3. Ricardo Monteiro

    Afinal quem tem dívidas até tem algum poder. Paulo Macedo é um dos melhores ministros, se não o melhor, que Portugal já teve.

  4. Pingback: Doutrina Maduro em acção | O Insurgente

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