Agora sff é não enterrar a cabeça na areia e não deixar a adoção por casais do mesmo sexo entregue aos fanáticos da coisa

Está aprovada a possibilidade de adoção pelo conjuge de mãe/pai de uma criança já adotada individualmente por um deles para casais do mesmo sexo e a mim parece-me isto de evidente bom senso, afinal as crianças a co-adotar já vivem e já criam laços com futura mãe/pai.

Segue-se evidentemente a adoção (chamemos-lhe simultânea) por casais do mesmo sexo e, como esta questão requer cuidados, seria muito aconselhável a gente moderada de todos os partidos não deixar essa legislação entregue a Isabeis Moreiras e outros fanáticos da causa gay e lésbica, que estão evidentemente mais interessados em apontar o dedo acusatório, chamar homofóbicos a quem os ousa questionar (nem é necessária uma discordância aberta), marcar pontos políticos, e um largo etc. do que proteger os interesses das crianças institucionalizadas com possibilidade de adoção. (Ouvi há umas horas no rádio parte do discurso de Isabel Moreira e não se suporta o tom revanchista e self-righteous da senhora, que percebe tanto de crianças como eu da produção de ananáses.)

Não é indiferente para uma criança crescer com um pai e uma mãe ou crescer com dois pais e duas mães, não é sequer indiferente para uma criança crescer com duas mães ou crescer com dois pais. Os que juram a pés juntos que essa categoria que são ‘os estudos’ mostram que não há diferenças entre ser educado por pai e mãe ou por dois pais ou duas mães, mentem. (Já escrevi sobre este assunto dos estudos no Cachimbo e não vale a pena repetir-me).

Como de facto não há pior destino para uma criança do que crescer institucionalizada – e apesar das crianças institucionalizadas não votarem e correrem o risco de ninguém lhes ensinar por que é importante ir votar quando se tem idade – pede-se aos senhores deputados à AR que sejam crescidinhos. E legislem de forma a garantir às crianças que têm a possibilidade de ser adotadas que o sejam preferencialmente por casais de mãe e pai, depois disso por casais de lésbicas e, só por fim, por casais de gays. Não me apetece ter uma legislação que vá sobretudo servir para que os fanáticos da causa promovam gritaria pública de  cada vez que uma criança é entregue a um casal de mãe e pai em vez de a um casal de pessoas do mesmo sexo. Que é o que sucederá se a gente moderada deixar ficar o assunto com os fanáticos.

26 pensamentos sobre “Agora sff é não enterrar a cabeça na areia e não deixar a adoção por casais do mesmo sexo entregue aos fanáticos da coisa

  1. Rúben Lopes

    O marxismo cultural continua a fazer daquilo que devia fazer parte do mundo privado das pessoas (casamento e adopção), como uma arma política.

  2. jhb

    Se é do mundo privado, porquê tanto escândalo com o casamento homossexual? E com a adopção? Que eu saiba o Estado não obriga ninguém a casar-se nem a adoptar crianças…

  3. migspalexpl

    Gostava de ver esclarecida esta questão:

    Imaginemos duas situações:

    A) Um indivíduo homossexual solteiro adopta uma criança. Depois casa-se com o namorado de longa data e este co-adopta a criança.

    B) Um individuo homossexual casa-se com namorado de longa data. Depois do casamento estes dois indivíduos adoptam uma criança.

    Qual a diferença, para a criança que é adoptada, entre a situação A) e B) ? Porque é que a situação B) “requer cuidados” especiais, que a situação A) dispensa?

    Se a situação A) é legal, porque razão há-de ser a situação B) ilegal? O facto da situação B) ser ilegal só vai fazer com que o casal homossexual adie o casamento, para depois da adopção.

    Beijinhos e abraços promíscuos.

  4. povão

    Como é possível esta tragédia ter sido aprovada por 99 deputedos contra 94 , tendo os restantes 23 ficado em casa !!! Como é possível este despudor de se considerarem representantes de um Povo ? É com este mal cheiroso PS que temos o País que temos …
    Deu agora a TV uma reportagem : 2 gays , medico e jornalista , adoptaram um rapaz que na Escola diz que tem dois pais !!! Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és .Neto de avô gago é gago . É a natureza . Bin Laden tinha razão ? Estamos perante a exponencial gay !!! E que responde ele quando for adulto ? Se ele queria ser gay ? Neste caso até não é de nascença … nem “doença contagiosa” .
    P.S
    Qual é a diferença entre um gay ir a uma loja de um Centro Comercial comprar um cachorro , ou ir à Misericórdia adoptar um rapaz – contra natura -não existe afecto de pai , e muito menos de mãe !!! nem tem a dignidade de um afecto canino !!!

  5. Joaquim Amado Lopes

    Um casal muito próximo de mim está a tentar adoptar uma criança já há vários anos. Estão ambos empregados com situação financeira estável, já têm um filho e casa própria. Nenhum deles alguma vez teve problema com a justiça.
    Não há muito tempo, foram chamados para uma reunião que visava apenas confirmar que continuavam interessados na adopção visto que a lista de espera para adoptar (lista de casais, não de crianças em condições de serem adoptadas) é muito longa e só se prevê que possa chegar a vez deste casal dentro de mais alguns anos.

    Estou curioso para ver quando será concretizada a primeira adopção de um criança por um casal de homossexuais.

  6. Jónatas

    O paradoxo liberal: desregule-se tudo o que tenha a ver com a economia porque acreditamos que o Homem faz sempre pelo melhor mas regule-se a sociedade porque não acreditamos que o Homem faça sempre pelo melhor.

  7. LDR

    A posta até corria bem até à frase: “adotadas que o sejam preferencialmente por casais de mãe e pai, depois disso por casais de lésbicas e, só por fim, por casais de gays.” Sugiro que explique porquê.

  8. Surprese

    7. Jónatas – está engando, esses que refere são os Conservadores (CDS e uma ala do PSD).

    Se notar, Passos Coelho deu liberdade de voto, e ninguém tem dúvidas de como ele votaria.

    Todos os dias essa ala do PSD (conservadores) tenta derrubar o governo e expulsar do partido esse perigoso catraio neo-liberal chamado Passos Coelho, que tem umas ideias libertinas sobre a sociedade.

  9. Luís Lavoura

    proteger os interesses das crianças institucionalizadas com possibilidade de adoção

    Pois, isso é o mais importante, e conviria antes de tudo o mais perceber por que é que em Portugal há tão poucas adoções e por que motivo demoram as adoções tanto tempo.
    Segundo creio, tal dever-se-á, em boa parte, ao lobby das instituições de acolhimento, cujo negócio consiste precisamente em ter lá muitas crianças, e que por isso têm interesse em dificultar a adoção.
    Seria muito importante deslindar este assunto.

  10. Luís Lavoura

    Joaquim Amado Lopes #6
    exatamente, muito apropriado comentário.
    Eu sou favorável à adoção por casais homossexuais mas, no atual estado em Portugal, acho que tal medida seria completamente imaterial, pois o problema em Portugal é que a adoção é, pura e simplesmente, sabotada pelas autoridades. Basicamente, as autoridades fazem o mais possível para que as crianças não sejam adotadas.
    Esta é a triste realidade. E eu creio que tem muito a ver com o lobby das instituições de acolhimento, que têm todo o interesse em continuar a chular o contribuinte, fazendo todo o possível para que tenham muitas crianças para elas e não deixem “fugir” nenhuma para a adoção.

  11. Luis Lavoura, não me vou pronunciar sobre se existem ou não interesses económicos por parte das instituições de acolhimento (não tenho dados), mas uma coisa me parece óbvia: mesmo sem esses interesses as comissões que decidem das adoções não tem nada a ganhar e tudo a perder se permitirem a adoção: se alguma coisa acontecer de errado com a adoção (se os pais forem de alguma forma menos que perfeitos) eles serão responsabilizados. Se a adoção não avançar (veto de gaveta) mesmo que tal seja pior para a criança (e muitas vezes será) eles não tem qualquer penalização ou sofrem qualquer risco. E isto independentemente do casal ser hetero, homo ou extraterrestre.

  12. JE

    Sinceramente não vejo o escândalo. Sem dúvida que o melhor é ser legítimo, ou adoptado num casal convencional e funcional. Mas a história mostra que muitas crianças cresceram bem amadas, por tias, avós, viúvas, freiras, padres, parentes afastados, solteironas, solteirões… Com as devidas distâncias notem que qualquer cão ou gato pode ser “adoptado” e muito amado por qualquer tipo de casal ou solteiro. Só as crianças não, têm de ficas numa instituição…

  13. JMS

    Não sabia que a Maria João Marques agora é pedopsiquiatra.
    É como actualmente os pseudo-economistas que por aí existem em cada esquina, principalmente à esquerda. Também dizem que os estudos económicos têm carácter ideológico e essa coisa da econometria é so para inglês ver.

  14. DSS

    “Lobby das instituições de acolhimento”? O que seria da minha vida sem as caixas de comentários da internet.

    Estas discussões sobre a adopção são sempre espectaculares. O que tem em comum a maioria dos fanáticos da causa gay e dos conservadorzecos que espumam sempre que os primeiros ganham uma liberdadezita ou outra? O facto de não quererem realmente saber do bem estar das crianças para nada, quanto mais um dia adoptar uma criança. A não ser que seja um bebé loirinho de olhos azuis.

    O que importa é defender a mesma dama do resto dos colegas de barricada.

  15. Maria

    Só queria deixar uma nota a um comentário que li acima e dizer ao sr(a) Povão que os gays/lésbicas nascem de relações heterossexuais, o seio familiar em nada condiciona a opção sexual.

  16. Tiro ao Alvo

    Eu vi hoje uma reportagem na TV, em que um homossexual, vivendo em união de facto com outro, dizia que usaram a artimanha de se candidatarem ambos à adopção, apresentando as candidaturas separadamente, indicando a condição de solteiros, isto como forma de ludibriar as autoridades encarregadas de decidir nesta delicadíssima matéria, conseguindo, assim, adoptar uma criança a quem estão a ensinar que tem “dois” pais, um no bilhete de identidade e outro “de facto”.
    Não me parece que aquele indivíduo estivesse a pensar no superior interesse da criança.
    Eu não gostaria de ter um pai (ou uma mãe) que procedesse desta maneira pulha.

  17. Alexandra

    A questão nao esta sequer na adopção. A adopção em Portugal e’ infelizmente diminuta, e por homossexuais deve contar-se pelos dedos. A população alvo são os filhos biológicos, produzidos por síntese, em bancos de esperma espanhóis ou em barrigas de aluguer na Índia, que apenas possuem um progenitor. Essa população será a mais numerosa. Com esta legislação promove-se a utilização da procriação medicamente assistida, com todos os problemas éticos que levanta e que conhecemos ja nos casais heterossexuais. O que sucede agora, e que vamos assistir a um aumento na procura de gametas e barrigas. Oponho-me a esta forma de procriação, nos hetero e nos homo….Desenganem-se, isto nao e’ sobre adopção,é sim sobre procriação.

  18. Mavíldia Vieira

    Só para lembrar que as crianças institucionalizadas de que tanta gente fala e usa nos seus argumentos de conveniência, não são todas, “perfeitinhas” “inteligentes” “louras” e de “olhos azuis”…Todas têm muitos problemas, das mais variadas etiologias porque, se assim não fosse, não necessitariam de estar institucionalizadas!
    São crianças que, a maioria dos pais e ou restante família biológica rejeitam, ou não têm condições para assumir, são crianças marcadas, estigmatizadas, com dificuldades de aprendizagem, com dificuldades cognitivas… um emaranhado de dificuldades e problemas, que poucos candidatos a adoptantes têm a coragem de enfrentar.
    Primeiro porque, contrariamente ao que se pensa, nem todas as crianças institucionalizadas são adoptáveis.
    Segundo, aquelas que o são, já quase ninguém as “quer”.São duplamente rejeitadas:primeiro pela família, depois pela sociedade.
    Por isso, as Instituições permanecem a cheias e, a possibilidade da sua adopção por duas pessoas do mesmo género (vulgo homossexuais) não irá alterar em nada essa realidade…
    Lamentavelmente, as crianças institucionalizadas, apenas são usadas como argumento de decisões polémicas e discutíveis porque, ir buscar uma criança a uma instituição, não é, de todo tão fácil, como ir buscar um “bichinho de estimação” à sociedade protectora de animais…mas há quem pense que sim!

  19. povão

    Maria ,
    não condiciona (?) mas favorece…
    Filhos de heteros brancos podem ter filhos pretos . É a natureza !!!

  20. povão

    Temos uma Constituição virtual . Uma Democracia virtual . Um genial Presidente da Republica que no seu primeiro mandato é eleito com menos votos do que aqueles que votaram para ele não ser eleito !!! Com total impunidade , um Primeiro Ministro que promete e não cumpre !!! Uma Assembleia da Republica que sem trabalho no interesse nacional , se reforma por inteiro aos 40 anos , que não sabe fazer filhos e assim permanentemente se masturba . Uma vergonha !!!
    Como é possível esta tragédia ter sido aprovada por 99 deputedos contra 94 ,havendo ainda 9 anormais distraídos e os restantes 14 ficado em casa à nossa custa !!! Como é possível este despudor de se considerarem representantes de um Povo que permanentemente ignoram ? É também com este mal cheiroso PS que temos o País que temos …
    Deu agora a TV uma reportagem : 2 gays ,( medico e jornalista ?) , adoptaram (de forma ilícita!) um rapaz que na Escola diz que tem dois pais !!! Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és .Neto de avô gago é gago . É a natureza . Bin Laden tinha razão ? Estamos perante a exponencial gay !!! E que responde ele quando for adulto ? Se ele queria ser gay ? Neste caso até não é de nascença … nem “doença contagiosa” .
    Qual é a diferença entre um gay ir a uma loja de um Centro Comercial comprar um cachorro , ou ir à Misericórdia adoptar um rapaz – contra natura -não existe afecto de pai , e muito menos de mãe !!! nem tem a dignidade de um afecto canino !!!
    A exponencial gay e a natalícia espiral recessiva ? A raça lusitana em vias de extinção ! Racista? Não . Apenas o Apocalipse …

  21. Pingback: Cansaço | O Insurgente

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