Liberalismo e Governação – Que Futuro para Portugal?

Uma conferência obrigatória para quem assistiu à 1ª Conferência organizada pelo Guilherme e quem não pode estar presente. Esta terá não só a presença dos Professores José Manuel Moreira e André Azevedo Alves, mas também do Deputado Michael Seufert (a.k.a. o Ron Paul Português).

Eu vou estar presente na assistência e quem quiser conhecer um pouco mais o Liberalismo e estiver no Porto creio que dará o tempo por bem entregue, não só pela qualidade dos oradores, como pela possibilidade de falarmos todos no fim. Façam já a vossa inscrição! (mail no poster)

Liberalismo e Governacao

17 pensamentos sobre “Liberalismo e Governação – Que Futuro para Portugal?

  1. António

    “Deputado Michael Seufert (a.k.a. o Ron Paul Português).”

    O Paulo Portas já disse que ele e o CDS não são liberais, Já o disse publicamente, mais do que uma vez. E o PP já o mostro, através de incontáveis posicionamentos políticos, tanto no governo como na oposição (no governo ainda mais) que não é liberal. Nem em relação à economia, nem em relação a opções de liberdade individual: corpo, vida, drogas, etc.)

    É por estas e por outras é que o liberalismo nunca existiu em Portugal, e não tem cá nenhum futuro!

    Os pseudo liberais portugueses andam dispersos, disfarçados, infiltrados, não assumidos…a maioria anda disfarçada daquilo que realmente é: conservador de direita. É parecido com o que se passa cm o BE: andam a fazer de conta que não são comunistas, só porque acham que são trotskistas!

  2. mggomes

    O “Ron Paul português”, Ricardo?!?!

    Eu que nem sequer me considero um indefectível apoiante de Ron Paul (muitas reticências a nível de política externa…), acho quase insultuosa a comparação!

    É que, em termos económicos, o registo de Ron Paul é absolutamente imaculado.
    Não consta que alguma vez tenha votado a favor de aumento de impostos. E teve muitas oportunidades para tal. Relativamente ao aumento do estado sempre demonstrou grande aversão.
    A ‘versão portuguesa’, por seu turno, fê-lo mal teve oportunidade…
    Contrariado, é certo. Muito contrariado. Quase só faltava a lágrima ao canto do olho e a mão a bater no peito a completar tão pungente acto de contrição.
    O que sobra em convicção a Ron Paul (concorde-se ou não com todas as suas ideias) falta em vergonha à ‘versão portuguesa’…
    Um – o americano – move-se pelos princípios. Absolutamente inabaláveis.
    O outro, alvitro, pelos fins. Aparentemente maleáveis.

    Sempre apreciei particularmente os escritos do Seufert, a sua argumentação lúcida, a prosa especialmente cuidada (louvável até por se tratar de alguém da minha área de Engenharia…).
    Pelo que vê-lo a submeter-se aos ditames do colectivo me causou um asco inenarrável.
    A acutilância das ideias, a firmeza na sua defesa foi traída pela consistência gelatinosa da sua coluna. Desabou com estrépito. E ainda ressoa.

    É sempre estimulante ouvir oradores com a qualidade do André Azevedo Alves e do Prof. José Manuel Moreira.
    Mas o prazer de ouvir estes palestrantes não compensará o esforço de retenção do vómito que será certamente induzido pela intervenção de tão “liberal” deputado.

    Aplaudo a ideia da conferência, congratulo os organizadores e insto os liberais com estômagos fortes a comparecerem.
    O meu, lamento, já não aguenta.

  3. Dizer que o Paulo Portas não é Liberal, é como dizer que McCain ou Bush ou o Donald Rumsfeld (um amigo pessoal de Portas) não são Liberais.
    O Micha é Liberal e tem inúmeras declarações e decisões que o provam.
    Claro que votou a favor do OE, mas a disciplina de voto (que não existe nos EUA), o modo como são escolhidos os deputados (por lista e não por primárias e círculos uninominais) e a falta de apoio às suas posições em geral (Portugal é bem mais à esquerda que os EUA) levam o Micha a tomar certas opções decepcionantes mas, à luz das suas opções, compreensíveis.

    Dito isto, não estou a criticar o mggomes (ou o Carlos Guimarães Pinto) e acho a sua (vossa) posição e azedume perfeitamente justificáveis. Mas de todos os Insurgentes, eu sou um dos que compreende as opções do Micha e do Adolfo e que valorizo o pouco que eles conseguem fazer. Conheço bem a sua consistência ideológica e em cada opção que eles tomam diferente do que um liberal “tudo ou nada” tomaria, aceito face ao panorama.

    PS: Se for à conferência, terá a oportunidade de fazer o seu ponto de vista claro. E creio que muitos na audiência concordarão e até se poderá gerar algum debate.

    PS2: São comentários destes que me fazem pensar 2 vezes em aceitar cargos públicos no PSD. No fundo, se eu fosse para deputado (por exemplo), já sei que tinha 2 opções: ou saía à 1ª votação-chave, ou iria alienar completamente a minha base. E este é um motivo forte para me afastar de ter uma participação política para além de conferências “educativas” (se me é permitido usar esta expressão).

  4. Helena Sousa

    Está tudo dito, caro Ricardo Campelo de Magalhães. Assino por baixo do que acabou de escrever.

  5. mggomes

    Ricardo,

    Eu bem sei que as eleições uninominais tanto ao Congresso como ao Senado americanos não se comparam com as eleições em lista conjunta.
    Desde logo pela necessidade de prestar contas à base eleitoral e não ao partido…
    Assim como é incomparável a tradição parlamentar da Câmara dos Comuns com a actividade para lamentar na nossa A.R.
    Aqui, concordamos em absoluto.

    Poderei, bem sei, ser um idealista, poderei estar na posição fácil de não ter nenhum cargo público, de poder ser fiel, sempre e antes de mais, a mim e aos meus princípios. Não o nego.
    Talvez por isso nunca tenha sido atraído pela política que vá mais além do debate ideológico.
    É a velha questão dos problemas do aparelho digestivo. Não só o estômago não aguenta certas coisas como há outras que sou pura e simplesmente incapaz de engolir.

    Forçaram-me a renegar os meus princípios é uma violação da minha liberdade.
    Fazê-lo, em consciência, passando um cheque em branco e aceitando o “valor” que lá preencherem já não é violação. Para mim, isso é prostituição.

    A disciplina de voto é algo manifestamente iliberal, profundamente repugnante, completamente castradora da capacidade racional de um indivíduo.
    Mas é ainda – e sobretudo! – uma boa justificação para certas posições incoerentes de quem quer simplesmente fazer carreira política.
    Sobretudo quando a coragem de enfrentar o sistema é manifestamente inferior à vontade de manter os cargos (ou avançar para outros…).
    Se a política tem de passar por isso, então não vale a pena.

    Pelo que sua a relutância em avançar para a política activa só abona a seu favor.

  6. António

    Então o amigo “Micha” é um verdadeiro liberal…em casa dele e nos blogs??!! Porque quando chega a hora da verdade assina por baixo do que lhe mandarem, por mais anti-liberal que seja! Mas como é amigo…e da nossa cor politica… É isto o liberalismo? São estes os liberais?

    O mggomes disse tudo:”Mas é ainda – e sobretudo! – uma boa justificação para certas posições incoerentes de quem quer simplesmente fazer carreira política.Sobretudo quando a coragem de enfrentar o sistema é manifestamente inferior à vontade de manter os cargos (ou avançar para outros…).”

    Quer-me parecer que há mais um Insurgente que se anda nitidamente a fazer a um dos tachos na fogueira das vaidades. E não é o Ricardo…

  7. Helena Sousa

    António, é preciso ter muita falta de caracter e frontalidade para tecer tais ataques pessoais.

    Quanto aos críticos: Criticam o Michael Seufert? Acham que ficar sentados no sofá a comentar nestes blogues vai trazer-nos um Portugal mais liberal?! Estão tão enganados… E o pior é que vocês o sabem. Não têm é coragem de lutar…

  8. António

    Helena, frontalidade tive-a toda. E assinalar uma incoerência, que eu saiba, ainda não é falta de carácter.

    Mas quando isto toca aos amigos as coerências, ideologias, etc torcem-se todas, as emoções vêm ao de cima…

    No plano pessoal nada tenho contra o “Micha” ou quem quer que seja, nem sequer os conheço. Mas se não se pode vir a um blog liberal discutir, criticar etc, então para que serve este blog? para darem palmadinhas nas costas uns dos outros e dizerem-se muito liberais (de trazer por casa)?

  9. Helena Sousa

    “Quer-me parecer que há mais um Insurgente que se anda nitidamente a fazer a um dos tachos na fogueira das vaidades. E não é o Ricardo…”

    Agora o caríssimo “António” diga-me onde é que foi frontal.

    Cumprimentos.

  10. António

    ahh tem razão: afinal sou mesmo um canalha!;)

    Mas agradeço a oportunidade de corrigir esta gravíssima incoerencia: parece-me que o André Azevedo Alves anda-se a fazer a um dos tachos na fogueira das vaidades.

    Mas posso estar completamente equivocado.

    De qualquer forma, se estiver certo, não me chateia nada, antes pelo contrário. Até já presenciei uma conferência liberal por ele protagonizada, e gostava de o ver no governo. Mas se for para fazer como o Micha, que depois assina pro baixo em tudo…se calhar mais vale a pena ficar aqui pelo blog e pela Universidade.

  11. Paulo P.

    Gostava de saber aquilo que o António já fez pelo movimento libertário no nosso país.
    Estou curioso para conhecer todo esse trabalho árduo em defesa da liberdade (pura e cristalina – e sem “assinaturas por baixo”)

  12. “parece-me que o André Azevedo Alves anda-se a fazer a um dos tachos na fogueira das vaidades.”

    Obviamente que não está equivocado: é o que ando notoriamente a fazer há anos, ainda que até agora lamentavelmente sem o grau de sucesso desejado.

    Aliás, este blogue e o muito material que tenho publicado sob variadas formas (artigos nos jornais, artigos científicos, livros, etc) evidenciam, ao leitor atento e que saiba ler nas entrelinhas, isso mesmo. Se esteve numa conferência minha (tenha sido ela qual for) deve ter reparado nisso mesmo também no meu discurso, sempre rigorosamente pautado pela busca incessante desse mesmo objectivo.

    Como até hoje – por incompetência, azar ou uma combinação de ambos – não consegui nenhum convite suficientemente atractivo para as minhas elevadas ambições, resolvi ir directamente ao Poder. Daí o aparecer como orador numa conferência ao lado do Micha. Se nem esta proximidade ao núcleo central do Poder em Portugal resolver o assunto, temo que nada o fará, mas não desistirei de tentar.

    A realidade está à frente dos olhos de todos. Ainda que apenas alguns tenham a clarividência, frontalidade e coragem para a compreender e denunciar. Bem-haja.

  13. António

    Veremos, André, veremos.

    De qualquer forma, eu , não sendo libertário, nem liberal sequer, tenho simpatia por este blog e alguns liberais e suas ideias. E gostava de o ver lá. A fazer o que diz que faria. Afazer o que diz que faria. E a dizer o que faz… Algo como: faço o que digo e digo o que faço!

  14. Pingback: Guilherme Marques da Fonseca no Mises Brasil | O Insurgente

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