Cortes de Seis Mil Milhões Até 2017

Foi hoje aprovado e apresentado o Documento de Estratégia Orçamento (DEO) 2013-2017 onde Vítor Gaspar afirmou que “a opção de aumento de impostos parece excluída” (não sei o que ele quererá dizer com “parece”). Embora não se conheçam as medidas específicas, em linhas geriais, terão que ser realizados cortes na despesa no valor de 1,3 mil milhões de euros em 2013 para compensar as medidas chumbadas pelo Tribunal Constitucional, mais 2,8 mil milhões em 2014, 0,7 mil milhões em 2015 e 1,2 mil milhões em 2016.

Para colocar os seis mil milhões em perspectiva, no orçamento de estado para 2013 está prevista uma despesa total do estado de aproximadamente 78 mil milhões de euros dos quais cerca de 7 mil milhões se destinam ao pagamento de juros da dívida pública.

DEO_2013_2017

O mesmo documento prevê um défice de 5,5 % para 2013,  4,0% para 2014, 2,5% para 2015, 1,2% para 2016 e 0,2% para 2017 com a seguinte evolução do PIB: -2,3% (2013), 0,6% (2014), 1,5% (2015), 1,8% (2016) e 2,2% (2017).

Por sua vez, o documento estima que a dívida pública demorará 25 anos para descer abaixo dos 60% do PIB.

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7 pensamentos sobre “Cortes de Seis Mil Milhões Até 2017

  1. fernandojmferreira

    Estes politicos sao tao engracados. Nem para adivinhar os indicativos economicos dos proximos meses, ate das proximas semanas, eles servem, quanto mais os de 2016, 2017, e dai por diante. Nao entendo como ha quem ainda consiga dar alguma credibilidade a esta classe de seres.

  2. rui a.

    “não sei o que ele quererá dizer com “parece””
    Quer dizer que, por ele, até aumentava, mas que ainda não conseguiu convencer os seus colegas do governo…

  3. lucklucky

    Continua o optimismo inveterado…e o Vivendi também é optimista. Já estamos em recessão há 13 anos, mais 7 não é nada. Só que agora não há dívida para mascarar.
    Espere pela demografia aí em 2020 deve ser giro se continuarmos no caminho da receita soci@lista deste governo “ultraliberal”: mais estado mais impostos.

  4. JS

    Rui a. #3 .É. Um muito curioso “parece”.
    O Ministro Gaspar -ao contrário do incrível Seguro- já há muito que interiorizou: quem manda, quem diz o que pode acontecer … não é ele.
    E vive, sobrevive, adaptou-se, calmamente, com esse facto … felizmente.

  5. Acho que ficou por citar a parte mais importante do documento — as previsões para o crescimento e saldo orçamental.

    “Assumindo, para o horizonte a partir de 2017, as hipóteses de um excedente primário de 3,5% do PIB, um crescimento nominal do PIB em torno de 3,5% e uma taxa de juro nominal de 4,3%, a dívida pública em percentagem do PIB manterá a trajetória descendente que se espera iniciar a partir de 2015, atingindo os 60% do PIB em 2037″, pode ler-se no DEO.”

    Isto é, no minimo, hilário. Primeiro, considerar que Portugal irá crescer nominalmente a 3.5% a partir de 2017, num país pouco empreendedor e inovador cuja atividade se foca em produtos indiferenciados e cuja retórica é voltar a plantar batatas e apanhar peixe. A média de crescimento dos últimos 10 anos foi 1%. Segundo, achar que Portugal conseguirá um excedente primário de 3.5% do PIB, yoy. Isto é insano. Nos últimos 15 anos, Portugal teve sempre um défice orçamental com uma média de -3.5%/PIB. No primeiro ano que haja saldo orçamental, virão as vozes da esquerda gritar e espernear que o dinheiro “deverá ser posto ao serviço dos portugueses”.

    Enfim, para quem quiser brincar às simulações, http://www.ocomite.org/debt. Obviamente que nada disto é realista. É um perfeito disparate.

  6. Pingback: Sempre Os Mesmos A Pagar A Crise | O Insurgente

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