A Lógica Do Tó Zé

ToZeO To Zé Inseguro vai se reunir amanhã com o primeiro-ministro respondendo a um convite endereçado pelo próprio Passos Coelho. Para que não restem dúvidas das intenções do Tó Zé, este já veio dizer que não espera “consensos” sendo que a palavra “consenso” é usada neste contexto para definir a aproximação do primeiro-ministro à posição do PS que defende que não se façam mais cortes.

Deve ser esta mesma espécie de “consenso” que o Tó Zé deseja  alcançar com os nossos credores quando defende com firmeza a renegociação das condições de ajustamento ao mesmo tempo que proclama com a mesma convicção que pretende honrar os compromissos do estado português.

O Tó Zé parece ainda acreditar que as mesmas políticas despesistas que nos trouxeram até esta situação – quando aparentemente havia dinheiro – e que culminaram num pedido de ajuda à troika em Maio de 2011 por falta de liquidez vão agora – quando não temos dinheiro – abrir milagrosamente um caminho próspero de “crescimento e emprego”.

Haja paciência…

11 pensamentos sobre “A Lógica Do Tó Zé

  1. VidalFerreira

    Sei que isto não tem nada a ver com o texto, mas tenho de comentar isto: governo decreta que “A partir de 1 de Maio vai ser proibido vender shots a menores de 18 anos.”

    Bom, eu vou estar 23 dias de “clausura” ao mundo do álcool, visto fazer 18 anos no dia 23 de Maio. Vou ser daqueles casos exóticos que a quem já foi autorizado o consumo de álcool e foi barrado por um período de tempo e depois voltará a ser autorizado. Há quem tenha um período de barramento de 1 ano ou mais. No meu caso, são 23 dias (idiotice).

    Declaro, aqui no Insurgente, que nesses 23 dias beberei 1 shot por dia. Eu que já nem me lembro da última vez que bebi álcool, vou beber 23 shots em 23 dias. Isto em protesto contra este condicionamento das liberdades individuais. Ai querem que eu deixe de beber álcool? Obriguem-me!! A saúde é minha! Faço com ela o que quiser, entendido? Prendam-me já agora, otários!

    (sou apoiante “passivo” deste governo, por enquanto…)

    (de facto, limitar legislativamente o álcool resulta… vejam só o meu caso: 23 shots que nunca pensei que iria beber e vou beber, além de que é escusado dizer que os bares e discotecas nem vão cumprir estas normas. Era porreiro para a saúde mental dos portugueses que parassem com estes disparates).

    Tenho dito.

  2. Joaquim Amado Lopes

    Vidal Ferreira (1),
    Acho que 23 shots em 23 dias é muito pouco. Devia era beber 23 shots em cada um desses 23 dias. Assim, é que lhes mostrava. Melhor ainda se, em resultado da sua “resistência pacífica”(?), desse entrada nas Urgências em coma álcoolico. Aposto que revogavam logo a Lei.

    Só por curiosidade, o que é que contesta concretamente?
    1. Ser proíbida a venda de shots a menores de uma certa idade?
    2. Essa proibição ser a menores de 18 anos e não outra idade?
    3. Essa proibição entrar em vigor 23 dias de o Vidal fazer 18 anos?
    4. Não estar prevista uma excepção para quem faça 18 anos nos 23 dias seguintes à entrada em vigor da Lei?

  3. rmg

    Ao Sr. Joaquim Amado Lopes

    Excelente análise do “””comentário””” (assim mesmo , com muitas aspas e ainda são poucas ) do Sr (ouSrª) VidalFerreira .

    O rapazinho (ou a rapariguinha) acha que o mundo gira à volta dele/dela e que um decreto só devia ser publicado depois de terem
    falado com ele/ela e estarem certos que não lhe íam causar grande incómodo nem perturbar-lhe demasiado a tão útil existência .

    Acho que todos aqueles que lerem aquilo já nem vão conseguir dormir bem até 23 de Maio .
    Será certamente o meu caso , não consigo conciliar o sono quando tenho ataques de riso continuos .

  4. a iniciativa até que não é má, o problema é ate que ponto o estado pode interferir na vida das pessoas e como estas crostialidades podem ser uma mera trojanice para outras coisas

  5. VidalFerreira

    “Acho que 23 shots em 23 dias é muito pouco. Devia era beber 23 shots em cada um desses 23 dias.”

    Bem, se é para fazer uma corrida a ver quem bebe mais, oupa vamos. Mas o senhor vai ganhar de certeza até porque esse comentário só pode vir de um borrachudo.

    “[Contesta] Essa proibição entrar em vigor 23 dias de o Vidal fazer 18 anos? Não estar prevista uma excepção para quem faça 18 anos nos 23 dias seguintes à entrada em vigor da Lei?”

    Nada disso. Só usei o meu caso específico para ilustrar a idiotice que passeia pelos caminhos de Portugal. Nada pelos 23 dias ou 24 ou sejam o que forem. Apenas pelo condicionamento das minhas liberdades e de qualquer português.

    “Ser proíbida a venda de shots a menores de uma certa idade? Essa proibição ser a menores de 18 anos e não outra idade?”

    Contesto a existência do limite de idade em si. Eu quando tinha 14 anos tinha mais cabecinha do que alguns com 18 anos. Acho que quem é responsável não tem de pagar o preço por alguém que é irresponsável, não sabe beber e acorda a vizinhança quando está borracho. Ainda assim, visto que não nascemos ensinados, vá lá um limite de 14/15 anos para moderar alguma desta irresponsabilidade. No entanto, ninguém cumpre! Raramente me pediram o Cartão de Cidadão para verem a idade. E em bares que já me pediram, tive conhecidos abaixo dos 16 que me pediram para comprar por eles e assim fiz. Conheço-os perfeitamente e sabia que eram responsáveis. E não ficaram borrachos…

    Bom, eu acho que de facto os responsáveis não devem pagar pela infantilidade de alguns. Porque não posso beber um copo descansadinho? Só porque existe um tipo na esquina da rua que não tem noção da realidade? Por amor de Deus, que aprenda com a vida. Se formos por aí, se acharmos que quem é responsável deve pagar pela irresponsabilidade de outros, pois bem, então subamos o limite para 100 anos: o que não faltam nas ruas à noite é bêbados com mais de 60 anos e uma garrafa de tintol na mão.

    “O rapazinho (ou a rapariguinha) acha que o mundo gira à volta dele/dela e que um decreto só devia ser publicado depois de terem falado com ele/ela e estarem certos que não lhe íam causar grande incómodo nem perturbar-lhe demasiado a tão útil existência.”

    Em primeiro, sou macho, para o caso de estar interessado esqueça. Sou hetero. E depois a lógica é totalmente contrária. Eu acho que sou um indivíduo como qualquer outro e que deve perseguir os seus objetivos de vida e se possível com diversão, desde que racional e decente. Quem deve pensar que é o centro do mundo é o secretário de estado da saúde: ele pensa que sabe mais que os outros; que é intelectualmente superior para saber o que os outros devem ou não fazer. Já parece os socialistas: invertem a lógica toda! Ele não sabe mais que os outros porque ele é ele e os outros são os outros. Porque raio é que os outros não podem beber? Ele até pode achar que o melhor é ter uma vida longa, mas outros podem preferir uma vida curta mas “intensa”. Tudo uma questão de prioridades.

    A seguir às drogas, tabaco, álcool, acho que só falta mesmo o sexo. Vão ver que qualquer dia aparece alguém na TV a dizer que ter relações sexuais à semana faz mal à saúde e vai daí vão criar uma comissão para a instalação de sensores em todos nós que apenas nos permitem ter relações ao fim de semana. Acredite que esse dia já esteve mais longe.

  6. Joaquim Amado Lopes

    Vidal Ferreira (7),
    A sua argumentação é algo confusa.
    Por um lado acha que “os responsáveis não devem pagar pela infantilidade de alguns” mas, por outro, aceita “um limite de 14/15 anos para moderar alguma desta irresponsabilidade”. Em que ficamos? O Estado deve ou não implementar medidas para “moderar” a irresponsabilidade/inconsciência dos adolescentes e crianças?

    Se não, como parece defender com “Contesto a existência do limite de idade em si”, contesta também a mesma limitação relativa a tirar carta de condução, casar, emancipar dos pais, fumar, integrar as forças armadas, comprar armas de fogo, trabalhar, viajar sózinho para fora do país, …?
    Se sim, como parece ao defender um limite de 14/15 anos, então é como o rmg escreveu no comentário 4 e o Vidal julga que o mundo gira à sua volta e o Governo devia consultá-lo antes de tomar qualquer decisão deste género.

    E quanto a a Lei não ser respeitada, também não percebi qual é a sua posição.
    Defende que as Leis que não são respeitadas não devem existir? Todas ou só as que o Vidal viola regularmente?
    Ou defende que as autoridades sejam muito mais activas na identificação dos prevaricadores e a justiça muito mais severa com estes de forma a desincentivar tais comportamentos?

    Este seu comentário 7 até demonstra alguma maturidade e reflexão (ao contrário do primeiro). Mas não resistiu a armar-se em parvo com “esse comentário só pode vir de um borrachudo”.

  7. VidalFerreira

    Sobre o limite de 14/15 anos, posso não ter sido bem explícito, mas aqui vai: sou frontalmente contra qualquer limite de idade para beber e fumar. Isso deve ser uma questão das famílias e da educação que se recebe dos pais. Mas percebo parte da argumentação que diz: “Bom, a adolescência é uma idade complicada, convém que aqui estabeleçamos restrições no acesso destes rapazes e raparigas ao consumo de álcool, pois vemos muitos casos de adolescentes que se revoltam contra e se afastam da esfera familiar.” atenção, ENTENDO PARCIALMENTE. Daí ter dito os 14/15 anos no máximo, que coincide com a transição do básico para o secundário. Já não aceito os 16 ou neste caso os 18. Falar de uma pessoa com 50 e de outra com 55 anos ao nível de maturidade não faz grande diferença. Mas falar de maturidade aos 13 anos e aos 18 é muito diferente. Quase que posso afirmar, em termos quantitativos, que temos o triplo ou quadrúplo da maturidade aos 18 em geral.

    Não tenho dúvidas nenhumas que estas regulações só servem alguns interesses corporativos. Aproveito os casos de viajar sozinho para fora do país. Já o fiz por 3 vezes, última vez em Fevereiro último. E o que acontece? Os meus pais têm de assinar papeladas e ainda pagar a generosa quantia de 24€ por uma simples declaração no notário. Sabe o que fazia com 24€? Muita coisa. Quem dera ao governo encontra 24€ em todas as esquinas dos ministérios.

    Casar? Que se casem com quem quiserem, quando quiserem, onde quiserem. Não tenho nada a ver com isso. Não me diz respeito. Pessoalmente, nem sequer valorizo o casamento civil (apenas o religioso, sou cristão). De que serve aquele papel assinado? Contribuirá significativamente para a minha felicidade? Nem por isso.

    Emancipar dos pais? Que o façam quando quiser, family problems only belong to families. Tenho caso de amigos que já estão a trabalhar. Quando eu nem sequer prevejo fazer isso nos próximos 4. Eles já conseguem ter alguma independência financeira… Porque diabo não hão de poder ambicionar maior independência?

    Tirar carta de condução? Eh calma lá. Aqui já entra a máxima “a nossa liberdade acaba quando começa a liberdade dos outros”. Não vamos ser anarquistas e pôr miúdos a conduzir à toa. Mexe com a vida das pessoas. Acho que os 18 é a idade certa, se bem que podia haver alguma flexibilização para quem faz anos nos últimos meses do ano de modo a que a pudessem tirar mais cedo para irem para a faculdade já com carta e mais despreocupados com assuntos a fazer. No entanto, saliento, que qualquer rapaz da minha idade é capaz de conduzir que muitos nabos que para aí andam. Mas também não nos podemos esquecer que andar na estrada envolve e sempre envolverá risco! Até podiam pôr a carta só aos 30 anos. Continuaria haver muito nabo a fazer as rotundas por fora, etc. Ainda hoje estive para ser atropelado por um azelha que entra num quarteirão a 100 km/h. E estou a falar a sério.

    Integrar as forças armadas? Isso é com as forças armadas. Aproveito para dizer que devia haver o “ano zero” aquilo que é chamado de ‘gap year’. Voluntariado, ir para o exército durante 1 ano, fazer melhorias aos exames, o que quisessem fazer, acho que a lei devia contemplar esse ano para que os estudantes decidissem o que realmente querem fazer na universidade e por aí em diante. Exigem responsabilidade aos mais novos, mas não lhes dão as ferramentas para isso. Acreditem que não é com exames e programas disciplinares decididos num gabinete que me vão ensinar o que é a vida.

    A do borrachudo era uma joke. Espero que não tenha levado a mal.

    E não, definitivamente, não penso que o mundo gira à minha volta. Por enquanto, não me chamo Sol.

  8. Sérgio

    O inseguro já não faz referências ao Hollande mas fará a mesma coisa (austeridade) se Deus permitir que este povinho politicamente analfabetizado o leve até ao governo…

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