Farewell

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Mais que tudo, prefiro recordar o que foi bom na minha vida. E eu tive a sorte de passar pela minha fase formativa com Margaret Thatcher a ascender ao poder, a governar, e depois a sair. Não é o mesmo que ler um livro, ou uma centena. Ela era diferente de tudo o que eu sabia. Sem comparação. Uma outra possibilidade. Um obituário a sério sobre ela daria um tratado e eu não serei a pessoa competente para o fazer, tal foi a forma como marcou bem o mundo por onde passou. O mundo é uma coisa muito complicada para um post instantâneo e saudoso. Mais que tudo, o que representa ela para mim? Representa a noção de que a decadência não é inevitável. De que quando uma velha e nobre nação está à beira de se perder no seu atoleiro, no seu labirinto, não é fatal que caia e desapareceça no irremediável. Que não há irremediável. E que, não sendo provável, não é impossível evitar a atracção do fim. Porque a coragem existe. A grandeza existe. A última palavra não é necessariamente a da desgraça e do cansaço, porque a graça também existe. Hoje era mesmo só para lhe desejar boa viagem, minha senhora. E paz.

9 pensamentos sobre “Farewell

  1. jadn

    Imaginem um país á beira da miséria.

    Desemprego galopante, uma estrutura social explosiva recheada de greves quase todas as semanas, em que os lideres sindicais tinham praticamente tanto poder quanto o próprio poder executivo, um sistema educativo caduco e segregativo, uma estrutura do estado desmesurada com um sistema financeiro asfixiado pelo financimento constante a empresas estatais obesas e deficitárias.
    Um país que não era mais do que uma sombra da anterior super-potência colonizadora do mundo.

    Faz lembrar alguma coisa?

    Agora imaginem que contra todas as expectativas, uma ex-investigadora de Quimica chega ao poder e contra sindicatos e greves, forças de bloqueio afectas ao establishment socialista, argentinos a invadir arquipélagos, assaltos ao poder constantes, transforma em 10 anos esse país na quarta potência económica do mundo.

    A história de uma nação que muda pela coragem, honestidade e determinação de um lider.

    Essa é a diferença entre ter uma Margaret Thatcher na história ou um Mário Soares.

    “Power is like being a lady… if you have to tell people you are, you aren’t.”
    Margaret Thatcher

  2. VidalFerreira

    Ela é o exemplo de que as mulheres não precisam de quotas na política para serem grandes líderes!

  3. andre

    R.I.P.

    Um bom tributo seria o Insurgente fazer um apanhado das várias medidas impostas pela Baronesa Tatcher e correlacionar com a evolução da economia britanica naquele periodo, bem fundamentada e tendo em conta os vários acontecimentos a nível mundial na década de 80 que possam ter influenciado as suas politicas e efeitos na economia, quer negativa ou positivamente.

    Não tenho nem de perto nem de longe capacidade para tal e se alguém tiver essa capacidade e vontade são vocês.

    O melhor tributo que se poderia fazer à vida desta grande senhora era revelar ao mundo os pós e contras da sua grande passagem.

    Todos nas nossas acções temos prós e contras, mas do que li e ouvi hoje, e como era de esperar, são várias as vozes que criticam e não percebem os pontos positivos e são menos a que a enaltecem.

    Gostava de ver e pode ser que assim Portugal aprenda qualquer coisa

  4. jsp

    O post honra ,de forma sentida, a grande estadista que foi a Baronesa Thatcher.
    Honra igualmente quem o escreveu.

  5. Pingback: Na passagem de Margaret Thatcher | O Insurgente

  6. Pingback: Consenso e queda | O Insurgente

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