A Constituição Não Paga Contas E A Retórica Também Não

A constituição não paga contas, e a retórica também não. Portugal foi confrontado com esta realidade em Abril de 2011 com o ministro das finanças Teixeira dos Santos a afirmar que o país só tinha dinheiro até Maio desse ano. Desta vez é o Chipre que não tem dinheiro para pagar os salários da função pública e as pensões de Abril.

O equilíbro das contas públicas não é uma questão ideológica, é uma questão matemática e uma realidade inevitável.

As únicas alternativas credíveis ao equilíbrio orçamental são a bancarrota ou a saída do euro, com todas as suas consequências. Pode-se discutir a forma de equilibrar as contas: aumentando as receitas (mais impostos) ou reduzindo as despesas, ou uma combinação das duas. Pode-se enfrentar a realidade nos nossos termos, ou esperar que a realidade imponha os termos dela. O facto é que a constituição não paga contas, e a retórica também não.

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9 pensamentos sobre “A Constituição Não Paga Contas E A Retórica Também Não

  1. Luís

    Andamos nisto mas ninguém tem coragem de cortar a despesa. Por vezes o desastre gera um fascínio irresistível em algumas mentes. Há pessoas auto-destrutivas. Ficamos agora a saber que também há povos.

  2. Luís

    O regabofe da TAP continua. Da RTP. Das empresas municipais. Dos mais de 300 municípios. Dos institutos, observatórios, fundações, IPSS’s. Dentro de meses Portugal estará morto, por este caminho. Paz à sua alma.

  3. Luís

    A esquerda adora os nórdicos. Não diz que na crise que atravessaram no final dos anos 80 e no início da década de 90 tomaram medidas bem mais agressivas que as tomadas em Portugal. Por exemplo, despediram milhares e milhares de funcionários públicos.

  4. vivendipt

    Artigo no FT – último parágrafo:

    «Portugal desperdiçou a primeira década no euro, crescendo ao ritmo mais baixo de todos os países membros. Existe o perigo de o padrão se repetir, se o país não começar a viver dentro das suas possibilidades»

    viver dentro das suas possibilidades
    viver dentro das suas possibilidades
    viver dentro das suas possibilidades

    Como está descrito no último parágrafo do artigo, Portugal já experimentou viver acima das suas possibilidades ao longo da última década e foi a borrada que se sabe. Agora só resta mesmo viver dentro das suas possibilidades.

  5. Luís

    As famílias e os sectores não protegidos da economia vão-se adaptando. O Estado, o Estado paralelo, o sector empresarial público ou os monopólios e oligarquias é que continuam a viver no País da Cocanha. O «país real» até se adapta. O sector público não: está tudo por reformar.

  6. palavrossavrvs

    Lute quem puder para um abalo telúrico das mentes e dos corações: o PS tem sangue nas mãos e não se saciou.

  7. lucklucky

    “As únicas alternativas credíveis ao equilíbrio orçamental são a bancarrota ou a saída do euro. ”

    Nenhuma é alternativa.

    vivendipt o país viveu sempre acima das suas possibilidades após o 25 de Abril. A baixa dívida vinda da Ditadura permitiu tal conto de fadas, gastar durante 40 anos mais do que se produziu. Não admara que agora faça parte da cultura. É só olhar para o que os jornais escrevem.

  8. JS

    “…a constituição não paga contas…” mas tem força de Lei e “direito” a ser interpretada.
    O honorável tribunal, baseado no provecto documento, filho de ideologias já bem falecidas, mortas e enterradas, esclareceu, embora diga-se sem ser por unanimidade lá dentro, e com sérias objecções de mestres do mesmo mister, cá fora: os anjos podem ser uma espécie sexualmente asexuada tipo um gay/hetero, consoante o momento, a circunstância.
    No campo do que é igual e/ou iníquo, semelhante documento não poderia, aliás, ser fonte de tão menos maioritário e linearmente intrincado acordão.
    Até novo pedido verificação, de constitucionalidade claro (por antecipação ou não)…

  9. Francisco Colaço

    VivendiPT,

    A maioria de nós, portugueses, vive dentro das suas possibilidades. O Estado Português é que não vive dentro das nossas.

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