desintegração (des)controlada

“(…) Cyprus has severely restricted the free flow of money to and from the island in recent days as it fought to avert a financial panic. Banks have been shut all week and will begin reopening Tuesday, but restrictions will remain in place after the Cypriot parliament passed a bill Friday introducing temporary capital controls. The country’s central bank confirmed Monday that banks in Cyprus will reopen Tuesday, except Cyprus Popular Bank and Bank of Cyprus, which will reopen Thursday. (…) In addition to limits on ATM withdrawals, the measures allow authorities to restrict noncash transactions, freeze check cashing, limit withdrawals from bank accounts and even convert checking accounts into fixed-term deposits. Customs officials said people leaving Cyprus would be searched at airports and seaports to see whether they were trying to take more than €10,000 out of the country. Any amount over that limit would be confiscated by the government, the officials said. But some officials said they were unsure how strictly they should enforce the measures. At the so-called Green Line dividing Cyprus from Turkish-administered Northern Cyprus, customs officials said they weren’t searching people walking across the border unless they had information they were carrying large sums of currency. “We can’t search everyone at the moment but we’re waiting for new orders. Everything’s changing,” said Chrystos Chrystodoulou, a police officer guarding the border.”, no Wall Street Journal.

A estratégia adoptada pela troika para o Chipre parece partir do princípio de que os controlos de capital serão eficazes, coisa de que eu duvido muito seriamente. E não devo sero o único, pois a avaliar por outras notícias que dão conta de uma “wave of [foreign] bankers hoping to cash in on the crisis” (FT de hoje, página 2), uma avalanche de banqueiros invisíveis, de malas codificadas em punho, que têm aterrado nos últimos dias em Chipre, há muita, mas muita gente a duvidar de igual modo…

Enfim, o Euro está finalmente a caminho da desintegração. Agora, é mesmo só uma questão de tempo, e só no “bunker” de Bruxelas, onde provavelmente se continua a planear “world domination”, é que ainda se pensará (?) de modo diferente.

5 pensamentos sobre “desintegração (des)controlada

  1. murphy

    Cansa este clima de histeria permanente… Vejamos, não foram as redacções que constantemente passaram ideias como “os bancos é que devem pagar a crise”, ou então, que “os ricos” é deviam suportar a austeridade? Pois bem, quando um País, no caso o Chipre, prefere adoptar medidas que vão nessa linha (10% do património financeiro acima de 100.000 €) afinal parece que esse caminho, em vez de representar uma solução, é sinónimo de caos, de líderes irresponsáveis, blá, blá, blá…
    diz que é a “Era da Informação”.
    http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/03/do-jornalismo-histerico.html

  2. JS

    “ECB officials contacted Latvia, another EU country that has received large Russian deposits, to warn authorities against taking in Russian money fleeing Cyprus, two sources familiar with the contacts said.
    “It was made clear to our Latvian friends that if they want to join the euro, they should not provide a haven for Russian money exiting Cyprus,” a euro zone central banker said.

    Só será “legal” se for depositado em Bancos Alemães?. Estranho!.
    Ps. Dinheiro angolano e chinês não “nos” irá, por desventura, criar uma cipriotite agúda?.

  3. JS

    “There is also one “unintended consequence” of Cyprus and Greece. No one is going to invest in the local banks. Keeping money in the German banks, the Swiss banks or maybe even the French banks may go on but the local banks in each country are finished. In a clever move, the problems with Greece and Cyprus will drive the money from the local banking institutions in the troubled countries. Watch for capital flights in Spain, Portugal and Italy as their banks will be found unsafe and with good reason.” Mark J. Grant, Out of the Box

    Estranho?. “Unintended”?. Ou, simplesmente, a criação de um (só) verdadeiro, unificado, majestático, Banco Central Europeu?.
    Que, enfim, discipline esta caótica “União Europeia” ao gosto de quem realmente manda?.
    Objectivo: uma grandiosa “Deutschland über alles”. Todos no(s) eixo(s), (pun intended).
    Ensaio: a aglutinação da Alemanha de Leste.
    Fórmula: primeiro cria-se a dívida, depois … (O Padrinho).
    Tudo com prestimosa colaboração da -razoavelmente beneficiada- elite política local, entenda-se. Projecto consumado em apenas uns vinte e três (23) anitos.
    Era uma vez a “velha” Europa das Nações.
    Agora sim, todos orgulhosamente alemães, perdão, Europeus … Não?.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.