O Senhor da Venezuela e os pobres (2)

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Como seria de esperar canta-se nos blogs de extrema-esquerda louvores aos feitos de Chavez.  Nomeadamente a redução da pobreza. Porém como é possível observar no primeiro gráfico, na América Latina essa foi a tendência geral – e aproximadamente na mesma proporção – em idêntico per iodo  Acresce que nem todos beneficiaram da lotaria do petróleo que calhou à Venezuela (ver segundo gráfico) e seguramente nenhum na mesma dimensão. Pelo que até seria de esperar um desempenho bem melhor da Venezuela.

Os gráficos foram retirados deste artigo da Economist cuja leitura recomendo.

23 pensamentos sobre “O Senhor da Venezuela e os pobres (2)

  1. Miguel Noronha

    Por falar em “reaccionários”. Como se pode ver no gráfico , a redução da pobreza no Peru foi bem mais impressionante.

  2. Aliás ainda há dias escrevia eu sobre essa torpe e miserabilista forma de rebater factos. Se apontares a um social-situacionista quatro ou cinco perversões da liberdade e da democracia, ja para nao falar em casos de abuso criminoso de poder e do aparelho de Estado, vai responder-te que és um idiota porque não ves o quanto evoluimos, dado que ha 60 ou 70 anos os nossos avos nao tinham acesso àquilo a que hoje têm.

  3. JP

    Convém lembrar aos esquecidos dessa mesma esquerda e aos pseudo-jornalistas que, ao contrário da manifestação de sábado, em que as pessoas se puderam expressar livremente, na Venezuela são muitas as pessoas e famílias inteiras que se apresentam em manifestações pro-governamentais porque senão correm sérios riscos de serem “desintegrados” da sociedade. E não é preciso ir à Venezuela à procura de testemunhos. Há por cá alguns, mas é necessário querer ouvir e saber, em vez de manter o rabo sentado na cadeira à espera que chegue o mail da Lusa com as notícias oficiosas.

  4. Ricardo G. Francisco

    E a pobreza não se mede apenas com rendimentos do ano. Riqueza acumulada e capacidade para gerar riqueza no futuro são importantes sendo a última ais difícil de medir. Na Venezuela a destruição de capital vai ser sentida por esta e outras gerações de Venezuelanos.

  5. Pingback: o legado « BLASFÉMIAS

  6. Expatriado

    HOMICIDIOS | Solo durante los 10 primeros meses de 2012
    Más de tres mil homicidios se han registrado en Caracas
    Durante los primeros 10 meses del año en en el municipio Libertador ocurrieron 2.580 homicidios.
    http://www.eluniversal.com/sucesos/121111/mas-de-tres-mil-homicidios-se-han-registrado-en-caracas
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    “With the exception of Ivory Coast, the murder rate in any other African countries is lower than that in Venezuela,” Venezuelan researcher Luis Bravo told El Universal. “Neighboring Colombia was the most violent country in Latin America until in the early 2000′s. Then the figures dropped and now we (Venezuela) are far ahead, not only of Colombia, but also of Chile (3.7 homicides per 100,000 inhabitants) and even Haiti (6.9).”
    .
    Venezuela is considered to be one of the most deadly countries in the western hemisphere, with 19,336 homicides occurring last year, according to the Venezuelan Violence Observatory. That comes out to be on average 53 murder per day – giving the country a murder rate of about 67 per 100,000 inhabitants.
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    While not as bad as Honduras’ 88 murders per 100,000, it makes the drug war plagued Mexico look almost tame with its 15 per 100,000 rate.
    http://latino.foxnews.com/latino/news/2012/11/13/caracas-soaring-murder-rate-set-to-surpass-last-year-numbers/
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    An intensifying nationwide crime wave over the past decade has pushed the kidnapping rate in Venezuela past Colombia’s and Mexico’s, with about 2 abductions per 100,000 inhabitants, according to the Interior Ministry.
    But nowhere in Venezuela comes close in abductions to Barinas, with 7.2 kidnappings per 100,000 inhabitants, as armed gangs thrive off the disarray here while Mr. Chávez’s family tightens its grip on the state. Seizures of cattle ranches and crumbling infrastructure also contribute to the sense of low-intensity chaos.
    Barinas offers a unique microcosm of Mr. Chávez’s rule.
    http://www.nytimes.com/2009/07/21/world/americas/21venez.html?_r=0

  7. O Insurgente da III República

    Alan García e Alejandro Toledo merecem muito mais reconhecimento que Chávez. Muito mais democratas que o General, tornaram o Perú mais rico que a Venezuela.

  8. A. R

    Quando o petróleo regressar aos $10 a pobreza duplicaria num instante. Estes números são os mesmos do PREC do muralha d’aço: é como a tesão do cabrito. Só dura um bocadito. O dinheiro fica todo nos generais e clientes do chavismo.

  9. Esse artigo da Economist está cheio de desonestidades. E chega a ser delirante na forma como se refere à tentativa de de golpe de estado para destituir o Chávez. Culpa deste, obviamente. Como também o Allende, já sabíamos, foi culpado do golpe de estado naquele famigerado 11 de Setembro…

    PS1. Já agora, por que não pões aí um gráfico sobre a mortalidade infantil? É que não há melhor fonte de ilusionismo do que estatísticas e gráficos.
    PS2. Não foram lá com eleições, plebiscitos nem golpes de estado, não é? E o amigo americano já não está para essas coisas. É a vida 😉

  10. Miguel Noronha

    “Esse artigo da Economist está cheio de desonestidades.”
    Podes começar a enumerá-las. Força.

    “É que não há melhor fonte de ilusionismo do que estatísticas e gráficos.”
    Especialmente quando eles contradizem a nossa fé.

  11. Já que falamos de factos, recorramos então ao Índice de desenvolvimento da ONU (2011)

    A Venezuela aparece posicionada em 73.º; o Peru em 80.º. Provavelmente, o Peru era ainda mais pobre do que a Venezuela, daí a pobreza ter caído mais em termos relativos. Quem trabalha com taxas de variação sabe que isso não raro acontece (um país paupérrimo, flagelado pela guerra, de repente começa a crescer, e logo a taxa de crescimento anual dispara). É certo que, globalmente, a pobreza diminuiu na América Latina. Mas diminui, regre geral, numa América Latina dominada por governos de esquerda.

  12. Miguel Noronha

    ” Provavelmente, o Peru era ainda mais pobre do que a Venezuela, daí a pobreza ter caído mais em termos relativos.”
    É o que o gráfico sobre a redução da pobreza (um dos tais que não interessa) sugere. E o que diz é que no final do período (mau grado não ter beneficiado do maná petrolifero) tinha níveis de pobreza inferiores aos da Venezuela.

  13. “Desmentir”, da última vez que olhei para o dicionário, queria dizer contradizer. O gráfico que o Insurgente apresenta não contradiz, antes confirma, que o regime de Chávez reduziu a pobreza na Venezuela. O mesmo aconteceu, diz o Luís Rocha, nos outros países da América Latina. Talvez isso se deva, digo eu, a nenhum deles se ter deixado enredar na ideologia delirante e assassina a que n’O Insurgente se chama “ciência económica.”

  14. #20. Já fiz e já li. Não fiquei impressionado. Mas ao menos diverti-me um bocado a localizar e a identificar as três vertentes daquilo a que Alfred O. Hirschman chama a Retórica da Reacção.

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