As Cinco Propostas Para Sair da Crise

Cortesia do Jornal de Negócios, aqui estão as “cinco propostas concretas” do PS para sair da crise:

  1. Parar com a austeridade
  2. Estabilizar a economia
  3. Programa de emergência para apoiar os desempregados sem qualquer protecção social
  4. Adoptar uma estragétia realista para diminuição da dívida pública e do défice orçamental
  5. Agenda para o crescimento e o emprego

Lindo! As medidas em mais detalhe encontram-se na imagem abaixo, mas não consigo perceber como é que qualquer destas medidas individualmente ou em conjunto pode contribuir para a saída da crise, uma vez que (já referido pelo Miguel Noronha) representam mais desemprego, mais custos para as empresas, mais esforço da segurança social e mais despesismo.

Além do alto nível das propostas que incluem verbos genéricos e vagos tais como “adoptar”, “renegociar”, “promover” e “fomentar” não há nenhuma ideia verdadeiramente nova ou qualquer proposta de reforma estrutural do estado. Ou seja, quer-se mais do mesmo, pretendendo conseguir “o crescimento e o emprego” por decreto, e o dinheiro para financiar o estado social – esse pequeno pormenor –  há de cair do céu da União Europeia.

A melhor frase do documento é porém a seguinte: “O PS defende a disciplina e o rigor orçamental. Coisa diferente é um corte brutal nas funções sociais que aumentarão a recessão económica e gerarão ainda mais desemprego.” Ou seja, o PS defende contas mais equilibradas, mas propõe aumentos da despesa e não quer aumentar os impostos. Brilhante!… E será este provavelmente o próximo partido a governar o país. Está tudo dito.

Propostas_PS

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24 thoughts on “As Cinco Propostas Para Sair da Crise

  1. DSS

    Até os paupérrimos programas eleitorais das listas para a Associação Académica da minha universidade eram menos genéricos que isto.
    É este o maior partido da oposição que temos.

  2. Pedro Santos

    isto é um claro “que se lixe a troika porque queremos a vida (de antigamente) de volta”…

    santa pachorra…

  3. josé M

    Mas isto é uma enormidade de pontos!! proponho só um ponto. Metade dos desempregados são colocados a abrir buracos e a outra metade fecha-os… não é preciso mais e estou certo que até o PS concordava e nem era preciso ser keynesiano…

  4. O Insurgente da III República

    A única coisa decente é a redução do IVA para a restauração. O resto um desastre

  5. fernandojmferreira

    E a mim o que mais me espanta e’ ainda parecer ninguem ter percebido que tem uma opcao, para alem de votar PS-PSD-CDS-PS-PSD-CDS… A opcao e’ nao votar. Ao nao votar, estarao a afirmar que o colectivismo coercivo nao funciona e que e’ completamente contrario a liberdade e que nao aceitam “masters”. Esquerda e direita, direita e esquerda: sao todos socialistas!!!

  6. Joaquim Amado Lopes

    Proposta 1: manter a despesa pública

    Proposta 2:
    . I) Redução da receita
    . II) Promover a falência de empresas (o que faz diminuir a receita, mesmo com o aumento dos impostos sobre o trabalho) e o desemprego (o que faz aumentar a despesa), reduzindo o PIB (o que faz aumentar o valor da dívida pública em percentagem do PIB); aumentar a despesa; algo importante mas que vai contra o ponto anterior e contra a intenção manifesta de ser o Estado a controlar os ciclos económicos em vez de deixar a Economia funcionar
    . III) Prometer o que não depende apenas do Governo e que, se conseguido, vai exigir mais esforço do Estado em termos de investimento, planeamento, fiscalização, …
    . IV) Mais despesa do Estado, transferindo mais dinheiro de quem é eficiente para quem é ineficiente

    Proposta 3:
    Mais planeamento central para o que devia ser decisão e responsabilidade de cada um; mais dependência do Estado

    Proposta 4:
    . a) Intenção vaga sobre algo que não depende do Governo mas de alguém com quem se fez um contrato que se afirma não querer respeitar, com referência à “realidade” vinda de quem é completamente avesso a esta
    . b) Idem mas sem referência à “realidade”
    . c) Idem
    . d) Idem
    . e) Promessa sobre algo que não depende do Governo e que tem 0 de probabilidade de ser conseguido

    Proposta 5:
    . I) Intenção vaga – nada suficientemente concreto para que possa ser comentado
    . II) Intenção vaga sobre algo que, no que respeita ao Estado, só pode ser conseguido com acções selectivas e discricionárias de mais despesa (promovendo actividades económicas não lucrativas) ou menos receita (idem)
    . III) Ideia vaga que implica maior intervenção do Estado sobre a economia, retirando poder de decisão às entidades económicas e promovendo a ineficiência económica

    .
    Devo confessar a minha surpresa. Menosprezei completamente a capacidade do PS para o disparate. Nem sequer sabem o que significa a palavra “concreta”.

  7. Ajom Moguro

    Vazio de ida e volta
    A Troika ficou toda a tremer ao falar com Seguro. A exigência de políticos para conversar foi só mais um tiro de pólvora seca. Este tipo nunca mais deixa de carregar pela boca, mas estaria bem numa carreira de tiro a colar pastilhas.

  8. Nuno

    fernandojmferreira, se estivéssemos em 2009 ficava preocupado com a possibilidade de o PS voltar ao Governo. Como já batemos no fundo não temos opção senão reformar, governe quem governar. O resto é conversa. Perguntem ao Hollande.

  9. Nuno,
    Assumes que necessariamente e sem sombra de duvida tem de haver sempre alguem que “governe”.
    Muitos assumem isso e passam a vida a escolher “o menor de 2 males”.
    Se escolher o “menor de 2 males” e’ o melhor que o colectivismo pode prometer, da para perguntar como e’ que escolher entre MALES pode ser uma coisa “boa”
    Liberdade em vez de colectivismo, e’ a opcao disponivel. Rejeita o colectivismo nao votando. Se todos deixarem de votar, os politicos nao tem argumentos para justificar o seu poder.

  10. fernandojmferreira

    Ainda bem, Nuno. Fico feliz por ter assumido mal em relacao a si.
    No entanto, quando faco tais assumpcoes, a probabilidade de acertar ainda e’ estupidamente grande, mesmo entre ditos liberais e “defensores” da liberdade.

  11. Pingback: Infantilidades do 2 de Março | O Insurgente

  12. Joaquim Amado Lopes

    fernandomferreira, (12),
    “Joaquim Amado Lopes, vai uma apostinha que o PS vai ganhar as eleicoes?”
    Muita coisa pode acontecer até às eleições e, com o PSD-PP e o PS cada vez mais parecidos, o resultado é imprevisível ainda mais a esta distância.

    Posso no entanto dizer-lhe que, mesmo sendo (ainda) militante do PSD, neste momento não tenho qualquer intenção de votar no PSD nas próximas eleições. Naturalmente, votar no PS seria ridículo porque o motivo que me leva a não votar no PSD é precisamente o quão parecido é com o PS. Espero apenas que apareça um partido que seja realmente a favor de um Estado mais pequeno. Mesmo que não tenha a mínima hipótese de ganhar as legislativas, dar-lhe-ei o meu voto para que possa ao menos eleger um deputado e podermos ver o que realmente defende.

    Quanto às próximas eleições, só duas coisas são certas: (1) vamos ter exactamente o que merecemos e (2) não queremos aquilo que merecemos.

  13. Pingback: 2 de Março | Ricardo Campelo de Magalhães

  14. fernandojmferreira

    Joaquim Amada Lopes,
    e que tal nao votar?
    Ao nao votar, voce estara a dizer que esta farto do colectivismo, que o colectivismo definitivamente nao funciona e que o colectivismo e’ contrario a liberdade.
    Os politicos e colectivistas nao gostam que as pessoas nao votem. De facto, meteram na cabeca da populaca que “so quem vota e’ que se pode queixar” do governo, ou dos politicos, quando, na realidade, e’ exactamente o contrario: so QUEM NAO VOTA e’ que se pode queixar, porque quem vota esta invariavelmente a escolher um “master” que vai determinar todos os aspectos da vida dessa pessoa. Os politicos querem que a populaca continue a escolher “masters”, isto e’, votar, porque so isso lhes atribui uma ilusoria “legitimidade” de taxar, de regular, de legislar a seu belo prazer.
    O mundo esta como esta resultado do colectivismo coercivo. O colectivismo coercivo e’ nocivo e contrario a liberdade e os politicos sao os seus agentes.
    Votar num terceiro partido nunca pode ser a solucao porque os partidos, TODOS os partidos, sao o problema e nao podem fazer parte da solucao. Reconhecer que os partidos da alternancia governativa nao prestam e sao basicamente o mesmo ja e’ um bom passo na direccao certa mas pensar que um outro partido seria “melhor”, continua a ser a ilusao da humanidade. Cumprimentos!

  15. Pingback: Doze Medidas Imediatas Contra a Exploração e o Empobrecimento | O Insurgente

  16. JPi

    O problema de não votar porque não há ninguém de quem se goste é que dá lugar aos que têm muita gente de quem gostam, nomeadamente na extrema esquerda. Não votar PSD/CDS é no fundo votar PS/BE/PCP, porque a malta da esquerda certamente que vai votar.

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