Libertarian Justice

Lecture enquadrada na série Justice do EdX com Michael J. Sandel:

Harvard Lecture On Libertarianism:

One of the key concepts discussed in the lecture is whether or not redistribution of wealth is ethical. The argument that I often wish I would hear but seldom do is that the capitalist DOES redistribute wealth. No one with abundant extra wealth puts it all in his or her bathtub to bathe in it, they reinvest it! This IS redistribution of wealth and a reinvestment that creates jobs and so health care systems, and housing and food for the poor and on and on. The capitalist IS a re-distibutor of wealth and unlike the government he or she is a much more efficient re-distributor because he or she has ‘skin in the game’ as to what happens with their investment. The government does NOT.

NOTA: um livro que recomendo vivamenente sobre o tema é The Ethics of Redistribution de Bertrand de Jouvenel

Calimerices

Calimeros II por Gabriel Silva:

.. Não é por uma medida temporária ter sido – e possivelmente vir a ser novamente – chumbada que retira a responsabilidade da actual maioria de fazer os cortes e as reformas necessárias para que de forma permanente se desça a despesa publica. Não é o TC que impede que se o estado se retire das milhentas funções onde não deveria estar . Ou que o estado permaneça a tudo querer regular e meter-se. Não é o TC que impede que se termine de uma vez com uma cultura de subíidios (que este governo tanto gosta de incrementar) nem de manter sectores de actividade protegidos, nem da manutenção de monopolios, nem de falta de liberdade empresarial, ou de livre escolha na escola e saúde. Nem é o TC responsável, mas sim este governo, por nacionalizar bancos, ou fundos de pensões com encargos centenas de milhões de euros/ano para futuro, nem de não fazer reforma administrativa, nem de não fazer reforma autarquica, etc.

Nem sequer aplicar as reformas com que se comprometeram no memorando de entendimento foi esta maioria e governo capaz de realizar. Foi apenas mais socialismo em cima de socialismo.

Teve esta maioria e este governo uma oportunidade como é raro suceder. E teve o poder para o fazer. Não fizeram. Por falta de vontade e incompetência. Agora já é tarde. Azar. O nosso.

Páscoa no Vaticano

Hoje 250.000 pessoas encheram a praça do Vaticano para celebrar a Páscoa com o novo Papa, Francisco I.
Metade das que quase encheram o Terreiro do Paço ainda há pouco tempo, que como se sabe é várias vezes maior.

Adenda: Estive a fazer umas brincadeiras no Sun Earth Tools.

A Praça de S. Pedro tem no máximo 25.000 m2 (22.783, na Wikipedia). A zona entre a Praça e a Basílica 5.000 m2. A zona entre a Praça e a Via da Concórdia 10.000 m2. Que eles ocupassem mais 5.000m2 na Via da Concórdia (que tem 26 m2 de largura). São 45.000 m2. A 5 pessoas por m2, dá 225.000 pessoas. Se tivessem mais 25.000 no meio dos arcos, dá certo.

A Praça do Comércio mede, de acordo com a mesma ferramenta, 170 por 180 metros. 30.600 m2, como diz a Wikipedia. Usando as mesmas 5 pessoas por metro, dá 153.000 de máximo.
Bento XVI encheu-a com 100.000 porque as pessoas não estavam assim tão compactas naquela ocasião.

5 pessoas por metro quadrado já me parece compacto. Ando em elevadores dessa dimensão com mais 3 pessoas e já me sinto… “aconchegado”. Mas aceitam-se mais opiniões, como sempre (por exemplo, da Montanha de Sisifo sobre 2 de Março).

O fim da tecnocracia (se alguma vez existiu), e o retorno da política sem máscaras (act.)

Mais uma excelente análise da crise cipriota e do seu significado. Desta vez de Jean Pisany-Ferry.

Um comentário ou dois a propósito. Uma das maiores vacuidades com que as pessoas mais confusas, atordoadas, costumam «explicar», acusando, os presentes impasses da crise europeia é a ideia de uma suposta abordagem, ou prevalência, nos responsáveis pela situação, de uma visão  – «economicista». Em geral, a crítica provém de pessoas cuja formação em matérias que costumam ser analisadas pela disciplina científica da Economia é patentemente nula. Mas é mais: de pessoas que parecem ignorar por completo o que é a política, uma vez que ela tomou, por inteiro, o palco da crise, coisa que, por mais estranho que possa parecerer, lhes está a escapar. Mas talvez uma coisa não pudesse ir sem a outra, senão, vejamos.

A economia é uma ciência muito chata, porque basicamente coloca à política dilemas. E a política (politics), sobretudo na sua execução mais rasteira, abomina a evidência dos dilemas. Há sempre, na visão da política dos que execram o «economicismo» a abominação dos dilemas. Sucede que a resolução dos dilemas (que não desaparecem por efeito da propaganda) – a opção, com a realização do seu custo – tem de existir e é política. Só que o discurso político mais idiotizado e idiotizante gosta de esquecer, suprimir, recalcar a ideia de que há custos em todas as decisões. De que há dilemas. Gosta de esquecer a Economia. A propósito: um dos momentos mais fulgurantes em que o actual Presidente Cavaco revelou a íntima miséria do seu estofo mental foi quando, ignorando o que há de mais nuclear na disciplina em que se formou, proclamou que duas pessoas, com idêntica informação, concluiriam o mesmo, no sentido em que escolheriam o mesmo. Cavaco a reflectir é essa nulidade: a  ignorância (no sentido inglês do termo, activo, de «passar deliberadamente por cima de um facto») dos dilemas e, portanto, a ignorância da política, e daquilo em que a Economia a informa, porque custos há sempre: a questão é saber o que se sacrifica – quem se sacrifica.

Dito isto, se há facto relevante, evidência ululante no desenrolar da presente crise, é a do retorno em força da política sem escamoteamento no protagonismo da resolução dos dilemas: o fim da tecnocracia. Ou, como diz Jean Pisany-Ferry no artigo lincado,

Ultimately, the true contest is less between moral hazard and financial stability than it is between financially sensible and politically acceptable solutions. In Europe, as elsewhere, financial policy used to be the remit of specialists – central bankers, regulators, and supervisors. Not anymore: the experts have lost their legitimacy.

Nowadays, angry citizens are in charge, and politics is driving financial policy. But politics in Europe is national, and what one national parliament regards as the only possible solution another national parliament regards as entirely unacceptable. Europe has not yet found a response to this problem, and it is not on the way to finding one.

Dito por outras palavras, a Europa ainda não conheceu o seu momento constituinte. Nem está em vias de o conhecer.

Lei da Cópia Privada

Lei da cópia privada. Discos rígidos, telemóveis e MP3 podem ser taxados


Taxing Email to Fund the Post Office Is Like….

Governo quer nova lei da cópia privada no Parlamento em Fevereiro (Janeiro 2013)
Aprender com os erros #pl118:

.. os argumentos que sustentam a lei da cópia privada são insustentáveis .. Cópia privada não tem absolutamente nada a ver com pirataria.

Ao contrário do que aconteceu há um ano, a proposta do governo para alterar a lei da cópia privada está a ser tratada com secretismo e confidencialidade. Para que não haja debate. Sabem que não têm argumentos que sobrevivam ao debate, portanto, não mudam as premissas da proposta, escondem-na, para que não seja debatida, escrutinada, criticada por todos aqueles que são a parte mais interessada (os que vão pagar).

– se é que ainda há esperança de escapar a tamanho liberalismo: CDS não vê necessidade de revisão da lei da cópia privada proposta pelo Governo

O CDS não vê “necessidade de mudar o quadro actual” no que diz respeito à cópia privada, afirmou ao PÚBLICO o deputado centrista Michael Seufert, para quem uma taxa para remunerar os autores e demais detentores de direitos “não faz sentido para lá do que já existe hoje”.

Peter Schiff Update – the Lance Amstrong Economy & Cyprus honesty

N’O Insurgente há pessoas mais académicas – como o AAAlves ou o Filipe por exemplo – e se vocês os conhecerem creio que se tornará óbvio o que eu quero dizer. Falar com eles é mais como falar com uma versão moderna de Hayek – excepto quando o André usa camisola em V, pois aí é igual!

Bem, eu sou mais do género do Schiff ou do Rogers. Financeiro, gosto de ter uma linguagem acessível, sacrifico estudar a ontologia e a epistemologia (que hei-de estudar melhor – um dia) para estudar movimentos de tipos de activos (para saber para onde vamos) ou como argumentar com pessoas inteligentes mas sem conhecimento profundo de economia teórica (como os meus clientes) e por vezes flirto com a política. Por isso fica aqui mais um update dele.

Lance Amstrong Economy (link)

Já agora, sobre o Chipre (link):

“Que Se Lixe A Troika”: Um Movimento Apartidário?

Citando o  Jornal i: “O movimento apresenta-se, por outro lado, como apartidário, mas, segundo diversas fontes do movimento relataram ao i, quatro dos seis membros que compõem o núcleo duro são militantes activos do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Comunista Português (PCP). Segundo as mesmas fontes, Belandina Vaz, João Camargo e Marco Neves Marques são militantes do BE, enquanto Tiago Mota Saraiva pertence ao PCP. Já Magda Alves e Nuno Ramos de Almeida não estão actualmente filiados em nenhum partido, mas Alves tem um percurso ligado ao Bloco de Esquerda, enquanto Ramos de Almeida, actualmente editor-executivo do jornal i, foi durante 23 anos militante do Partido Comunista, passando mais tarde para o BE, onde foi eleito em 2005 para a mesa nacional (órgão máximo daquele partido entre congressos). É este grupo de seis que define as linhas orientadoras do movimento, estando a maioria na génese da sua criação.”