Um Velho Amor…

… nunca se esquece!

Com a visita da blogueira cubana Yoani Sánchez, os manifestantes profissionais – aqueles mesmos que se apresentam como árduos defensores da liberdade de expressão e da democracia – têm dado mostras de que, no Brasil (e em grande parte da América Latina), as mentalidades estacionaram nos anos da Guerra Fria.
São sempre os mesmos velhos temas: o imperialismo yankee, a CIA, o complô da “direita” para destruir a imagem do regime castrista, a necessidade de abraçar modelos “alternativos” de desenvolvimento (claro, afinal de contas, quem tem medo de equações e de gráficos prefere acreditar em retóricas ao invés de aceitar evidências)…
Enquanto isso, as ações das empresas brasileiras experimentam uma queda acentuada, o dragão bate à porta novamente e o crescimento dá mostras de ser patético.
Mas quem, afinal de contas, nunca cometeu besteiras por amor?
P.S.: É bom estar de volta!

5 pensamentos sobre “Um Velho Amor…

  1. Miguel A. Baptista

    Também em Portugal, de um modo geral, a direita é muito mais respeitadora e tolerante com o outro do que a esquerda. De Ceaucescu a Hugo Chavez todos os darlings da esquerda visitaram o nosso país sem ser incomodados.

    Já aqueles que a esquerda não gosta, desde pessoas de direita da linha dura como Pinochet a democratas que sofreram o facto de ter vivido em ditaduras como Angela Merkel, ao visitarem o nosso país tinham um conjunto de “manifestantes profissionais” acompanhados pelos seus apaniguados “idiotas úteis”.

    A tolerância dessa esquerda está, em Portugal, atualmente, bem visível quando se assiste ao regozijo com que encaram o facto de, através de insultos, um ministro que não lhes é favorável ser impedido de discursar ou de debater ideias.

    Gostaria de saber as reações deles se, ao invés de termos presenciado um ministro a ser insultado como fascista, se assistisse à interrupção de um evento em que estivesse um darling de esquerda com mimos de “estalinistas assassinos”.

  2. Miucha

    Parece que são mesmo muito poucos… mas sim deviam ir com bilhete de IDA (só) para Cuba como sugeriu o Bruno Garschagen.

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