Ainda sobre os professores sindicalizados e as suas exigências…

A minha questão para os Sábios do Aventar é:

Que Impostos se deveriam aumentar
para poder manter o nível actual de financiamento das escolas públicas em Portugal?

Ou respondem a esta questão, ou então continuem a escrever posts de uma linha.

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14 pensamentos sobre “Ainda sobre os professores sindicalizados e as suas exigências…

  1. Não são necessários mais impostos. Basta reduzir as gorduras inuteis no ensino para reduzir as despesas com educação e pagar decentemente aos bons professores que fiquem no ensino.

    Eis uma pequena lista de cortes:

    1) Despedir (com respeito e dignidade) os professores que não tenham serviço lectivo atribuído;
    2) Extinguir o Ministério da Educação e dar autonomia às escolas na contratação, ficando apenas três serviços – inspecção-geral, exames nacionais e comissão de financiamento – integrados num outro ministério;
    3) Acabar com o 12º ano e a proliferação de mestrados e doutoramentos inuteis e outros disparates de Bolonha;
    4) Transformar os curso de educadoras de infância, professores primários, enfermagem, informáticos, etc. em cursos médios em vez de licenciaturas e mestrados.
    4) Substituir a maioria dos assistentes no ensino superior por monitores;
    5) Acabar com os abusos nos transportes escolares;
    etc. etc.

    É fácil a qualquer pessoa de bom senso acrescentar mais uma duzia de exemplos.

  2. Pergunta desnecessária para quem não entende a correlação dos recursos do Estado com a “máquina” que ele sustenta. Ou, com um pouco mais de “vinagre”, pergunta desnecessária para quem confunde a “qualidade do ensino” com a (justa) luta por melhorias salariais. Os professores-reivindicativos perderam o meu respeito quando “baralharam” estas questões e apenas “reclamam” pela “qualidade do sistema educativo” quando lhes exigem competência (através do método lógico: avaliação), ou lhes vão ao bolso. Dá ideia que para “eles” tudo estaria bem desde que o Estado (ou melhor, os contribuintes) lhes garantissem pleno emprego para toda a vida, sem exigências, sem avaliação, e com salários “porreiros” (mesmo que estes se fixem acima dos padrões internacionais equivalentes, e acima do possível…). Esse parece ser o modelo de “qualidade do ensino” pretendido.

  3. tina

    Como esperado, ninguém sabe a solução para o problema. Quem tipifica bem esta repentina paralisia cerebral é Seguro, que se queixa muito do aumento de impostos, mas depois diz que não pode prometer que baixará os impostos.

  4. Isabel

    A pergunta que faz só é válida sob a premissa ceteris paribus! Sendo os recursos escassos, há que fazer escolhas. O problema é que estas escolhas foram ideologicamente restringidas à partida e, portanto, os cortes estão politica e ideologicamente enviesados, uma vez que se restringiu o universo a cortar. Como liberal que é, por que razão defende que se mantenha a sustentação, pelos contribuintes, dos bancos e outras instituições financeiras, a subvenção a empresas/grupos empresariais a manutenção de rendas de monopólio ou a tese de que os contratos celebrados pelo Estado com privados (PPP’s, etc) são invioláveis, mesmo quando atentam manifestamente contra o interesse público, enquanto os contratos que celebrou com os seus funcionários e reformados são contingentes e podem ser rasgados a qualquer momento, por exemplo?

  5. Sérgio

    As PPP´s não são invioláveis. Chega de confundir tudo. O Estado pode denunciar os contratos. Só tem é de cortar mais nos vencimentos da parasitagem da função pública para poder pagar as respetivas indemnizações! Não interessa se o Estado gasta muito com os funcionários públicos ou com as PPP´s! O que é intolerável é o privado pagar tanto para manter a parasitagem feliz! Que nunca se importou com PPP´s e até queria aumentar a dívida do estado com o TGV e o aeroporto! Não há dinheiro porque o que é tirado ao privado não chega! Agora, vamos lá cortar nessas regalias!

  6. lucklucky

    “O problema é que estas escolhas foram ideologicamente restringidas à partida”

    Uma Constituição que caminha para o Soci@lismo, deixa aumentar os impostos sobre as pessoas sem limite – para aumentar já não há discriminação sobre os privados- e ainda tem a lata de falar de ideologia?

  7. Maria Amaral

    Há toda uma panóplia de parasitas não funcionários públicos que viveram e vivem, que enriqueceram e enriquecem à custa dos nossos impostos. Que tal começar e acabar por aí?

  8. Carlos

    Diz a Maria que “Há toda uma panóplia de parasitas não funcionários públicos que viveram e vivem, que enriqueceram e enriquecem à custa dos nossos impostos”. E eu pergunto: Onde estão esses parasitas? Diga à gente…

  9. economista

    Me perdoem … Não estou a concordar ou discordar do actual sistema de financiameno da escola publica . Mas para haver escola publica não é necessário aumentar os impostos . Há outras soluções …

  10. Pingback: O ensino público não precisa de mais impostos – Aventar

  11. Pingback: Raquel Varela? Please… « O Insurgente

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