Que clichê: Escolas iniciam esta segunda-feira semana de luta contra cortes na Educação.
Precariedade laboral dos professores, empobrecimento dos currículos, mega-agrupamentos e cortes nas escolas estão na base dos protestos que decorrem até sexta-feira.
Mas quem é que os professores pensam que são? O salário médio líquido Português é 777. O bruto mal passa dos 1.000. Isso é menos do que ganha um professor de quadro no início do contrato. Porque devem os privados ser extorquidos para manter esse exagero?
A frase “Professores de luto em luta pela profissão e pela defesa da escola pública” invade esta segunda-feira milhares de escolas inscrita em cartazes, faixas, lenços, autocolantes. A semana de luto promovida pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) dura até sexta-feira e, como adiantou ao PÚBLICO Mário Nogueira, daquela estrutura sindical, pretende denunciar as consequências das medidas e dos cortes impostos pelo Ministério da Educação na qualidade do ensino público em Portugal.
A defesa “da profissão e da escola pública” é uma frase vaga e indefinida. O que significa?
Que as escolas vão ficar sem professores? Não me parece.
Que as escolas vão ficar sem alunos? Sim, vão. Mas precisamente porque os jovens de hoje não vos conseguem pagar todas as vossas exigências!
Que a quebra de qualidade se deve aos cortes e não à pedagogia laxista vigente? Não atirem areia para os olhos.
“Desde a instabilidade dos postos de trabalho ao empobrecimento dos currículos, passando pelos mega-agrupamentos, aquilo a que estamos a assistir é ao maior ataque contra a escola pública dos últimos quarenta anos”, precisou o sindicalista, cujas contas apontam para a distribuição pelas escolas de 1.200 faixas pretas, 40 mil lenços a usar pelos docentes, milhares de autocolantes e ainda “dois a três mil cartazes”.
E quem paga tudo isso… deixem ver… Ah, os que ainda não têm os direitos adquiridos.
O arranque nos protestos será dado com a colocação de uma faixa de luto nas instalações do Ministério da Educação, por volta das 11h00. Seguem-se várias iniciativas ao longo da semana, em que se incluem conferências de imprensa sobre temas como a “gravíssima situação” que se vive no Ensino Superior e o desemprego entre os docentes.
Iniciativas…
“A 31 de Dezembro havia 31.501 professores sem colocação e a situação não variou muito desde então”, conta Mário Nogueira. Por outro lado, os professores representam cerca de metade dos 28 mil funcionários públicos que cessaram o vínculo em 2012. “São 14 mil professores, muitos dos quais poderiam ter-se mantido em funções durante mais tempo se não estivessem a ser vítimas de um autêntico bullying político por parte deste Governo”, considera o mesmo responsável.
Ou isso, ou o facto de serem inúteis.
Porque o grupo que vos paga os salários não consegue poupar o suficiente para ter filhos.
Basta ver quantos entre os 23 e os 35 ainda não têm filhos. Porque têm de pagar a maior carga fiscal de sempre.
Carga esta que vai para quem tem poder junto do Estado: médicos, professores, juízes, CPs, banqueiros, …
A Fenprof conta chegar ao final da semana com uma resposta de Nuno Crato ao pedido de audiência que lhe foi endereçado e que continua sem resposta. “Já redireccionámos esse pedido para Pedro Passos Coelho e este disse que sim mas voltou a remeter para Nuno Crato que continua sem dizer nada. Esse silêncio é inconcebível porque os professores precisam de saber com o que podem contar e significa que o senhor ministro ou não tem nenhum projecto para a educação em Portugal ou até tem mas sabe que não manda nada e por isso não o apresenta”, criticou Nogueira, para quem o pedido de adiamento por um ano do corte de quatro mil milhões de euros que o Governo irá pedir à troika, “não vai reverter a opção ideológica que está na sua origem e que, no caso da Educação, é destruir a escola pública em Portugal”.
Inconcebível é ganharem mais do dobro de quem vos paga os salários e acharem-se superiores.
Quem não tem projecto para o país são vocês. Como diria Mises, vocês não têm noção de como o vosso destino está ligado ao do país e da capacidade deste de serem sugados e ainda sobrar para sustentarem – ou sequer ter – filhos.
O líder da Fenprof acrescentou que durante esta semana serão apresentados alguns dados sobre as acções judiciais intentadas pela estrutura sindical para travar a criação de alguns mega-agrupamentos anunciados.
Sim, porque os tribunais não devem ter nada mais importante para despachar.
Bem, é apenas mais um exemplo da prepotência e do carácter primário de Mário Nogueira – o “professor” que sem ter dado uma aula nas últimas décadas teve uma avaliação de “muito bom” e de quem se diz que ganha mais de 6 salários mínimos – e da sua comandita.
E o país aguenta este abuso? Ai aguenta, aguenta. Até o dia…