Os Professores estão em Luta! – XLVIII

Que clichê: Escolas iniciam esta segunda-feira semana de luta contra cortes na Educação.

Precariedade laboral dos professores, empobrecimento dos currículos, mega-agrupamentos e cortes nas escolas estão na base dos protestos que decorrem até sexta-feira.

Mas quem é que os professores pensam que são? O salário médio líquido Português é 777. O bruto mal passa dos 1.000. Isso é menos do que ganha um professor de quadro no início do contrato. Porque devem os privados ser extorquidos para manter esse exagero?

A frase “Professores de luto em luta pela profissão e pela defesa da escola pública” invade esta segunda-feira milhares de escolas inscrita em cartazes, faixas, lenços, autocolantes. A semana de luto promovida pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) dura até sexta-feira e, como adiantou ao PÚBLICO Mário Nogueira, daquela estrutura sindical, pretende denunciar as consequências das medidas e dos cortes impostos pelo Ministério da Educação na qualidade do ensino público em Portugal.

A defesa “da profissão e da escola pública” é uma frase vaga e indefinida. O que significa?
Que as escolas vão ficar sem professores? Não me parece.
Que as escolas vão ficar sem alunos? Sim, vão. Mas precisamente porque os jovens de hoje não vos conseguem pagar todas as vossas exigências!
Que a quebra de qualidade se deve aos cortes e não à pedagogia laxista vigente? Não atirem areia para os olhos.

“Desde a instabilidade dos postos de trabalho ao empobrecimento dos currículos, passando pelos mega-agrupamentos, aquilo a que estamos a assistir é ao maior ataque contra a escola pública dos últimos quarenta anos”, precisou o sindicalista, cujas contas apontam para a distribuição pelas escolas de 1.200 faixas pretas, 40 mil lenços a usar pelos docentes, milhares de autocolantes e ainda “dois a três mil cartazes”.

E quem paga tudo isso… deixem ver… Ah, os que ainda não têm os direitos adquiridos.

O arranque nos protestos será dado com a colocação de uma faixa de luto nas instalações do Ministério da Educação, por volta das 11h00. Seguem-se várias iniciativas ao longo da semana, em que se incluem conferências de imprensa sobre temas como a “gravíssima situação” que se vive no Ensino Superior e o desemprego entre os docentes.

Iniciativas…

“A 31 de Dezembro havia 31.501 professores sem colocação e a situação não variou muito desde então”, conta Mário Nogueira. Por outro lado, os professores representam cerca de metade dos 28 mil funcionários públicos que cessaram o vínculo em 2012. “São 14 mil professores, muitos dos quais poderiam ter-se mantido em funções durante mais tempo se não estivessem a ser vítimas de um autêntico bullying político por parte deste Governo”, considera o mesmo responsável.

Ou isso, ou o facto de serem inúteis.
Porque o grupo que vos paga os salários não consegue poupar o suficiente para ter filhos.
Basta ver quantos entre os 23 e os 35 ainda não têm filhos. Porque têm de pagar a maior carga fiscal de sempre.
Carga esta que vai para quem tem poder junto do Estado: médicos, professores, juízes, CPs, banqueiros, …

A Fenprof conta chegar ao final da semana com uma resposta de Nuno Crato ao pedido de audiência que lhe foi endereçado e que continua sem resposta. “Já redireccionámos esse pedido para Pedro Passos Coelho e este disse que sim mas voltou a remeter para Nuno Crato que continua sem dizer nada. Esse silêncio é inconcebível porque os professores precisam de saber com o que podem contar e significa que o senhor ministro ou não tem nenhum projecto para a educação em Portugal ou até tem mas sabe que não manda nada e por isso não o apresenta”, criticou Nogueira, para quem o pedido de adiamento por um ano do corte de quatro mil milhões de euros que o Governo irá pedir à troika, “não vai reverter a opção ideológica que está na sua origem e que, no caso da Educação, é destruir a escola pública em Portugal”.

Inconcebível é ganharem mais do dobro de quem vos paga os salários e acharem-se superiores.
Quem não tem projecto para o país são vocês. Como diria Mises, vocês não têm noção de como o vosso destino está ligado ao do país e da capacidade deste de serem sugados e ainda sobrar para sustentarem – ou sequer ter – filhos.

O líder da Fenprof acrescentou que durante esta semana serão apresentados alguns dados sobre as acções judiciais intentadas pela estrutura sindical para travar a criação de alguns mega-agrupamentos anunciados.

Sim, porque os tribunais não devem ter nada mais importante para despachar.

Bem, é apenas mais um exemplo da prepotência e do carácter primário de Mário Nogueira – o “professor” que sem ter dado uma aula nas últimas décadas teve uma avaliação de “muito bom” e de quem se diz que ganha mais de 6 salários mínimos – e da sua comandita.
E o país aguenta este abuso? Ai aguenta, aguenta. Até o dia…

77 pensamentos sobre “Os Professores estão em Luta! – XLVIII

  1. Jose Domingos

    A malta dos direitos adquiridos, não está interessada na igualdade, uma questão muito cara á esquerda. A socialização do ensino, começou com o assalto á 5 de Outubro, onde começou os programas da treta. Acho curioso, a falácia do desemprego jovem, o que não falam, é que estas vitimas do socialismo, não sabem fazer nada. São incapazes de fazer um raciocínio lógico, porque os politicos lhes prometeram um futuro radioso e amanhãs cantados, desde que votassem neles.
    Quer dizer, apregoam uma moralidade, que não praticam.

  2. tina

    Boa, Ricardo. Chega de intimidação por parte de sindicatos gananciosos, que querem açambarcar tudo para eles, ao ponto de serem dos mais bem pagos da UE, num dos países mais pobres.

  3. Euro2cent

    Acho que deviam ser obrigados a manter o número de alunos nas escolas. Deviam inquirir o Sindicato acerca da fertilidade dos seus associados.

    Se calhar são dos principais contribuidores para a quebra demográfica que leva ao fecho das escolas.

    (Chama-se suícidio, uma das coisas mal vistas nos tempos salazarentos, mas agora felizmente desmistificada, se não mesmo encorajada, pelo progresso radioso que hoje nos abençoa. Hmm, risca essa palavra, quero dizer contempla.)

  4. Qual é a lógica de comparar o salário do professor com o salário médio? Com um salário igual ao salário médio ninguém que saiba alguma coisa de jeito vai para professor, só quem não tem mesmo outras opções. É a selecção adversa, e depois como os professores são maus o ensino é mau, culpa dos malandros dos professores! Este nivelamento da função pública por baixo só vai fazer uma coisa, vai fazer do Estado um antro de incompetência porque, como os meus amigos bem sabem, não há almoços grátis.

  5. tina

    Olhe DavC, nos outros países europeus os professores trabalham por muito menos que os professores portugueses e os alunos são comparativamente melhores:

    Comparing teachers’ wages to other economic indicators, in most countries GDP per capita is higher than staring primary school teachers’ salary, but lower than end-of-career secondary school teachers’ salary, in line with previous expectations. Countries in which end-of-career secondary school teachers’ salary is nearly twice or above twice GDP per capita include Estonia, Portugal, the Czech Republic, Spain, Germany and the Netherlands.

    http://download.ei-ie.org/Docs/WebDepot/Teachers%20Pay%202008%20Report.pdf

  6. Sim, ganham muito menos que os portugueses…a comparar com o PIB per capita, que em Portugal, como se sabe, é elevadíssimo. Para além disso, não é de todo estranho que num país com tão poucas pessoas com qualificações (a comparar com a OCDE) que, para quem as tenha, o prémio salarial seja elevado. Sobretudo se encararmos o mercado laboral europeu como cada vez mais integrado, é normal que os salários para pessoas qualificadas se aproximem cada vez mais dos salários europeus, sendo o rácio salário/PIB per capita naturalmente superior em países mais pobres. Analise lá os vencimentos de gestores, por exemplo, e compare com os europeus também.

    E eu não sou especialista em educação, nem tenho pretensões a isso, mas não me parece que o desempenho do aluno seja função unicamente do desempenho do professor. Pelas teorias do capital humano, quanto mais capital humano existir numa sociedade mais capital humano ela produzirá, o actual depende do passado. Trocando por miúdos, pais, avós, amigos, vizinhos, com mais qualificações contribuem para formar miúdos com mais qualificações.

  7. É isso mesmo, acabar de vez com os professores do ensino publico e substitui-los por regentes escolares (invenção de Salazar), assim uma espécie de professores, licenciados com a 4ª classe e baratinhos.
    E o dinheiro que se pouparia podia ir subsidiar os colégios privados frequentados pelos camplelos & Cia.

  8. tina

    “Sim, ganham muito menos que os portugueses…a comparar com o PIB per capita, que em Portugal, como se sabe, é elevadíssimO”

    Mas a questão de comparar com o PIB é precisamente a objectividade, nos países em que o PIB é mais pequeno, o custo de vida também é mais pequeno e por isso os salários podem ser mais baixos. Mas não, no caso dos professores portugueses, os salários em percentagem do PIB são mais altos do que nos outros países, indicando uma qualidade de vida dos professores portugueses acima da média. Se isso não é bastante, em termos absolutos, em euros, os professores portugueses no fim de carreira ganham mais do que muitos outros paísas mais ricos do que nós!

    “Para além disso, não é de todo estranho que num país com tão poucas pessoas com qualificações (a comparar com a OCDE) que, para quem as tenha, o prémio salarial seja elevado.”

    Coisa que não falta por aí são pessoas qualificadas no desemprego, a começar precisamente por professores.

    Admitidamente, os salários dos professores em início de carreira portugueses já se enquadram na média europeia. Há uma discrepância que não se justifica. Ou seja, os próprios sindicatos favorecem uns professores em relação aos outros. Deve ser a ganância dos velhos do sindicato.

  9. O autor deste post parece ter um trauma em relação aos professores.

    Há muita coisa a criticar no ensino, nomeadamente o excesso de professores e o número excessivo de anos de formação dos quadros intermédios (educadores de infância, enfermeiros, etc.) Mas isso não é culpa dos professores.

    A única coisa de que os professores são culpados foi terem-se deixado instrumentalizar pelos sindicatos do PCP e aceitar a sua proletarização relativamente a outros quadros com estatuto semelhante antes do 25 de Abril (médicos, magistrados, engenheiros, etc.).

    O prémio que existia em relaçao ao sector privado já foi eliminado com os cortes salariais e a perda do subsidio de férias e 13o mês. É demagogia continuar a bater nesta tecla.

    Se autor do post quer professores mais baratos, porque não reclama também contra os salários dos banqueiros, engenheiros, médicos, advogados, etc.. Não nos esqueçamos que quem pagar em amendoins acaba por só atrair macacos e que os erros no ensino só sentem ao fim de muitos anos.

    P.S. Eu sou professor e empresário por isso tenho conhecimento directo das diferenças entre o estado e o sector privado.

  10. tic0

    “Professores” são só os sindicalizados na fenprof?

    “Professores” também inclui os senhores professores universitários?

    “Professores” também inclui os profs-escravos ao estilo grupo GPS?

  11. Para ter objectividade compara-se em paridades poder de compra, não com o PIB per capita. Para além disso estamos a falar de professores nos quadros, não dos milhares que se encontram em situação precária.

    E é claro que há pessoas qualificadas no desemprego, há pessoas de todos os tipos no desemprego. Isso não quer dizer que não haja um prémio salarial para os mais qualificados.

  12. Pingback: Que horror – Aventar

  13. Joaquim Amado Lopes

    Marques mendes (11),
    “Se autor do post quer professores mais baratos, porque não reclama também contra os salários dos banqueiros, engenheiros, médicos, advogados, ”
    Posso estar enganado mas o autor do post reclama contra os salários pagos pelo Estado, sejam eles de professores, banqueiros, engenheiros, médicos ou advogados.
    O que é que o autor do post ou o Marques mendes têm a ver com o que empresas privadas que não vos pertencem pagam aos respectivos funcionários?

  14. É verdade que é preciso uma reforma na educação e existe clara má gestão de recursos humanos na colocação de professores. Por exemplo, como é possível vir o FMI dizer que em Portugal existem nem 8 alunos por professor (do 5º ao 12º ano)?? Mas onde andam as turmas com menos de 8 alunos no ensino básico e secundário? É porque na zona de Lisboa e arredores, onde existem inúmeras escolas, estas possuem turmas que têm entre 20-30+ alunos e professores encarregues de 4 ou 5 turmas ou mais. Portanto onde estão as escolas ou as pessoas a mais que fazem diminuir tanto o rácio aluno/professor? Agora pôr professores a ganhar 777 euros ou perto disso? Nem me parece justo…

  15. Vasco Jesus

    Os maravilhosos resultados do ensino em Portugal estão espelhados nesta frase:
    ”Por exemplo, como é possível vir o FMI dizer que em Portugal existem nem 8 alunos por professor (do 5º ao 12º ano)?? Mas onde andam as turmas com menos de 8 alunos no ensino básico e secundário?”

    Não conseguir pensar é uma tragédia.

  16. Maria Amaral

    O texto que acabei de ler é abjecto. Discorre o autor numa verborreia demagógica contra uma classe que diz ser privilegiada. Lamentável. Já agora ponham-se médicos, juízes e quejandos a ganhar o mesmo que um operário não qualificado e viva o socialismo. Volta Bloco de Leste, que estás perdoado e ganhem todos cinco cêntimos, à excepção de mim próprio e dos meus amigos, se estes achar o que eu acho.

  17. tina

    Ou seja, o país produz x per capita e os professores portugueses vão buscar 2x para cada um deles. Muito, muito mais do que a média europeia. Agora protestam se lhes querem baixar o salário. Não admira que a classe de professores seja mal vista. Os sindicatos gananciosos muito contribuiram para isso. É o extremismo dos sindicatos que divide as pessoas e arruina o país.

  18. Sérgio

    Esta classe que representa cerca de 32% dos funcionários públicos, é a mais parasitária do país. Quando se diz que Portugal é o país, a par da Suécia, que gasta mais com educação, o segundo onde os professores trabalham menos e onde ganhem bem mais do que o privado, o argumento é o de sempre da nossa parasitagem: Salazar, benefícios para o privado, maldade do capitalismo, etc… Há um argumento que a classe política vai ter de ouvir: não há dinheiro para esta educação parasitária!

  19. Note-se que este artigo é sobre os “sindicalizados” na Fenprof.
    Os do Ensino Superior são ignorados neste post (são objecto de outros aqui neste blog).
    Os contratados da minha geração naturalmente não são referidos e de algumas histórias que vão sabendo têm a minha solidariedade pela situação em que estão.
    Estamos aqui a falar dos que se sentem à vontade para exigir mais quando são das classes mais protegidas da crise até agora, face ao que tem acontecido a Portugal desde 2008.

  20. Não querendo responder a todos os comentários, não quero ignorar este do “DavC”:

    “Sim, ganham muito menos que os portugueses…a comparar com o PIB per capita, que em Portugal, como se sabe, é elevadíssimo.”

    Oh Dav, e os Portugueses ganham com base em quê, seu…
    Então os Professores não são Portugueses e vivem numa colónia Portuguesa em Marte, é?
    Todos nós nos comparamos com o PIB per capita Português, mas os professores têm direito ao nível de vida Luxemburguês, é?

  21. Comentador Marques Mendes,

    “A única coisa de que os professores são culpados foi terem-se deixado instrumentalizar pelos sindicatos do PCP e aceitar a sua proletarização relativamente a outros quadros com estatuto semelhante antes do 25 de Abril (médicos, magistrados, engenheiros, etc.).”
    Se fosse só isso, já seria grave. Mas não é só isso…
    Os alunos são mesmo prejudicados e o país sofre mesmo para pagar aqueles abusos.

    “O prémio que existia em relaçao ao sector privado já foi eliminado com os cortes salariais e a perda do subsidio de férias e 13º mês. É demagogia continuar a bater nesta tecla.”
    Diz quem? Têm muito mais segurança no trabalho uma vez no quadro, ainda têm um sistema de saúde que é tão bom que tem de ser financiado pelo Orçamento de Estado, ainda ganham relativamente bem, e ainda por cima têm uma avaliação que é uma anedota comparativamente com os seus correlegionários Europeus.

    “Se autor do post quer professores mais baratos, porque não reclama também contra os salários dos banqueiros, engenheiros, médicos, advogados, etc.. Não nos esqueçamos que quem pagar em amendoins acaba por só atrair macacos e que os erros no ensino só sentem ao fim de muitos anos.”
    Eu reclamo constantemente contra os benefícios dos grupos de pressão que estão claramente acima do que eles receberiam se não fosse o seu poder de pressão e o facto de que em Portugal “quem chora mama”. Eu sou contra, como é público, BPP, BPN, CP, TAP, estrelas RTP (nunca mais consegui ver o Fernando Mendes ou a Catarina Furtado), juízes e professores. Para não falar de Portugal gastar o dobro (2% do PIB Vs 1% do PIB) da Espanha nas Forças Armadas. Leia mais e não comete essa gaffe.

    “P.S. Eu sou professor e empresário por isso tenho conhecimento directo das diferenças entre o estado e o sector privado.”
    Ser empresário em part-time é mais fácil, pois Seg. Social e pressão mensal pelos resultados desaparecem. Experimente sair de professor e viver só dos seus lucros como empresário.

  22. Em comentário final por agora,
    Note-se que eu não advogo que os Professores ganhem 777€. Apenas digo que no país em que vivemos ainda ter a lata de protestar contra cortes tão suaves como os que este governo está a fazer no Ensino…
    Os professores que se preocupem mais com a qualidade e os resultados do seu trabalho, que isso eu não vejo debater na praça pública e os resultados são cada vez piores.

  23. Lucas

    “Apenas digo que no país em que vivemos ainda ter a lata de protestar contra cortes tão suaves como os que este governo está a fazer no Ensino…” LOL

    É sempre bom lermos o que pensam senhores como este, herdeiros de uma longa tradição em portugal, para nos lembrarmos da importância dos sindicatos. Obrigado.

  24. João

    “The most urgent necessity is, not that the State should teach, but that it should allow education. All monopolies are detestable, but the worst of all is the monopoly of education.”

    Frederic Bastiat

  25. A julgar pelo ódio que o Ricardo Magalhães e muitos comentadores têm aos professores, há bastantes traumas por resolver no percurso académico desta gente. Os autores do Insurgente que são professores gostarão desta caracterização rasteira e, basicamente, ascorosa, de uma classe essencial para o futuro do país, de qualquer país?

  26. Escrever isto: “Note-se que eu não advogo que os Professores ganhem 777€. Apenas digo que no país em que vivemos ainda ter a lata de protestar contra cortes tão suaves como os que este governo está a fazer no Ensino…” só pode ser uma piada de mau gosto. Em dois anos 15 000 professores foram despedidos. Os que ainda têm emprego viram subsídios de férias e de Natal serem cortados e têm ordenados e progressões congeladas há pelo menos 3 anos. A ignorância é de facto atrevida.

  27. Manuel Costa Guimarães

    É pena que nesta discussão seja sempre esquecido o elemento mais importante: o Aluno.

    Sérgio Lavos: Foram despedidos porque havia/há professores a mais. Ponto. Tem piada… Eu também fiquei sem subsídios e não sou despesa do Estado.

  28. Sérgio Lavos,
    “A julgar pelo ódio que o Ricardo Magalhães e muitos comentadores têm aos professores, há bastantes traumas por resolver no percurso académico desta gente.”
    Entrei na Faculdade de Economia do Porto com 18,03. E o Sérgio?

    “Os autores do Insurgente que são professores gostarão desta caracterização rasteira e, basicamente, ascorosa, de uma classe essencial para o futuro do país, de qualquer país?”
    Ascorosa ou asquerosa? Não sabia que o Sérgio usava a versão Brasileira das palavras…
    Repare-se que a minha questão não é contra os professores em geral, mas apenas contra os “professores” que colocam a prioridade nos seus direitos e não nos alunos. Que pensam mais na sua carteira do que nos seus resultados. Que são contra a sua avaliação mas que estão dispostos a ir para a rua para pedir aumentos de impostos para resolver o défice via receita e não via despesa.

  29. João

    Tirando uma minoria que de facto tem vocação, gosto e talento para ensinar (e merecia ser mais bem paga), uma larga fatia dos professores é-o por não ter saídas profissionais quando acabam os respectivos cursos nas mais variadas áreas e procuram a almofadinha do funcionalismo público. Quem tem filhos na escola pública sabe-o! Desde as constantes faltas e baixas que deixam os miudos sem aulas a uma incompetência atroz no ensino, há de tudo! O pior é que os poucos que são bons sabem disso mas tem que juntar-se ao coro da maioria. Sim porque maioria é quando dois lobos e uma ovelha escolhem o que vai ser para o jantar.

  30. Exacto Manuel Costa Guimarães.
    Os 14.000 professores despedidos foram-nos porque NÃO HÁ ALUNOS suficientes.
    E não há alunos suficientes porque o país não aguenta ser sugado pelo Estado, seja políticos e banqueiros, seja professores, médicos e juízes.

  31. asrl

    O RCM anda nervoso… por isso talvez isto ajude:

    “Trades Unions work well as centers of resistance against the encroachments of capital. They fail partially from an injudicious use of their power. They fail generally from limiting themselves to a guerilla war against the effects of the existing system, instead of simultaneously trying to change it, instead of using their organized forces as a lever for the final emancipation of the working class that is to say the ultimate abolition of the wages system.” Karl Marx in Value Price and Profit, 1865.

  32. António Fernando Nabais

    Os professores, sindicalizados ou não, têm razões mais do que suficientes para se sentirem prejudicados e não estamos a falar apenas de questões salariais (seja como for, os professores, à semelhança da maioria dos trabalhadores têm vindo a ser prejudicados por partidos que se apropriaram do Estado e desviam os dinheiros públicos para interesses de amigos privados, atirando para o ar a ideia de que o problema está nos ordenados da função pública e nos alegados privilégios do Estado Social). O que se passa com as políticas educativas é absolutamente escandaloso e, nos últimos sete anos, tem-se assistido à destruição da Escola, com decisões desastrosas, como o aumento do número de alunos por turma, a criação de mega-agrupamentos ou o empobrecimento do currículo dos alunos, entre muitas outras.
    As generalizações sobre professores que surgem nestas caixas de comentários são típicas dos ignorantes, sendo que a generalização é, afinal, uma manifestação de ignorância. Há muitos debates públicos, com a participação de professores, sobre os vários problemas que afectam a Educação. É caricato que quem não esteja informado sobre um facto se limite a dizer que o facto não existe. Os professores são ignorados, apesar de andarem, há anos, a avisar para os erros sucessivos dos vários ministros, com reflexos negativos sobre os alunos.
    A história de que não há alunos suficientes é outra piada recente. A natalidade baixou, é certo, mas o número de alunos ainda não baixou o suficiente para que se possa justificar o despedimento de milhares de professores em pouco tempo. Se houvesse um mínimo de honestidade, bastaria reconhecer que, entre outras medidas, o simples aumento do número de alunos por turma foi suficiente para se despedir professores.
    O Estado anda a ser sugado por políticos e banqueiros. Ponto final.
    Nota: “ascoroso” não é um brasileirismo.

  33. José Esteves

    DavC,

    É impossível falar na história da selecção natural relativamente aos professores empregues pelo ministério da educação. Para haver selecção é preciso que seja possível tanto contratar como despedir mediante critérios de qualidade. Esta máfia dos sindicatos dos professores quer a todo o custo evitar que haja uma selecção natural nos professores contratados pelo ministério da educação, como é manifesto na oposição a qualquer tipo de despedimento e até avaliação do desempenho destes funcionários. Esta cepa torta não mudaria em nada nem que pagassem a cada professor o ordenado do treinador do Benfica, visto que não é possível realizar efectivamente qualquer selecção sobre a classe. Até isto ser possível, ó ministério da educação manter-se-á aquilo que sempre foi: um antro para arrumar os membros de uma classe corporativa em prateleiras bem pagas, com mordomias principescas e nenhuma responsabilidade.

    E quem paga é o zé, agora a desembolsar mais dois ordenados por ano para manter estes parasitas.

  34. José Esteves

    Dédé,

    Não é preciso regentes escolares por vários motivos. Um deles é que com uma taxa de desemprego oficial de 17% então o que não falta é gente competente e bem formada no desemprego por onde se poderá escolher. Outro deles é o facto de que se o problema do ministério da educação é ter professores a mais a serem pagos principescamente então não se poderia resolver o problema contratando ainda mais gente.

    A única coisa que é necessária no ministério da educação é poder despedir os professores que estão a mais de acordo com critérios de competência. Bastava só isso para aliviar um pouco o nosso problema de impostos e acordar aquela classe corporativa para saberem que realmente a competência é valorizada.

  35. asrl

    Diz o RCM: “Entrei na Faculdade de Economia do Porto com 18,03”

    Genialidade e/ou trabalhador árduo certamente poderão dar nesses resultados. No entanto, o meio social e condições de natureza material (para além de claro a qualidade dos professores e escolas) contribuem bastante para o sucesso escolar de um aluno. E quando o Estado tenta nívelar estas diferenças sociais, está a interferir no conceito de justiça social…

  36. O RCM se calhar não entende o que é a diferença entre um país de analfabetos como Portugal (que tem qualificações ao nível da Turquia e do México) e os restantes países da OCDE. Por isso não entende tudo o resto e acha que os professores são mesmo uns privilegiados, porque não ganham o mesmo que outro assalariado qualquer. Se calhar também acha que um médico no SNS ganha demasiado. Mas eu entendo o argumento vindo de quem acha que tudo o que é do Estado é para abater (à excepção das funções de soberania), agora entender porque é que pessoas normais que entendem o papel do Estado numa sociedade civilizada embarcam também neste discurso, isso é que eu não entendo.

  37. Mas se comparar com o PIB per capita ainda pode fazer algum sentido, que sentido faz comparar com o salário médio, quando neste estão incluídos os salários de pessoas com baixíssimas qualificações (que são a esmagadora maioria)?

  38. O Ricardo formado em economia a querer corrigir o meu português tem alguma piada – ascoroso é o termo gramaticalmente certo. Asqueroso tornou-se aceitável pelo uso, mas prefiro recorrer ao termo correcto.
    Quanto ao resto, se nada tem contra os professores em geral, não deveria generalizar. Há bons e maus professores, como há bons e maus economistas e há bons e maus empresários. Quando vejo os empresários da restauração a protestar em frente à Assembleia contra o aumento do IVA não estou a pensar se quem está ali será bom ou mau empresário, se quem está, está apenas interessado em ter mais lucro ou está porque vive em verdadeira dificuldade, julgo apenas as reivindicações que fazem. Bem sei que o ideal para a felicidadade da economia e do país o ideal seria ninguém se manifestar e unir contra as políticas que degradam a vida das pessoas, mas é assim que funcionam as democracias. temos pena.

  39. Lucas

    O problema destes novos liberais não é exactamente com os professores. O problema deles é precisamente, e de forma apenas aparentemente paradoxal, com o ser humano em geral, com as suas fraquezas, diversidade, azares ou ambições. O que não produz bens transaccionáveis, o que não é empreendedor ou o que simplesmente teve azar é rapidamente classificado de inútil ou parasita. A única liberdade que conhecem é a de não pagar impostos sobre os pópós herdados dos papás.

  40. Joaquim Amado Lopes

    António Fernando Nabais (38),
    “Os professores, sindicalizados ou não, têm razões mais do que suficientes para se sentirem prejudicados e não estamos a falar apenas de questões salariais…”
    Ser despedido por o empregador já não precisar dos respectivos serviços ou ver a remuneração reduzida por o empregador não poder continuar a suportar a remuneração anteriormente acordada é ser prejudicado? Quer isso dizer que Portugal deve continuar a pagar ordenados sempre crescentes a professores de que não precisa, independentemente da situação financeira do país?

    E, considerando que ter ficado sem trabalho ou ver a remuneração reduzida já aconteceu a centenas de milhar de trabalhadores e vai acontecer a muitos mais, pode explicar por que razão os professores devem ficar imunes a esse “prejuízo”, ainda mais quando os seus salários são pagos também por aqueles trabalhadores cujas remunerações baixaram?

    Até os professores exigirem que a remuneração dos sindicalistas a tempo inteiro seja suportada inteiramente pelos respectivos sindicatos, que quem não dá aulas não receba qualquer avaliação como professor e que a contratação de professores seja feita directamente pelas escolas, bem podem ir bardam**** com a conversa de estarem “a ser prejudicados”.

  41. Manuel Costa Guimarães

    Lucas,

    “A única liberdade que conhecem é a de não pagar impostos sobre os pópós herdados dos papás.”
    Pronto, pronto… Vai lá brincar com os popós que os adultos estão a conversar, está bem?

    Caro Sérgio Lavos,

    Se julga apenas as reivindicações (que acho correcto), crê que as mesmas fazem sentido?

  42. Lucas

    “os adultos estão a conversar, está bem?” LOL O teor do post sobre o qual estão a discutir revela uma maturidade assinalável, sim senhor, meu caro e adulto Manuel.

  43. Diga-me antes o que não faz sentido nas reinvindicações, caro Manuel Costa Guimarães. Não é verdade que 14 000 professores deixaram de ser colocados nos últimos dois anos? E não é certamente por causa da redução da natalidade, é pelo aumento do n.º de alunos por turma decidido por Crato. Porque a quebra na natalidade, que é um facto, está a ser compensada pela migração dos alunos do privado para o público por causa da crise. As turmas são cada vez maiores e quando houver números oficiais (daqui a 1 ou 2 anos) iremos ver o resultado desta política de destruição do ensino público. Até acho que a FENPRF está muito mansa com este Governo, sobretudo se compararmos com o escacéu que fez quando se falou da reforma de Maria de Lurdes Rodrigues que incluia uma avaliação que me parecia, e com todos os defeitos, mais séria do que a que existe actualmente.

  44. João

    Todos querem viver á custa do Estado e esquecem-se que o Estado vive á custa de todos. Pois é DavC, há quem entre nós que ache que tudo o que vem do estado é para abater. O Estado só deverá garantir a liberdade e o ambiente favorável para que os indivíduos, em liberdade, possam prover por eles próprios. Um grande homem disse uma vez:

    “A wise and frugal government which shall restrain men from injuring one another, which shall leave them otherwise free to regulate their own pursuits of industry and improvement, and shall not take from the mouth of labor the bread it has earned. This is the sum of good government.”– Thomas Jefferson (1801)

    Os socialistas confundem governo com sociedade. Em resultado disto sempre que um libertario se opôe a que uma determinada coisa seja feita pelo governo/estado, os socialistas acham que nós objectamos a que a dita coisa seja feita de todo. nada mais longe da verdade.! objectamos que ela seja feita pelo Estado sim.

    Confiar cegamente no Estado é atribuir-lhe automaticamente demasiado poder. Desconfiar do governo é confiar na humanidade – confiar na habilidade das pessoas poderem coexistir pacificamente de uma forma produtiva sem nenhum agente do governo a policiar cada movimento seu. O estado é apenas mais uma instituição humana – menos criativo que a Microsoft ou a Apple – menos confiável que o Federal Express – menos responsavel que o empresário que quer ver o seu negócio prosperar e muito menos prudente que o cidadão médio no que toca a gastar o dinheiro por si ganho.

    Por isso sim! Governo limitado e liberdade é a receita de um libertario. Referiu em passagem o SNS. Se quiser tambem lhe explico o ponto de vista libertario se tiver abertura mental para isso. Um libertario em essencia é isso não impõem nada a ninguem! muito menos um estado falido e extorsionista em nome de coisas que alegadamente SÒ o estado pode fazer senão é a anarquia total.

    Mas esta é só a minha opinião. Aceito que para algumas pessoas ser cuidada pelo estado desde o berço até á sepultura seja o paraiso na terra. Não é a minha praia!

  45. tina

    “Pronto, pronto… Vai lá brincar com os popós que os adultos estão a conversar, está bem?”

    ahahahaha! E conversa de adultos significa estar minimamente a par dos factos e não distorcer o argumento, tal como:

    – ninguém está aqui contra os profs mas sim contra a gananciosa Fenprof
    – que até há bem pouco tempo os profs portugueses recebiam muito acima da média europeia comparativamente à riqueza do país.
    – que o nº de profs em Portugal é excessivo comparado com a média europeia.

    Contra factos não há argumentos, de que adianta protestar?

  46. João

    O governo é muito bom numa coisa! Sabe como partir-te as pernas e depois dá-te um par de muletas e diz:

    “vês! se não fosse o governo não conseguirias andar”

  47. António Fernando Nabais

    Joaquim Amado Lopes (46)

    Os professores não foram despedidos por não serem precisos, foram despedidos porque o Governo criou desemprego artificialmente. As remunerações dos professores e dos trabalhadores, em geral, foram reduzidas com base em mentiras sobre alegados privilégios e míticas regalias. Os professores e os trabalhadores, em geral, têm perdido poder de compra e direitos (a que os idiotas úteis chamam regalias). O Estado tem gasto muito mal o nosso dinheiro, mas a responsabilidade principal desse desperdício cabe a gente que está em Belém, em Bruxelas, em Paris ou em São Bento. É preciso ter muita lata para apresentar a factura a quem não contraiu a dívida.
    O facto de haver quem esteja ainda pior que os professores não é razão suficiente para que os professores percam o direito a protestar, mas esse tipo de argumentação, por assim dizer, é habitual: “Ainda tens emprego e ordenado? Então, caladinho, que há muitos que nem isso têm”. É gentinha da escola ulrichiana, cultores da teoria do “aguenta”. Os professores não têm de ficar imunes a coisa nenhuma, como não têm de estar sujeitos a roubos.
    Os problemas dos professores e da Educação (deixe-me repetir: da Educação) vão muito para além dos defeitos dos sindicatos e a contratação directa de professores é um disparate, como poderia saber, se conhecesse minimamente a vida das escolas. O teor excrementício do último período está de acordo o resto do comentário.

    Sérgio Lavos (49)
    Juntar no mesmo texto as expressões “Maria de Lurdes Rodrigues” e “avaliação séria” é uma contradição insanável. De resto, concordo: os professores, sindicatos incluídos, andam demasiado mansos.

  48. Oh João, eu já sei essa conversa de ginjeira. Vocês parecem os comunistas, só falam de utopias em vez de pegar na realidade que têm pela frente, para esse peditório já dei.

  49. João

    Utopias! é o que eu disse! Voçê já esta demasiado formatado mentalmente. A ignorância e mentes curtas só se podem combater estimulando as qualidades opostas. qualquer debate é infrutífero. Se voçe soubesse alguma coisa sobre os males que afectam o sistema político actual, males práticos não ideológicos, termos tais como:

    – Sistema de reserva fraccional bancário, dinheiro fiat, economia keynesiana vs austriaca, bancos centrais que minam completamente o carácter ciclico da economia atraves das taxas de juro e muito mais..

    Estou a falar de números, economia, matemática e evidências empíricas que suportam tudo. Eu sei que para os socialistas a matemática não é uma ciência exacta! mas caramba isso não é minha culpa. Utopia é viver no sistema actual e estamos a pagar caro por ela, assim como os comunistas pagaram.

  50. Ai o camandro, mas “voçe” pensa que está a falar com quem? Realmente, ilumine-me lá, recite lá o Hayek, o Mises, o Rothbard, o De Soto, e umas coisitas do Friedman já agora, que eu estou aqui mortinho por sorver esse “çeu” conhecimento todo. Ui que ele “çabe” tanto de matemática,,,

  51. João

    Voçê é que disse que era uma utopia não fui eu. Esclareça-me então se para si tudo o que “o” Hayek, “o” Mises, “o” Rothbard e todos os defensores de uma corrente que tem como tema central o mercado livre e um governo limitado são uma cambada de utópicos iludidos. Se a resposta for sim, então aceito a primeira acusação de utopico que me fez, com agrado, e encerramos aqui o nosso pequeno “quid pro quo”

  52. João

    Peço desculpa se não sei se o “você” leva ou não cedilha, estando na Africa do Sul desde que nasci até agora admito que por vezes, apesar de me esforçar para não o fazer, cometo um ou outro erro. Desculpe-me se isso o transtornou.

  53. Sim, são uma cambada de utópicos iludidos, apesar de alguns, como o Hayek, terem excelentes contributos para a economia e para a política, não tomo os seus escritos como escrituras sagradas ao contrário do que fazem os libertários. E eu é que peço desculpa pela brincadeira das cedilhas, sabe que um tipo entusiasma-se com estes quid pro quo’s e diz coisas que não deve.

  54. Manuel Costa Guimarães

    Caro Sérgio Lavos,

    “Não é verdade que 14 000 professores deixaram de ser colocados nos últimos dois anos?” E então? Há professores a mais e nem é por causa da redução da natalidade, é porque há a mais! É como a advocacia e outras profissões para as quais foi meio mundo e agora são 7 cães a um osso.
    Infelizmente são demasiados professores para poucos lugares, mesmo que esteja certo na deslocação do privado para o público.

  55. lucklucky

    A maioria dos professores nem têm nem metade do que merecem, entregaram todo o poder ao Estado e sindicatos, nunca quiseram competição nenhuma no ensino – acham-se muito nobres e acima das mercearias- votaram sempre a favor do soci@lismo quanto mais melhor.
    A favor da mediocridade, do politicamente correcto de esquerda a seguir programas unicos num Regime Soci@lista que não tolera a diferença.

    Parvos como demonstrararm ser ao entregarem todo o poder ao soci@lismo agora não controlam as próprias vidas.
    Estão surpresos?

    Como os sindicatos gostam muito de falar de “dignificação” Leia-se: €€€ onde está a “indignificação” dos burocratas do Kremlin da 5 de Outubro e dos professores pelo crescimento negativo desde 2000?
    Ou a Escola Publica e Única serve para quê?

    Há só uma minoria que resiste e sabota tudo o que vem do Kremlin.

  56. João

    Ok, aceito a obvia diferença de posições. Eu estou convicto que no essencial eles tem razão. Mesmo dentro da corrente libertaria não conheço dois que concordem em abosluto um com o outro. Há, na minha opinião, vários graus de libertarios ou liberais. Eu gosto de me considerar um dos que acredita que, salvo os devidos excessos, é prático e mais do que isso é o formato que permite a melhor prosecução daquilo que para mim é o valor “paramount” na vida. A liberdade. Quanto á parte final da sua resposta agradeço e não se preocupe! tenho um queixo forte!

  57. Lobo Ibérico

    @DavC

    “Ai o camandro, mas “voçe” pensa que está a falar com quem? Realmente, ilumine-me lá, recite lá o Hayek, o Mises, o Rothbard, o De Soto, e umas coisitas do Friedman já agora, que eu estou aqui mortinho por sorver esse “çeu” conhecimento todo. Ui que ele “çabe” tanto de matemática,,,”

    Em relação ao que o João argumentou, quer refutar?
    Senão…

    stop being a dick, please.

  58. asrl

    Carro João e DavC,

    ‘The main lesson which the true liberal must learn from the success of the socialist is that it was their courage to be Utopian which gained them the support of the intellectuals and thereby an influence on public opinion… What we lack is a liberal Utopia, a program which seems neither a mere defense of things as they are nor a diluted kind of socialism, but a truly liberal radicalism’.

    Hayek (1967) in, Studies in Philosophy, Politics and Economics

  59. João

    A transcrição vai ao encontro do que eu penso. Se há coisa que falta no libertarianismo/liberalismo é uma utopia. Hayek é produto de uma familia de cientistas e academicos não tem o background político. Penso que a obra e a vida dele, nomeadamente a nivel dos premios que recebeu, reflectem uma componente fundamentalmente prática dos seus trabalhos.

  60. Sobre o racio professores/estudantes em Portugal, aconselho a consultarem o relatório da OCDE de 2009 sobre o tema: http://www.oecd.org/edu/skills-beyond-school/48631144.pdf. Tínhamos menos estudantes por professor do que a média, mas não estávamos nos 10 primeiros na maior parte dos casos. Entretanto, o Governo de Sócrates fez os superagrupamentos, fechou escolas e despediu professores. O Governo de Passos Coelho aumentou o n.º de alunos por turam, fechou mais escola, fez mais superagrupamento e depediu ainda mais professores. Quase que apostava que neste momento a média de alunos por turma se aproxima da China, o país com piores indicadores. E o n.º de professores por aluno também deverá ter baixado bastante.

  61. asrl

    João

    A utopia é um estado permanente. Não finda. É eterna. A ‘truly liberal radicalism’ que Hayek se refere dá-se pelo nome the Libertarianism. Que é por si mesmo a ‘utopia liberal’ que Hayek procura. O Libertarianismo, no pensamento económico, é a corrente utópica do Liberalismo. Já no que diz respeito a relações internacionais, Libertarianismo é parte da corrente conservadora, e não da liberal…

  62. Lucas

    Estes números e tabelas lidos a seco podem não significar absolutamente nada, sobretudo quando estamos a falar de sistemas de ensino, leis e procedimentos diferentes. Como se diz no próprio relatório citado da OCDE:

    “Because of these definitions, similar student-teacher ratios between countries can result in different class sizes.
    For example, at the lower secondary level, France and Spain have similar average class sizes (24.5 students in
    France and 24.3 in Spain – Table D2.1), but the student-teacher ratio differs substantially, with 14.9 students
    per teaching staff in France compared to 10.1 in Spain (Table D2.2). The explanation may lie in the higher
    number of teaching hours required of teachers in Spain (713 in Spain compared with 642 in France – Table D4.1)
    and lower instruction time for students in Spain”.

    Mas enfim, isso é já um grau de sofisticação que não é próprio de um lugar onde adultos brincam aos russos e aos americanos.

  63. 68. É verdade, eu próprio achei estranho esse quadro, porque se Portugal está muito acima da média no nº de alunos por turma, como é que tem esses números no racio professor/aluno? A única explicação que encontro é a OCDE ter trabalhado com o número de professores que se candidatam todos os anos, o que inclui professores contratados, efectivos, horários-zero e não colocados, isto é, para aquilo que conta (despesa do estado com os professores), não faz sentido incluir os não colocados.

  64. Lucas

    Para além do que o Sérgio Lavos diz, convinha saber se em todos os países analisados alunos com necessidades educativas especiais são ou não integrados em turmas normais, como cá são, se professores integram ou não cargos burocráticos de direcção de escola, como cá integram, se o ensino da música é ou não contabilizado, como cá é, etc, etc…

  65. tina

    Uma coisa é certa, factos para a esquerda estão como óleo para água. Não adianta misturar as suas, nunca se combinarão.

  66. Fantástico. Se tivesse chegado aqui por engano ia pensar que estava no Câmara Corporativa nos idos da MLR/Valter Lemos. Estatísticas manipuladas, números mais que denunciados como falsos ou desactualizados, o ataque rasco aos zecos corporativos…
    Se o Abrantes vê isto, tem um ataque de nostalgia, se a Câncio tal coisa lê, vem para aqui fazer entrevistas.
    E depois os socialistas são os outros, está-se mesmo a ver. Mais uma vez se demonstra que Sócrates foi o grande iniciador das reformas liberais no Portugal do séc. XXI.

  67. Pingback: A capacidade argumentativa da extrema-direita é fantástica – Aventar

  68. Joaquim Amado Lopes

    Sérgio Lavos (70),
    “A única explicação que encontro é a OCDE ter trabalhado com o número de professores que se candidatam todos os anos, o que inclui professores contratados, efectivos, horários-zero e não colocados, isto é, para aquilo que conta (despesa do estado com os professores), não faz sentido incluir os não colocados.”
    E há alguma razão para assumir que só em Portugal existem “professores não colocados”?

  69. Joaquim Amado Lopes

    António Fernando Nabais (53)
    “Os professores não foram despedidos por não serem precisos, foram despedidos porque o Governo criou desemprego artificialmente.”
    Por outras palavras, os professores foram despedidos porque deixaram de ser necessários. Exactamente da mesma forma que qualquer empresa reorganiza as suas operações de forma a necessitar de menos recursos humanos e alguns trabalhadores se tornam excedentários.

    “O facto de haver quem esteja ainda pior que os professores não é razão suficiente para que os professores percam o direito a protestar, mas esse tipo de argumentação, por assim dizer, é habitual: “Ainda tens emprego e ordenado? Então, caladinho, que há muitos que nem isso têm”. É gentinha da escola ulrichiana, cultores da teoria do “aguenta”.”
    Pois, na minha opinião, o facto de QUEM PAGA OS ORDENADOS DOS PROFESSORES estar muito pior que estes mais do que justifica essa argumentação.
    Os professores não perdem o direito de protestar porque proteger o direito a fazer protestos cretinos é a única forma de garantir que os protestos razoáveis não são proíbidos.

    “Os professores não têm de ficar imunes a coisa nenhuma, como não têm de estar sujeitos a roubos.”
    Roubo é funcionários partidários como Mário Nogueira serem pagos pelos contribuintes e não pelos partidos políticos que lhes dão ordens ou pelos associados dos sindicatos onde exercem a sua actividade política.
    O Estado não apenas tem o direito como tem o dever de ajustar a sua despesa à situação financeira e económica do país. Os funcionários públicos que achem que os respectivos salários e regalias já não compensam podem procurar outra ocupação. Com tantos professores desempregados, certamente não faltará quem esteja disponível para ocupar os lugares deixados vagos por quem acha que merece mais do que o que está a receber.

    “Os problemas dos professores e da Educação (deixe-me repetir: da Educação) vão muito para além dos defeitos dos sindicatos”
    Tem razão no sentido em que os problemas da (des)Educação vão muito além dos problemas dos professores e da cretinice dos respectivos sindicatos.

    ” e a contratação directa de professores é um disparate, como poderia saber, se conhecesse minimamente a vida das escolas.”
    A contratação directa pelas escolas resolvia vários problemas das escolas e dos professores e teria outras vantagens para a sociedade.

    As escolas passavam a ter um quadro de professores constante e sem incertezas quanto ao calendário de colocações, os professores seriam contratados pelas competências necessárias a cada escola (evitando pôr professores a darem aulas de matérias que não dominam), os horários poderiam ser feitos com bastante antecedência, menos rotação de professores levaria a menos necessidade de adaptação dos “novos” professores à escola e os casos de licenças prolongadas (que prejudicam os únicos que realmente interessam – os alunos) poderiam ser resolvidos muito mais facilmente.

    Os professores poderiam construir a sua vida no sítio onde encontrassem trabalho, deixaria de haver a incerteza anual relativamente à colocação, conheceriam melhor a escola e o meio envolvente e os mais competentes passariam a ter um muito maior poder negocial.

    Além disso, os maus professores deixariam de ser contratados e teriam que procurar outra ocupação e o Estado deixava de sustentar professores não-colocados (seriam como quaisquer outros trabalhadores desempregados). Os professores com actividade sindical, caso pertencessem ao quadro de escolas, tirariam licença sem vencimento (o seu salário seria pago pelo sindicato) e poderiam seguir essa carreira política.
    E as escolas que não conseguissem contratar professores por questões da envolvente sócio-económica ou de segurança passariam a ter mais argumentos para reinvindicar soluções adequadas.

    Agora diga lá onde é que está o disparate.

    “O teor excrementício do último período está de acordo o resto do comentário.”
    O “teor excrementício” desse último período está de acordo com o que o argumentário dos sindicatos de professores merece.

  70. António Fernando Nabais

    Joaquim Amado Lopes (77)

    Independentemente do peso das crises internacionais, vivemos num país em que o dinheiro tem sido mal gasto por uma lista interminável de corruptos que nunca serão julgados por isso, mas que não deixam de ser corruptos, porque, na minha opinião, gerir o Estado, as regiões autónomas e as autarquias de forma ruinosa é criminoso. É aí que está o problema e, por muitos incompetentes que haja a trabalhar na função pública, é aí que começa e acaba o descalabro da nação, o que não quer dizer que não se deva acabar com o que esteja mal na função pública. Com a Educação passa-se o mesmo: ministros incompetentes, um povo que não se interessa verdadeiramente pelo assunto e as escolas a aguentarem com todas as leviandades e incompetências dos outros, com destaque para os professores.
    Não sendo eu comunista e não sendo sindicalista nem admirador dos sindicatos, procuro não ser primário. Não me custa aceitar que os sindicatos sejam auto-suficientes para que o Estado não gaste dinheiro com isso, mas isso, face a disparates como os estádios do Euro 2004 ou o caso BPN, é irrisório.
    Feito este intróito, vamos lá a ver se nos entendemos.
    Aumentar o número de alunos por turma é criminoso, porque prejudica os alunos (vou escrever outra vez, porque pode não ter percebido à primeira: prejudica os alunos). Um ministro da Educação digno desse nome não pode tomar uma decisão dessas. Entre outros aspectos, foi assim que Nuno Crato criou desemprego artificialmente, injustificadamente, não porque tenha de inventar vagas, mas porque deitou fora recursos humanos indispensáveis ao bom funcionamento das escolas, sendo que uma escola não é a mesma coisa que uma empresa, mesmo sabendo-se que qualquer instituição deve ser gerida recorrendo a instrumentos de gestão.
    Os funcionários públicos que achem que os respectivos salários e direitos estejam postos em causa podem, é verdade, procurar outra ocupação. Os que não queiram procurar outra ocupação e que estejam convencidos de que estão a ser injustiçados, devem continuar a trabalhar e devem protestar.
    Os professores que considerem que merecem ganhar mais do que aquilo que estão a receber devem fazer o mesmo: trabalhar e protestar (não são actividades incompatíveis, sabia?). Os professores que considerarem que é importante para os alunos que haja mais professores nas escolas devem lutar para que muitos daqueles que estão desempregados voltem a trabalhar.
    A ideia de que haverá sempre um desempregado disposto a trabalhar por menos faz lembrar a história do “Há Lodo no Cais”. O que é preciso é proletarizar, não é, Joaquim? Voltar ao tempo em que a miséria seja tal que as pessoas fiquem felizes com um bocadinho menos de miséria é o sonho da direita, eu sei. Os seus governos têm tratado disso. Está quase lá.
    A colocação de professores em concursos nacionais nunca deu origem a problemas de maior. Por várias razões, desde legislação incompetente à tendência endémica para o compadrio, as várias tentativas de descentralizar têm causado mais caos nas escolas, mas, afinal, o ministério da Educação não serve para outra coisa. Entretanto, tem sido graças ao ministério que os professores têm vivo em permanente e crescente instabilidade.
    E volto ao princípio: é preciso muito descaramento ou desconhecimento para culpar os trabalhadores (recorrendo, entre outras, à velha técnica de transformar os funcionários públicos ou os sindicatos em bodes expiatórios), depois de anos de gestão ruinosa do Estado. Enfim, bocas da reacção. A verdade é que os professores, e muitos outros, são credores e não devedores (http://aventar.eu/2013/02/19/divida-publica-aos-professores/)

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