Opções para hoje

Opcoes

Hoje há 3 grandes opções para quem queira ter uma noite diferente no Porto:

  1. Ouvir 2 liberais a sério fazerem uma crítica de direita (!) ao governo.
  2. Ouvir o principal responsável pelo governo explicar porque é o governo mais liberal de sempre.
  3. A preferida do governo: ir a Aveiro à bola (ou assistir pela tv no café da zona) enquanto não pensa no que o governo está a fazer ao país.

Quem achar que está tudo bem pode à 2 ou à 3 e depois queixar-se que nunca ninguém se interessa pela sua situação.

Quem quiser ter um pensamento crítico e ir à 1ª, pode registar-se e ver todos os detalhes do evento AQUI.
Basicamente, é ir hoje pelas 21h à Junta de Freguesia de Vermoim – Localização.

Até logo!

10 pensamentos sobre “Opções para hoje

  1. JB

    A terceira continua a ser a melhor de todas. As 2 primeiras opções são farinha do mesmo saco…. não fosse o PPC um produto das jotinhas

  2. Reparem que diversos PSDs, que normalmente iriam, irão preferir ao “beija-mão”, pelo que a audiência será mais seleccionada que o habitual e os que vão é porque querem mesmo discutir ideias, o que para eles é uma boa oportunidade pois no partido… digamos que as oportunidades não são muitas…

  3. Comunista

    Se forem liberais a sério, Insurgente style, talvez possam falar na relação entre mercado desregulamentado e a presença de carne de cavalo em produtos cuja publicidade e descrição não a inclui. Duvido no entanto que a extrema-direita tímida, que é dizer o Insurgente e afins, abordem este problema e as dificuldades evidentes que coloca a esse projecto perfeitamente idiota de mercados desregulamentados.

  4. Guillaume Tell

    “possam falar na relação entre mercado desregulamentado e a presença de carne de cavalo em produtos cuja publicidade e descrição não a inclui.”

    Muito simples, pela mesma razão que na URSS um terço da produção perdia-se entre o armazenamento e a comercialização. Isto inclusive em anos em que o investimento público na agricultura era duplicado por dois.

    Sobre a carne de vaca feita cavalo, é mais um problema derivado da PAC que continua a espatifar dinheiro para criarem vacas (e depois paga outro subsídio para matar a sobre produção) o que fez que a vaca seja uma carne barata. Logo porquê que uns romenos hão de se preocupar em pôr lá cavalo se no máximo arriscam-se a perder a empresa francesa como cliente porque quem será apontado como primeiro responsável será ela. E de toda à maneira depois ainda podem receber um subsídio para criarem cavalos dizendo que Bruxelas não apoia o suficiente a criação de cavalo, ou porque o grande capital está preocupado com lucros imediatos logo troca o cavalo pela vaca.

  5. Comunista

    Numa situação de mercado desregulamentado pode acontecer que haja numa altura uma demanda por cavalo que gere um momento prolongado de investimento na criação de cavalo. Se essa demanda depois diminuir contra as expectativas dos criadores – um caso que pode perfeitamente acontecer e acontece – a situação de um excedente de cavalo pode colocar o mesmo problema que você aqui atribui à regulamentação e a saída da adulteração da vaca com o cavalo dar-se do mesmo modo. O que conta aqui, a meu ver, é a falta de garantias de que a desregulamentação resulta num aumento da qualidade e confiabilidade dos produtos. O que o caso indica é a grande possibilidade de dar-se o inverso. O empresário charlatão age como se não houvesse regulamentação – o que acontece actualmente é que corre riscos legais. A desregulamentação não acaba com o charlatão, incentiva-o.

    Em todo o caso a regulamentação pode também ser demasiada, mas o que eu observo é que a quem pesa a regulamentação excessiva é ao pequeno e médio empresário e não às grandes empresas que, em muitos casos, conseguem ter voz na elaboração dos regulamentos, sendo que até acontece muito regularmente aos reguladores sairem dessas grandes empresas para lugares de governo até que depois do trabalho feito a elas retornam.

  6. Guillaume Tell

    A partir do momento em que a fraude é descoberta em todo caso o empresário está tramado, mas ainda mais quando há menos regulamentações porque quanto mais são mais facilemente pode atrasar os processos, encontrar excepções que conseguem desculpar o culpado etc.

    No caso de haver variações extremas, é preciso ter em conta que num regime de livre mercado só temos quatro meios para fazer frente: 1) fraude; 2) aguentar as perdas; 3) vender o produto num novo nicho de mercado; 4) contrair previamente um seguro. É que num mercado verdadeiramente livre toda à gente sabe que existem riscos, e no sector primário o risco que levantou é um dos maiores, logo as pessoas tenderão a tomar as devidas providências contratando seguros. Num regime regulamentado este incentivo à prudência tende a desaparecer porque sempre há a possibilidade de o Estado intervir.

    Quanto à qualidade, quanto mais houver regulamentações mais será necessário investir no produto, por vezes as regulamentações são de tal forma numerosas e contraditórias que acabam por amplificar os problemas que deviam resolver; é o caso por exemplo na produção de porco em que obrigam os produtores a vacinarem tanto os animais e depois pagam-lhes um subsídio para matar os animais porque ficam doentes por tomarem tanta medicação. Num regime de livre mercado esses abusos tendem a ser menores e caso haja pessoas que vendem produtos maus para a saúde acontece-lhes o que disse em cima, levam um processo e têm de assumir as suas responsabilidades sem possibilidade de alastrar indefinamente o julgamento.

  7. Lobo Ibérico

    “Em todo o caso a regulamentação pode também ser demasiada, mas o que eu observo é que a quem pesa a regulamentação excessiva é ao pequeno e médio empresário e não às grandes empresas que, em muitos casos, conseguem ter voz na elaboração dos regulamentos, sendo que até acontece muito regularmente aos reguladores sairem dessas grandes empresas para lugares de governo até que depois do trabalho feito a elas retornam.”

    Ergo, mais regulação = mais rasteiras para evitar a concorrência e a submissão à avaliação dos consumidores = maior conluio entre Estado e mono/oligopólios.

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